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 [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Set 13, 2010 10:51 pm

Ora bem! As meninas deram-me animo para aqui por o 8º Capítulo!... -.-' Pena estarmos quase no 11... dps vai demorar mais e vocês vão reclamar!
Aqui entra a ultima das raparigas... muito embora haja uma q vá sair... bem... huh... coisas da vida e tal.
Anyway... isto começa a adensar-se e uma das personagens que vai dar forma a isto ainda nem entrou! Muahaha!
E as partes humorísticas? Estão a gostar? Tenho sempre medo de fazer piadas secas...-.-'
Have fun!
___________________________________________________________________________________


[center]
“There is always some madness in love. But there is also always some reason in madness.”
Friedrich Nietzsche

Capitulo 8
O Começo da Loucura[
/center]


A porta fechou-se e Lili respirou fundo. Aquela miúda não batia mesmo bem, quando iria ela adquirir algum juízo? Jae afastou-se deixando-as com os outros três rapazes.

– Então, que tem a vossa amiga? – perguntou Hankyung. – Ela devia ter mais cuidado, não?

– O sol é cor-de-rosa e as moscas nadam. – respondeu Bony que parecia mesmo enfurecida com ele – Já disse para largares a Ahri de mão!

Afastou-se a passos largos sem qualquer tipo de explicação. Lili ficou a vê-la afasta-se boquiaberta, ela não costumava agir assim, nem nada que se parecesse. As stressadas do grupo eram mesmo Munny, Ahri e Nayo.

Leeteuk agarrou-lhe na mão para lhe chamar a atenção: – Que se passou aqui?

Ela olhou-o surpreendida mas incapaz de lhe levar a mal o gesto graças ao sorriso que ele lhe oferecia: – Não faço ideia. Se calhar discutiu com o Ian.

– Ian? – perguntou Heechul sentando-se na sua cadeira e olhando-a com uma expressão de puro desconhecimento.

Lili não pode deixar de sorrir interiormente. Pobres desgraçados, nunca lhes devia ter passado pela mente uma noite tão atribulada no momento em que haviam saído de casa. Ainda assim não deixava de se interrogar porque raio estavam todos a agir que nem dementes. Primeiro Munny, a Ahri, depois a Nayo e agora Bony. Eles deviam pensar que elas eram todas doidas e provavelmente teriam razões de sobra para tal: – O namorado dela é coreano, chama-se Ian. Estuda no Canada.

Hankyung suspirou: – Esta gente é toda doida.

Ela olhou-o chateada: – Hei! Coloca-te no nosso lugar por um segundo, está bem? Vens para um país estranho para “trabalhar” e no momento em que chegas o que achavas que ia acontecer muda drasticamente para aquilo que nunca sonhaste possível. – sentou-se cruzando os braços e as pernas – De onde tu vens pode ser normal morar ao lado dos teus ídolos e tal. Para nós isto é tudo muito novo com a agravante de não conhecermos a língua e sermos estrangeiras.

Ele fez beicinho mas acabou por pedir desculpas: – Desculpa. Mas vocês são um pouco estranhas.

– Estamos na era da Globalização. Não é ser estranho, é uma cultura diferente da vossa. – respondeu ela – Queres que te diga o que é estranho? Estranho é estar sentada a mesa com pessoas que só via pela TV, neste caso computador, estrelas de um país que nunca imaginei pisar, com quem nunca sonhei falar. Achas mesmo estranha a nossa atitude? Eu acho a vossa estranha. Falar connosco como se nada fosse.

Eles olharam-se e ficaram um pouco em silêncio. Depois acabou por ser Leeteuk a falar: – Confesso que o que nos moveu aqui foi mera curiosidade e peço desculpa por isso.

**

– Curiosidade?

– Sim. – começou Heechul – O nosso manager mencionou que vocês vinham de fora. Que era uma banda cover estrangeira para os Hyungs. Queríamos conhecer-vos antes de trabalhar com vocês. Saber como eram.

– Esclarecido? – perguntou ela abrindo os braços visivelmente chateada por estar a ser tratada como um bicho no circo.

– Confuso para dizer o mínimo. – observou Leeteuk divertido com a atitude dela – Confesso que gosto da vossa atitude rebelde. Mas por vezes também acho que exageram.

Ela suspirou: – Passarem a vida a dizer que somos esquisitas também não ajuda muito, sabem?

Heechul riu: – Eu não vos acho esquisitas. Vocês são divertidas. – olhou Hankyung e deu-lhe um murro no ombro – Ao contrario de certos chatos que eu conheço. Ri-te homem!

Hankyung olhou-o aborrecido: – Pois, fala o rei da esquisitice. Ages e falas como uma gaja mas é o tipo mais mulherengo que conheço além de teres sempre os penteados estranhos.

– Respeitinho que eu sou teu Hyung! – observou Heechul com um sorriso trocista. Virou-se para Lili e fez um sorriso travesso – Achas que eu sou esquisito?

Ela não pode evitar uma gargalhada: – Divertido, para variar por estas bandas.

**

Bony atravessou o hall sem ver o caminho e acabou por chocar com alguém. Olhou para cima e deparou-se com Jaejoong. Ele estendeu-lhe a mão para a ajudar a levantar-se: – Desculpa, não te vi. – pediu ele.

Após ter recuperado a voz ela lá lhe respondeu: – Ah… eh… quer dizer… Desculpa. Eu também não estava a ver por onde ir… quero dizer, ia.

Ele sorriu: – É assim tão embaraçoso estar na minha presença?

Ela sorriu de volta: – Embaraçoso? Só podes estar a brincar!? – sacudiu as calças – Quer dizer, tu ofuscas toda a gente.

Ele olhou-a surpreendido: – Eu, o quê?

O riso dela era como uma cascata de água que lhe lavava a alma: – És ofuscante. Fazes mal a vista.

Ergueu uma sobrancelha de desconfiança: – Eu faço-te mal?

– Muito pelo contrário. – respondeu ela divertida com a confusão dele

– Vocês falam de uma maneira esquisita. – observou ele.

Ela voltou a soltar uma gargalhada: – Isso foi porque nunca nos ouviste falar na nossa língua, aposto que isso sim seria esquisito, para vocês.

O sorriu dele iluminou todo o hall. Era estranho estar a ter uma conversa tão casual com Jaejoong… aliás era estranho de todo estar a falar com ele. Jaejoong, o Jaejoong dos DBSK. Andava tudo louco. Olhou-o mais afincadamente e reparou que a roupa dele lhe assentava na perfeição, como sempre aliás. Como era possível que um simples pólo azul-escuro com riscas brancas, com decote em v, e uns jeans azuis-escuros assentassem tão bem a alguém?

Ele fitou-a: – Em que pensas?

– És mais curioso que o que eu pensava. – disse ela afastando-se para o quarto onde tinham os computadores.

Ele seguiu-a: – Que mais pensavas de mim? – perguntou ele.

– Não sei… acho que nunca pensei nada de mal. É um pouco para o impossível pensar mal de ti. – observou ela sentando-se à frente do seu portátil.

Sentou-se ao lado dela e olho-a cheio de curiosidade: – Sério?

– Yep! – disse ela não se atrevendo a olhar-lhe para os olhos temendo que ele voltasse a desarma-la ficou a olhar o PC sem saber muito bem o que fazer .

Ele mirou-a e sorriu: – Estás embaraçada? – perguntou divertido ao vê-la corar.

– Como querias que estivesse? – perguntou ela acabando por enfrentar o olhar doce dele e quem acabou por se retrair foi ele.

O olhar dela era envergonhado mas forte. Como se sondasse a sua face em busca do que procurava. Enfrentou-a com um meio sorriso olhando-a nos olhos e ela corou ainda mais: – Interessante. – observou ele.

Ela desviou o olhar: – O quê?

– Tu. Todas vocês. – explicou ele

Ela ergueu uma sobrancelha de interrogação e mirou-o: – Porque dizes isso?

Ele fez um sorriso maroto e apoiou um cotovelo sobre a mesa e sobre o pulso apoiou a face: – Porque é o que acho. Não posso? Há algum problema?

– Não… eu… claro… quer dizer… não que eu… Há! Raios! Esquece, estou a dizer baboseiras por tua culpa. – observou ela aborrecida apoiando o queixo nas mãos.

Ele soltou uma gargalhada e ela olhou-o aturdida com a reacção dele: – Que foi agora? – perguntou ofendida.

– És muito divertida! Gosto da tua maneira de ser. – observou ele inclinando-se na direcção dela.

– Ai gostas? – perguntou confusa.

– Yep! É proibido? – perguntou ele.

– Eu…

**

O telemóvel de Nayo tocou e Lili agarrou-o: – Bonito! Outra que também não deixa a cabeça porque está agarrada ao corpo. – olhou o numero e viu que era Ângela. Se não atendesse ficaria preocupada. Olhou os rapazes – Tenho que atender. – disse em Japonês e atendeu em português – Sim? Olá Shyra! Não ela teve que ir com a Ahri… para o hospital. – afastou o telemóvel uns centímetros do ouvido e revirou os olhos – Calma, está tudo bem… sim… não… ela está bem… a Ahri também…. Calma… sim e ctg? Ainda bem… então e novidades… a serio… fixe… ESPERA... TU O QUÊ?

Não que percebessem o que ela dizia mas os rapazes olharam-na alarmados. Achavam piada a forma como ela falava ao telefone mas aquela ultima frase era sem dúvida uma expressão de algo grave. Ela continuou a falar ao telefone. Pareceu dar indicações de algo. Ela falava depressa começando a andar de um lado para o outro com uma expressão chateada e esbracejando enquanto falava. Leeteuk não podia deixar de sorrir perante a atitude dela, mesmo chateada era muito gira. Heechul deu-lhe uma cotovelada e ele olhou-o aborrecido: – Que foi? – perguntou baixo em coreano.

– Se continuares a babar-te não tarda muito tenho os pés molhados. – observou o outro em Coreano a boca baixa.

– Está calado! – barafustou ele.

Liliana desligou o telemóvel e sentou-se na sua cadeira suspirando profundamente abanando a cabeça e balbuciando qualquer coisa na sua língua. Eles olharam-se e depois olharam para ela sem saber o que ela acabara de dizer ou o que acabara de acontecer. Ter-se-ia passado algo de grave?

– Passou-se alguma coisa? – perguntou Hankyung.

Ela suspirou novamente e esfregou a testa: – Bem… Nem sei o que pensar. Não é nada de grave… mas esta casa começa a ficar apertada para tanta gente.

Heechul fitou-a sem perceber a que se referia: – Estás a falar de quê? Não fazemos tensão de dormir aqui. – observou ele sorumbático.

Ela lançou-lhe um olhar cortante: – Experimentem só! Nem se atrevam!

– UUUUUU! – disse Heechul sorrindo – A isso é que eu chamo um olhar ameaçador.

Ela franziu o sobrolho “Nem te passa o quanto” pensou: – Não foi bem uma ameaça, foi mais um aviso.

Hankyung soltou uma gargalhada sarcástica: – Notou-se! Afinal que se passou?

– Vamos ter mais um inquilino! – exclamou ela visivelmente cansada – Já não me bastava ter 3 stressadas no grupo e vem aí a quarta!

– Quarta? – perguntou Leeteuk – Como assim? Quem é a quarta? Estás a falar de quê? Vocês não são seis?

Ela revirou os olhos: – Ah… Bem não tenho paciência para te explicar quem é a quarta ou porque falo das outras três… aliás isto até para mim começa a ser confuso.

Eles olharam-se e depois voltaram-na a olhar completamente confusos e ela não pode evitar um sorriso: – A proposta de passearem connosco amanhã ainda está de pé?

– Claro! – exclamou Leeteuk – Mas porque perguntas?

Ela soltou um sorriso sarcástico: – Porque vão ter mais uma “maluca” para aturar!

– O quê? – perguntou Hankyung estupefacto – Mais uma? Oh que bom! – disse revirando os olhos – Safei-me de dar em doido com um parceiro de quarto como o Heechul e vou dar em doido com miúdas estrangeiras… porreiro.

Heechul acotovelou-o: – És mesmo uma simpatia quando queres, não és?

Bony entrou na cozinha para buscar um copo de água quando alguém tocou a porta.

– Eu abro! – disse Jae do corredor – Devem ser eles.

Lili tentou abrir a boca mas foi tarde de mais um grito vindo da porta da entrada respondeu aos seus pensamentos. Yep! Era mesmo ela.

Quando Ângela, ou Shyra como a tratavam as amigas, tocou a campainha esperava deparar-se com Lili ou uma das outras, no entanto, nunca no mais louco dos sonhos ela esperara que quem lhe abrisse a porta fosse Jaejoong. Ali estava ele, completamente gelado com o grito dela e surpreendido por estar a abrir a porta a mais uma rapariga em vez de ser a Yunho e Yoochun com as outras duas. Estava mesmo a dar em doido com tanta rapariga. Não que fosse mau, alias, o problema era mesmo esse: elas eram todas muito bonitas. Embora aquela tivesse um ar aterrado ao fita-lo algo lhe dizia que ela não estava assustada por ele ser feio, parecia que também ela o conhecia. Sorriu e a rapariga corou até à raiz dos cabelos.

– Olha mais uma! – disse ele em japonês.

Ela olhou-o estarrecida e acabou por se compor: – Primeiro Boa Noite para si também. Segundo, peço imensa desculpa. Parece que me enganei na porta… aliás, acho que me enganei no prédio.

Lili e Bony apareceram atrás de Jae: – Shyra? Mas que raio fazes tu aqui? – perguntou Bony

O queixo de Shyra podia ter-lhe caído aos pés se não estivesse preso e por isso apenas ficou de boca aberta a olha-las se palavras que pudessem descrever o seu horror.

– Entra de uma vez ou o resto dos vizinhos chamam a policia. – observou Lili.

Ela continuava parada na entrada, paralisada, sem saber o que dizer ou fazer até que Jae deu um paço em frente com um enorme sorriso e lhe agarrou na mala: – Desculpa a minha indelicadeza: Boa Noite. Eu ajudo-te.

– Eu… ah… obri… obrigado. – articulou ela em japonês. Ele atribuiu esse facto ao choque dela e não a falta de conhecimento da língua uma vez que todas as outras falavam fluentemente japonês.

– Shyra! – chamou Bony – Acorda mulher!

Jae agarrou-lhe no pulso: – Anda. Não vais ficar ai!

Entrou no apartamento arrastada por Jae sem saber muito bem o que dizer ou sequer se estava a sonhar e se estivesse realmente a sonhar… ai da pobre alma que a acordasse. Arrepender-se-ia para o resto da sua pobre vida por tamanho ultraje e ela faria questão de se certificar bem disso. Aquela mão grande e clara que lhe prendia o pulso fazia-o com simplicidade e leveza, no entanto, era uma mão forte e o dono certificava-se tanto que não a magoava como que não a largava. Podia ter caminhado até aos confins do universo no aperto suave daquela mão e o que lhe pareceram quilómetros de prazer na haviam passado de uns míseros dois ou três metros no entanto mantinha o olhar fixo na nuca dele e o queixo escancarado de assombro. Ele parou e olhou-a com notório interesse na expressão dela e sorriu de puro deleite rindo. No entanto, a ela, pareciam instrumentos angelicais a tocar a mais maravilhosa das melodias que os seus ouvidos haviam tido o privilégio de escutar.

– Começo a sentir-me um macaco na jaula de um Zoo. Porque olhas assim para mim? – perguntou ele divertido com a expressão dela.

Falou antes de pensar e arrependeu-se no momento seguinte a o ter feito: – Tu és um macaco e eu sou um orangotango. No mínimo és um Deus.

Ele arregalou os olhos, perplexo: – Tu és o quê?

Ela abanou a cabeça recusando-se a acreditar que dera voz aos pensamentos antes de poder reflecti-los decentemente: – Eu… nada… desculpa. O meu nome é Ângela. Sou amiga delas. – disse apontado Lili e Bony e fazendo uma vénia solene.

As outras riram e Jae juntou-se-lhes: – Ângela? Isso soa a angel. – disse ele sorrindo.

Face à mudez de Shyra, Lili resolveu apimentar um pouco a coisa, afinal, a expressão de Jae era de puro deleite: – Na verdade Ângela é como se fosse a versão portuguesa de Angel.
– Muito Cute! Como não sei dizer o teu nome passo a chamar-te Angel. – disse ele – Anda ajudo-te a por as malas no quarto.

Apenas quando o sentiu puxa-la novamente é que se apercebeu que ele não lhe largara o pulso. Definitivamente mataria quem a acordasse.

Bony não pode evitar os ciúmes com a reacção de Jae a Shyra. Não podia acreditar que ela ali estava. No departamento da esquisitice aquela viagem já ganhara o primeiro lugar. No entanto, nunca poderia confessar os ciúmes que sentira com a atenção que Jae subitamente dedicava a Shyra, afinal ela tinha namorado e Ian era a doçura em pessoa, jamais se poderia queixar do amor ou da atenção que ele lhe dedicava. Mas ver Jae em pessoa complicara-lhe a mente e os sentimentos. Estava confusa e aquilo não estava deveras a ajudar em nada. Se o arrependimento mata-se sem qualquer sombra de duvida que estaria já morta. Restava saber porque a mataria o arrependimento ou de que se sentia arrependida, nem ela própria conseguia explicar.

Hankyung olhou Lili de lado: – Ora… vejamos… começo a perder a conta ao numero de raparigas… afinal vocês são a cover dos DBSK ou a dos Super Junior.

Bony olhou-o de lado: – E eu a pensar que tu não tinhas sentido de humor!

Ele lançou-lhe um olhar cortante: – E eu a pensar que não tinhas cérebro.

– Vamos a definir dois pequenos parâmetros entre nós os dois. Primeiro: falas comigo única e exclusivamente quando te dirigir a palavra, segundo: não te aproximas a mais de 2 metros de mim. – disse ele lançando-lhe um olhar tão feroz que Lili era capaz de jurar que teria cortado aço – Penso que isso será o suficiente para nos entender-mos relativamente bem Sr-eu-sou-melhor-que-vocês. – lançou-lhe um sorriso carregado de sarcasmo afastou-se a bufar.

Se o olhar dela não o matara, o espanto em breve se encarregaria de o fazer e os outros podiam ver isso.

– Que tens tu enfiado nessa cabeça para tratar a pobre da rapariga daquela maneira? – perguntou-lhe Leeteuk – Deixas-te o cérebro em casa ou quê?

– Deixa! – exclamou Heechul – É demasiada informação para ao cérebro dele acumular.

Lili ainda estava boquiaberta: – Eu peço desculpa mas nunca a vi agir assim.

– Eu é que peço. Ele também nunca agiu como um demente se não hoje! – pediu Leeteuk olhando Hankyung de lado embora este mantivesse os olhos fixos no local por onde Bony saíra e não conseguisse ainda pronunciar uma palavra.

– Fazemos assim, – começou Heechul – fingimos que ninguém aqui agiu como demente e deixamos que estes dois, amanhã resolvam as suas diferenças.

– Obrigado. – agradeceu Lili com um sorriso voltando a sentar-se. Ao faze-lo perguntou-se se Bony não estaria a agir por puro despeito e ao mesmo tempo em que pensava no assunto não pode deixar de recriminar Jae pelo facto de agir tão galantemente sabendo em antemão que provavelmente qualquer uma delas gostava dele. Pensando nisso perguntou-se se Shyra já teria morrido de ataque de coração ou se deixava esse acontecimento para o próximo momento em que Jae a tratasse por Angel.

**

Agradara a Jae a expressão de puro ciúme de Bony muito embora nem soubesse porque quisera provocar-lhos, no entanto, não podia negar que aquela rapariga de cabelos escuros ondulados e olhos de lince era intrigante. Sentara-se numa das camas enquanto a via a por as malas junto a outra e a abri-la para tirar de lá coisas. Fazia-o com ávida agilidade e depreendeu que estivesse habituada a esse tipo de rotina.

– Agora quem se sente macaco num zoo sou eu! – exclamou ela ainda de costas para ele.

– Eh? – perguntou ele apanhado de surpresa.

Ela voltou-se para ele com um sorriso nos lábios: – Quero dizer que percebo o teu ponto de vista. Agora sei o que é sentir-me como um macaco num zoo.

Ele soltou uma gargalha. Ela era divertida, tinha de lhe dar isso, frontal e divertida: – Imagino que estejas habituada a esse tipo de sentimento. – disse ele em tom de provocação.

– Nem por isso. – observou ela perspicaz – Mas posso muito bem começar a habituar-me. – respondeu ela em desafio.

Se as outras o espantavam aquela pura e simplesmente o desarmava, desviou o assunto: – Pareces habituada a desfazer malas.

– Até certo ponto sim. Não que seja como vocês mas digamos que estudo num sitio diferente daquele onde moro. – observou ela. – Muito observador da tua parte. Estás mesmo a estudar-me ou pura e simplesmente gostas de mudar de assunto à tua?

Definitivamente perspicaz: – Talvez um pouco de cada.

– Desculpa lá a pergunta, não que me esteja a queixar nem nada.

– Não tem mal.

– Então permite-me que te faça outra: porque está um membro dos DBSK e três membros dos Super Junior em casa de 6 miúdas portuguesas? – perguntou ela sentando-se frente a ele com notória curiosidade escrita no rosto.

Ele apoiou o cotovelo sobre o joelho e o rosto no pulso mirando-a mais atentamente: – Não perdes mesmo tempo.

– Isso quer dizer que não me vais responder? – perguntou ela espantada. – Lamento se te pareço um bocado para o imprudente e estar a falar irreflectidamente para um estranho que conheço à 5 minutos e que por acaso, mas só por acaso, até é um dos meus ídolos e tal… mas não é todos os dias que bates à porta de casa de amigas tuas e és recebida da forma como eu fui. – explicou ela – Tipo se eu não fosse a pessoa forte que sou provavelmente teriam que me levar para o hospital porque teria tido um ataque de coração, de bom grado como é obvio, mas ainda assim um ataque. Aliás este é um daqueles momentos em que não sei muito bem se estou acordada ou a sonhar e se estiver a sonhar garanto que o pobre desgraçado ou desgraçada que e acordar não vai gostar muito do resultado porque sinceramente não quero acordar. Ainda assim começo a ficar preocupada porque nos sonhos nós acordamos sempre na melhor parte e se eu ainda não acordei é porque a melhor parte ainda está para vir e ai sim é que vou matar alguém.

Jae olhava-a sorridente enquanto ela falava. Era tão honesta no que dizia tão simples a expor exactamente o que pensava. Por vezes aborrecia-se quando as pessoas falavam de mais mas algo lhe dizia que podia estar dias seguidos apenas a ouvi-la falar que não se iria aborrecer de todo: – Falas muito, tu. Quando te abri a porta cheguei a pensar que tinhas ficado muda muito embora o facto de quase me teres deixado surdo motivasse a minha crença no bem-estar das tuas cordas vocais.

Ela corou bruscamente: – Eu… desculpa.

Ele soltou uma gargalhada sonora: – Ficas gira quando coras, dás ênfase à cor dos teus óculos… mas tens um sorriso lindo. Nota-se que és arrojada em tudo o que fazes.

Era como se ele visse além do corpo, directamente para a sua alma, fazendo-a sentir-se meia despida mas a sensação era quente. Os olhos dele transmitiam-lhe uma certa afabilidade, era a primeira vez na vida que se sentia assim frente a alguém. Se já gostava dele antes, agora tinha a certeza que nada no mundo o manteria longe dela: – Porque me olhas assim, além de que ainda não respondes-te!

– Realmente és persistente. – riu ele – Moramos mesmo em frente a vocês. – disse ele e ela não pode evitar ficar de boca aberta – Foi coincidência, eu acho, mas moramos no apartamento em frente. Tal como hoje quando elas chegaram a Ahri estava doente e o Yunho ajudou-a.

O olhar de espanto dela apanhou-o de surpresa: – O Yunho ajudou a Ahri?

– Ele é boa pessoa, claro que sim.

– Não estava a falar nesse sentido.

Ele levantou um sobrancelha de espanto: – Não me estás a tentar dizer…

– Absolutamente nada. – cortou ela rapidamente – Faz de conta que não ouviste nada.

Ele riu pensando para si que se avizinhavam dias animados pela frente.

Ter-lhe-ia respondido mas ela adormeceu no momento em que estava para o fazer. Ela era sem dúvida estranha, no entanto parecia um anjo enquanto dormia, tão frágil, tão indefesa. Não seria ela a matar quem a acordasse, seria ele.

Na varanda Bony olhava com ar de poucos amigos para os prédios vizinhos quando Junsu se lhe juntou: – Que bicho te mordeu?

Ela olhou-o assustada. Notava-se que não o ouvira chegar se tão emersa em pensamentos que estava: – Nada.

– É suposto eu acreditar nisso? – perguntou Junsu ficando ao lado ela a olhar para a frente.

– Não estavas a dormir?

– Isso é tudo bom humor? Quem pôs a senhora-bem-disposta mal-humorada? – perguntou ele com um leve sorriso.

Ela suspirou: – Eu mesma.

– A vossa capacidade de falar por enigmas não deixa de me surpreender. – observou ele – Chateaste-te com o teu namorado, foi?

Ela abanou a cabeça: – Ainda bem que és cantor, davas um péssimo adivinho ou bruxo ou lá o que é! – sorrio – Está tudo bem comigo e com o Ian.

– Se precisares de falar… – disse ele – Oh, bem, pelo menos está tudo bem.

Ela suspirou: – Achas que é possível amar duas pessoas?

Debruçou-se sobre o muro da varanda e olhou-a: – Eu acho. Mas a questão não é amar duas pessoas é qual delas realmente queremos.

Bony ergueu uma sobrancelha de desconfiança, saberia ele alguma coisa: – Como assim?

– Por vezes, ao ficarmos confusos, achamos que amamos duas pessoas. Pode apenas dar-se o caso de gostarmos imenso de alguém e de essa pessoa significar muito para nós, no entanto, de gostar a amar costuma ir uma diferença significativa. – explicou ele, viu a cara de espanto dela e sorrio – Tens que avaliar os teus próprios sentimentos quando estás com cada uma dessas pessoas.

Ela apoiou o queixo nas mãos: – E se não conseguirmos faze-lo.

– A pessoa pela qual serias capaz de dar a vida ou de passar a eternidade com ela sabendo que essa pessoa estará sempre lá para nós, a que olha como apenas existíssemos nós… acho que essa costuma ser a pessoa indicada. – observou ele sonhadoramente.

– E se nos arrependermos? – perguntou ela.

O silêncio abateu-se entre eles por momentos. Imaginou que ele ponderasse sobre a resposta: – O tempo costuma a ser melhor conselheiro que tudo o resto, eu acho. – disse ele calmamente – Suponho que tenhas que esperar pelo momento em que sintas que não te vais arrepender de ter escolhido aquela pessoa.

Voltaram a ficar em silêncio por momentos até que ela riu, ele assustou-se com aquela repentina gargalhada e olhou-a estupefacto: – Não leves a mal – começou ela – mas nunca pensei que os teus pensamentos fossem tão profundos.

Ele sorrio: – Erro comum, não te preocupes. É apenas um erro comum.


Liliana voltou a olhar o relógio: – Que raio estarão eles a fazer? – perguntou-se em voz alta.

– Vai correr tudo bem, vais ver. – observou Hankyung. Eles olharam-no de olhos arregalados – Que é? Se sou mau é porque sou mau se sou boa pessoa olham-me como se fosse maluco!

Os outros riram e Heechul bateu-lhe nas costas com demasiada força: – Eu sabia que o verdadeiro Hankyung andava ai para dentro perdido!

– Volta-me a bater com essa força toda e eu juro que de Cinderela passas a esfregona! – avisou Hankyung.

– Yep! Está de volta. – observou Heechul.

– Falas como se eu me tenha estado a comportar como um bicho. – observou Hankyung visivelmente ofendido

Leeteuk suspirou: – Lamento informar-te mas é exactamente a maneira como te tens estado a comportar: como um bicho.

– Lamento se não sou feito de manteiga como tu! – observou Hankyung.

Liliana riu: – Falas de nós mas também tens uma boa dose de sarcasmo.


– Elas sabiam que vinhas? – perguntou Jae.

Shyra olhou-o e depois para as mãos: – Era suposto ser uma surpresa mas acabei por ser eu a surpreendida.

Ele sorriu, gostava da maneira dela de corar: – Foi uma má surpresa?

Olhou-o atónita: – Tenho cara de quem não está a gostar do que está a ver?

Ele soltou uma gargalhada que fez o coração dela soltar uma batida enquanto se inclinava para trás rindo genuinamente: – Tens imensa piada, sabias disso?

– Confesso não estar a ver onde está a graça. – observou ela num tom obviamente sarcástico.

– És genuína, simples e directa. Gosto disso. – confessou ele.

Ela olhou-o aborrecida : – Conheces-me há quê? Cinco minutos? Como podes saber isso?

– Digamos que sou bom a ler as pessoas, muito bom.

O olhar dela converteu-se em algo que ele podia ter comparado ao olhar de uma raposa mas foi o que ela disse que mais lhe agradou: – Eu sei que és bom em tudo o que fazes e é a mim que isso agrada. Saber que te agrada a minha forma de ser é som sombra de dúvida algo que nunca esperei e que me deixa bastante… como hei-de por isto… contente?

– És sem duvida uma pessoa estranha. – observou ele – Mas tal como já disse é um estranho agradável ainda que não perceba inteiramente porquê.

De súbito um ruído de confusão fora do quarto instalou-se. Levantaram-se ambos ao mesmo tempo e depois olharam-se: – Acho que eles já voltaram.

– Esta na hora de a Nayo ter um ataque.

Jae abriu a porta.

Leeteuk olhou o relógio: – Agora começo a ser eu que se preocupa com a demora deles.

Liliana olhou-os preocupada mas os próprios pensamentos acalmaram-na, estavam a falar de Ahri, conhecia pedras menos duras: – Ela fica bem, tenho a certeza.

Hankyung olhava-a mas desta vez divertido com a confiança que ela depositava na amiga. Tinha que admitir que a fé dela na amiga o impressionava: – Pode ser que cheguem a tempo de comer uns bolinhos.

Heechul abanou a cabeça: – Peço desculpa pela besta insensível. Na verdade quem vai fazer o drama connosco é o Donghae… mas ele não pode vir. Ele voluntariou-se para nos fazer companhia… queria manifestar o meu profundo pesar por morar com tamanha besta.

Hankyung acotovelou-o: – Besta é o raio que te parta, ta!?

Liliana olhou-o surpreendida: – Donghae? O Lee Donghae?

Eles olharam-se surpreendidos com a reacção dela: – Conhece-lo?

– Ele é um membro do vosso grupo não é? Não és tu e ele que são muito amigos do Yunho? – perguntou ela a Heechul.

Ele abanou a cabeça afirmativamente: – Começo a sentir-me pequenino face ao que meras desconhecidas sabem de nós.
– Ora então o Donghae vai contracenar connosco… – pensou ela em voz alta.

Heechul começava a não gostar do tom: – Eu sou mais giro.

– Mas ele é mais novo. – observou Hankyung.

– Queres ficar caladinho? – perguntou Heechul ofendido enquanto Leeteuk se partia a rir – Tens muita razão para rir, tu, és mais velho que eu!

Leeteuk lançou-lhe um olhar cortante: – E tu gostas de mo recordar não é?

– Para garantir que não te esqueces.

– Continuo a ter mais fãs… Cinderela. – olhou Lili – Mas porquê o súbito interesse no Donghae?

Ela sorriu, mateira: – Oh, nada! É só que isto começa a ficar interessante, mesmo muito interessante. Ora então se o “Príncipe” vai contracenar connosco.

Soltou uma gargalhada que lhes deu arrepios. Leeteuk sabia, de algum modo, que ela não estava a falar relativamente a si e se assim fosse queria dizer que ela sabia que alguém no grupo tinha um fraco por ele… ou saberia ela mais que aquilo que dizia saber. As vezes, na maneira como ela falava, parecia transparecer uma sabedoria latente nas suas palavras, algo que passava as barreiras do natural e lhe dava um toque místico e sábio, admirava isso nela.

De súbito ela endireitou, pareceu lembrar-se de algo e virou-se para Hankyung que se assustou automaticamente com aquele olhar lacerante: – Nunca me disseste a razão porque não suportas a Ahri.

– Explica porque te haveria de dizer tal coisa? – perguntou ele surpreendido

Ela olhou-o com ar de que sabia o que ele queria esconder: – Interessante, muito interessante.

– Importas-te de não falar como se soubesses que escondo algo? – pediu ele zangado – Parece que sou um criminoso ou que estou ap… OI! Tu não estás a pensar que eu…? – ela sorriu – Oh! Poupa-me. Ainda bem que não sou eu a ter que vos aturar todos os dias… acho que me matava.


Munny despertou subitamente. O pesadelo que tivera ainda estava claro na sua mente apenas o peso sobre o seu ombro a trouxe de volta à realidade. Changmin descasava a cabeça no ombro dela e a respiração dele era calma e compassada, visto daquele ângulo ele era sem qualquer sombra de dúvida muito giro. Tinha que admitir que até chegava a ser fofo.

– Não te apaixones por mim! – exclamou ele ainda de olhos fechados abrindo-os para revelar um sorriso de raposa que a irritou profundamente.

Ela irritou e empurrou-o para fora do sofá fazendo-o aterrar com um trambolhão e acordando Suri: – Que aconteceu? – perguntou esfregando os olhos.

– Preferia dormir com escorpiões a apaixonar-me por ti! – exclamou Munny atraindo também a atenção de Bony e de Junsu.

– Que se passou? – perguntou Bony entrando na sala, quando viu Changmin estendido no chão e o ar de raiva de Munny não pode deixar de rir.

Junsu riu com ela: – Então Changmin… a tratares a sim a menina… estou a ver que não conto com concorrência da tua parte.

O outro lançou-lhe um olhar que podia cortar aço instantaneamente.

Ouviram a porta da rua e a conversa morreu dando lugar à preocupação de saber o estado de Ahri assim que Bony contou por alto o que se havia passado.

– Dejavú, alguém? – perguntou Munny perante a cena de yunho a entrar com Ahri ao colo.

Changmin ainda vinha a esfregar o pescoço pela posição desconfortável em que adormecera: – Que aconteceu agora?

Após deitar Ahri, Nayo, dirigiu-se à sala e deparou-se com Shyra: – Meu kami-sama, que cara*** fazes tu aqui?

– Acolhedora como sempre. – observou Shyra – Podias disfarçar e por um sorriso e dizer: “Ângela, amiga, que prazer em ver-te!”, no entanto, é: “que cara*** fazes tu aqui”. Andamos a evoluir no que toca a qualidade de discurso, nós. Admira-me como é que ainda não és relações publicas, farias um trabalho brilhante e em pouco tempo chegarias a diplomata. – olhou-a de alto a baixo – A julgar pela cara o dia tem-te corrido bem, não. – olhou Yoochun atrás de Nayo que a olhava como um burro olharia um palácio. – A julgar pelo tipo com cara de parvo atrás de ti desconfio a origem de todo esse teu bom humor. Não que possa dizer que não tenhas razão, afinal conheces o meu “amor” pela criatura, no entanto, é sempre bom saber que a tua personalidade afável e amigável te permite receber uma amiga deixando-te isenta de factores externos e tal.

O aborrecimento de Nayo era quase transmissível: – Cala-te por dois segundos e pode ser que consiga dizer-te olá.

– Já me calei.

– Olá. – disse Nayo em japonês passando por ela e sentando-se no sofá.

A outra cruzou os braços e resolveu responder também em japonês: – Olá? É tudo o que me tens a dizer?

A outra suspirou: – Que mais queres que te diga?

– Boa pergunta.

Nayo fitou-a: – Podia perguntar-te o que fazes aqui… mas aposto que é uma qualquer explicação sem qualquer nexo.

– Estás a dizer-me que eu não sou coerente? Até sou uma pessoa inteligente e bastante dotada. – observou Shyra.

A outra continuou a fitar o ecrã da TV.

– Estou a espera. – observou Shyra.

Novo suspiro de Nayo: – Ouve, curto que tenhas vindo e tal e aposto que o fizeste com a melhor das intenções mas sinceramente não tenho paciência para isto agora. Tens razão, foi um dia complicado. Amanha arranco-te o pelo a vontade hoje podes apenas descansar da viagem. Quero-te matar na melhor das tuas formas.

Shyra sorriu: – Gostava de te ver tentar. No entanto também gostava de saber porque raio estão os DBSK em vossa casa.

– Amanhã, Shyra, tem lá piedade, amanhã.

Yunho olhou Jae que sorria abertamente perante a cena: – Quem é a nova stressada? – perguntou ele

– A Angel? É amiga delas e parece que lhes veio fazer uma visita e foi surpreendida. – observou Jae.

Yoochun e Yunho olharam-se e depois novamente para Jae: – Será que ainda haverá mais alguma escondida por aí? – perguntou Yoochun. – Começo a perder a conta ao número de raparigas.
Junsu acordou e esfregou o pescoço, apenas se apercebeu que Munny dormira ali com ele uns segundos depois. Olhou-a enquanto dormia e afastou-lhe o cabelo dos olhos. Se ela não estivesse sempre a implicar com Changmin e vice-versa até que era muito bonita.

– Eu vi isso! – exclamou Changmin do outro lado.

Junsu olhou com um sorriso matreiro e abraçou Munny: – E depois? Algum problema? Acho-a muito gira.

Changmin cerrou os punhos mas agiu com normalidade: – Se te gostas de tentar domar feras, problema teu. – disse tentando tirar Suri de cima de si sem a acordar.

– Mas eu não a quero domar, gosto dela assim. – observou Junsu estreitando Munny para si e aconchegando o cobertor sobre ela para que ela não sentisse frio. Pelo canto do olho observava atentamente a reacção de Changmin e embora o outro não estivesse sequer a olha-lo sabia muito bem que ele estava a ver o que ele estava a fazer.

Se Junsu queria tentar faze-lo cuspir fogo estava no bom caminho. O que o irritava naquele momento era estar a sentir-se assim por causa de uma miudinha estúpida e teimosa com uma língua mais afiada que o devido e que para ele não devia passar de mais uma fã. Tinha uma rapariga mesmo ao seu lado, que também era muito bonita, no entanto, era como todas as outras, não o atraia. A outra por seu lado era algo diferente. Como se o ar frágil dela o fizesse querer protege-la e naquele momento ela estava a ser seriamente ameaçada por Junsu. Revirou os olhos aos seus próprios pensamentos e a reacção de Junsu. Virou-se para o outro: – Agora deste para atacar mulheres indefesas enquanto dormem? – perguntou tão calmo quanto possível fazendo uso de toda a sua ironia para que o outro não percebesse o quanto isso o afectava.

O outro fitou-o chateado e percebeu que conseguira disfarçar bem usando os pontos francos do adversário: – Eu não preciso desse tipo de coisa porque tipo de pessoa me julgas?

– Não é o que parece! – observou o outro com escárnio.

Junsu levantou-se irritado acordando Munny: – Estás a tentar chatear-me?

– Está a resultar?

Munny esfregou os olhos: – Que se passa? – perguntou ela olhando-os meia grogue de sono.

Junsu e Changmin olharam-se e depois olharam para ela com cara de poucos amigos: – Nada!

Ela olhou-os estupefacta: – Vocês não têm cara de nada.

Junsu irritou-se e foi para a varanda. Changmin sentou-se ao lado de Munny: – Ficas com uma cara muito querida quando acordas.

– Tenho demasiado sono para te responder. – disse ela deitando a cabeça no ombro dele – Acorda-me e morres.
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Ter Set 14, 2010 12:45 pm

Eu tinha já aqui muita coisa em atraso *apanha*
Mas estive a ler os capítulos e continuo com a mesma opinião...
Elas são demais, farto-me de rir Razz
E é engraçado ver aquelas relações de amor-ódio e muitos implicâncias entre uns e outros XD
Agora há mais uma rapariga, a Shyra ^^
O Changmin ficou cheio de ciúmes da Munny estar a dormir juntinha ao Junsu xD

Nhai *-* Continua please ^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Ter Set 14, 2010 6:39 pm

É assim... sem quaisquer comentários a isto! So posso adiantar... q há lambada e n vai ser a primeira... nem a ultima sessão!

Muahahah! Me is EVIL!
Have fun!
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Capitulo 9
À Primeira Vista



Donghae sentou-se ao lado de Leeteuk e olhou o amigo enquanto ele comia. Do outro lado da mesa Heechul também se apressava a comer. Lembrava-se de o manager deles lhes ter comunicado, há uns dias atrás, que eles os três iriam entrar num drama juntamente com os DBSK e umas raparigas europeias que viriam para a Coreia especialmente para fazer aquele drama, portanto seria falado maioritariamente em inglês. No dia anterior, Heechul ouvira de Yunho que as raparigas já tinham chegado que haviam decidido fazer uma surpresa aos hyungs deles para saberem mais sobre o que se passava. Haviam-no convidado mas como ele tinha que terminar um comercial que tinha estado a filmar não os pudera acompanhar e soubera por Kyuhyun que quem os acompanhara fora Hankyung. No entanto, naquela manhã, Hankyung estava de péssimo humor e Leeteuk e Heechul pareciam preparar-se para sair mas ninguém comentava nada. Acotovelou Leeteuk: – Múmias falam mais que vocês. Que se passou na casa dos hyungs?

– Nada. – observou Heechul não levantando a cabeça mas acabou por olhar Hankyung que bufava a cada 15 segundos – Dás mais uma bufadela que seja e juro por Deus que me passo.

Hankyung lançou-lhe um olhar dilacerante: – Deixa-me em paz se não te importas! – olhou Leeteuk – Tenho mesmo de ir?

O outro suspirou: – Com esse humor acho mesmo melhor ficares. Só iria piorar as coisas e para estar a estragar o passeio com picardias mais vale não ires.

– Ainda bem. – disse o outro levantando-se e agarrou em Siwon – Bora.

Siwon olhou-o estupefacto: – Para onde?

– Hoje faço-te companhia nas filmagens. – disse Hankyung e desapareceram.

Donghae observou a cena e voltou-se para Heechul e Leeteuk: – Passeio?

– Prometemos às raparigas que as acompanhávamos a conhecer Seul. – explicou preparando-se para se levantar.

– Mas vocês já as conheceram? – perguntou atónito.

Eunhyuk lançou um olhar cortante a Leeteuk: – Ainda não acredito que vocês conheceram 7 tipas bués de giras e não me convidaram para ir. Ao menos hoje eu podia ir.

– Sete? – perguntou Donghae. – Parou tudo. Eu quero ir. Também as quero conhecer, vou contracenar com elas, é mais que justo, não?

Leeteuk deu palmadinhas nas costas de Eunhyuk: – Ele tem razão, lamento, mas se formos os 4 vamos atrair muita atenção, mesmo assim os três já atraímos. Fica para a próxima. Depois podes fazer-nos uma visita… melhor… porque não as convidamos para o Kiss the Radio?

Eunhyuk pareceu animar-se: – Fixe. Boa ideia. Vou falar com o produtor. – lançou um olhar desconfiado a Heechul – Não te armes em parvo com as raparigas, tenta não as assustar muito.

– Já passei essa fase. – disse o outro com um sorriso matreiro.

– Vou fingir que acredito nessa.

Ele afastou-se e Sungmin olhou-os: – Meu… eu não tenho mesmo sorte nenhuma. Vocês vão contracenar com os DBSK e ainda por cima com miúdas europeias… são giras?

Heechul sorriu enquanto se levantava e arrastava Donghae e Leeteuk atrás de si. Virou-se para os outros que ainda estavam sentados: – Lamento meninos… mas elas são super giras. Azar o vosso.

Enquanto saiam de casa e entravam os três no carro de Leeteuk, Donghae pensava naquela afirmação de Heechul. Seriam mesmo giras? Para Heechul tudo quanto fosse do sexo feminino era giro portanto não sabia bem em que acreditar. No entanto, havia sempre o olhar distante de Leeteuk que estava a sonhar acordado de tal modo que era capaz de jurar que falhara em levar a comida a boca no mínimo três vezes enquanto comia, fora as vezes em que pegara na chávena de café apenas para se aperceber que estava vazia, voltara-a a colocar na mesa e ficava a olhar pensativamente para o nada para depois voltar a pegar na chávena e aperceber-se que estava ainda vazia. Repetira aquilo umas quatro vezes antes de chegar a brilhante conclusão que se calhar encher a chávena ajudaria.

Heechul, por seu turno, trocara de roupa umas 500 vezes e demorara umas 3 horas na casa de banho. Além de que andava a cantar e a assobiar desde que se levantara e aquilo não era bom sinal para rapariga alguma. Alguém estava bem arranjado com aquela peça no seu encalço.
Pararam no estacionamento do apartamento dos DBSK e ele ficou a olha-los sem perceber porque estavam ali: – Porque viemos ter com os hyungs? Pensava que íamos mostrar Seul às raparigas.

Os outros riram e limitaram-se a subir até ao andar onde os DBSK moravam mas para grande espanto de Donghae tocaram a porta contrária.

– Estão tontos? – perguntou ele chocado – Eles moram naquele apartamento, estão a tocar a porta errada. Estão a ouvir-me?

Uma rapariga de cabelos encaracolados que lhe desciam numa cascata dourada pelos ombros abriu a porta com um sorriso que ofuscava as luzes todas do hall. Disse-lhes olá em coreano e disse para entrarem em japonês. Ele olhou-a estupefacto e acabou por seguir os outros dois sem dizer nada. Não percebia o que se passava nem quem era a rapariga, a única coisa de que estava certo é que ela de japonesa não tinha nada. Enquanto caminhavam até a cozinha, Leeteuk, explicou á rapariga, que parecia chamar-se Lili, que Hankyung não poderá vir mas que Donghae já estava disponível naquele dia.

Ela sorriu-lhe: – Olá, sou a Lili, faço parte do staff das Ritmo DBSK, aliás sou como a manager delas. – explicou ela, em japonês, com o seu sorriso ofuscante.

– Olá, Lee Donghae. Prazer. – disse ele simplesmente. Quando chegaram a cozinha estavam sentadas a mesa 4 raparigas e uma delas andava de um lado para o outro a preparar o pequeno-almoço. Tinha cabelos longos e lisos, de um louro quase castanho, que quase lhe chegavam a cintura, os olhos exprimiam simpatia, era alta e magra, no entanto, dava para perceber que, apesar da beleza física visível, aquele olhar transmitia inteligência. Brindou-o com um sorriso que ele só conseguiu definir como doce.

– Olá, eu sou a Bony. – disse ela num japonês perfeito – Prazer em conhecer-te.

– Muito prazer. – respondeu ele.

Sentada de frente para a porta estava uma rapariga de ar bastante jovem e cabelos também lisos e claros tão compridos quanto os da rapariga que estava de pé. O olhar dela podia ser associado ao de um gato, eram claros e penetrantes mas reparou que a expressão dela ao vê-los não era das mais amigáveis, não obstante tinha que admitir que ela era linda. A rapariga ao lado dela tinha cabelos encaracolados de um castanho chocolate que lhe desciam um pouco a abaixo dos ombros, os olhos rasgaram-se num sorriso tão afável quanto o que lhe aflorava aos lábios para o cumprimentar. Ficou a saber que a mal-humorada era a Munny e a outra Suri.

A rapariga em frente a Suri, de cabelos também encaracolados brindou-o com um dos olhares mais penetrantes que já vira. Os cabelos castanhos-claros com madeixas louras emolduravam-lhe a face redonda e de pele clara dando-lhe o que ele considerava um ar mítico. O sorriso dela era quente e apresentou-se como Nayomira. A rapariga ao lado dela, que se apresentou como Shyra, usava óculos de aros vermelhos e por trás deles os olhos dela eram notoriamente inteligentes e afáveis, não pode deixar de reparar que ela o olhou de alto a abaixo antes de sorrir e se apresentar, sentira-se despido perante aquele olhar.
Tirando os olhos claros de Munny, quem o tinha impressionado haviam sido os olhos azuis esverdeados de Lili. Não admirava que Leeteuk estivesse babado, ela era linda… aliás ele é que estava babado, uma vez na vida Heechul estava certo: elas eram todas lindas.

– A Ahri está melhor? – perguntou Leeteuk a Lili.

Donghae olhou-os inquisitoriamente e lembrou-se que Eunhyuk mencionara que elas eram sete, ou seja ainda faltava uma.

Lili sorriu: – Muito melhor. Já está outra vez enfiada no PC. – informou ela.

– Para variar. – observou Nayo com notório sarcasmo na voz – Ela mal come e mal dorme para estar enfiada a frente daquela porcaria.

– É o trabalho dela, tens que entender. – observou Bony servindo café a Suri, olhou-os – Querem tomar o pequeno almoço connosco?

Heechul sorriu de orelha a orelha: – Adoraria… mas na verdade já comemos, no entanto não digo que não a outra caneca de café.

Bony serviu-os de chávenas de café fumegante. Estavam todos sentados a comer quando alguém tocou a porta.

– Eu abro. – disse uma voz do corredor e Donghae apercebeu-se que não pertencia a nenhuma das raparigas que conhecera.

Ahri abriu a porta e deparou-se com Jae: – Muito bom dia. – disse-lhe ela – Tudo bom?

Jae ficou espantado com o sorriso que ela lhe dava: – Vejo que estás melhor.

– Eu estou sempre bem. Eles fizeram uma tempestade num copo de água. – observou ela afastando-se para ele e Yoochun entrarem enquanto cumprimentava Yoochun também.

Jae olhou-a: – Eu também lá estava ontem… lembras-te. Não foi bem uma tempestade num copo de água.

– Para quem me está sempre a dizer que tenho que cuidar de mim falhas redondamente em faze-lo quando toca a ti! – observou Yoochun.

Ahri olhou-o repreensiva e Jae confuso: – Vocês conhecem-se?

– Não! – disse Ahri.

– Sim. – disse Yoochun.

Jae ficou ainda mais confuso: – Sim ou não?

Yoochun fitou Ahri: – Desculpa, eles vão saber mais cedo ou mais tarde.

– Tinha-te pedido isenção neste tópico. – repreendeu-o ela.

Ele virou-se para Jae: – Lembras-te da rapariga dos vídeos?

Jae virou-se para Ahri espantado: – Ela é essa Ahri? Não! – para grande espanto dela abraçou-a deixando-a sem reacção – Finalmente conheço-te! Ainda gosto mais de ti agora.

– Cuidado, se a Bony ou a Shyra vêem eu passo a história em dois segundos! – explicou ela.

Jae e Yoochun riram: – Onde estão elas? – perguntou Jae – Só viemos dizer olá, temos de ir.

– Na cozinha. – disse Ahri. Jae afastou-se mas Ahri agarrou Yoochun por um braço e olhou-o nos olhos – Nem uma palavra disto ao Yunho! Avisa o Jae.

– Mas Ahri…

– Mas nada! – disse ela resoluta – Eu também tenho um grupo para cuidar, Chun, não quero que elas se envolvam na minha demanda pessoal.

Ele sorriu: – Então ainda não desististe?

Ela desviou o olhar: – Já te tinha dito que não queria falar disso. Curto imenso ter-te conhecido, mas não quero ter esperanças a mais no que toca ao Yunho. Somos um brinquedo novo para vocês, mas não quero que ninguém sofra com isso.

– Nunca foste um brinquedo, sabes bem que prezo bastante a tua amizade. – discordou ele não muito feliz.

– E eu a tua. – disse ela empurrando-o para a cozinha – Cumprimenta lá as miúdas e os vossos amigos e vai se não chegas atrasado e o Yunho passa-se.

Quando chegaram a cozinha Yoochun percebeu quem eram os amigos a que ela se referia. Heechul, Leeteuk e Donghae tomavam o pequeno-almoço com elas. Cumprimentou-os e reparou na cara de parvo de Donghae a olhar para eles.

– Só viemos dizer olá antes de irmos e ver se a Ahri estava melhor – disse Jae olhando-os com um sorriso.

Shyra sorriu: – Ainda bem que vieram. Querem comer connosco?

– Desculpa, Angel, mas não posso. – disse ele e reparou que Bony dilacerava Shyra com o olhar.

– Fica para outro dia – observou Bony.

Munny olhou-os: – São só vocês?

Yoochun sorriu: – Descansa. O Changmin não pode vir, aliás, nem sabe que viemos.

Ela pareceu aliviada.

Eles acabaram por ter que ir e Ahri acompanhou-os a porta quando voltou ficou a olhar os três rapazes: – Desculpem a minha ignorância… mas que raios fazem vocês aqui? E que é do Hankyung?

– Ele não pode vir. – observou Heechul – Terás que te contentar connosco.

Ergueu uma sobrancelha de desconfiança e aproximou-se deles: – Contentar-me com vocês? Como assim?

As raparigas olharam-se. Ninguém tivera tempo de contar a Ahri que eles as iam acompanhar. Bony tomou a palavra: – Eles ofereceram-se para nos acompanhar a conhecer Seul.

Ela suspirou: – E ninguém me disse nada porquê?

Elas olharam-se e Nayo fitou-a com o seu melhor olhar de ironia: – Porque tu estavas outra vez doente, cumida! Se pensasses em te tratar em vez de andares a dar uma de heroína podia ser que te apercebesses das coisas antes.

Ahri abanou a cabeça: – Lamento que a minha saúde seja um entrave para os vossos planos. Estou acordada desde as 6 e 30 da manhã… são 8h! Acho que isso vos daria tempo suficiente para me dizerem algo, não? – disse ela com a voz carregada de ironia.

Donghae fitou-a. Não era muito alta e não era o cumulo da elegância mas o cabelo castanho e vermelho mostravam que ela não parecia importar-se muito com o que diziam dela. Vestia-se toda de preto e as pulseiras negras nos pulsos davam-lhe um ar mais de rock que de pop. O que o intrigava mais era sem sombra de dúvida o olhar vivo e fugaz. As outras também tinham um olhar forte e muito bonito, em especial Lili e Munny, mas os olhos negros dela pareciam perscrutar até à alma.

Ela reparou que ele a olhava: – Acho que não fomos apresentados, eu sou a Ahri.

– Lee Donghae. – disse ele simplesmente. Ela tinha uma voz muito bonita e cativante.

Ahri olhou-o curiosa e reparou no olhar de raposa com que Lili a olhava e desviou o olhar dele: – Prazer. Já que vamos ter companhia despachem-se a arranjarem-se que eu arrumo a cozinha.

Elas assentiram e saíram da cozinha deixando-a sozinha com eles.

– Estás melhor? – perguntou Leeteuk

Ela sorriu-lhe: – Sim, obrigado. – reparou no ar de espantado dele – Que foi?

Heechul falou por ele: – Não sabíamos que eras capaz de sorrir. – disse com um grande sorriso.

Ela riu: – Pareço assim tão insensível? – perguntou ela.

– Nem por isso. É só que ficas mais gira quando sorris. – observou Leeteuk ajudando-a.

– Obrigado.

Enquanto ela conversava animadamente com Leeteuk e Heechul, Donghae observava-a com a face apoiada no pulso.

– Fecha a boca que já tenho os pés molhados da tua baba. – disse-lhe Heechul baixinho em coreano.

Donghae fitou-o apanhado de surpresa: – Não me estou a babar! – observou ele.

– Falta pouco. – observou o outro – Nunca te tinha visto assim.

– Ela é… bem… intrigante?

O outro riu fazendo Leeteuk e Ahri olharem-nos: – Que se passa? – perguntou ela.

– O Donghae estava a contar-me sobre a nova paixão dele. – disse Heechul

Donghae bateu-lhe no ombro chateado: – Não estava nada!

Leeteuk e Ahri riram-se e as outras juntaram-se-lhe para sair.

**

– Não penses tanto! – disse Yoochun a Yunho enquanto esperavam a sua vez da sessão de fotos que estavam a fazer

O outro fitou-o e depois voltou a olhar para Jae que estava naquele momento a tirar as fotos: – Não estou a pensar, estou apenas a esperar pela minha vez. – disse ele.

– Estou proibido de falar no assunto… mas quer-me parecer que há algo na maneira como olhas para a Ahri.

Yunho suspirou: – Estás proibido porquê?

Yoochun sorriu: – Coisas. Não desvies o assunto.

– Pensas que também não vi a maneira como olhas para a tal Nayo e o Changmin para a tal Munny! – exclamou ele

– Estás a comparar? Quer dizer que a maneira que olhas para a Ahri se enquadra na maneira como olho para a Nayo?

Yunho passou-se: – Tas a falar de quê?

– Oh! Vá. Se achas que eu gosto da Nayo é porque estás a admitir que também gostas da Ahri. – observou Yoochun

– Andas a ver muitos filmes! – exclamou Yunho chateado.

Yoochun sorriu perante a irritação de Yunho: – Tu sabes quem ela é não sabes?

Yunho levantou-se irritado: – Para com isso, não sei de que estás a falar.

Foi substituir Jae e este sentou-se ao lado de Yoochun: – Que lhe disseste para ele ficar assim?

– Umas verdades. – observou Yoochun misterioso.

– Andas a tramar alguma!

Yoochun riu: – Só coisas boas.

Jae olhou Yunho pensativo: – Tens certeza que ele quer que faças essas “coisas boas” por ele?

Yoochun riu: – Nem por isso… mas ainda assim nada de impede de tentar a felicidade de dois amigos meus!

Olhou-o enquanto ele ria e um arrepio correu-lhe a espinha. Sabia que Yoochun jamais faria algo para magoar alguém mas tinha medo da reacção de Yunho a tudo aquilo… e aquela rapariga, a Ahri, sabia que Yoochun tinha a amizade dela em consideração… mas não seria esperar de mais que Yunho gostasse dela assim do nada? Saberia ele alguma coisa? Os pensamentos foram dar a Angel e a Bony. Porque se haveria de estar a preocupar com Yunho quando tinha mais em que pensar? Gostara indubitavelmente da rapariga de óculos mas a outra, embora tivesse namorado, fazia-o querer meter-se com ela. Porque raio é que um grupo de miúdas vindas dos confins do mundo lhes havia de dar a volta a cabeça daquela maneira? Aquilo começava a entrar no foro do ridículo e no entanto elas faziam-no querer saber mais delas. Estava a dar em doido por causa de raparigas que conhecia a dois dias e no entanto não era algo que o desagradasse.

**

Heechul bateu no ombro de Leeteuk: – Vamos leva-las ali! – disse apontando o parque temático do outro lado da rua.

Todos olharam na direcção que ele apontava.

– Fixe! – exclamou Munny – Bora? – perguntou as outras.

– Não me parece que conhecer Seul tenha algo a ver com ir a um parque de diversões! – exclamou Nayo.

Munny franziu o sobrolho: – Tens que ser sempre desmancha-prazeres, não tens?

As outras riram e Lili tocou o ombro de Nayo: – Amanhã também temos o dia livre… podemos aproveitar hoje para nos divertir.

– Achas mesmo que a Ahri nos vai deixar andar a passear amanha quando temos um evento no dia seguinte? – perguntou Suri olhando Ahri de lado.
Shyra abraçou Ahri: – Ora, vocês já ensaiaram suficiente… vá lá Ahri.

Ahri abanou a cabeça: – Alguém me ouviu dizer alguma coisa que nos impedisse de ir? – perguntou ela pondo as mãos na cintura.

Leeteuk passou-lhe um braço pelos ombros de Ahri: – Aqui está uma líder empenhada!

Ela olhou-o surpresa: – Como sabes?

Ele apontou Lili e Ahri sorriu.

Donghae empurrou Leeteuk: – Então vamos! Estamos a perder tempo aqui!

Lili e Leeteuk olharam-se e depois para Donghae e sorriram. A reacção dele fora, no mínimo interessante.

Nayo fitava Suri e Heechul enquanto eles apostavam quem seria capaz de andar na montanha russa sem vomitar.

Perguntou-se de quem seria que Heechul estaria atrás mas não conseguiu encontrar resposta visto que falava com todas elas por igual, não havia uma a quem tivesse dado mas atenção. Tudo aquilo lhe fazia um pouco de impressão, estavam ali há dois dias e no entanto já passeavam por Seul acompanhadas de 3 membros dos Super Junior. Não se estava a queixar mas a verdade é que dava um pouco nas vistas, algumas raparigas haviam tirado fotos aos rapazes e outras olhavam que nem parvas para eles tentando perceber se eram mesmo eles ou apenas pessoas muito parecidas.

Aliás… estavam ali há dois dias e já conheciam os DBSK. Olhou Donghae que olhava distraído em frente. Seguiu-lhe o olhar achando que qualquer coisa seria melhor que aturar as conversas idioticas de Heechul e Suri mas a única coisa que viu foi a entrada do parque e as costas de Ahri. Voltou a observar Donghae… ele não estava nada distraído, olhava fixamente para as costas de Ahri. Aquilo podia ser mau sinal, em especial porque se notava a quilómetros que ele gostava dela. Teria sido amor a primeira vista? Olhou as costas de Ahri e riu-se a socapa, pobre diabo, estava a meter-se na boca do lobo. Acabou por pensar em Ahri e em Yunho. Ela não dissera nada de mais a Yunho, a não ser que alguém considera-se chamar uma pessoa de “trinca espinhas com o tamanho da torre Eiffel” de alguma coisa, que se recordasse a única coisa que ela havia feito com Yunho era discutir e isso não ajudava de muito. No entanto, a atitude de Yunho não era de total despeito e o mete nojo dera a entender que ele gostava dela. Sabia que Donghae era amigo, de longa data, de Yunho. Aquilo não podia ir dar em nada de bom e não contribuiria em nada para a saúde mental de Ahri, olhou-a de relance, as vezes gostava de saber o que lhe ia na mente e como ela aguentava certas coisas, no entanto, naquele momento sabia que não quereria estar na pele dela quando ela percebesse que Donghae gostava dela. Uma coisa tinha que admitir… Ahri era muito pouco diplomática nessas coisas, nunca sabia o que fazer e acabava por pôr os pés pelas mãos.

Munny deu um pontapé numa pedra da calçada e soltou um suspiro. Aquilo não era das melhores coisas que ela tinha experienciado. Com tanta gente que podia ter conhecido e tinha de ser Changmin a calhar-lhe na rifa. Amaldiçoou novamente a sua sorte, tinha de lhe calhar Changmin na rifa. Não gostava que ele a irritasse porque não queria responder-lhe à letra como ele merecia, sabia que as outras não ficariam muito contentes mas ainda assim também não queria que os outros DBSK pensassem que era mais maluca do que já achavam. Deu um pontapé noutra pedra ao aperceber-se que estava a pensar no cumido do Changmin. Porque raio é que aquele tipo de coisas lhe acontecia sempre a ela? Ele era irritante, acriançado e mais que estúpido, no entanto, lembrava-se bem da noite anterior e do calor aconchegante que sentira quando adormecera no seu ombro, dormira bem ao lado de Junsu mas por alguma razão que a irritava terminantemente, fora o ombro e os braços de Changmin que lhe proporcionaram mais conforto e segurança.


Ouviu Lili rir e olhou-a irritada. Perdeu toda e qualquer irritação ao fita-la. Quanto tempo havia passado desde a ultima vez que a vira tão feliz? Alguma a tinha visto assim? Reparou que também Ahri se apercebera desse facto e sorriram ao olhar-se, se havia alguém que merecia a felicidade era Lili. Parecia que ela havia deixado de caminhar para flutuar graciosamente ao lado de Leeteuk, o seu sorriso uma corrente de água cristalina. Juntos pareciam brilhar.

– Se não tirares esse sorriso estúpido de mãe babada… ela vai perceber! – exclamou Nayomira baixinho ao lado de Ahri que a fitou visivelmente irritada.

Ahri arqueou uma sobrancelha de escárnio: – Primeiro: fala o roto pelo mal remendado… Segundo: volta a insinuar que sou mãe de alguém, ou a tocar na questão da minha idade e vai ser precisa uma espátula para arrancar do chão os bocados em que te desfaço e posteriormente esmigalho. – ameaçou ela olhando Nayo nos olhos.

– Viva o exagero gratuito! – exclamou Nayo – Nunca serias capaz de o fazer!

– É a tua sorte!

Donghae olhava-as perplexo. Não percebera patavina do que haviam dito e sentia que nunca na vida seria capaz do fazer com a mínima decência.

Nayo olhou-o por cima do ombro e não evitou um suspiro de ironia. Voltou-se para Ahri: – Então? Para quando sai o clube de fãs?

Olhando-a espantada, Ahri, estava completamente perdida com o novo rumo da conversa: – Clube de fãs? O dos DBSK? Mas isso é com a Ichi. Tas a falar de quê? – perguntou ainda perdida mas ao ver a obvia expressão de caso de Nayo não pode evitar – Nayo?!

– Hei! Eu só perguntei. – observou ela – Com a fila que anda atrás de ti… não sei como ainda não há um clube de fãs!

Involuntariamente e num gesto mais automático que reflectido, Ahri, olhou para trás em busca de uma fila imaginaria mas deparando-se apenas com Donghae que corou pensando, e até certo ponto bem, que estavam a falar dele. Voltou-se rapidamente para frente também ela corada com a sua estupidez por sequer dar ouvidos a Nayo: – Se não fosses parva querias ser o quê?

Nayo soltou uma gargalhada sincera e respondeu em japonês: – Tua irmã! Facto que me leva a supor que parvoíce é contagiosa e genética. Se não fosses tão tapada já tinhas atingido muita coisa.

A admiração estampada no rosto de Ahri confirmava a sua teoria: – Tas a falar de quê? – respondeu ela também em japonês mais por reacção automática que por intenção.

Nayo sorriu: – Precisamente o meu ponto de vista. – olhou Donghae – Yah! Afinal este parque temático é bom ou não?

Donghae aproximou-se meio a medo, não negava a beleza mas Heechul ocultara o quão intimidadoras eram. Resolveu agarrar o touro pelos cornos e não ceder a pressões: – Bastante bom. É o mais famoso de Seul. Na verdade, até pode ser um pouco arriscado estarmos ali. – observou ele – Se nos reconhecem estamos feitos.

Ahri e Nayo olharam-se e depois para Donghae.

– Se calhar, então, é melhor não arriscar. – observou Ahri

A nota de tristeza na sua voz poderia ser entendida como preocupação mas Donghae percebeu que ela não queria deixar transparecer esse facto e sorriu, afinal elas não eram nenhum bicho de sete cabeças: – Ora! Que é a vida sem um pouco de emoção!? – perguntou passando um braço a volta dos ombros de Ahri e outro pelos de Nayomira obrigando-as a avançar com veemência. Nayo teve usar de todas as suas forças para disfarçar um sorriso enquanto apressava o passo.

Ichi apareceu a saltitar ao lado de Donghae como se se tratasse da encarnação da felicidade pura. O seu sorriso ofuscava tudo a sua volta, em especial os seus três muito espantados espectadores, enquanto falava de Seul, de Ian e do quanto estava a adorar toda a experiencia. Conseguia contagiar todos a sua volta.

Suri atalhou a conversa alertando para o facto de querer que se despachassem pois queria ver o máximo possível enquanto ali estivessem. Perante as caras de grande surpresa dos rapazes foi Nayo quem fez as honras da casa a explicar o que se passava: – Esta tonta…

– Hey! – atalhou Suri.

– Tens razão, desculpa. – replicou Nayo – Eu deveria ter dito: esta estúpida – ignorou as reclamações de Suri – vai estar aqui apenas um total de 5 dias. Volta daqui a dois dias para Portugal. – explicou

Heechul fitou-a espantado: – Então e o drama?

– É a Lili quem vai tomar o lugar dela nas Ritmo DBSK. – observou Ahri – Ela não pode faltar as aulas e assim…

Nayo abanou a cabeça: – Baka rivaru-sama!

– Cala-te! – exclamou a outra – Tenho que estudar e isto não me leva a lado nenhum!

Ahri e Ichi fulminaram-na com o olhar: – Estás em Seul graças às Ritmo DBSK, portanto já foste a algum lado, se te vais embora e não vais mais longe é porque não queres! Einstein disse que o mundo era feito por sonhadores… se não sonhas nunca alcançarás nada na vida que possas verdadeiramente chamar teu! Portanto vou fingir que não ouvi essa teoria idiota disfarçada de desculpa rasca.

Leeteuk achou que a coisa estava a tomar um rumo, no mínimo, escorregadio e entregou os bilhetes a todos.

Ahri fitou o seu bilhete e depois novamente Leeteuk: – Não posso permitir que pagues as nossas entradas! – exclamou indignada.

“A miúda tem mesmo mau feitio!” pensou Donghae enquanto a empurrava para a entrada: – Ao menos aproveita quando te fazem uma oferta. – parou e agarrou-lhe nos ombros e fê-la rodar apenas o suficiente para o fitar cara a cara por cima dos ombros – Consegues fazer isso sem reclamar muito?

Ela corou até a raiz dos cabelos e disse um trémulo “Sim” fazendo todos rirem de vontade.

O dia correu sem quaisquer outros percalços e quando voltaram a casa vinham carregados com peluches, sacos, doces e lembranças. Eram já umas 9 e tal da noite quando chegaram e quando largaram tudo no meio da sala. Munny perguntou-se como iriam levar aquilo tudo para Portugal sendo que planeavam “assaltar” as lojas da baixa de Seul no dia seguinte.

Nem Leeteuk largara Lili todo o santo dia nem Donghae se afastara de Nayo e Ahri. Munny estava irritadiça porque Heechul estava a adorar meter-se com ela, no entanto, pensou para si que preferia o excêntrico Heechul ao parvo do Changmin.

– Vou ter que vos dar umas lições de segurança! – observou Changmin fazendo Munny saltar.

– Não sabes bater a porta!? – perguntou ela furiosa por os seus pensamentos se terem materializado – Assim eu podia fingir que não ouvia e não abria!

Ahri passou com por ele com uma travessa de fumegantes scones com doce e pôs-lhe um nas mãos: – Gelo, Munny! – voltou-se novamente para Changmin – Ainda assim, está nas boas maneiras de qualquer país bater a porta quando se entra, não? – perguntou divertida com a cara de estupefacção com que ele olhava para o scone que ela lhe dera

– Tu… – apontou a cozinha – Como...?

Ahri soltou uma gargalhada: – Passamos por uma pastelaria inglesa pelo caminho. – riu depreendendo que ele pensava que ela não conseguiria ter tempo de os fazer em tão curto espaço de tempo – Sou rápida… mas não tanto!

Ela serviu o resto das amigas enquanto Changmin mordiscava o seu scone e se sentava ao lado de Munny olhando os sacos, atónito – Caramba! Grande dia! Restou alguma coisa por onde passaram?

– Como tu não estavas… foi um dia espectacular. – observou Munny dando uma grande dentada no seu scone.

– Eu sei que tu me adoras. – respondeu ele com um sorriso maroto ao qual Nayo teve que responder com uma sonora gargalhada fazendo Munny olha-la com intentos assassinos.

– Voltaram animadas! – observou uma voz atrás de Nayo fazendo-a parar de rir de imediato e quase se engasgar. Foi a vez de Munny e Changmin rirem. – Isso é tudo alegria por me veres!? – perguntou Yoochun a Nayo.

Esta limitou-se a ignora-lo enquanto fitava um ponto no fundo da sala.

Ahri não queria ninguém maldisposto naquele momento, portanto, antes que Nayo se passasse resolveu intervir: – Chun! Também tenho que te ensinar a bater à porta? – perguntou a Yoochun.

– Sorry sis! – pediu ele tirando-lhe um scone da bandeja e sentando-se ao lado de Ichi, reparou que ela o dilacerava com olhar – What?

– What did I told you!? – perguntou ela irritada

– Oops! Sorry!

Ela olhou-o e ainda abriu a boca mas acabou por a fechar porque Changmin olhava para ela de lado e antes que ele chegasse à conclusão que a conhecia de algum lado, optou por se calar. Quando se virou chocou com Suri sem querer e deixou cair o prato que ela apanhou. Donghae apanhou-a a ela antes de ela tocar o chão.

Yoochun e Changmin olharam-no de olhos arregalados, olharam-se e depois novamente para Donghae. Yoochun ia a abrir a boca quando Ichi o agarrou pelo braço: – Nem penses em abrir a boca. – avisou ela baixinho, mas a ameaça estava latente em cada palavra

– Porquê?

– Porque não quero que tires conclusões precipitadas. – observou ela – Já não a via sorrir assim à algum tempo.

Yoochun olhou-a de lado: – O Donghae não está propriamente a ser cortês por amizade. Conheço aquele olhar de cachorrinho. Ele está de quatro por ela.

– Mas ela não sabe disso porque, como bem sabes, está de quatro pelo Yunho e vê o Donghae como um amigo. – observou Nayo – A Ahri pode ser muito inteligente mas até certo ponto é muito burra.

– Ele não vai ficar feliz. – observou Yoochun

– Ele?

– O Yunho!

– Já estão a treinar para o drama ou vamos ter casamento em breve e ninguém me convidou? – perguntou Yunho. Yoochun e Ichi encolheram-se enquanto Nayo sorriu. O tom de voz era controlado, seguro e carregado de ironia mas Yoochun conseguia detectar a raiva que ele tentava ocultar por já o conhecer a muitos anos, por muito composta que fosse a expressão do seu rosto e o tom da sua voz, Yoochun, conseguia quase ver a raiva a fervilhar por baixo da mascara de UKnow.

Ahri pôs-se direita à velocidade da luz. Tirou o prato das mãos de Suri e enfiou-o nas mãos de Yunho fazendo-o recuar dois passos tal fora a força que ela empregara: – Em vez de bocas parvas e observações deveras inúteis, porque não te fazes útil! Will you?

Yunho fitou as costas de Ahri enquanto ela se afastava a passos largos bufando para a sala onde elas tinham os computadores. Entregou o prato a Donghae preparando-se para a seguir mas Jae impediu-o: – Deixa-a ir. – disse-lhe ele em coreano. Yunho olhou-o e parou apenas o tempo suficiente para que Jae o largasse e assim que este o fez desapareceu à velocidade de um raio pelo corredor.

Yoochun disse algo a Jae em coreano. Ele argumentou de volta e Yoochun abanou a cabeça, Donghae reclamou qualquer coisa em coreano ao que Jae, Ichi e Yoochun lhe lançaram um olhar cortante; Donghae voltou a reclamar algo ao que Yoochun ripostou maldisposto e Ichi assentiu com um “ ne”

Nayo passou-se: – Yah! – berrou ela fazendo todos calarem-se e olha-la – Tradução se faz favor!

– Amanhã vamos juntos para o local de filmagens e vamos ter que morar todos juntos por uns tempos! – observou Changmin – Portem-se decentemente!

Munny olhou-o de boca aberta: – Nós vamos o quê?

Yoochun abanou a cabeça: – Morar todos juntos! O local de filmagens é fora de Seul. É numa província um pouco mais a norte, vamos filmar um drama épico, por isso vamos ficar lá durante pelo menos duas a três semanas para filmar as primeiras partes do drama. – observou ele.
Nayo arregalou os olhos e levantou-se para enfrentar Yoochun: – Tu só podes estar a brincar, certo?

– Tenho cara de quem ta a brincar

– Devias!

– Porquê?

– Porque até as piadas tem limites e essa é de mau gosto!

– Mau gosto?

Nayo pôs as mãos a cabeça de irritação e lançou-lhe o seu melhor olhar assassino: – Porque já nos basta ter que vos aturar sempre que querem vir aqui! Não me apetece ter que estar a levar com as tuas fuças 24 horas por dia! Get it?

Yoochun olhava-a espantado e ao mesmo tempo magoado. Não percebia o que tinha feito aquela rapariga para que ela agisse assim. Para um muito espantado Jaejoong e um chocado Changmin, Yoochun calou-se e sentou-se no sofá dizendo apenas: – Lamento se a minha presença te perturba assim tanto.

Nem Jaejoong nem Changmin intercederam por Yoochun, não que achassem que um ou outro tivessem razão mas porque desconheciam os antecedentes e preferiam não se meter naquele tipo de querelas sentimentais, aquilo já se parecia o suficiente com uma novela portanto não queriam ajudar com mais discussões inúteis.

– Tenho fome! – observou Shyra.

Nayomira revirou os olhos: – Observação deveras inteligente no meio deste tipo de clima, Ângela Maria!

A outra pôs um sorriso irónico: – Não tenho culpa que tu e o teu queridinho andem a discutir por coisas muito estúpidas! – observou Shyra em português – E se não queres que diga em japonês o que acabei de dizer, porque sabes muito bem que o faço, é bom que não retalies e acabes com o humor de cão, ele nunca te fez mal nenhum, Filipa Maria! Porque não o deixas em paz, que eu tenha visto ele até te trata muito bem.

– Cala-te! – disse a outra em português irritada até ao cerne do seu ser – Ele não devia ser querido, não devia fazer estas coisas, não devia de fazer o que faz… porque não me deixa em paz!?

As raparigas sorriam.

– Se calhar porque és especial para ele! – observou Munny

Lili sorria mais que as outras: – Porque não podes fugir ao teu destino, por muito que fujas dele, há uma estrada que foi traçada para ti… é esse rumo que vais ter que seguir. Eu, sinceramente, espero que esse seja o rumo ao paraíso, no entanto, deixa que te diga que apenas cabe a ti que seja ou não o paraíso, portanto, não desperdices oportunidades quando estas te são estendidas numa bandeja de prata.

As raparigas ficaram caladas a fitar Liliana que sorria de si para si de contentamento por ter posto os seus pensamentos de forma tão coerente e infalível frente as amigas. Para Nayo não era novidade aquele tipo de reacção de Lili e que as palavras dela fossem tão profundas, era habitual, no entanto, achava que nunca, por mais que vivesse, se ia habituar ao quão aguçado era o instinto da amiga.

Os rapazes olharam-se e foi Jae quem acabou por falar por eles: – Detesto interromper uma conversa que parece tão seria… mas quem precisa de tradução agora somos nós!

– Estava-mos a falar do jantar… eu tenho fome! – observou Shyra.

As raparigas riram e por consequência os rapazes. Jae afagou a cabeça de Shyra, apreciando a suavidade dos seus caracóis: – Não vou deixar que fiques com fome, vou preparar um jantar tipicamente coreano para vocês! Pode ser? – perguntou ele com um sorriso.

Shyra ficou radiante e Jae teve que a comparar com um cachorrinho quando ela pareceu saltitar de contentamento em cima do sofá.

Enquanto Jae se afastava seguido por Shyra, que dizia querer saber como se fazia, para fazer o jantar, Donghae sentou-se no braço do sofá onde Nayo estava sentada entregue aos seus mais profundos pensamentos: – 5 dólares pelos teus pensamentos!

– Dinheiro desperdiçado, não valem sequer um terço ou um décimo disso. – observou ela.

Ele sorriu: – Quer dizer que podes partilha-los?

Ela fitou-o atónita e meia chocada.

– Bem me parecia. – disse-lhe ele – Tenho a leve impressão que vocês, na vossa língua, falaram de tudo menos de comida, certo? – antes que ela pudesse dar uma resposta ele continuou – Posso saber porque é que tu e o Yoochun discutiram? Pela expressão do Jaejoong e do Changmin, não é a primeira vez. Ele fez-te alguma coisa?

– Nada.

– Nada?

– Absolutamente Nada.

Donghae olhou-a confuso: – Confesso não perceber.

Ela sorriu: – Nem tudo na vida se pode perceber.

– Demasiado profundo. – observou ele com uma careta que fez Nayo soltar uma gargalhada – Vês! Assim está muito melhor. Ficas muito gira quando ris, devias faze-lo mais vezes.

Ela corou até a raiz dos cabelos e Yoochun cruzou os braços em frente ao peito de puro ciúme.

***


Sentou-se na sala de reuniões e olhou o manager sentado ao seu lado: – Posso saber o que se passa agora?

O manager apontou a porta que se abria para dar lugar a um grupo de 3 homens que entravam. Sorriram e cumprimentaram-nos a ambos com sorrisos corteses mas profissionais. Um deles era o responsável da sua companhia, os outros dois não conhecia. O responsável da sua companhia passou-lhe um aglomerado de folhas A4 com as dimensões de um pequeno livro. Ainda antes de conhecer o conteúdo soube que era ao script ou de um filme ou de um drama. Olhou as folhas com alguma desconfiança.

Um dos outros dois homens fez-se ouvir passando para a sua frente algumas folhas A4 agrafadas, deviam ser umas 5 ou 6: – Sou Kim Seo Geun e este – apontou o colega – é Jung Hyun Ho, somos representantes da SBS, penso que nunca trabalhou connosco. Gostaríamos que ponderasse a hipótese de entrar neste drama. Vai chamar-se “Rumo ao Paraíso”! – explicou ele.

Olhou o contracto a sua frente e novamente para o manager: – E vou fazer isto com quem?

O manager olhou-o de lado e depois para os representantes da SBS. Eles olharam-se e encolheram os ombros. Era igual, ele iria saber mais cedo ou mais tarde, a participação dele ajudaria com as receitas e com a qualidade do drama.

– Temos a presença confirmada, pela S.M. Entertainment, dos 5 membros dos TVXQ e de 3 membros dos Super Junior. – explicou Seo Geun.
– E porque tantos homens famosos? Não há raparigas? – perguntou ele intrigado.

Eles olharam-se: – As raparigas vêem da Europa, são independentes, não tem companhia. A S.M. Entertainment fez contracto com elas. – observou Seo Geun.
– Ou seja: nenhuma delas tem experiencia! – observou carrancudo cruzando os braços sobre o peito.

O segundo representante da SBS, Hyun Ho, que ate ali se mantivera calado, resolveu falar: – Uma delas é escritora. Elas não são propriamente menininhas inocentes.

Engelhou o nariz: – Ainda assim, tanto os meninos da SM como elas pouca ou nenhuma experiencia tem e nem quero entrar pela questão do talento.

– Calma… – começou o manager sendo interrompido por ele.

– Não estou exaltado. Viram o resultado do Heading to the Ground…

– E também vimos o resultado do Heavens Poastman! – cortou Hyun Ho – Este script é muito bom e foi escrito pelos mesmos autores do Iljimae e pode inclusivamente assemelhar-se ao Goong!

Agarrou as folhas do script e folheou-as lendo algumas linhas, deu uma vista de olhos ao resumo e um sorriso aflorou-lhe aos lábios. Não era mau. Os custos estavam a par com Iljimae e era uma grande produção… que teriam feito aquelas raparigas para conseguir um papel em algo assim? Ficou curioso, demasiado para ficar quieto só a observar.

– Contem comigo, onde assino?

***


Yunho agarrou-a pelo braço quando ela se preparava para sentar. Olhou-o surpresa e irritada, não devia contar que fosse atrás dela, olhou o braço e depois novamente para ele: – Tens coisa de 10 segundos para me largar.

– Se não?

– Não abuses da sorte, Chung Yunho, - disse soltando-se com um safanão deixando-o espantado com a força dela – eu não sou como as raparigas com que estás habituado a lidar.

– Pois não! És bem mais mal educada e bruta! – exclamou ele.

– Querias que me deitasse e fingisse de morta? – perguntou ela – Não sou o Typhoong!

– És uma chatinha irritante, não és? – perguntou ele esbracejando – Achas que és o quê? A rainha do Sabat!? Ages como se fosses a dona disto tudo e tens a mania que és boa!

Ahri virou-lhe as costas refreando-se para não perder o controlo de todas as forças que possuía.

– Olha para mim quando falo para ti! – berrou ele voltando a agarrar-lhe o braço – Ganha juízo e responsabilidade! Só fazes com que todos a tua volta se preocupem contigo! Ainda não me esqueci da noite de ontem…

– Estás-me a irritar!

– Tudo te irrita, não é? Ainda ontem estavas quase a morrer numa cama de hospital mas hoje já andas para ai a encostar-te e a roçar-te no primeiro gajo que te aparece pela frente nunca pensei que…

Do lado de fora da porta todos se assustaram com o som assombrosamente nítido da estalada com que Ahri presenteara Yunho e que o calara. Yoochun e Jae olharam-se profundamente assombrados com o desenvolvimento: – Ela é doida! – exclamou Yoochun num sussurro.

– Ele devia estar feliz por não ser um murro! – exclamou Nayo também chocada – Ela não é muito adepta de estaladas.

Yunho fitou-a pronto a continuar com o descalabro de coisas que lhe queria dizer mas percebeu que fora longe de mais quando olhou os olhos dela. A máscara de ferro mantinha-se mas os olhos expressavam uma mágoa desmedida. Contra tudo quanto sentia e o calor que ainda lhe inundava a face, naquele momento a única coisa que queria era abraça-la.

Deu um passo na direcção dela quando Junsu entrou de rompante na sala e se colocou entre ele e Ahri: – Yoochun tira o Yunho daqui.

Yoochun apareceu à porta espantado e ainda tentou abrir a boca.

– Rápido! – ordenou Junsu virando-se para Ahri a tempo de abraçar quando as lágrimas lhe começaram a rolar pelo rosto. Yunho não viu o que Junsu fizera ou a reacção de Ahri porque Yoochun o arrastara para a sala onde as raparigas o olhavam de lado. Yoochun ia para abrir a boca mas Donghae colocou-se a frente dele e deu um murro a Yunho de tal ordem que o outro caiu para trás.

– Estás doido?

– Isso te perguntaria eu! – exclamou Donghae. – Isto não são acções do Yunho que eu conheço.

Yoochun tentou agarrar Donghae mas este largou-se e agarrou Yunho pelo colarinho: – O Yunho que eu conheço jamais trataria uma rapariga assim... jamais. Que raio tens tu!? – perguntou largando-o.

– Quando alguém que tu conheces a bem mais tempo que nós te pergunta algo assim, imagina como nós nos sentimos! – observou Jaejoong – Se o Donghae não te tivesse dado um murro era eu quem o tinha feito! – sentou-se na borda do sofá de costas para Yunho – Não percebo o que se passou. Amanhã vamos para o local de filmagens e vamos conviver todos os dias todos juntos.

Changmin cortou a palavra a Jae: – O que ele quer dizer é qualquer do género: vê se te recompões decentemente até amanhã!

Junsu continuava a abraçar Ahri: – Melhor?

– Obrigado! – disse ela com o sorriso afável. Não a vira limpar quaisquer lágrimas e se as chorara os seus vestígios não existiam mais.

– Peço desculpa pelo comportamento do…

– Não o faças! – pediu ela – Se alguém me vai pedir desculpa que seja o Yunho! Não tens que pedir desculpa por algo que não fizeste!

Alguns minutos depois Junsu voltou para a sala. Yunho estava sentado no corredor a fitar a parede, Junsu não lhe disse nada, depreendeu que já lhe tivessem passado o sermão. As raparigas fitaram-no intrigadas: – Ela está bem.

Sentou-se ao lado de Bony que encostou a cabeça no ombro dele: – Obrigado!

Ele sorriu: – De nada!

– Eu devia…

Donghae impediu Nayo de tentar ir ter com Ahri alegando que ela precisa de uns momentos a sós.

Olhou o sítio no corredor onde Yunho estivera. Eles tinham muito que falar e desta vez de sangue frio.

Jae virou-se para Shyra: – Vamos acabar o jantar? – perguntou ele

Ela sorriu: – Correcção! Tu vais acabar o jantar… eu vou ficar a ver

Ele riu e agarrou-a por a mão para a cozinha. Se o mundo parasse naquele momento teria morrido feliz. Lamentava o sucedido com Ahri mas também tinha direito a sua felicidade. Ao passar pelo corredor reparou na ausência de Yunho, olhou Jae que abanou a cabeça. Apenas falou quando se assegurou que estavam na cozinha e ninguém mais os ouvia: – Deixa-os. Não percebo o que se passa entre eles. O Yunho merecia aquela estalada, mas acho que ainda não acordou para o que esta a passar. Temos que lhe dar tempo.

Shyra olhou-o indignada: – Se ele volta a ofender a Ahri… terá que arranjar um exército para parar a Nayo, porque eu não a vou impedir de o matar!

Jaejoong riu e beijou-lhe a testa: – Tinha saudades de alguém que fosse tão espontâneo como tu! Fazes-me bem.

Ela corou mas sorriu-lhe de volta: – Estamos quites! Alem de que… há muito tempo que queria comer comida feita por ti… obrigado!

Ele atarefava-se de um lado para o outro misturando ingredientes e a cozinhar outros. Shyra olhava-o em completo assombro. Imaginava-o assim, dali a 10 anos, num serão de inverno. As crianças a brincar no chão enquanto ele cozinhava para eles e ela punha a mesa e tratava de outros pequenos detalhes. Seriam tão felizes. Seria tal alguma vez possível? Estar ali naquele momento já era um sonho tornado realidade, tudo quanto viesse dali para a frente era bónus, no entanto, agora que tivera a amostra, queria o pacote inteiro, era aquele o homem que ela queria e ninguém o ia afastar dela.

Lembrou-se de algo: – Oh! Espera aqui!

Ele fitou a silhueta dela a desaparecer pela porta da cozinha que dava acesso a sala. Voltou minutos depois com um embrulho nas mãos. E estendeu-lho. Ele olhou-a atónito e limpou as mãos a um pano para aceitar: – Para mim?

Abriu a pequena caixa de parou-se com um par de brincos. Pequenos anjos com asas em pedras transparentes, pelo brilho pareciam zicornias.

– Gostas? Achei que eram a tua cara. – disse ela – O homem da loja disse que eram em prata. Sei que deves ter melhores e mais bonitos mas… bem… queria dar-te algo.

Ele estava ainda em silêncio. Alguns momentos depois voltou a olha-la: – Anjos? Gostei, não tinha nenhuns assim.

– São anjos, porque acho que pareces um.

Ele riu e abraçou-a: – Obrigado. Adorei… mas tu é que és a Angel. – tirou um brinco da caixa e colou-o na orelha direita substituindo o que tinha depois agarrou o outro e para grande assombro de Shyra colocou-o na orelha esquerda dela. – Agora somos os dois anjos e nunca nos vamos esquecer um do outro! – disse voltando-se novamente para a comida.

– Isso seria impossível, jamais me poderia esquecer de ti. – disse ela e Jae teve a certeza que não havia nada mais verdadeiro que aquelas palavras por reconhecera a sua força e o sentimento que exprimiam no interior do seu peito.

Cá fora, na sala, Changmin entretinha-se com Munny, a espicaçarem-se um ao outro, enquanto Yoochun se limitava a lançar olhares assassinos a Donghae e Nayo que conversavam animadamente sobre o corpo humano. Junsu olhou Bony: – Está tudo bem contigo?

Ela olhou-o atónita: – Porque perguntas!?

– Só para saber.

– Estou bem

– Humm… Passa-se algo com o teu namorado? – perguntou ele.

Ela levantou a cabeça do ombro dele e olhou-o de lado: – Qual a razão da pergunta descabida? Eu e o Ian estamos muito bem, obrigado!

Junsu sorriu: – Se está tudo bem então porque tas tão exaltada!?

– Não tens nada com isso! – exclamou ela. Junsu apenas sorriu e não lhe respondeu. Bony ficou a olha-lo. Porque raio estaria ele a fazer uma pergunta daquelas?

Alguns minutos depois ele deitou a cabeça no ombro dela: – Estou cansado.

Ela riu: – Também eu.

Suri levantou-se: – Vou fazer as malas! – informou ela.

Leeteuk olhou-a de lado: – Vais mesmo embora?

Ela sorriu: – Já vos tinha dito que sim. Amanha assim que a nossa performance acabar eu vou voltar para Portugal.

Nayo virou a cara para não lhe responder torto enquanto as restantes raparigas fitavam a ponta dos sapatos ou ignoravam a conversa. Heechul observou a cena e virou-se para ela: – Isto é uma oportunidade! Podias muito bem ficar e entrar no drama.

Ela levantou o queixo: – Não passam de sonhos estúpidos, nem fui das mais entusiastas a vir nesta viagem! Eu tenho o meu doutoramento para acabar… isso sim é real!

– E o drama? – perguntou Donghae perplexo com a volta que tudo aquilo estava a tomar.

– É a Lili que vai tomar o meu lugar, foi por isso que ela veio.

Heechul ainda ia para retaliar mas Nayo interveio: – Na verdade as Ritmo DBSK actuais não incluem a Suri, ela só veio para mostrarmos a composição original do grupo. – disse ela enquanto se notava que não era das maiores apoiantes de ela ter vindo – Foi a Ahri quem insistiu que ela viesse, mas também é ela que insiste em voltar.

Suri afastou-se sem dizer mais nada. Sabia que era completamente inútil discutir com Nayo e que Bony estava a espera da primeira oportunidade para lhe dizer o que estava a pensar acerca de ela se ir embora.

Passou por o quarto onde estavam os computadores e não pode evitar um sorriso de orelha a orelha. Aquele não era o seu destino, mas não tinha qualquer dúvida que fosse o das amigas. Na divisão por onde passara a cena que a fizera sorrir começara a desenrolar-se no momento em que Junsu passara por Yunho no corredor.

**

– Ela está bem! – informou Junsu.

Yunho levantou-se e voltou-se para a porta do quarto onde estava Ahri. Hesitou à porta mas assim que ouviu alguém soluçar do lado de dentro a alma corroeu-se em algo que apenas podia comparar a dor. Ela estava a chorar. A culpa e algo mais que não conseguia explicar ou definir fizeram-no entrar na sala a velocidade da luz e abraça-la com todas as forças quantas possuía. Era tudo culpa sua, apenas sua.

Ahri olhou-o chocada: – Tu…

– Desculpa… Desculpa! Perdoa-me!

Ahri olhava-o sem qualquer reacção. Ele tinha que ter uma qualquer seria perturbação mental, disso estava segura. Afinal de contas quem raio lhe dizia que ela era uma vadia e no momento a seguir a abraçava e lhe pedia desculpas? Afastou-o e ele olhou-a surpreendido: – Tu por acaso tens algum tipo de descompensação psicológica? – perguntou ela visivelmente irada.

Passou a mão pela face: – Tenho de ter. Nem eu mesmo te consigo explicar. – disse ele visivelmente abalado – Eu… não percebo o que se passa comigo.

– E por isso descarregas em cima de mim? – perguntou ela mordaz

– Compreendo a tua raiva e não te censuro, aquela estalada foi muito menos que o que eu merecia….

– Estás bem a tempo de levar um murro se me chateias muito e não sais daqui agora! – cortou ela e ele leu a verdade na ameaça das suas palavras.

Sorriu: – Gostava que tudo fosse tão simples assim. – começou aproximando-se dela e ela recuou um passo quando ele deu um em frente. O sorriso dele aumentou – Mas parece que tu e eu somos tudo menos simples.

Ahri acabou por tocar a mesa atrás de si. Olhou a mesa derrotada e voltou a fita-lo irada quando ele ficou apenas a um pequeno paço de si, nem a meio metro do peito dele: – Qual é a ideia!?

Ele fez um sorriso enviesado: – Tenho muitas… mas neste momento não consigo pensar em nenhuma. – observou ele aproximando o rosto do dela. Ahri fechou os olhos com o coração a ribombar-lhe no peito.

Suri afastou-se a sorrir certa que embora aquele não fosse o lugar dela era sem sombra de dúvida o lugar das amigas.

– Não sei o que tens contra mim… mas vou descobrir, não sou o diabo por que me tomas! – observou Yunho que havia parado a milímetros do nariz de Ahri que, naquele momento, desejou com todas as forças que possuía poder cometer assassínio. Ele leu a expressão do seu rosto e, tirando as mãos dos bolsos, agarrou-a pela cintura e puxou-a para si – Sim?

– Deixa-me ou juro que te parto o nariz!

– Então parte!

Ahri fitou-o atónita. Não contava com aquela resposta.

Ele agarrou-lhe a face pelo queixo: – Parte ou eu não paro novamente! – disse aproximando novamente o rosto do dela. Desta vez Ahri apenas fechou os olhos quando os dele também se fecharam. Sentiu na pele a respiração irregular dele enquanto se aproximava e aquele momento pareceu durar para sempre.

O coração ribombava-lhe no peito como se fosse uma orquestra completa, tão alto que ele pensou que ela o podia ouvir a bater, aqueles olhos avermelhados que o fitavam como nunca ninguém o fitara punham-no fora de si. Por detrás de toda a raiva exagerada, por trás da mascara, sabia que ela escondia apenas uma alma de alguém que se esforçava por ajudar os outros. Matara-o ver Donghae com ela nos braços e era um sentimento que não sabia definir. Tão forte e tão indistinto. A cintura dela parecia encaixar nos seus braços na perfeição como se ambos houvessem sido feitos como aquele propósito. Sentiu a respiração quente dela no seu rosto e o perfume floral, que exerciam uma espécie de feitiço sobre os seus sentidos fazendo-o agir por impulso mais que por acções premeditadas e isso irritava-o tão profundamente quanto lhe dava um prazer desconhecido. Entreabriu os lábios para tocar os dela como se todo o seu ser ansiasse aquele culminar mais que o ar que lhe enchia os pulmões.

– O jantar está pronto! – berrou Shyra da cozinha.

– Meninos e meninas vamos comer. – ouviu-se a voz de Jaejoong dizer com uma alegria que o fazia querer esgana-lo ate a morte e repetir a cena no mínimo umas 20 vezes. Olhou Ahri nos seus braços que corara até a alma e não pode evitar um sorriso e uma gargalhada abafada. Ela fitou-o com o seu característico olhar assassino que ele tão bem conhecia.

– Qual é a piada?

Largou-a gentilmente: – Achei que ficas muito fofa quando coras, só isso.

Ela virou a cara e soube que voltara a corar. Acalmara a besta dentro de si que desejara e continuava a desejar beija-la como se não houvesse amanha. Por um lado tinha que agradecer silenciosamente a Jae por tê-lo salvo de cometer uma imprudência. Ela tinha razão, ele estava a agir como um imprudente. Recuou um passo: – Vamos comer.

Ele era realmente afectado mentalmente, disso ela tinha certeza. Afastou todos os pensamentos relativos aquele momento da sua mente e concentrou-se no jantar.

Na manhã seguinte Suri despediu-se das amigas enquanto elas voltavam a arrumar as malas para partir para o local de filmagens. Não quis muitas lágrimas porque não era para sempre. Mas preferiu ir de táxi para o aeroporto. Os rapazes despediram-se dela com algum pesar. Mas acabaram por perceber o ponto de vista dela, uma vez que não queria despedidas chorosas.

Com todas as malas no carro, optaram por seguir em veículos diferentes para não dar nas vistas mas as diferenças de logística, devido ao número de raparigas, fizeram-se logo notar. Donghae sugeriu que Nayo fosse com eles, Super Junior, e Ahri bateu pé que queria conduzir ela o carro alegando não ter carta por obra e graça do divino espírito santo e que enquanto as suas capacidades motoras lho permitissem nenhum homem conduziria por ela. Como fora óbvio o condutor destacado para elas afastara-se a fumegar das orelhas e a lançar chamas pela boca não lhes dando qualquer explicação do caminho. Devido ao imprevisto Nayo e Lili foram com os Super Junior enquanto que Junsu foi o destacado para ir com as restantes raparigas olhando sempre Ahri de lado como que se a olhasse com um novo tipo de respeito.

Assim 3 veículos fizeram-se a estrada sem que nenhum dos seus ocupantes soubesse o rumo que o seu destino ia tomar no momento em que haviam começado a sua viagem.
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 16, 2010 9:15 pm

Omg! Demoro sempre tanto tempo para conseguir ler isto tudo x_x Vêm sempre interromper-me e depois tenho de começar de novo, quando dou por mim passam dias e ainda não consegui ler tudo u.ú Gente chata *tranca-se no quarto para nunca mais ser incomodada*

Eu estou mesmo a adorar esta fanfic! *-*
Confesso que quando li que ia haver uma cena de porrada, pensei que fosse entre as meninas, mais propriemente entre a Shyra e a Bony Cool
É óbvio que ambas gostam do Jae...e a Bony que não disfarce porque eu conheço as pessoas! *apanha das unnis*
Mas afinal, foi entre o Yunho e a Ahri! :O *choque*
Como é que ele foi capaz de ter dito aquilo?! Mereceu muito bem aquela chapada e aquele murro! Palhaço u.ú
Mas depois vai-se a ver e isto acaba assim...daquela maneira tão...aish! *calor*
Achei a cena mesmo muito...quente? Cool *apanha* Pena que o Jaejoong tenha sido inconveniente e tenha estragado tudo -.-" But I'm pretty shure that more moments like this will come Cool
Aish, Nayo! Ela é muito bruta para o pobre do Yoochun! Tadinho...ele até a trata bem...e eu gosto dos momentos deles *-* Ele que tome cuidado que o DongHae já lhe anda a arrastar a asa... *apanha de novo*
E ali a Munny e o Changmin nunca mais se resolvem?! Gosto tanto quando eles se começam a picar xD É bué engraçado xD
Agora a Suri vai embora...eu cá não trocava aquilo pelos estudos, mas pronto XD

Estou super curiosa pelo próximo capítulo, algo me diz que vão acontecer muitas coisas na filmagem do Drama...ainda para mais vão viver todos juntos Cool Can't wait!

Pronto, fiz um testamento e não disse nada de jeito xD
Mas não importa, importa é que continues que aqui a maknae está a adorar *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sab Set 25, 2010 12:39 am

Nota da Autora:

Lamento a minha ausência de uma semana e meia... infelizmente por uma razão bem MA! Tive um acidente de trabalho e infelizmente escrever a pc ainda me custa um pouco...porque... bem... tenho menos um dedo. 2 cirurgias, muita anestesia e muitos comprimidos depois informo que após uma semana e tal internada num hospital em Gaia (note-se que sou de Coimbra) a minha pessoa está de volta... ou eu espero...
Como compensação... para vocês, porque o capitulo 12, pelo andar, ainda vai demorar um pouco, apresento-vos o capitulo 10 completo!
pois é!
Espero q gostem... Este é o capitulo preferido da Nayo até agora! Muahaha!
(ênfase no "até agora"... vem MUITO MELHOR a caminho! Oh se vem! Muahahah)


____________________________________________________________________


"A person often meets his destiny on the road he took to avoid it."
Jean de La Fontaine


Capitulo 10
Encontro com o Destino



Demoraram uma manhã inteira a chegar à localização onde as filmagens iriam decorrer. Ahri reclamara metade do caminho por causa dos outros condutores e outra metade por causa do resto todo. Junsu tinha a certeza que ela era a primeira mulher que via a reclamar tanto enquanto conduzia até se aperceber que ela o fazia porque as outras achavam esta sua característica hilariante, embora ao princípio tivesse achado irritante acabara por se divertir imenso com elas. Ahri estacionou o carro ao lado do carro em que seguiam os 3 membros dos Super Junior bem como Nayo e Lili. O carro com os TVXQ estacionou mesmo ao lado do que Ahri conduzira. Eles saíram de dentro do carro e ficaram a olhar para Junsu meios estupefactos com o facto de ele estar a rir e conversar com elas tão naturalmente. Como poderia uma viagem tê-lo feito dar-se tão bem com elas?
Changmin aproximou-se: – Hyung!? Como correu a viagem?
– Tinha que vir este estragar tudo! – exclamou Munny querendo afastar-se mas foi impedida por Changmin.
– Querias ter vindo comigo era? – perguntou ele.
Munny dilacerou-o com um olhar: – Só se fosse para abrir a porta em andamento e atirar-te de o carro para fora.
Changmin soltou uma gargalhada: – Tanta afeição disfarçada com hostilidade, – aproximou-se dela descendo o volume da voz – agora que não tens como escapar de mim, vou certificar-me que a hostilidade acaba para ficar apenas a afeição… Melanie.
Ela ficou a olha-lo mas ele não se afastava dela, acabou por empurra-lo mas ele continuava a sorrir virou-lhe as costas apenas para enfrentar, inconscientemente, as amigas e Junsu que encontraram a explicação para o sorriso de Changmin: Munny corara até à raiz dos cabelos.
Ahri riu com vontade e Munny virou-se para ela carrancuda: – Vai comer o Yunho, ta? E se me chateias muito a próxima vez que disser isto… é numa língua que ele perceba!
– Se te atreves a tal… o Changmin vai ter muito mais com que se regozijar em relação a ti!
Ficaram naquela picardia, em português, uma com a outra.
Um homem veio ter com eles, era o representante da SBS: – Boa Tarde, sou Jung Hyun Ho, representante da SBS encarregue de seguir as filmagens. – informou ele – Queiram seguir-me. Queria apresentar-vos o resto do staff e os vossos colegas actores!
Eles olharam-se e após algumas perguntas de circunstância do sempre cortês Yunho, lá seguiram Jung Hyun Ho até um edifício branco, visivelmente antigo e com pouco uso, provavelmente havia sido alugado apenas para aquele efeito pois havia vários pré-fabricados a volta e algumas tendas, aparentemente as filmagens já haviam começado. Entraram no edifício e automaticamente varias cabeças se viraram. Para os rapazes olhavam com espanto e admiração para as raparigas com um misto de inveja e talvez até raiva. Podiam apostar que se corroíam por tentar saber o que elas estariam a fazer na companhia deles. Bony não pode evitar um sorriso monumental e Nayo pura e simplesmente fez de conta que elas não existiam. Afinal estavam ali a trabalho tal e qual como qualquer um dos rapazes.
Yunho viera todo o tempo a falar com Hyun Ho e isso parecia irritar profundamente Ahri, facto que as amigas começavam a notar pelo ar de poucos amigos e as respostas tortas. Lili percebeu o que se passava: – Ele tem que fazer o papel de líder, sabes? – perguntou ela em português.
– Quero lá saber, parece um lambe botas feito a medida, até enerva. – observou ela.
Munny assentiu com afirmativamente, também a irritava que Yunho fosse tão frio com umas pessoas e com outras pura e simplesmente se desfizesse em cortesia de circunstancia.
Nayo fitou Ahri com cara de poucos amigos: – Explica-me a tua implicância com o Yunho que eu ainda não consegui perceber!
Yoochun percebeu que algo não estava bem e aproximou-se: – Passa-se alguma coisa?
Nayo lançou-lhe um olhar fulminante: – Mete-te na tua vida!
As restantes raparigas desculparam-se a Yoochun enquanto Nayo ficava com ar carrancudo e seguia o resto do grupo. Shyra e Jae apareceram a perguntar também o que se passava e perante o olhar fulminante de Nayo, Shyra não pode evitar uma gargalhada que chamou a atenção de todos.
Entraram numa sala onde durante uns bons 50 minutos levaram uma monumental seca sobre o drama épico que iam filmar, na sala estavam já alguns actores que Hyun Ho apresentou. Pelo que parecia faltava um dos actores principais mas parecia ser uma espécie de surpresa de tão empolgados que todos estavam. As raparigas entreolharam-se perguntando-se quem seria. No meio de tanto “monumento” perguntavam-se se poderia faltar mais alguém ali. Supuseram que fosse um actor com mais idade e experiencia, alguém para dar grande prestigio ao drama, mas quem?
Acabaram por sair da sala para ir conhecer as imediações e as instalações onde ficariam alojados, aparentemente ficariam todos numa espécie de pensão conjunta. Um antigo hotel bastante próximo da localização das filmagens por razões de mobilidade e para não haver interferência de fãs. As raparigas também iriam compartilhar o hotel, no entanto, apenas as áreas comuns como a sala de estar e a cozinha. O andar superior fora inteiramente reservado às “raparigas estrangeiras” e aos “meninos da SM Entertainment”. Apesar do atrito obvio, entre algumas raparigas e alguns rapazes, em algo todos estavam de acordo: aquilo era uma péssima ideia, se bem que ninguém o achava pelas mesmas razões e alguns jamais admitiriam quais eram essas razões.
Quando foi dada a autorização de “livre circulação” para conhecerem as imediações e para poderem conhecer melhor a equipa e os outros autores, Ahri afastou-se deles e vagueou sozinha pelo Set de filmagens. Naquele dia, por alguma razão que não se conseguia aperceber, não estava a conseguir lidar com alguns dos rapazes.
– Oh, bem… talvez só um… – disse para sim em português – OK! Até é só o Yunho… Merda! Porque raio me irrita tanto aquele trinca espinhas do tamanho da Torre Eiffel? De todos os gajos neste planeta porque ele?
Deu um pontapé numa lata mas acabou por a ir apanhar e por no lixo.
– Olá! – disse uma voz atrás de Ahri em coreano.
Ela voltou-se para se deparar com a criatura mais bela que, provavelmente, Deus alguma vez criara. De tal forma que lhe roubou as palavras.
Ele disse mais alguma coisa em coreano que ela não conseguiu perceber para alem do sorriso monumentalmente belo que lhe roubava o fôlego a cada palavra e a voz dele era tão profunda que parecia perscrutar-lhe a mente e ficar lá gravada como uma tatuagem eterna. Era como a voz de um Deus, de tão bela que achava.
– Desculpa, não falo coreano. – disse ela em japonês assim que recuperou algum uso da palavra.
Ele sorriu: – Mas também não tens cara de japonesa!
Ela corou: – Sou europeia.
Ele sorriu ainda mais: – Tens nome?
Ela sorriu de volta: – Peço desculpa. Os meus amigos tratam-me por Ahri. Prazer em conhece-lo.
– Ahri? E quem não é teu amigo, como te trata? – perguntou ele.
Ela soltou uma gargalhada que o surpreendeu: – Talvez por Susana, o meu nome verdadeiro.
– Humm. – disse ele – Desculpa nem me apresentei, o meu nome é…
– Lee Jun Ki. Eu sei quem és. – observou ela
– Prazer! – disse ele prazenteiro
– E eu sou Jong Yun Ho. – disse Yunho aproximando-se com cara de poucos amigos – Prazer.
Ahri olhou Yunho boquiaberta com a hostilidade com que ele acabara de tratar Lee Jun Ki. Pensava que ele só a tratava assim a ela: – Bates-te com a cabeça? – perguntou-lhe baixinho – Porque o estás a tratar assim?
– Mete-te na tua vida – ripostou Yunho que lançou outro olhar pouco amigável a Junki.
Este riu-se e ambos o olharam: – Vocês comportam-se como se fossem casados à uns 30 ou 40 anos.
Ahri afastou-se automaticamente de Yunho e ele fez o mesmo.
– Jamais! – exclamou Ahri – Para casar com ele precisava de ser louca.
Yunho franziu o sobrolho: – Eu jamais casaria com alguém como tu! Preferia morrer a casar com uma estrangeira! – disse Yunho afastando-se claramente irritado.
Junki olhou Ahri que embora se mostrasse forte, impávida e serena seria de esperar que estivesse abalada por dentro: – Ele não queria dizer aquilo.
Ahri sorriu: – Não interessa. Se ele é parvo é problema dele.
Junki soltou uma gargalhada: – É uma criança, não sabe nada de mulheres.
– E tu sabes?
– Uns quantos anos a mais de experiencia tem que contar a meu favor, não? – perguntou ele – E que tal uma bebida para espairecer?
– Aceito. – aceitou Ahri garantindo a si mesma que nenhum mal haveria de vir ao mundo por causa de uma bebida com um monumento.
Afastaram-se e Yunho deu um murro numa árvore que a fez estremecer.

Bony atirou o telemóvel para cima do sofá irada com tudo e com todos: – Para o inferno com os homens! – disse em coreano por automático.
– Não somos todos iguais! – observou Junsu sentando-se ao lado dela assustando-a.
– Parece que fazem por o ser! – disse ela – Pelo menos por vezes!
Junsu riu: – Isso é catalogar alguém antes de o conhecer, não é justo. Mas mudemos de assunto. – sugeriu com um enorme sorriso – Que tal a “nova casa” dos próximos tempos?
Ela acabou por sorrir: – É impossível estar chateado ao pé de ti, não é?
– Faço os possíveis para isso!
Desataram a rir sem causa aparente.

Heechul aproximou-se de Yunho: – Que se passa?
– Nada, apenas umas coisas sem qualquer interesse de maior. – disse ele ainda com ar carrancudo.
– Conheço essa cara, o que quer que seja para te deixar assim tem que ser algo de alguma importância para ti! Mas não vou insistir! – apontou o prédio o dormitório. – Temos o resto da tarde de folga. Vai um jogo de Playstation?
Yunho fitou o dormitório e depois Heechul: – Desde que seja de porrada, eu alinho!

Leeteuk passou um papel a Jae: – Aparentemente é tudo muito lindo, mas aparte a grande estrela que vem fazer o drama e que tem direito a apartamento próprio e privado, nós teremos que partilhar o quartos e casas de banho. – informou Leeteuk – O que tens na mão são os nossos horários e os horários de uso de banho, pelo que parece só 2 casas de banho, neste andar, tem duche e teremos que os dividir com as raparigas.
Changmin arrancou a folha das mãos de Jae: – Podiam por uma casa de banho para cada sexo.
– Somos mais que as raparigas, meu inteligente! – disse Yoochun arrancando a folha das mãos de Changmin.
– WOW! Hyung, que se passa? – perguntou Changmin – Que bicho te mordeu. – seguiu o olhar de Yoochun e sorriu – Ou quem, neste caso.
Donghae tinha ligado a Playstation 3 que Heechul trouxera e estava a explicar algo a Nayo, pela conversa estava a tentar convence-la a jogar com eles mas ela parecia não muito animada com a ideia. Ele mostrou-lhe uma caixa e ela riu ao contar-lhe algo que também o fez rir.
Changmin voltou-se novamente para Yoochun que parecia ainda mais aborrecido.
– A esperança é a ultima a morrer, não é Hyung?
– A minha paciência começa definitivamente a esgotar-se para ti, Changmin! – observou Yoochun num claro tom de ameaça que em nada pareceu abalar Changmin que sorriu ainda mais com o claro e obvio ataque de ciúmes. Era divertido implicar com Junsu porque ele se irritava facilmente, mas o prato mais saboroso era sem qualquer dúvida Yoochun porque ele se irritava a um ponto bastante mais alto que qualquer um dos outros e por vezes qualquer coisa o irritava. Também gostava de irritar o Yunho… mas para esse havia limites, o tipo chegava a ser assustador.
Jae riu a socapa: – Sabes, ela só…
– Cala-te! – disse Yoochun afastando-se deixando Changmin, Leeteuk e Jae a rir entre dentes.
Donghae e Nayo olharam-se.
– Que se teria passado ali? – perguntou ele
Ela soltou um “humpf” de escárnio: – Com aquele nunca se sabe!
Donghae olhou-a atentamente: – Que se passa entre vocês? Tas sempre mal humorada quando se fala em Yoochun. E chamas-lhe um nome qualquer na tua língua… que quer dizer? – perguntou ele curioso.
– Mete Nojo?
– Isso! – assentiu Donghae
Nayomira partiu-se a rir: – Sinceramente? Não queiras saber!
Riram ambos com vontade.
– Verdade, onde anda a Ahri? – perguntou Donghae – Já não a vejo desde que nos andaram a mostrar as imediações.
Nayo pensou no assunto: – Agora que falas nisso… ela devia estar aqui! Não faço a mínima ideia de onde esteja.

Lee Junki cedeu uma cadeira a Ahri e sentou-se na cadeira em frente. Olhou-a uns minutos e depois o empregado apareceu.
– Que vais querer? – perguntou Junki a Ahri.
Ela pensou um pouco: – Talvez uma coca cola.
Ele riu: – Coca cola? Já bebes-te Suju?
– Não. – disse ela – Não posso beber em horário de trabalho.
Virou-se para o empregado: – Duas coca colas!
Ahri riu: – Obrigado.
– Aquele era o U-Know Yunho dos TVXQ, não era? – perguntou ele enquanto o empregado lhes colocava as bebidas a frente – Confesso que fiquei espantado por saberes quem era.
– Confesso que estou espantada com o teu a vontade comigo. – observou ela – Convidas todas as raparigas que acabas de conhecer para beber?

Donghae explicava como funcionava o Tekken a Nayo quando Yunho e Heechul chegaram.
– Mas não gostas? – perguntou ele.
Ela sorriu: – A Ahri passa a vida a pôr-nos a jogar isso na PS2 dela, mas prefiro jogos com excelentes gráficos e onde possa andar de espada na mão a dar uma coça a malta! – explicou ela. – Estilo Senhor dos Anéis e assim.
Ele olhou-a francamente espantado: – Uah! Espera… a Ahri tem o Tekken? Então sempre jogas-te!
– Sim, ao menos serve para aliviar stress!
Riram. Heechul sentou-se ao lado de Donghae: – Jogamos?
Donghae olhou Yunho: – Hyung!? Também jogas?
Yunho fitou-o com ar carrancudo: – Preciso de aliviar stress.
Junsu aproximou-se: – Nayo? Posso falar contigo?
– Claro! – disse ela e virou-se para os rapazes – Já volto.
Afastaram-se um pouco e Junsu entregou-lhe uma folha: – Isto são os horários de filmagens e de uso do banho. Sei que sou eu que tenho uso da casa de banho agora… mas será que posso trocar contigo? – perguntou ele – O manager chega daqui a pouco e disse que queria falar comigo, portanto não poderei tomar banho ainda, importas-te?
– Oh! – olhou o horário – Não! Até agradeço, um banho agora dá jeito. Sinto-me a colar do calor que apanhamos na viagem e quando andamos pelo set. Não tem qualquer problema.
Junsu sorriu abertamente: – Muito obrigada! Vou andando, até logo.
Nayomira foi até ao quarto e agarrou na pequena mala com os cremes e produtos de higiene pessoal e nas suas toalhas e dirigiu-se a casa de banho agradecida pela oportunidade de poder tomar um banho para espairecer. Junsu revelara-se o salvador da pátria com aquele pedido, nada lhe agradaria mais que ficar de “molho” uns bons 30 minutos para aclarar as ideias.

Shyra entrou na sala onde eles estavam todos reunidos: – Onde está o resto do pessoal? – perguntou a Lili que estava sentada num sofá acompanhada de Leeteuk, Changmin e Jae, parecia que ela estava a ensina-los a jogar as cartas como em Portugal.
– Não sei da Nayo ou da Ahri. – respondeu Lili. – A Munny enfiou-se no quarto dizendo que tinha que telefonar aos pais… se bem que já lá vai uma meia hora.
Riram. Jae e Shyra afastaram-se para a conversar sobre o drama que iam filmar pois tinha-lhes sido entregues os guiões nessa tarde: – Que achas do drama?
Shyra pensou um pouco: – Para um épico é muito bom.
Chegaram a cozinha e Jae pensou em algo: – Olha vou ver do Yoochun, já volto! Ok? Depois podemos tratar do jantar, pode ser?
– Vou só mudar de roupa e já te ajudo com o jantar. – disse ela com um enorme sorriso.
– Obrigado. – disse ele dando-lhe um beijo na testa e afastou-se. Shyra dirigiu-se ao quarto e parecia saltitar a cada passo.
Encontrou Yoochun com cara de poucos amigos a fazer algo no computador: – Anda! – disse ele agarrando Yoochun por um braço.
– É o horário de banho do Junsu! Apetece-me implicar com ele… e tu vais ajudar-me! – disse Jae.
Yoochun olhou-o de olhos arregalados: – A troco de quê? – perguntou ele – E porquê eu?
– Apetece-me chatear o Junsu, tem andado muito profundo ultimamente… e muito, talvez demasiado, calado para o meu gosto!
Yoochun soltou uma gargalhada: – Qual é a tua ideia?
– Fazemos assim: abres a porta e enquanto lhe pregas um susto eu tiro uma foto a cara de parvo dele mas…

Ahri entrou na sala de convívio com um grande sorriso fazendo com que todos a olhassem francamente espantados: – Que foi? – perguntou
– Porque o sorriso? – perguntou Bony espantada com a assombrosa mudança que o humor de Ahri sofrera desde a ultima vez que a vira – Ainda a pouco estavas com cara de querer matar meio mundo e agora chegas toda sorrisos.
Changmin fitou Ahri: – Meio mundo? Eu diria mundo inteiro.
Ahri sorriu-lhe e ele arregalou os olhos de puro espanto: – Ora, já não se pode fazer amigos!? – perguntou
– Podes… mas nem todos te fazer sorrir assim. – observou Donghae que jogava com Yunho. Este não movera os olhos do ecrã e num acto de fúria sua e distracção de Donghae deu-lhe o golpe final e as letras “KO” encheram o ecrã.
– Oh! – fez Donghae olhando Yunho e ficou petrificado com a cara de ira que este tinha – Wow… é só um jogo Hyung! Calma.
– Next! – disse Yunho.
Ahri antecipou-se a Heechul: – Sou eu! – olhou Yunho nos olhos – Está na altura de resolvermos umas quantas questões.

Abriu a porta com cuidado para ele não ouvir... mas não era Junsu na casa de banho. Nayo estava a enrolar-se na toalha e gotas de água ainda se aglomeram no cabelo húmido, que, repleto de água, lhe descia numa cascata escura de caracóis até a base do pescoço e na pele clara. Pequenas ondas de vapor exalavam da sua pele como se ela fosse uma criatura mística saída de um sonho. O coração ribombava-lhe no peito com tanta força que temeu que ela o ouvisse e o descobrisse a observa-la.
Fechou a porta com tanto cuidado quanto lhe fora possível devido às mãos estarem a tremer como se fossem de gelatina e nem dois segundos depois chegou Jae: – Então? – perguntou ele espantado com a cara dele – Que aconteceu?
– Eu...
– Que fazem vocês aqui? – perguntou Junsu aparecendo do outro corredor.
– Ore!? – Jaejoong olhou atónito . – Se tu estás aqui então quem...
Yoochun afastou-se tão vermelho quanto a t-shirt que tinha vestida. Amaldiçoando-se internamente pela estúpida ideia de tentar ajudar Jaejoong sabendo que as raparigas estavam ali. Porque raio estava ela a tomar banho em vez do parvo do Junsu. Enquanto caminhava pensou nas maneiras em como podia acabar com a raça de Junsu assim que tal lhe fosse possível.
Jae olhou Junsu: – Não era suposto estares a tomar banho?
O outro olhou-o estupefacto: – Pedi à Nayo para tomar banho no horário dela o manager queria falar comigo, mas acabou de me ligar a dizer que afinal já não podia vir, pelo que parece já só pode falar comigo a amanhã porque tem que voltar já para Seul. – a cara com que Jae o olhava acabou por o preocupar – Porque estás a olhar assim para mim? Mas que raio se passou aqui?
– Tu o quê? – Jae olhou na direcção em que Yoochun seguira – Acho que sem querer acabamos de fazer um bem tremendo àquele idiota.
– Estás a falar de quê? – perguntou Junsu olhando-o de lado – Que faziam vocês aqui?
A porta da casa de banho abriu-se e Nayo olhou-os a ambos com ar de fúria: – Eu até entendo que vocês sejam os Dong Bang Shin Ki e tal... Mas tenham lá dó! Há possibilidade de uma pessoa tomar banho em paz? Quem vai tomar banho a seguir é a Ahri, portanto desempestem. – quando viu que eles a olhavam com ar de espanto ficou preocupada – Que foi? Já agora, que fazem aqui?
– Isso também eu queria saber. – observou Junsu.
– Tens o cabelo a pingar. – disse Jae para Nayo
Ela revirou os olhos: – Muito bem, Sherlock, mas se vocês não me interrompessem provavelmente não estaria porque já o teria secado. Não desvies do assunto e responde.
Jae sorriu: – Há certas coisas que por vezes vale mais ficarem no segredo dos deuses.
Nayo suspirou: – Começo a achar que andas a passar demasiado tempo com a Shyra. – depois olhou para Junsu – Sim? Tu não tinhas uma reunião não sei onde?
– Não olhes para mim! Eu só estava a caminho da sala quando os encontrei. – observou ele.
– “Os”? – ela levantou uma sobrancelha de suspeita e olhou Jae – Diz-me que não estavas com quem eu estou a pensar que estavas ou eu juro que os DBSK passam a ser 4!
Ele olhou-a inocentemente: – ‘Tas a falar de quem?
– Ela refere-se ao Yoochun. – observou Junsu farto dos rodeios deles.
Nayo fulminou Jae com o olhar e este teve a certeza que se não escolhesse bem as palavras os DBSK teriam mesmo um membro a menos, perguntou-se como podiam elas ser todas tão amigas se eram todas tão diferentes. Sorriu docemente: – O Yoochun andava a procura do Yunho. Mas para variar não sabemos onde ele se enfiou.
Junsu e Nayo olharam-se e depois para Jae: – À frente da casa de banho? – perguntaram ao mesmo tempo.
– Cruzamo-nos aqui por acaso.
Ahri apareceu e ficaram todos a olha-la. Ela franziu o sobrolho e cruzou os braços em frente ao peito: – Que foi? Que raio estão vocês todos a fazer aqui? Isto é o quê, reunião de condóminos frente à casa de banho?
Nayo entrou para secar o cabelo sem lhe responder e os outros dois afastaram-se. Ela ficou a vê-los afastarem-se de boca aberta: – Yah! – abanou a cabeça – Que queridos. – entrou na casa de banho – Que se passou?
– Não faço ideia. Não me disseram.
– Vou buscar as minhas coisas para tomar banho. – disse Ahri saindo.
Nayo ficou imersa em pensamentos. Jae não lhe contara algo. O Junsu parecia não estar envolvido mas ainda assim gostava de saber o que se passara. Sentira frio, como se alguém houvesse aberto a porta, quando saíra do banho, mas quando olhara para trás esta continuava fechada e pensou tratar-se apenas de uma corrente de ar ou de a toalha estar mais fria que a temperatura do seu corpo. Seria possível que Jae ou pior Yoochun tivessem aberto a porta da casa de banho? Abanou a cabeça tentando afugentar a ideia. Ahri voltou e ficou a olha-la um pouco antes que ela se apercebesse da sua presença deixou-a a falar sozinha resmungando qualquer coisa acerca de andarem a dar com ela em doida ou de agirem como dementes. Não gostava de ignorar a irmã mas não queria de todo confessar-lhe o que lhe ia na mente, era demasiado complicado até para ela e sabia que bastava um olhar de Ahri para saber exactamente o que se passava. Imaginou que ela já desconfiasse de algo mas negava-se a dar-lhe esse gozo. Só por esse pensamento gravou na mente que trataria de fazer com que Yunho não a largasse mesmo, assim ela ia ver o que era bom para a tosse.
Parou e olhou para trás. Agora que pensava nisso, tinha a impressão que Ahri evitava Yunho a todo o custo. Abanou a cabeça. Devia ser apenas impressão sua ou então era mesmo a timidez que ela sempre se esforçava tanto por esconder. De qualquer dos modos não fazia sentido ela tentar afastar Yunho quando ela sabia tão bem o quanto ela gostava dele. A não ser que...
Quando Jae chegou à sala não encontrou Yoochun. Yunho estava com cara de poucos amigos a jogar Tekken com Heechul.
– Que tem ele? – perguntou a Leeteuk e Lili sentando-se ao lado deles.
– A Ahri deu alta abada ao Yunho. – observou Leeteuk baixinho enquanto Lili tentava dissimular a enorme vontade de rir.
Jae olhou-o francamente espantado. A miúda era uma caixinha de surpresas. Bony estava sentada do outro lado da sala novamente ao telefone: – Ela chega a largar o telefone para alguma coisa? – perguntou a Lili.
Ela sorriu: – Está toda feliz porque o Ian chega amanhã. – observou ela.
Jae dissimulou o desapontamento o melhor que pode com um sorriso. Suri comentara uma vez que o tal Ian era parecido com ele ou vice-versa. Mal esperava por lhe mostrar as diferenças.
Nayo entrou na sala como um furacão sentou-se ao lado de Donghae que observava atentamente o jogo de Heechul e Yunho. Ele olhou-a surpreso: – Que foi?
– Quero jogar a seguir. – disse ela para os outros dois em resposta a Donghae.
Yunho e Heechul olharam-na de relance entre socos e pontapés. Yunho ponderou deixar-se perder apenas para não ter que ser vencido por outra fera. No entanto, enquanto o fazia Heechul deu-lhe o golpe de misericórdia.
Yunho riu ao perscrutar a expressão carregada de Nayo, parecia estar pronta a esganar o primeiro que a irritasse, olhou Heechul enquanto entregava o comando a Nayo: – Agradece a Deus ser só virtual.
– Fala quem levou a maior derrota da sua vida de uma miúda. – escarneceu Heechul.
Nayo olhou Yunho: – Jogas-te como a Ahri?
Não era uma pergunta era uma afirmação, suara a pergunta porque ela parecia espantada com o facto de ele o ter feito. Todos na sala desataram a rir, ele olhou em volta e depois para Nayo: – Ela disse-te?
– Não. Mas só um louco tentaria a sua sorte num jogo de porrada com a Ahri – olhou-o de alto a baixo – e tu és louco.
Sentou-se a vê-los jogar mas acabou por se fartar. Decidiu ir apanhar um pouco de ar fresco. Assim que abriu a porta da varanda sentiu o cheiro a tabaco e preparou-se para repreender Yoochun mas espantou-se por ele estar acompanhado por Ahri. A razão dizia-lhe para se mexer dali, que não era bonito ouvir a conversa dos outros, mas a mente e a curiosidade queriam saber de falavam e acabou por ficar ali, encostado à soleira da porta, nas sombras, observando as estrelas, convencendo-se mentalmente que a varanda era pública, o facto de não ter dado a conhecer a sua presença ali devia-se ao facto de não os querer interromper.
– Porque não? – perguntou Yoochun.
Ela suspirou: – Ora. Porque não resultaria. – observou ela – Há melhor que eu.
– Já falámos sobre isto, Ahri. – repreendeu ele. – Não há ninguém melhor que tu, és única.
Ouviu o som da gargalhada dela. Eles estavam inclinados sobre a grade da grande varanda e olhavam as estrelas. Ela deu com o ombro no de Yoochun e ele retribuiu, riram ambos. Yunho perguntou-se desde quando é que eles se tinham tornado tão amigos.
Ela voltou a suspirar: – Não é tão fácil assim.
– Doushitte?
– Logo tu a perguntar-me.
Voltaram a rir.
– O amor por vezes é inexplicável, não é? – perguntou ela.
Yoochun passou-lhe um braço pelos ombros: – Sim. Apenas gostaria que fosse mais fácil. Mas prometo que também não vou desistir, nunca.
Yunho fitou-os com o coração a bater-lhe desenfreado no peito, não podia ser. Negava-se a acreditar. Fartou-se de ouvir e saiu dali. Não quis saber para onde. Só queria sair dali, afastar-se deles, dela. Não queria acreditar que a perdera, no entanto, ela nunca fora sua. Tudo porque não dera um passo em frente. Não quisera precipitar-se e agora perdera-a. Parou ao lado da casa de banho. O cheiro dela. Olhou a porta aberta e as gostas a humidade que ainda imperava lá dentro.
– Raios! – disse dando um murro na parede.
– Se queres partir um pulso aposto que falta só mais uma tentativa. – observou Nayo.
– Que queres?
– Vais juntar-te à Ahri no mau humor? – perguntou ela mordaz.
Ele fitou-a e depois virou-lhe a cara e começou a afastar-se. Nayo seguiu-o.
– Queres parar de me seguir?
Ela sorriu: – Tem condescendência para com as fãs. Só quero um autógrafo.
Ele riu: – Vindo de ti...
O sorriso dela morreu: – Isso quer dizer o quê?
Ele respirou fundo e abanou a cabeça encostando-se à parede cruzando os braços sobre o peito. Quando ouviu a gargalhada dela acordou dos seus pensamentos.
– Só conheço uma pessoa que age da mesma maneira.
– Para com isso!
– Porquê?
– Porque a Ahri namora com o Yoochun. – disse ele zangado.
Foi como se alguém invisível tivesse dado um murro no estômago de Nayo. Ele não podia estar a falar a sério. Havia algo de errado ali, muito errado. Ela nunca lhe faria isso. Repreendeu-se. Ela nunca assumira que gostava dele, nem uma única vez por mais que Ahri insistisse nisso. Teria estado ela a sonda-la para saber se podia avançar? Se assim fora, então ela havia-lhe dado alta luz verde: – Tens certeza do que estás a dizer-me?
– Acabei de os ver na varanda muito românticos um com o outro a falar de amor. – disse ele – Acho que sai a tempo de não ter que testemunhar a cena do beijo.
Nayo quis acalmar-se mas a sua mente começava a magicar sobre como matar Ahri da forma mais lenta e penosa que conhecesse. Ao pensar na traição da irmã olhou Yunho e teve a certeza que algo estava muito mal explicado. Nunca na vida Ahri trocaria Yunho por Yoochun. Ela estava farta de a apanhar a babar-se quase literalmente para ele. Por outro lado depois de tanto despeito de Yunho, embora ela também não andasse a facilitar as coisas, ela podia muito bem ter caído nos braços de Yoochun. Maldito mulherengo arraçado de gente. Quem o ia mandar para o Iucatão naquele momento era mesmo ela e ia certificar-se que o fechava numa jaula cheia de leões famintos.
Ela respirou profundamente para se acalmar: – Explica-me uma coisinha.
Ele olhou-a de lado: – O quê?
– Qual é o mal? E se namorarem? Porque estás tão chateado? – perguntou ela.
– Isso não é uma coisinha!
– Vais-te armar em bom ou vais responder-me?
Ele sentou-se no chão e pôs a cabeça entre as mãos e os joelhos. Nayo soube a resposta mesmo antes de ele falar: – Porque gosto dela. Queria dizer que não, que não sinto nada. Talvez só me tenha apercebido disso agora, quando os vi juntos.
Nayo teve pena dele e agachou-se a frente dele: – És cego, Yunho? Ou não queres mesmo ver?
Ele olhou-a estupefacto: – Falas de quê?
– Não faço ideia porque acabaram juntos, mas posso garantir-te que até a bem pouco tempo ela gostava era de ti. – explicou ela – Se isto não passar de um mal entendido como eu espero, ela vai matar-me por te estar a dize-lo.
– Pensava que gostavas do Yoochun. Não sei como estás tão calma, se eles estiverem mesmo juntos é como se ela te tivesse traído.
Ela sorriu: – Há muito tempo ela fez-me uma promessa. Conheço-a minimamente para saber que ela preferiria dar uma de melodramática e sofrer ela por amor que ver-me sofrer a mim.
– Tens-te em muita conta.
– Queres morrer?
Ele levantou uma sobrancelha de escárnio: – Tu e quantos mais?
– Fdx até a falar vocês são parecidos. Anyway, livra-te de voltar a insinuar que eu não significo nada para ela. – observou ela – Começo a achar que tens uma ideia completamente errada dela.
– Porquê? Porque ela age como vossa mãe? Porque ela mostra uma coisa por fora mas está sempre preocupada com toda a gente? Porque tem um sorriso lindo e uma voz ainda mas bonita? Porque por muito em baixo que esteja está sempre a tentar animar os outros? Porque põe os outros a frente do próprio bem-estar? – perguntou ele
Nayo olhou-o com uma vontade mortal de se rir: – Estás mesmo apanhadinho não estás?
– Não gozes comigo.
– Estou longe disso.
– Não percebo as mulheres. – disse ele voltando a enfiar a cabeça entre as mãos e os joelhos. Nayo não resistiu a abraça-lo. Sabia como ele se sentia e ele parecia tão desamparado e ao mesmo tempo tão fofo que o instinto a forçou a abraça-lo, queria tanto poder fazer algo para ajudar Yunho e Ahri, mas não sabia o quê.
Ahri e Yoochun entraram no corredor. Yoochun ficou ali parado a olha-los sem que eles se apercebessem que eram observados. Ahri olhou-os preocupada e correu para eles agachando-se ao lado deles: – Que se passou? Ele está bem? – perguntou pondo a mão na testa de Yunho para lhe medir a temperatura.
Nayo e Yunho olharam-se. Nayo desatou a rir e Yunho e Ahri olharam-na indignados.
– Qual é a piada? – perguntaram ao mesmo tempo.
Yoochun afastou-se sem dizer uma palavra. Ahri podia ser cega mas ele não era.
– Yoochun?! – chamou Ahri – Que raio deu naquele agora? – perguntou-se ela, depois olhou-os – Que se passa?
– Aqui o cumido acha que namoras com o Yoochun. – observou Nayo sendo dilacerada pelo olhar de Yunho
Ahri desatou a rir acabando por cair para trás ficando sentada no chão. Nayo bateu-lhe no ombro mas só contribuiu para que ela se risse ainda mais: – Acaba lá com isso. – pediu Nayo.
– Desculpa. – pediu ela limpando lágrimas do canto dos olhos. – Tem demasiada piada, não resisti!
Era a primeira vez que Yunho a via agir assim a frente dele e não pode evitar a pergunta: – Então vocês não namoram?
– Onde raio foste buscar essa? – perguntou ela voltando a pôr-lhe a mão na testa – Não pareces doente mas tas um pouco quente.
Ele afastou a mão dela com brusquidão: – Porque mentes?
Ela olhou-o com ar assassino: – Volta a dizer que eu estou a mentir e juro que te arrependes para o resto da vida que não se avizinhará muito longa se o fizeres!
Ele abriu a boca para barafustar mas o que viu nos olhos dela foi verdade. Aqueles olhos não enganavam, pelo menos não a ele. Então as palavras de Nayo atingiram-no como um raio fulminando-o de alto a baixo e fazendo o coração bater-lhe desenfreado no peito: ela gostava dele. Sorriu ante tal pensamento, nem tudo está perdido.
– Bates bem? – perguntou Ahri vendo a mudança repentina de humor de Yunho. – Não me respondeste.
– Nem respondo. – disse ele.
– Desculpa? – perguntou ela. Nayo aproveitou a oportunidade para se retirar de mansinho e escapulir-se antes que Yunho desse com a língua nos dentes e Ahri a quisesse esganar ali mesmo.
– Não me apetece. – disse ele com um sorriso maroto.
Ela olhou-o de esguelha: – Estas a testar a minha paciência, novamente?
– Acho que já fiz disso um hábito.
Ela respirou fundo e levantou-se para se impedir de dar um pontapé numa canela. Ele levantou-se e seguiu-a. Ela parou de súbito e ele quase chocou com ela: – Eu não preciso de sombra, Yunho, acho que já deixei isso claro, pensava que estavas chateado comigo! As tuas mudanças de humor põe-me a cabeça a roda!
Ele olhou-a e apercebeu-se do ar de cansaço que ela ocultara até ali. Ela ia começar a andar quando ele a agarrou por um braço: – Vai descansar.
– Porque é que quando falas comigo tudo sai em tom de comando? – perguntou ela sem mais forças para continuar as batalhas com ele. – Que raio! Também sou rapariga como as outras. Se queres que eu seja menos “fera”, como tu me chamas, então trata-me decentemente e garanto-te que eu passo a agir de modo diferente.
– Comecemos por fazer-te sentar. – observou ele. – Parece que vais voltar a desmaiar a qualquer momento.
Ela abanou a cabeça: – Quantas vezes preciso de te dizer que estou bem?
– Podes dizer isso as vezes que quiseres, eu apenas faço o que acho melhor para ti. – disse ele. Tentando arrasta-la consigo mas ela recusou-se a mover-se. Ainda teve intenção de avisar o que ia fazer. Mas com um sorriso agarrou nela ao colo. Ela esperneou, barafustou e bateu-lhe no peito até se cansar e acabar por ficar com ar carrancudo até ele a sentar na cama dela.
– Isso foi muito mais que escusado. – observou ela.
Ele sentou-se na cama em frente e sorriu: – Eu não acho. Estás com um ar tão cansado. Assim poupaste forças. – tocou o peito que começava a ficar dorido no local onde ela lhe batera – És um bocado para o bruta para uma rapariga.
– És um bocado para o parvo para um rapaz.
– Não te chateies comigo. Desculpa a cena de há pouco... Digamos que não gosto muito de perder. – disse ele sondando a reacção dela.
– Estás assim por causa do diabo do Tekken? – perguntou ela surpresa – Quando queres és tão criança.
Ele sorriu e inclinou-se na direcção dela: – Eu não estava a falar do Tekken. – ela olhou-o com o espanto escrito no rosto. Ele riu: – Que querias ser quando crescesses? – perguntou ele.
Ela olhou-o como se olhasse para um maluco: – Tens certeza que te sentes bem? Isso vem a troco de quê?
Ele deitou-se na cama de Nayo: – Gosto de saber sempre mais sobre os meus amigos.
– Agora sou tua amiga?
Ele virou-se para ela: – Não gostas de mim suficiente para ser teu amigo, é?
Ela engoliu em seco. Ele sabia de alguma coisa e com toda a certeza estava a brincar com ela. Decidiu que ia ver até onde aquele joguinho ia deitando-se também na cama. A única luz no quarto era a da luz que entrava pela janela por cima da sua cama e inundava tudo de uma luz prateada e irreal. Reparou que ele tinha os olhos fechados e perguntou-se se ele faria tensão de dormir ali: – Acho que sempre quis estar relacionada com o mundo das artes.
– Como assim?
Então ele estivera a espera da sua resposta: – Design de moda. Escritora a part-time. O emprego perfeito. – disse ela não se apercebendo que sorria e fechou também os olhos enquanto se imaginava enquanto jovem a desenhar numa folha em branco e a recordar-se da sensação de realização quando terminava um desenho e achava que o produto final era atingível.
Ele olhou-a e o sorriso morreu-lhe nos lábios. Sob os raios de prata que provinham da janela mesmo por cima da cama dela, iluminando parcamente o seu rosto sorridente, ele viu muito mais que o que esperava. Era como se aquela luz que a rodeava surgisse dela, como se ela se fundisse com aquela luz pálida tornando-a irreal e mística. Os lábios rosados tocados pela luz eram tão apelativos quanto as longas pestanas negas que lhe cercavam os olhos agora fechados, a pele clara tocada pela luz prateada fazia-o querer toca-la tanto quanto queria respirar. Não soube quando se levantou mas quando se apercebeu do que estava a fazer as suas mãos tocavam o rosto dela acariciando a face, os olhos dela abriram-se rapidamente fitando-o inquisitoriamente, quando ia a abrir a boca para falar ele colocou-lhe um dedo sobre os lábios: – Shiuu! – disse ele – Alguma vez te disseram que tens uns olhos lindos? – perguntou aproximando-se do rosto dela.
A mente de Ahri ficou em branco: – Sim…
– Tinham razão. – continuou a aproximar-se.
– Não quero saber! – exclamou Bony entrando de rompante no quarto enquanto falava ao telefone e viu Yunho e Ahri sentados a olha-la com cara de culpa estampada no rosto. Abafou o riso e desculpou-se voltando a apagar a luz e a fechar a porta atrás de si.
Yunho afastou-se de Ahri e repreendeu-se em voz alta: – Que estou eu a fazer? Só posso estar doido!
– Sai! – gritou Ahri.
Ele olhou-a espantando: – O Quê?
– És surdo? Eu disse para saíres! – exclamou ela gritando e empurrando-o para a porta – Não te quero ver mais! Desaparece!
Fechou a porta a milímetros do seu nariz deixando-o ali a olhar a porta com cara de parvo. Donghae passou por ele a ler um livro e uns segundos depois parou e voltou para trás ficando a olha-lo enquanto Yunho fitava a porta a milímetros da mesma.
– Posso perguntar o que tas a fazer? – perguntou-lhe fitando ora a porta ora Yunho.
Yunho olhou-o com cara de espanto: – Acho que nunca vou entender uma mulher que seja na minha vida.
Donghae desatou a rir: – Querias ser mais que os outros, era? – passou-lhe um braço pelos ombros e arrastou-o consigo – Conta lá quem é a desgraçada que te deixou neste estado catatónico.
Yunho acabou por o acompanhar. Mas não se demorou muito, preferiu ir-se deitar, no outro dia tinham que filmar cenas muito importantes do drama e tinha que dar o seu melhor. Ou pelo menos o director dissera que eram importantes. Os seus sonhos foram povoados por florestas densas onde a luminosidade que conseguia atravessar os ramos era absorvida pela neblina branca que bailava por entre os ramos verdes e os troncos castanhos dando a tudo um aspecto tão paradisíaco quanto irreal. Há sua frente, como que brincasse consigo à apanhada, uma rapariga de cabelos loiros, envergando um vestido branco que segurava para poder correr, fugia dele, virando-se de vez em quando para o brindar com um sorriso luminoso e uma gargalhada suave e cristalina. A voz dela parecia mágica ficando gravada na sua mente: “Encontra-me”, dizia ela repetidamente, “Tu consegues” repetia “Basta que queiras ver!”. Acordou com o despertador que piscava 7horas da manhã. Apeteceu-lhe matar alguém mas acabou por se levantar. Passou pelos companheiros que dormiam e decidiu não acordar ninguém. Ainda podiam dormir mais meia hora, tal como ele, no entanto, não queria voltar a dormir, não se atrevia a voltar a ver aquela rapariga cujo rosto nunca se conseguia lembrar. Apenas se lembrava do seu riso. Era lindo, cristalino, suave e muito doce, como o de uma criança; fazia-lhe cócegas no estômago. Ao aproximar-se da cozinha ouviu novamente aquele riso. Estaria ainda a sonhar? Correu para a entrada da cozinha mas em vez de cabelos loiros, a rapariga que estava de costas para ele, a ler um livro, era morena. Nem precisou que ela se vira-se para saber quem era, no entanto, achou-se louco por pensar que Ahri pudesse ser a rapariga com que sonhava. Reparou que ela tinha auriculares de um mp3 e conseguia inclusivamente ouvir o característico zunido da musica de tão alto que tinha o som, estava completamente concentrada a ler, tanto que nem reparou na presença dele. Verteu café, que pelo que parecia ela já fizera, para dentro de uma caneca e encostou-se ao balcão a observa-la a ler. Aquele sorriso era tão genuíno, tão sincero e tão límpido que deu por si a sorrir também. Bebeu outro trago de café mas nem isso lhe apagou o sorriso dos lábios, que se lixasse. Sentia-se bem assim. Ela voltou a rir e a suspirar. Quando perdeu o controlo sobre o próprio corpo e se preparava para fazer uma grande asneira, Nayo entrou na cozinha fazendo-o recuperar os sentidos todos e encostar-se novamente à bancada com a sua cara seria de sempre. Cumprimentou-a e apontou Ahri: – Ela chega a dormir!?
A outra sorriu e serviu-se também de café: – Um dia gostava de te poder dizer que sim, por ora ainda nem sei se te posso dizer não.
Ahri continuava alheada de tudo enquanto lia e mordiscava umas bolachas notoriamente integrais e bebia alternadamente goles de leite frio.
– Ela faz sempre aquilo!? – perguntou apontado o livro.
– O quê? – perguntou Nayo – Ler ou alhear-se do mundo quando o faz?
Yunho sorriu: – Ambos.
Nayo soltou uma gargalhada: – Todo o santo dia.
Munny e Lili entraram e sentaram-se ao lado de Ahri que apenas lhes sorriu. Jae e Yoochun chegaram seguidos de Changmin que começou a normal picardia com Munny assim que puseram olhos um no outro. Quando Leeteuk entrou com Donghae e este tocou nos ombros de Ahri, colocando o queixo sobre eles, para ver o que ela estava a ler, esta soltou um grito pondo uma mão no peito e olhando todos a sua volta com ar estarrecido e inquieto. Parecia ter acordado naquele momento e tirou os auriculares rapidamente fazendo com que a risota fosse geral e mal conseguindo articular as palavras.
– Alheias-te mesmo à realidade quando lês, não alheias? – perguntou Shyra.
Ahri corou profundamente: – A ideia de ler é concentrares-te no que tas a ler, não é?
Yunho soltou uma gargalhada com o resto do grupo mas ao vê-lo Ahri virou-lhe as costas e saiu. Ninguém pareceu reparar naquele gesto se não Nayo.
– Que se passou!? – perguntou ela – Pensava que tinhas aprendido a lição.
Ele olhou-a intrigado: – Lição!?
– Que se passou?
– Longa história.
– Gosto de histórias.
Yunho suspirou: – Agora não.
Nayo não disse nada. Yoochun que ouvira aquilo afastou-se também a passos largos.
– Posso fazer uma… aliás posso dar um conselho? – perguntou Yunho
– O quê?
Ele aproximou-se dela: – Não faças como eu. Segue o paspalho antes que ele comece a tirar as conclusões mais idiotas. Ao contrário de mim… ele sim precisa que o façam cair em si! – disse empurrando-a para a porta.
Nayo ainda o olhou mas acabou por seguir Yoochun até a varanda. Ele tirou um maço de tabaco do bolso e estava para acender um cigarro quando Nayo lho tirou da boca e agarrou no maço que ele tinha na mão e o atirou pela varanda.
– Tas doida? – perguntou ele furioso mas assim que ela o olhou nos olhos toda a fúria desapareceu. Entre a fúria e a irritação ele viu magoa e foi como se um ferro em brasa lhe trespassasse o peito.
– Isso faz-te mal! Já não tens idade para ter juízo? – perguntou ela
– Não és minha mãe!
– Se fosse estavas tramado.
– Ainda bem que não és!
– Porquê?
Ele virou a cara: – Muitas razões.
– Que são? – perguntou ela voltando a colocar-se no seu raio de visão.
Ela era deveras teimosa: – Queres brincar com o fogo, Filipa? – perguntou ele
Entre o espanto por ele se recordar do nome verdadeiro dela e as questões que lhe rondavam a mente ela não soube o que lhe responder.
– Tu sem palavras? É uma novidade.
– Não abuses da sorte, Park Yoochun.
Ele sorriu: – Há vezes em que gostava de abusar dela, nem que fosse só um pouco.
Ela levantou uma sobrancelha de desconfiança: – Isso quer dizer o quê?
– Que foges demasiado para que alguém consiga chegar a ti! – exclamou ele – És demasiado evasiva e escondes-te atrás do teu sarcasmo, preferes ofender alguém a mostrar os teus sentimentos verdadeiros.
– Mau! – disse ela enraivecida – Estás a abusar da sorte!
– Qual sorte!? Tu não dás hipóteses a ninguém de se aproximar de ti!
– Quem raio és tu para saber o que eu sou ou o que faço? – perguntou irada – Não sabes tudo, nem para lá caminhas, achas que és o quê? Deus? Tu nã….
A frase morreu-lhe na garganta quando Yoochun a puxou para si e selou os seus lábios com os dele. Tentou libertar-se mas a força dele superava a sua, acabou por se render ao calor do abraço dele e a doçura do beijo que lhe dava, como se o mundo tivesse parado e o chão lhe fugisse debaixo dos pés e estivesse a cair em queda livre.
Ele apertou-a mais contra si, mulher alguma em situação alguma lhe despertara tantos instintos ao mesmo tempo e com uma tal intensidade. Como se não conseguisse respirar sem ela, como se fosse morrer se não a beijasse, se não obtivesse o amor dela… como se ela houvesse sido destinada a si desde o momento em que haviam nascido.
Naquele momento, para ambos, o paraíso não era apenas ficção.
Donghae cerrou os punhos, de todas as mulheres no mundo, Park Yoochun tinha de ter escolhido aquela. Afastou-se da porta da varanda, naquele momento apenas queria sair dali.

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Set 26, 2010 11:37 pm

Tiveste um acidente? O_O Omo! Espero que estejas melhor agora ^^
Eu até que compreendo porque é que este é um dos capítulos favoritos da Nayo, também gostei bastante *-*
Começa logo bem com os picardanços da Munny e do Chagmin xD
Parti-me a rir só de imaginar o Yunho todo chateado a dar porrada a todos no Tekken xD Mas depois enfardou da Ahri também xD
Eu gostei tanto destas cenas entre Ahri, Yunho, Nayo e Yoochun *-* Por onde hei de começar?
Logo na parte da casa de banho, quando o Yoochun espreitou pela porta e viu lá a Nayo naqueles preparos xD
E depois o Yunho cheio de ciúmes dele e da Ahri xD
A cena deles os dois foi tão fofa *-*
Mas a parte que gostei mais foi mesmo esta última cena entre a Nayo e o Yoochun na varanda *-* Isso é que é começar bem o dia... *apanha*
E o DongHae também gosta da Nayo? Txii que confusão...
E é impressão minha ou o Jae tem assim um bocadinho (para o muito) de ciúmes do Ian?

Isto está a ficar tão interessante!
Mais, Ahri, mais ^^

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qua Set 29, 2010 3:15 am

Pois é! A minha fic é um bocado seca eu sei... por isso vou diminuir o tamanho do post e 2!
Exactamente 2
Ou seja, só vou por aqui a primeira parte do capitulo 11.
Sad Porque infelizmente o fandom desta fic diminuiu e já não há tantos comments.
Anyway.. sim magoei-me... tive um acidente de trabalho em q amputei um dedo. Escrever é-me um pouco mais difícil agora pois fiquei sem o indicador da mão direita!
ok... o capitulo 11 foi uma batalha sangrenta no forum original... pq demorou Eras... aqui... é mais simples!
Enjoy.

______________________________________________________________________________



The willing, Destiny guides them; the unwilling, Destiny drags them” Saneca

Capitulo 11
Sentimentos Revelados




Shyra ficou a olhar Yunho quando Nayo saiu: – Importaste de me dizer o que acabou de se passar? – perguntou ela
Ele sorriu: – Acho que vamos ter romance no ar em breve.
Ela fitou com ar carrancudo
– Que foi? – perguntou ele
– Queres mesmo que te diga? Como diz o outro do anúncio: Make an educated guess! – disse ela.
Yunho desviou o olhar: – Não sei de que estás a falar.
– Oh, grande líder que me saíste! – espicaçou ela – A Nayo e o Yoochun não precisam da tua ajuda, tu, por outro lado, é outra historia.
– Temos que ter esta conversa? – perguntou ele – Não quero ser mal educado, mas mal nos conhecemos.
Ela sorriu: – Já esperava algo assim da tua parte. – disse ela observando Changmin e Munny a discutir por causa de uma torrada – Olha bem a tua volta, já reparaste que todos se entendem tão bem. Não é por se conhecerem a pouco tempo que as pessoas se têm que relacionar de maneiras diferentes. Eu não sou um poço de virtudes ou conhecimento e as sarcásticas do grupo são mesmo a Ahri e a Nayo, eu sou a faladora, nada mais.
– É suposto esta conversa levar a algum lado? – perguntou voltando a encher a chávena de café.
Ela olhou-o nos olhos: – Perdoa-me ser tão directa mas as tuas acções em relação a Ahri são no mínimo suspeitas!
– Não há nada de suspeito. A miúda irrita-me, só isso
– Só isso? – perguntou ela com um sorriso matreiro – Eu bem vi a tua cara quando a trouxeste a casa naquele dia e ontem aquele ataque de estupidez foi por ciúmes ao Donghae.
Ele pousou a caneca: – Quem está a dizer uma estupidez és tu!
Quando ele ia para sair Shyra agarrou-o por um braço: – Conselho de amigo: não é com o Donghae que te tens que preocupar mas lembra-te que a razão que te fez interessar pela Ahri não vai passar despercebida a outros. Quando eu quero uma coisa agarro-me a ela de unhas e dentes, devias fazer o mesmo!
Ele olhou-a irritado: – É por isso que não largas o Jae!?
Ela sorriu: – Precisamente.
Desarmado Yunho não soube o que lhe responder
Ela soltou uma gargalhada que passou despercebida ao resto do grupo por estarem a prestar atenção a picardia de Changmin e Munny. A reacção dele era tão honesta: – Eu não tenho problemas em lutar pelo que quero e o próprio Jae sabe disso.
Yunho virou-lhe a cara: – As coisas nunca são assim tão simples.
– Oh! Estás enganado. A verdade é que as coisas são assim tão simples, és tu e todos os outros com esse tipo de pensamentos que as complicam. – observou Shyra – Podes fugir do teu destino o quanto quiseres, Jung Yunho, mas o destino acabará sempre por te encontrar. Porque não deixas as coisas seguirem o seu rumo? Não achas que também mereces conhecer um pedacinho do paraíso?
– Rumo? Paraíso? – fez Shyra largar-lhe o braço com brusquidão – Não existe tal coisa como um rumo para o paraíso.
Afastou-se a passos largos. Queria tirar as palavras de Shyra da sua mente e fingir que ela estava errada mas na sua mente, paraíso, era a melhor descrição para o sentimento que lhe enchia o peito cada vez que Ahri estava por perto.
Na cozinha Shyra ainda fitava o umbral da porta por onde Yunho desaparecera quando um braço lhe rodeou os ombros: – Obrigado. – disse-lhe Jae ao ouvido fazendo-a corar até a alma.
– Porquê?
– Consigo lembrar-me de algumas quantas razões. – disse dando-lhe um beijo na nuca – Mas a principal é que chegas-te para “iluminar” os meus dias… a segunda é que o Yunho estava a precisar de ouvir algo assim de alguém que ache não estar sob a sua alçada de poder.
– Poder?
– Sim, por assim dizer, os DBSK são a banda dele, ele é nosso líder, acaba sempre por ter uma palavra de maior peso e por assim dizer influenciar as decisões gerais. – explicou ele – Acaba por lhe por um peso maior em cima porque é uma responsabilidade acrescida. Vocês não fazem parte dos amigos mais íntimos dele ou dos DBSK portanto estás fora do que ele considera as pessoas que o conhecem bem. No entanto, acabaste de demonstrar que em apenas alguns dias tinhas visto através dele como quem vê através de vido. No mínimo, abanou os pilares de verdade dele.
Shyra assentiu com a cabeça depois olhou-o: – Acredito mas quando penso no que acabas-te de me dizer… acabo sempre por não conseguir passar da parte do “iluminar”.
Jae riu com um riso tão cristalino e tão honesto que Shyra sorriu ainda mais: – Sem qualquer duvida que gosto de ti! – disse ele e por momentos Shyra podia jurar que no seu peito o coração tinha saltado, no mínimo, uns 10 batimentos.
Com todos a olharem Changmin e Munny que estavam a momentos de se degolarem por causa de uma discussão que começara com um simples “Queres manteiga nas torradas” da parte de Changmin, Jae aproximou o rosto do de Shyra e beijou-a com uma doçura que fez Shyra quase desmaiar de felicidade.
Atirou a discrição aos cactos e abraçou-o beijando-o como se o mundo fosse acabar no momento seguinte.
– Definitivamente gosto de ti! – disse-lhe Jae ofegante após o beijo.
– Espero que em breve essa frase suba uns níveis acima. – disse-lhe ela.
Ele riu mas calou-se separando-se dela bruscamente para a afastar de uma caneca que foi estilhaçar-se no armário entre eles. Olharam ambos estupefactos para Munny que estava de pé a olhar Changmin com lágrimas de raiva a caírem-lhe pela face.
Changmin levantou-se e quando todo o grupo esperava que aquilo resultasse em pancadaria levantaram-se para impedir que algo mais grave que uma caneca partida toma-se lugar. Contra todas a expectativas Changmin levantou-se e abraçou Munny contra si com tanta força quanto podia de modo apenas a deixa-la respirar. Dizer que o grupo estava espantado a olha-los seria uma séria ofensa para o estado de entorpecimento estupefacto em que todo o grupo mergulhara a observa-los.
– É melhor pormo-nos a milhas daqui. – observou Shyra – Se bem a conheço isto vai durar muito pouco, se o Changmin gosta dela, terá que enfrentar a fera, e toda a loiça que ela vai partir, sozinho. Audiência apenas vai piorar as coisas.
Jae agarrou-a por uma mão e tirou-a dali. O resto do grupo seguiu-os.
Donghae olhou a volta: – A Ahri e a Nayo? – perguntou ele
Lili encolheu os ombros: – Acho que saíram antes de nos… a Ahri vai-se roer toda por ter perdido esta cena maravilhosa. – disse ela e os outros podiam jurar que os olhos dela brilhavam fazendo todos rir.
– Vou procura-las. – disse Donghae desaparecendo no corredor que dava acesso ao andar de baixo.
Lili olhou o relógio: – Ainda tenho de ir buscar as minhas coisas, temos que estar dentro de 10 minutos no local de filmagens para nos tratarem da caracterização e guarda-roupa.
– Eu também tenho de ir. – observou Heechul dando o braço a Lili.
Lili olhou-o de lado e Leeteuk bateu na cabeça de Heechul fazendo-o vergar-se: – Hei! – barafustou Heechul – Para que foi isso?
– Vais para o local de filmagens e não buscar as coisas dela. – observou ele
Lili arregalou os olhos olhando Heechul que tinha um sorriso mateiro: – És fresquinho, tu!
Riram os 3.
Suponho, no meio de toda esta confusão, que seja melhor pôr-vos ao corrente dos eventos que levaram a situação em que Changmin e Munny estão neste momento enquanto os eventos entre Nayo e Yoochun, Yunho, Shyra e Jae decorriam.

Changmin entrou na cozinha e viu Munny: – Olha a stressadinha!
– Vai plantar figueiras para o Iucatão!
– Iucatão? Tal sítio existe? – perguntou Changmin sentando-se ao lado dela.
Munny revirou os olhos: – Porque não vais descobrir por ti mesmo e me desamparas a loja? Podias até comprar um bilhete só de ida! – atalhou ela assim que percebeu que ele ia falar – Pode ser que haja um dia de sorte e um talibã te limpe o sebo!
Antes que alguém das raparigas pudesse intervir a seu favor foi o próprio Changmin a responder a Munny: – Ui! Que má!
Bony tentou desviar o assunto: – As torradas estão prontas!
Lili sorriu: – Passas-me uma, por favor?
Heechul estendeu a mão: – Também quero!
Leeteuk bateu-lhe mão: – E que tal um pedacinho de educação? “Por favor” nunca ficou mal a ninguém! – olhou Bony – Se não te importares também quero uma – olhou Heechul de lado – Por favor!
– Desculpa, Bony, passas-me uma… por favor! – pediu Heechul não muito agradado com aquilo.
Munny virou-se para Bony: – Chega para mim?
Bony olhou as torradas que tinha: – Desculpa… mas se quiseres ponho mais a fazer, não deve demorar muito!
Changmin levantou-se: – Senta-te e come que eu trato disso.
– Obrigado, Changmin. – disse Bony sorrindo-lhe.
– Como é que é o vosso pequeno almoço tradicional em Portugal? – perguntou Leeteuk a Lili enquanto Changmin tratava das torradas.
Ela pensou um pouco: – Sinceramente, acho que não temos nada assim de muito tradicional: Leite ou café, pão, manteiga e/ou doces para barrar no pão ou fiambre e queijo também para por no pão. Coisas assim, nada de mais.
Bony riu perante o espanto deles: – A refeição mais completa que os portugueses tomam é o almoço. Essa costuma ser a refeição mais pesada do dia.
Changmin tirou as torradas e olhou em volta, encontrou o pacote da manteiga mesmo ao lado de Munny: – Passas a manteiga?
Munny fulminou-o com o olhar mas passou-lhe a manteiga.
Ele barrou umas quantas e pôs num prato enquanto Leeteuk e Lili conversavam, com a atenção dos colegas, sobre os pequenos-almoços das variadas culturas. Changmin pegou numa torrada e fitou o prato de Munny que continha apenas pão torrado simples sem qualquer condimento: – Queres manteigas nas torradas?
Munny olhou-o com tanta raiva que Changmin se afastou: – Qual é o teu problema? – perguntou ela.
– Neste momento? – perguntou ele com ironia – Saber se queres manteiga nas tuas torradas.
– Tu nasceste para me irritar não foi? – perguntou ela num tom mais elevado e o grupo parou a conversa para os olhar.
Changmin fitou-a surpreendido: – Seria uma boa causa mas acho que o mundo não gira a tua volta… portanto, não! Acho que não.
Havia sido a gota de agua: – Foda*** cara***! – praguejou Munny em português mas continuou em japonês – A minha vida sem ti era o paraíso! Não preciso de ti, nem sequer gosto de ti! Entende e põe isso nessa tua cabeça dura: EU. NÃO. GOSTO. DE. TI.
Changmin revirou os olhos: – Há alguém de quem tu gostes?
Munny parecia querer deitar lume pela narinas: – Gosto de muita gente, mas se pudesse limpava a tua existência ignóbil da face da terra!
– WOW! Isso são palavras caras! Não sabia que conseguias fazer um discurso cuidado! – atalhou Changmin também já furioso.
– Uh… Changmin, tem calma. – pediu Junsu mas foi completamente ignorado.
– GRRR! Achas que és muito inteligente não é!? Achas que consegues controlar o mundo? Pois a mim não me controlas! – exclamou ela!
– Munny acalma-te, então? – pediu Liliana.
– Acalmo-me a merda é que me acalmo! – gritou ela – Tirem-no da minha frente e eu fico calma.
Changmin soltou uma gargalhada: – Estás demasiado habituada a atenção. Achas que és o centro do mundo? Lá por seres gira não quer dizer que todo mundo te obedeça!
– E se fosses morrer longe e me largasses de mão? – perguntou Munny – Com tanta gaja aqui porque raio tens que ‘tar sempre a implicar comigo?
Ele fez um sorriso malicioso: – És a única que da realmente luta!
– Queres luta? – perguntou ela agarrando uma caneca – Vai buscar “luta” para o raio que te parta!
Munny atirou-lhe com a caneca mas ele desviou-se e esta foi estatelar-se no armário entre Shyra e Jae e os olhavam chocados.
Changmin olhou-a prestes a levantar-se para lhe dizer das boas. Então viu-as. As lágrimas que cobriam aquele rosto angelical, lágrimas que tocaram o fundo do seu ser tal como ela havia tocado no primeiro momento em que a vira e as marcas nos pulsos dela lhe haviam despertado em si um sentimento completamente novo. No primeiro momento em que a vira e aquelas marcas haviam ficado a vista tivera uma vontade incontrolável de a abraçar, de a proteger do mundo e não deixar que algo de mal lhe acontecesse. Sentira culpa desse sentimento, raiva e por fim confusão. Como podia alguém que mal conhecia e que via pela primeira vez despertar tantos sentimentos em si? A cada dia esse sentimento crescia. Tentara despertar o pior dela para fazer esse sentimento desaparecer e convencer-se que estava enganado. Tentara mostrar a si mesmo que era apenas pelo “gozo”, por ela dar luta. Nunca estivera mais enganado e aquelas lágrimas provavam-no. Aquele era provavelmente o mesmo sentimento que Ahri despertara em Yunho e ele também não queria admitir. Levantou-se de súbito e viu nos olhos dos companheiros que todos naquela sala estavam dispostos a agarra-lo assim que ele sequer tenta-se aproximar-se dela.
Eles não sabiam. Não imaginavam sequer o que lhe ia na mente. Então os instintos falaram mais forte que ele, tudo a sua volta desapareceu e quando deu por si abraçava-a como se o mundo fosse acabar no instante seguinte. Não era uma reacção pensada, era puro instinto e embora achasse que ser guiado pelo instinto era coisa para animais por ser um sentimento primordial, descobriu que isso não lhe desagradava.
Em menos de nada a sala ficara silenciosa porque todos haviam saído deixando-os sós.
Apanhando-o desprevenido enquanto pensava nisso Munny aproveitou para se esquivar do abraço dele afastando-se: – Tu não ‘tas bom da cabeça!
– Pois não.
Ela ergueu uma sobrancelha de desconfiança: – Para que foi isso?
– É uma boa pergunta – disse pesando, não havia sarcasmo ou ironia, apenas a constatação desse mesmo facto – … é pena que eu mesmo mal consiga perceber. É tudo… uh… uh… muito novo para mim.
– Procura um psicólogo.
Contrariamente ao que esperara o seu corpo não havia reagido mal ao toque ele. Não houvera rejeição. Isso irritava-a mas ao mesmo tempo fizera evaporar toda a sua raiva contida, acalmara-a a um ponto que, naquele momento, não tinha como se defender a expressão de sinceridade e honestidade dele. A verdade nos olhos dele e na sua expressão deixavam-na desarmada. Porque raio não fugia dali? Odiava Changmin, não era? Então porque ali continuava a querer ouvir a resposta dele, o que era aquela sensação no seu peito e porque raio lhe batia o coração a mil à hora no peito? As perguntas acediam-lhe a mente em catadupa e começava a sentir-se cansada de mais para sequer falar.
Sentou-se na cadeira.
Ele continuava sem responder e quase saltou quando sentiu as mãos dele nos seus pulsos. Um toque suave, carinhoso até mas completamente inofensivo e apaziguador, como se ao agarrar-lhe nos pulsos lhe estivesse também a tocar a alma e ela nada pudesse fazer para impedi-lo.
A voz dele suou-lhe tão diferente que nem parecia a dele: – Como fizeste isso? – perguntou ele calmamente – Sempre me perguntei o que teria acontecido para te levar a extremos tão grandes.
Ela revirou os olhos: – Não é o que pensas que é.
Foi a vez de ele revirar os olhos: – Não me digas que te curtas-te na faca da cozinha, acidentalmente e que por acaso, só por acaso, até foi logo os pulsos. – a ironia que ele empregava era simples, diferente de antes… protectora. Isso aterrava-a.
– Não é o que pensas. – voltou a repetir
– Acho que precisas que te protejam. – disse ele com um sorriso
Ela puxou-lhe as mãos das dele: – Não, não preciso. E muito menos que sejas tu!
– Gostava de ser eu. – disse ele e a mente de Munny ficou em branco – Gostava de te proteger, garantir que sorris verdadeiramente, que és feliz!
Munny tentou pensar tão depressa quanto podia mas não lhe vinha nada a cabeça. Queria manda-lo embora e destrata-lo mas quando abriu a boca as palavras em que pensara não lhe faziam qualquer sentido: – Mas não és tu. – foi a única coisa que lhe conseguiu dizer. A voz não soara como ela queria. Fora apenas um tom de simples constatação, uma espécie de retirada sem qualquer ironia. Apeteceu-lhe esgana-lo apenas por lhe perturbar os pensamentos daquela maneira, apenas por a deixar sem uma resposta a medida.
– Não me parece que haja alguém para ocupar o cargo… estou a candidatar-me. – disse ele sentindo-se um perfeito idiota. Se lhe dissesse algo mais sentido tinha a certeza que ela o mandava para o “Iucatão”. Aliás, achava-se sem coragem para lhe confessar aquilo que nem mesmo ele queria admitir para si próprio: não era tanto ela que precisasse de ser protegida, era ele que a queria proteger, era ele que queria estar ao lado dela.
Se a ele soara a idiotice a Munny soara a loucura. Aquele tipo de loucura que dava direito a passe somente de ida para o manicómio mais próximo. Parecia-lhe ainda mais loucura quando, estarrecida e de boca aberta, via apenas honesta sinceridade nos seus olhos castanhos.
Face ao seu silencio Changmin tentou atenuar a coisa antes que lhe desse mais um ataque de histeria: – Compreendo que me queiras mandar para o Iucatão ou lá o que é e até compreendo que aches que não sou de tudo a pessoa indicada para a tarefa. – começou ele fazendo com que a ultima réstia de lucidez evadisse a mente de Munny sem quaisquer hipóteses de retorno – Quero apenas que entendas que, apesar de toda a picardia, te considero especial desde o primeiro momento em que te vi. Qualquer pessoa que me conheça minimamente te dirá que apenas sou assim para alguém que realmente estime. – fez uma pausa para suspirar e naquele momento, muito embora só muito mais tarde o tenha admitido, Munny derreteu por dentro não deixando que tal transparecesse ou admitisse para si que se sentira assim – Ouve, sei que te soa a loucura…
– Nisso estás coberto de razão. – atalhou ela.
Ele sorriu: – Eu sei. – disse ele olhando-a nos olhos e naquele momento algo disse a Munny que por muitos anos que vivesse nada a faria esquecer aquela conversa – Como disse, sei que soa a loucura e sinceramente nem eu consigo explicar isto. – olhou-a e levou-lhe uma mão a face – Sim, sei que tenho que consultar um psicólogo com urgência – ela soltou um “humf” e ele sorriu ainda mais ao saber que dissera exactamente o que lhe ia na mente – mas é algo que não consigo controlar, portanto, aqui e agora, em frente a ti, admito a minha derrota.
– Derrota? – Munny passara do choque à surpresa apenas para voltar a ficar chocada com a resposta que ele lhe daria.
– O que sinto por ti é novo para mim. Quis fugir, escapar, enganar-me e até mesmo fingir que não sentia… mas fui derrotado. 100% derrotado por esses olhos, por a tua expressão de puro deleite quando obténs algo que queres. – ela ia ripostar mas ele colocou-lhe um dedo nos lábios – Fui derrotado pela tua personalidade dócil e ao mesmo tempo aguerrida. Quando estás com elas é como se tudo no mundo gira-se em torno de vocês. Nunca vi nada como vocês. Nunca vi nada como tu. Irradias luz. A tua felicidade contagia e sinceramente o que mais me irrita é que não seja eu a causa dessa luz, sinceramente o que mais queria era que, tal como elas, eu também te fizesse brilhar assim!
Como uma espécie de exército napoleónico que rumara para a sua salvação, Munny virou-se para o lado para se deparar com uma Ahri chocada, especada na entrada da cozinha com a mão esticada para agarrar o livro que deixara para trás a olha-los como um boi miraria um palácio. Era obvio que entrara a meio do discurso de Changmin para se aperceber do que se passava a meio da sua ingénua intenção de reaver o livro que deixara para trás.
– Eu… – tentou começar a falar enquanto agarrava no livro ironicamente intitulado Burned de P.C. e Kristin Cast, que agora parecia arder-lhe nas mãos enquanto buscava palavras que a safassem daquele momento verdadeiramente embaraçoso – Fui! – exclamou saindo à velocidade da luz, vermelha de vergonha até a alma por ter interrompido um momento tão sentimental entre Changmin e Munny e ao mesmo tempo irradiando de felicidade por aquele triste se ter finalmente dado ao trabalho de admitir o que sentia.
Munny via a sua salvação fugir como um cego que via uma luz pela primeira vez: – Ahri espera! – gritou correndo atrás dela e fugindo com todas as suas forças, também ela corada até à alma. Nem no seu mais louco pensamento imaginara que aqueles fossem os sentimentos de Changmin e naquele momento, depois de ouvir tudo aquilo, tinha de correr dali para fora. As pernas trémulas pareciam não lhe querer obedecer de tão fundo que a confissão de Changmin tocara na sua alma. Naquele momento a última coisa que queria era enfrenta-lo ou ter que lhe dar uma resposta, primeiro tinha que pensar. Tinha mesmo muito em que pensar.
Yunho entrou na cozinha enfrentando Changmin com um sorriso. Embora soubesse que ele estava feliz por ele também sabia que aquele sorriso de Yunho era também jocoso e não tinha paciência para as piadas do seu “querido” líder naquele momento: – Que foi?
– Nada. Só estava a apreciar o nosso querido Changmin a crescer. – disse-lhe o outro sorrindo ainda mais.
Changmin passou por ele como uma bala. Depois parou e voltou para trás e olhou-o nos olhos com o seu próprio sorriso malévolo: – Tenho que concordar com o Jae-Hyung… agora viras-te sombra da Ahri, foi?
O outro pareceu ficar irritado: – Só andava atrás da maluca mor por causa das filmagens. Queria que ela reunisse o bando de doidas para que possamos começar a filmar este maldito drama. Mas isto mais parece um zoo prestes a entrar no circo que outra coisa. Vi-a a entrar para aqui quando dei de caras com esta tocante cena.
– Sim, pois. Olha lá, oh macaco, tu também fazes parte deste circo.
Yunho franziu o sobrolho: – Estás a testar a minha paciência?
– Não propriamente, mas é uma ideia. – olhou-o longamente antes de voltar a falar – Estás com ar cansado e de fome… o macaquinho quer uma banana ou a Ahri. É ela que te tira o sono ao ponto de nem conseguires comer decentemente de tão “apanhado” que ‘tas?
Yunho desapareceu a grunhir qualquer coisa relacionada com idiotas apaixonados e malucas importadas da Europa que pareciam ter tirado a semana para o irritar até ao ponto mais recôndito do seu ser.
Changmin seguiu para o quarto partilhado para buscar as suas coisas e foi para a tenda principal onde já se encontrava o grupo de raparigas, os restantes membros do seu grupo, excepto o Yunho, Leeteuk, Donghae e para seu grande espanto um muito carrancudo Hankyung.
– O Heechul? – perguntou ele surpreso
Leeteuk sorriu: – Houve uma proposta para ele ser MC de um programa. O Hankyung não tem contractos de momento, portanto, ficou ele no lugar da “cinderela”.
– Tu adoras-nos, não é Hankyung-hyung?
O outro apenas “bufou”, como descrevia Leeteuk em tom imitação de Heechul, e cruzou os braços.
Yunho entrou na tenda e sentou-se na sua cadeira em frente à rapariga da maquilhagem sem uma palavra a viva alma. Frente ao olhar inquisidor de Junsu, Changmin, não pode deixar de sorrir. Se Yunho achava que ele era um “idiota apaixonado” estava no bom caminho para se parecer redondamente com um!
Da tenda ao lado, Changmin conseguia ouvir as vozes e os risos das raparigas. Perguntava-se se Munny teria pensado na conversa que tinham tido. Tinha que voltar a falar com ela. Havia algo que ela tinha que saber, algo que lhe devia ter contado na noite anterior, algo que lhe teria contado se Ahri não o tivesse interrompido. Olhou Yunho, conseguia perceber o que ia na mente dele mas não percebia porque não admitia ele as coisas de uma vez por todas.

***

Lee Junki entrou na tenda e cumprimentou todas com um sorriso que parecia saído de um anúncio de pasta de dentes e um arrojado e amigável, talvez de mais, “Bom-dia”.
Ahri levantou os olhos do guião que lia enquanto a maquilhavam: – Bom-dia. Acho que te enganaste na tenda. – disse ela com um sorriso – É a do lado.
Nayo olhou-o de lado: – Eu acho que ele está exactamente onde queria estar.
Ele sorriu novamente: – Vim apenas dizer “Bom-dia” às meninas.
– Correcção, tu querias dizer “Bom-dia” à Ahri. – observou Munny
Não lhe respondendo ele limitou-se a sorrir.
Nayo abanou a cabeça e ignorou-o murmurando algo entre dentes que ninguém conseguiu perceber mas que fez Ahri sorrir. Olhou Junki: – Obrigado e até logo.
– Até logo. – disse ele afastando-se ainda a sorrir.
Lili virou-se para Ahri: – Ele ta interessado.
Bony soltou uma gargalhada: – Boa, Sherlock Holmes! A verdadeira questão é: estará ela interessada também?
Shyra, que se mantivera a ler a sua revista japonesa preferida enquanto lhe arranjavam o cabelo calou-as todas com uma simples frase deixando Ahri sem qualquer argumento: – Por muito que o Lee Junki esteja interessado, ele não é o Yunho.
Nayo soltou uma sonora gargalhada e as outras juntaram-se-lhe. A rapariga que estava a maquilhar Ahri disse-lhe que já tinha terminado e esta saiu à velocidade da luz sem sequer olhar as amigas. Não queria ter um rumo ou pensar no Yunho, apenas caminhar debaixo do céu maravilhosamente azul. Um pouco mais a frente, quase no final da “rua” de tendas, deparou-se com uma cena que parecia saída de um dos seus sonhos: um rapaz alto, com talvez 1.80m e tal, costas voltadas para ela, ombros largos e braços fortes mas não muito musculado, acariciava gentilmente a crina de um cavalo tão branco quanto a neve. Os longos cabelos castanhos-claros estavam atados a meio da nuca por uma tira de couro tão negro quanto as vestes compridas de guerreiro. Com toda a certeza era um figurante ou um outro actor do elenco que ela desconhecia. Caminhou para ele como que hipnotizada.
Os cabelos eram tão longos que lhe davam pelo meio das costas mas o cabelo, do meio da nuca para baixo, eram curtos. Visto assim, de costas, ele quase parecia um dos elfos das histórias de Tolkien. Sem pensar, levou a mão ao cabelo macio e sentiu a leveza e suavidade de cada fio.
– Uau! Quase parece real. – disse ela em coreano – Fica-te muito bem… – o choque que sentiu fazer o rapaz estremecer quando este se virou para ela percorreu-lhe também o corpo quando lhe viu a face.
– São extensões… – a voz morreu-lhe na garganta. O olhar dela continuava preso nos cabelos e no rosto que estes emolduravam. Estavam pintados da cor do fogo e caiam-lhe numa cascata de ondas pelas costas, claramente eram extensões também, mas parecia o seu cabelo verdadeiro. Os olhos negros pareciam flamejar sob aquele manto de fogo como se estivessem já habituados a ele. Depois de uns momentos a olharem-se sem conseguirem exprimir qualquer tipo de som ou palavra, ele apercebeu-se de algo: – Tu falas coreano? – perguntou mais uma vez espantado, perguntou-se quantas mais surpresas ela ainda lhe reservaria; era uma sensação que não estava habituado, poucas eram as pessoas que o conseguiam surpreender tantas vezes e em tão pouco tempo contra aquilo que ele suponha que essas pessoas fossem. Aquela miúda era sem qualquer sombra de duvida uma pequena caixinha de surpresas e contra o seu melhor julgamento, surpresas que lhe agradavam sem mesmo que o soubesse.
Ela deu um passo atrás.
– Corta! – disse uma voz do outro lado da rua de tendas.
Viraram-se ambos a tempo de ver o realizador com um sorriso de orelha a orelha: – Vocês os dois estão perfeitos. E parece que não é só para as vossas personagens, se é que me entendem. Não achas…. Yunho?
Yunho sorriu e Ahri corou incapaz de esconder o embaraço perguntando-se como é que o trinca espinhas conseguia manter a pose e sorrir se a única coisa que ela via nos olhos dele era a vontade de esganar o realizador ali mesmo e fazer desaparecer o corpo para que não restassem quaisquer provas.
– Bom dia, director. – disse Ahri.
– Bom dia, minha querida. Espero que tenham tido algum tempo para ler os vossos guiões.
Yunho puxou de algo debaixo das vestes e mostrou um maço de folhas como o que Ahri trazia na mão. Acabaram por acenar os dois afirmativamente embora Ahri continuasse a olhar Yunho francamente espantada com a sua rápida aprendizagem de como usar aquele tipo de vestimenta para guardar aquele maço de papéis.
– Muito bem – continuou o realizador – Quero que comecemos a ensaiar a cena 13 do capítulo 2.
– Capitulo 2? Não vamos começar pelo capítulo 1? – perguntou Ahri.
– Não. – explicou o homem com um sorriso – Vamos começar pelo 2º porque é uma serie pequena e queria que fosse uma cena que vos ligasse logo à partida. Como é obvio já começamos a filmar as cenas em que vocês não aparecem.
Yunho perdera o sorriso. Olhava o homem de forma seria e quase e se quase desprezo: – Porquê a cena 13? Podíamos começar por qualquer uma das outras. Porquê esta?
O homem sorriu: – Porque vocês vão ser um casal, quero que aprendam a comportar-se como tal.
– O quê? – perguntou Ahri perplexa – Ele é o Shin?
Yunho lançou-lhe um olhar de escárnio: – Não sabias?
– Tu sabias que eu era o teu par?
– Sim.
– Claro que sim. – observou ela com a voz carregada de ironia
– Estou a falar a serio!
– Oh! Mas eu sei que estás. – observou ela – Bem, desculpa mas não sou bruxa para adivinhar.
Yunho sorriu: – Tens certeza?
Ela lançou-lhe o seu melhor olhar assassino: – Afinal qual é a cena 13 para estares tão stressado?
– Chegas a saber alguma coisa? – perguntou ele irritado
Ela cruzou os braços sobre o peito e virou-lhe a cara: – Desculpa se não sou perfeita como tu. Sou uma mera mortal.
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Out 07, 2010 11:22 pm

Bem... aqui fica a segunda parte do 11º capitulo!


“The willing, Destiny guides them; the unwilling, Destiny drags them” Saneca

Capitulo 11
Sentimentos Revelados


Continuação

– Estou a ver que vos escolheram a dedo para o papel. – observou o homem com um sorriso. Olhou em volta e chamou uma rapariga que estava dentro de uma tenda próxima e pediu-lhe que acompanha-se Ahri e Yunho até ao local das filmagens onde iriam decorrer os ensaios.
A rapariga olhou Yunho e corou até à raiz dos cabelos, não era que não parecesse que estava embaraçada, era mais transparecer. Sempre de cabeça baixa, acompanhou-os até uma bonita clareira onde já estavam montadas as câmaras, as telas brancas para deixar passar apenas a luz adequada e todos os outros artefactos necessários para filmar um filme ou mini serie mas que ela não conseguia descortinar a função. Yunho estava a “jogar em casa”, estava habituado àquela parafernália cinematográfica, aos termos, o que fazer e não fazer e o tipo de postura a ter.
Para Ahri, tudo aquilo era demasiado novo. Sabia que até nem era má actriz por causa das peças de teatro em que participara e pequenas brincadeiras entre amigos, no entanto, tudo aquilo estava a deixa-la nervosa.
– Não fiques nervosa. – disse-lhe Yunho de maneira que apenas ela o escutasse – Sei que eles percebem bastante disto muito mais que tu mas imagina-os a cantar. Eles não sabem tudo.
Ahri ficou atónita a olha-lo.
Ele sorriu-lhe: – Não fiques assim. É o que costumo fazer. Experimenta imagina-los a cantar.
Ahri observou o grupo de técnicos e staff e puxou da imaginação.
Estivera preparado para ouvir o riso cristalino dela mas a reacção que tinha sobre ele era algo para o qual parecia nunca estar preparado. Era como se o ar se houvesse enchido de música, como se o seu coração houvesse saltado uns quantos batimentos.
Riu com ela sem se aperceber, era fácil esquecer-se de tudo com ela, era fácil esquecer-se de usar a sua máscara quando ela estava por perto. Aliás, difícil era mantê-la.
Quando se aperceberam que toda a equipa os olhava como se fossem malucos calaram-se mas à medida que avançavam para as suas posições tinham que conter o riso cada vez que cruzavam o olhar com um deles. Picavam-se um ao outro com cotoveladas e leves encontrões.
Ahri sentou-se na cadeira e olhou o guião. Perguntava-se como raio é que uma cena assim lhe passara ao lado. Leu o texto fazendo de tudo para decorar as frases, não seria muito difícil visto que a personagem não era muito diferente de si. O que era realmente difícil era tentar decorar as frases sabendo o que teria que fazer a seguir, manter a mente clara para se concentrar era sinceramente algo muito difícil naquele momento. Olhou o compenetrado Yunho e perguntou-se qual seria o truque dele para decorar as suas linhas, como é que o conseguia fazer sem pensar no que estava para vir? Até certo ponto admirava a capacidade dele de separar as coisas e ser objectivo no trabalho e na vida pessoal ainda que isso apenas fizesse dele uma pessoa fria. Olhou a equipa de filmagens enquanto estes terminavam os últimos detalhes. Ele fora simpático ao ajuda-la com os nervos. Perguntava-se porque o haveria feito uma vez que fazia questão de estar sempre a discutir com ela. Olhou novamente o texto, a sua personagem estava sempre a discutir com a personagem de Yunho, essa parte não seria de todo difícil.
– Que fofos! – exclamou uma voz à frente deles fazendo-os olhar ao mesmo tempo para cima e para fora das folhas que liam – Parecem mesmo um casal e estão tão concentradinhos a estudar.
– Lee Junki!
– Jong Yunho.
Ahri olhou-os espantada: – Olá novamente, lee. – disse ela e voltou-se para Yunho – Que raio se passa contigo Yunho? Que mal te fez ele?
– Porque raio é que o estás a defender? Eu não lhe disse nada de mal – observou ele carrancudo.
Ela franziu o sobrolho: – Não, não disseste. Mas o teu olhar podia ter morto alguém!
Enquanto sussurravam um ao outro a sua picardia, Junki começava a não achar muita piada àquela troca de segredos. Pôs o seu melhor sorriso: – Vocês estão a faze-lo novamente.
Eles voltaram-se para ele com a interrogação escrita no olhar.
– A portar-se como um casal que já está casado à 50 anos. – observou ele com um toque de gozo na voz só para adicionar um pouco mais de piripiri a uma questão já de si “picante”.
Ahri e Yunho afastaram-se automaticamente.
– Ora, ora. Lee Junki. Encontramo-nos novamente. – disse uma mulher muito bonita aproximando-se. Ela parecia estar, talvez, já na casa dos trinta e poucos anos ou mesmo no final dos vinte. – Há quanto tempo.
Ambos viram a expressão de puro aborrecimento ou até mesmo irritação que ele fez quando a viu antes de mudar a expressão para um sorriso casual: – Olá Hey Jee. – disse ele.
Um dos membros do staff chamou Yunho e Ahri e ambos, por razões diferentes, respiraram de alivio por sair dali. No entanto, a alegria de ambos apenas durou um instante. O ensaio da cena 13 ia começar.
Tal como o olhar de Yunho, o de Ahri também mudou.
Entrar na personagem era muito mais fácil do que pensara, discutir com Yunho tornara-se algo natural muito embora o Yunho que agora tinha a sua frente estivesse também dentro da sua personagem em cada gesto e em cada resposta sabia que ele estava lá “dentro” à espera que ela pusesse a “pata na poça”. Sabia que a sua personagem tinha que agarrar num arco e disparar sobre a personagem de Yunho falhando por milímetros. O director havia dito que ela não tinha que fazer essa parte, bastava tentar disparar a toa, sem acertar em Yunho como era obvio, que um “stunt” faria com que seta acerta-se na arvore ao lado de Yunho. Tinha a certeza absoluta que Yunho esperava rir-se na cara dela quando a visse a pegar no arco e agir como uma tontinha. Como ele estava enganado.
Na sua personagem, Yunho virou-lhe as costas: – A minha resposta é Não. Diga o meu pai o que quiser. Pegai no vosso séquito e voltai para de onde viestes.
O realizador ia mandar parar a cena no entanto ela já pegara no arco e deixou correr imaginando que ela faria como ele lhe indicara e fez sinal para que deixassem seguir a cena, no mínimo esperava-o uma boa gargalhada.
Ahri pegou no arco. A sua personagem atirava uma seta para a árvore mesmo ao lado do príncipe, assim que ele começasse a entrar na floresta, apenas para o irritar.
Um zunido agudo rasou a orelha direita de Yunho e um profundo “plock” ouviu-se na arvore mesmo ao seu lado; virou-se para ver uma seta espetada na arvore mesmo ao seu lado e voltou-se para Ahri como uma expressão de puro espanto: – Tu… tu…
Ahri teria soltado uma gargalhada de puro escárnio se não tivessem a filmar, por muito que estivesse na personagem a expressão que lhe inundava o rosto não era actuação, era a realidade. Manteve-se firme e na sua personagem: – Pensáveis que só na Ásia se usavam arcos e flechas… excelência? – perguntou ela – O meu país está em guerra, todos nós temos que pegar em armas para defender o que amamos!
– Então… à tua chegada… – articulava ele. Ahri percebeu que batalhava para se manter na personagem.
– A carruagem vinha vazia. As mulheres da minha família são eximas guerreiras. Eu vinha a cavalo com outras mulheres.
– As tuas aias…
– Tem muito pouco de aias!
Yunho fitou-a de expressão dura: – Que me vais fazer então? Matar-me? Só vais arranjar mais um país com quem entrar em guerra.
– Não que não desses uma boa almofada de alfinetes… – fitou-o longamente – Porque me salvastes ontem?
– Sois uma princesa, convidada de meu pai!
– A proposta de Rhus ajudaria o vosso país a entrar nas grandes rotas comerciais, também não gostas muito de mim. Ser aliado da Russia seria um trunfo inimaginável.
Ele não respondeu continuando a olhar o arco que ela ainda agarrava, esta atirou-o para o chão aos pés dele: – Ainda estás a tempo de aceitar.
– Sois inacreditavelmente teimosa para alguém tão pequeno.
– Não me respondestes.
Yunho fechou o espaço que os separava em meros segundos agarrando-a por um braço: – Não me tentes!
– Porquê?
– Porque…
Ficaram um longo momento a olhar-se nos olhos.
As câmaras a rodar à sua volta faziam-lhe impressão, tinha a noção que uns 15 pares de olhos os miravam e esperavam a conclusão da cena.
– Porque não consigo… não consigo resistir.
Foi como se o tempo parasse e tudo e todos à sua volta se esfumassem, nos olhos dele via o seu próprio reflexo como um espelho de diamantes castanho-chocolate que lhe derretiam a alma. De alguma forma parecia que as palavras que dissera transcendiam o personagem e o guião e eram dele e não de outrem; era bom actor mas não era assim tão bom, ou pelo menos era o que ela desejava. Sentiu a respiração quente e ofegante na sua face à medida que ele cumpria o guião e se aproximava dela para a beijar, quase sentia o calor dos lábios dele nos seus quando um barulho ensurdecedor de vidros a baterem em metal encheram a clareira silenciosa e expectante despertando-os a todos e fazendo o director gritar um “Corta!” enraivecido, olhou na direcção do barulho para ver Junki a ajudar a filha a erguer-se.
– Desculpem! Ela tropeçou. – pediu Junki. Por um momento, apenas por um momento, Ahri pensou ver um brilho malicioso no olhar dele, no entanto, àquela distância, podia estar a imaginar coisas.
Esbracejando aos céus a incompetência e falta de jeito de certos actores e actrizes, o director mandou parar toda a gravação dando ordens para que aquela cena fosse apenas filmada de tarde para poderem substituir as lentes que se haviam partido e os holofotes. Ou pelo menos Ahri pensava que eram holofotes, quando se voltou para perguntar a Yunho este havia desaparecido, encontrou-o já quase fora da clareira a seguir pelo trilho que a rapariga lhes havia indicado para chegar ali.
– Raios partam o homem mais a porcaria do feitiozinho da merda! –bradou ela em português. Grata por nenhum dos membros do staff, que a olhavam espantados, a conseguir perceber, acabou por também ela sair da clareira.
Quando entrou na sala de convívio parecia que tinha entrado numa espécie de portal que a levara atrás no tempo, todos estavam vestidos de gala menos Yunho.
– Estamos a filmar a cena do baile! – exclamou Lili em tom de resposta ao ar de espanto de Ahri.
– WOW! – exclamou ela ao ver Nayo
A outra ficou com uma expressão carrancuda: – Que foi?
– Estás linda! – observou Ahri olhando-a longamente enquanto lhe passava a mão pelos bonitos cabelos encaracolados aos quais também tinham feito extenções e pintado de vermelho tal como os seus – Pronto! Agora já não podes dizer que não parecemos irmãs! – exclamou ela rindo.
– Baka! – exclamou a outra corada e suprimindo o riso.
– Mas a sério que estás linda.
– Está, não está? – perguntou Yoochun aproximando-se e pondo-lhe uma mão por cima do ombro.
– Pára com isso. – sussurrou Nayo tirando-lhe a mão de cima dos ombros.
Apesar de estranhar a súbita “gentileza” da morena, agora ruiva, Ahri interveio antes que ela responde-se torto ao pobre e apaixonado rapaz: – A Munny?
– Está na varanda, acho eu. – respondeu Lili enquanto conversava alegremente com Leeteuk e Donghae.
Saiu da sala porque Yunho a olhava como se ela fosse um animal mitológico muito perigoso mas não em adoração mas sim em vontade de matar. O tipo mudava de humor como o diabo mudava de camisa, perguntava-se se ele não teria dupla personalidade ou algo do género, ainda assim, com aqueles cabelos compridos, sentia-se demasiado fora de si para o poder enfrentar como devia ser. Aquele cabelo ficava-lhe demasiado bem para poder ter um qualquer tipo de argumento minimamente coerente com ele.

Changmin estava sentado ao lado de Munny: – Estás muito gira. Pareces uma princesa dos contos de fada.
– Bateste com a cabeça onde?
– Ao que parece… nas nuvens.
Ela franziu o sobrolho em puro espanto: – Estás-te a atirar a mim?
– Prefiro o termo cortejar.
Ela soltou uma gargalhada: – Tens umas piadas giras.
– Não estou a brincar, nem estava esta manhã. – observou ele muito serio – Gosto muito de ti. E acredita que custou admiti-lo.
– Conheces-me há dias! – exclamou ela – Não podes estar bom da cabeça.
– Eu posso proteger-te! Só não me negues nem faças mal a ti própria. Eu lembro-me. Eu lembro-me do passado. De nós, rapazes, eu sou o único ou pelo menos nenhum deles comentou nada de relevante. Eu lembro-me de tudo, por favor, confia em mim.
Antes que Munny pudesse falar, devido ao choque, uma outra voz também notoriamente chocada antecipou-se: – O quê? – uma Ahri branca como o cal fitava Munny e Changmin como se fosse desmaiar no momento seguinte.
Munny olhou Changmin como que a culpa-lo por ter falado de mais e correu para Ahri. Changmin seguiu-a e Ahri agarrou-se ao colarinho dele: – Quero saber tudo! Conta-me o que sabes! – exclamou ela a beira das lágrimas.
Sem conseguir processar o que se estava a passar a 100%, foi a vez de Changmin ficar chocado: – Tu… tu…
– Não sou só eu… todas nós! – observou ela.
Uma gota de suor frio percorreu-lhe as costas enquanto se perguntava como é que aquela rapariga tinha o dom de estar sempre no sítio errado à hora errada: – Ouve… eu só me lembro da Mélanie.
Ela agarrou-lhe o colarinho com mais força e olhou-o tão fundo nos olhos que Changmin que Changmin jurou que ela estava a ver para além deles: – Estás a mentir.
Teria ficado irritado por ser chamado de mentiroso, ainda que neste caso fosse verdade, no entanto, aquela frase fora dita com uma nota de tristeza tão grande que chegou a ter pena dela.
– Disseste que te lembravas de tudo! – voltou ela a insistir.
– Tudo o que diz respeito a ela. – olhou-a e foi como se algo o impelisse a dizer a verdade àqueles olhos carregados de preocupação, duvida e medo – Tu já tinhas morrido quando a conheci… a mãe dela também.
Ele não saber nada não implicava uma frase que usara antes: – Então porque mencionas-te os outros?
Changmin ficou sem palavras. Não tinha como lhe responder àquilo: – Eu… desculpa. Não há mais nada que te possa dizer.

Yunho deambulava pelos corredores quando se deparou com Junki encostado à parede ao lado da porta da varanda. Aproximou-se dele. Tinha deixado uma impressão errada, tinha que remediar as coisas: – Acho que começamos com o pé errado.
Junki sorriu: – Eu compreendo o teu ataque de ciúmes.
Yunho franziu o sobrolho: – Não foi um ataque de ciúmes.
Junki riu.
– Esquece! – bradou Yunho – Começamos mesmo com o pé certo! – exclamou afastando-se.
– A Ahri é minha.
Yunho parou e olhou-o: – Desculpa?
– Perdes-te! Agora afasta-te!
Yunho fitou-o e brindou-o com o seu melhor sorriso irónico: – Não querendo dar uma de convencido mas agindo como um: acho que foste tu que começaste com o pé errado.
– Desculpa? – perguntou o outro confuso.
– Não estamos a falar de uma caixa de sapatos, estamos a falar de uma rapariga que sente. – observou Yunho irritado mas aparentando calma.
– Tens uma seria obsessão por pés, não tens? – perguntou Junki desdenhoso.
– Não! E também não sou cego! Vi logo através desse sorrisinho falso, além de que, só um cego não vê que eu e a Ahri estamos apaixonados um pelo outro… ainda que o neguemos!
Junki riu: – Quero ver isso, liderzinho, quero ver isso. – disse afastando-se da parede e aproximou-se de Yunho sussurrando – Eu nunca perco, Jong Yunho, não vou começar agora!
Afastou-se e Yunho encostou-se à parede. De todo aquela não era a sua semana de eleição. Então reparou nas vozes que vinham da varanda reconheceu a voz de Changmin e o sangue gelou-lhe nas veias quando se apercebeu do que ele dizia.
– Tu já tinhas morrido quando a conheci… a mãe dela também. – dizia Changmin num tom de voz notoriamente abalado.
A voz de Ahri fez-se ouvir: – Então porque mencionas-te os outros?
Que raio estariam a falar? Estariam a ensaiar para o drama? Não se lembrava de nada assim no guião. Ouviu Changmin pedir desculpa e dizer que não podia dizer mais. Mas que raio se passava ali?
Ahri apareceu vinda da varanda e fitou-o de olhos arregalados como se tivesse acabado de ser atingida por um raio. Estava num tal nível de choque que nem conseguia falar.
– Que foi? – perguntou ele irritado – Assusto-te assim tanto?
– Tu… tu… ouviste? Que tipo de pessoa anda a escutar atrás das portas?
Yunho ficou tão irritado com aquilo que acabou por se esquecer que o que ouvira era algo que não devia ter ouvido: – Mas quem raio pensas tu que és para andares a assumir o que quer que seja do nada? Acabei de aqui chegar!
Changmin apareceu e ficou também gelado: – Hyung…
Munny soltou um “Oh meu Deus” que gelou Yunho. Que raio tinham estado eles a falar?
– Não ouviste mesmo nada? – perguntou ela parecendo mais calma e mais composta.
– Não! – respondeu e antes que pudesse dizer algo já ela estava em movimento e a paço apressado. Foi atrás dela sendo seguido por Munny e Changmin.
– Espera aí minha menina! – exclamou ele agarrando-a por um braço – Ninguém me fala assim e me vira as costas!
– É porque estás mal habituado! – olhou a mão dele no seu braço – Larga-me!
Atrás de Yunho Munny repreendia Changmin: – Porque raio tinhas que ter dito aquilo? Porque não deixas o passado onde está? Esta é outra vida… – virou-se para o lado certa que falara de mais. Yunho olhava-a de olhos arregalados continuando a segurar Ahri por um braço.
Ele virou-se para Ahri que o fitava horrorizada. Olhou-a e depois largou-a. Parecia confuso mas para grande desespero de Ahri parecia ter percebido algo que ela desejava ardentemente que ele não soubesse.
– Tu? De todas as pessoas… TU?
– Não sei do que estavas a falar. – disse-lhe ela.
Yunho apercebeu-se, então da razão de toda a picardia: – Tu sabias! Sempre, desde o primeiro momento… TU SABIAS!
Ela pôs um ar casual: – Eu sabia o quê? Que tu eras parvo? Sim! Desde a primeira hora!
Mirou-a afincadamente e confuso… depois Munny. Seria possível que ela não soubesse… a conversa da varanda, aquela frase de Munny, estariam ligadas? Não podia dar a entender algo que o pusesse em posição desvantajosa.
– O que é que não me estás a contar? – perguntou ele.
Ela olhou-o com indiferença: – Nada… pelo menos que te diga respeito. Não me és nada para te contar o que quer que seja!
Afastou-se entrando na sala de convívio.
Yunho entrou atrás dela: – Respeito? Lá sabes tu o que é isso!
Dentro da sala todos os miraram. Para variar estavam a discutir. Nayo olhou Ahri apreensiva, a irmã estava tensa, aquela discussão era diferente e conseguia lê-lo nos olhos dela, Ahri estava abalada e Munny, que entrou atrás dela olhou-a com ar de culpa.
– É preciso ter lata! Tu a falar em respeito? Nunca me respeitas-te e falas em respeito?
Yunho revirou os olhos: – Anda meio mundo atrás de ti e afinal não sei até que ponto isso não te agrada, se calhar fazes de propósito!
– Estás a passar das marcas, Yunho!
– Porquê? Porque até gostas do Junki?
– Estás novamente a dizer tolices! Queres levar outra lambada? Tenho todo o prazer em satisfazer a vontade! – ameaçou Ahri.
Olhou-os enquanto discutiam. De algum modo as palavras que lhes saiam da boca pareciam estar isoladas dos gestos dos seus corpos. À medida que a discussão acendia eles aproximavam-se instintivamente um do outro sem sequer notarem esse facto. Foi quando já estavam perigosamente perto um do outro que Yunho se viu, de súbito, sem argumentos. Changmin observava, divertido, Yunho a vasculhar a mente por um argumento para lhe atirar quando Yoochun e Jaejoong se juntaram a ele, levou apenas um dedo aos lábios para lhes pedir que não fizessem barulho. Notou que ambos estavam propositadamente a desviar a conversa do assunto anterior.
Então Changmin viu algo que não tinha ainda visto Yunho fazer, já o vira perder a razão com uma outra rapariga e até chatear-se com antis ou mesmo com fãs mas o nível de Ahri parecia diferente para ele. Como se não se quisesse controlar ou escondesse algo. Olhou novamente os olhos dele e percebeu instintivamente qual das duas hipóteses era a correcta.
Yunho escondia aquilo que olhar dele revelava. À distância seria quase impossível perceber mas perto um do outro, pelo simples passo que os separava, Changmin percebeu que o olhar dele alternava dos olhos dela para os lábios. Então, por mais que eles não quisessem admitir os seus corpos faziam-no por si. Era por isso que desviavam a conversa do assunto que originara aquela discussão, no fundo, ambos sabiam a verdade.
Yunho deu dois passos rápidos em direcção a ela, por seu turno ela tentou recuar mas mal dera um passo e deparara-se com o aparador da sala ficando imobilizada entre o móvel e Yunho. As palmas das mãos dele bateram no tampo do aparador mesmo ao lado das mãos dela. No olhar dela havia medo. Não que fosse medo dele mas sim um medo diferente, como se tivesse medo que ele reagisse como ela queria.
De súbito Yunho olhou-a fixamente nos olhos e afastou-se uns 2 metros. Agora Changmin tinha a confirmação da sua teoria. Vira claramente os olhos dele alternarem dos lábios dela para o olhar.
– Cobarde! – acusou Ahri.
Yunho atravessou o espaço que os separava a uma velocidade que Ahri pensou ser sobre-humana. Num momento estava do outro lado da sala a olha-la com puro desdém nos lábios e no outro agarrava-a por um pulso enquanto a abanava furiosamente: – Repete! – insistia ele enfurecido.
Todos na sala os miravam atónitos, era preciso muito pouco, mas mesmo muito pouco, para aqueles dois começarem a discutir… feio!
– Vá! Grita pelo teu querido! Chama o JunKi! – exclamava Yunho.
Ahri tentava libertar-se dos grilhões de ferro que eram as mãos de Yunho nos seus pulsos: – Eu não preciso dele, não contra ti. – disse-lhe ela azeda. Yunho aumentou a força sobre os pulsos dela – Au! Estás a magoar-me!
Yunho viu a dor sincera que os seus olhos exprimiam. Largou-a por automático, as pernas dela cederam e ela ficou sentada no chão a esfregar os pulsos. Ninguém na sala dizia nada, ninguém se atrevia pois aquela cena podia acabar muito bem ou muito mal.
– Levanta-te! – ordenou Yunho – Estás a ouvir?
Ahri levantou-se e pela segunda vez o grupo assustou-se com o som cortante da mão de Ahri a acertar em cheio na face de Yunho. Ele ficou naquela posição um momento pedindo forças para não retribuir o gesto. Olhou novamente para ela apenas para a ver fugir porta fora. O coração parou-lhe no peito e o sangue gelou-lhe nas veias: ela tinha fugido a chorar.
Praguejou em voz alta e saiu a correr atrás dela.
– Espera, Yunho! Não. – chamou Nayo correndo atrás dele.
Shyra e Yoochun tentaram impedi-la: – Deixa-o. – disse Yoochun
– Isto é com eles. – dizia Shyra.
Nayo fugiu do aperto do punho de Yoochun: – Isto pode-se descontrolar se aqueles dois idiotas não abrirem os olhos. – disse ela correndo saindo pela porta seguida de Jae.
Shyra e Yoochun olharam-se e foram atrás deles.
Os restantes presentes na sala olharam-se e seguiram-nos também. “No mínimo é um espectáculo e tanto” como tão bem dissera Changmin.
Ahri apenas parou na clareira onde haviam filmado essa manhã porque esbarrou com algo. Nem teve tempo de se aperceber o que era que a agarrava, agora, pelos ombros porque uma mão férrea a puxou de lá.
A mão férrea na sua cintura fê-la girar sobre os calcanhares e outra mão agarrou-lhe a nuca fixando-a contra um peito ofegante, ficando ambas as mãos a agarra-la protectoramente.
– Qual é o teu problema? – perguntou a voz que reconheceu como a de JunKi. Então havia esbarrado com ele.
O peito contra o qual estava encostada e que a protegia tão afincadamente pareceu tremer de raiva. Então a voz fez-se ouvir. A voz pertencia ao corpo que lhe dava aquela sensação de segurança falou num tom forte, compassado e contido mas severo: – Porque estás sempre onde ela está? – perguntou Yunho e Ahri foi percorrida por um choque eléctrico. Era Yunho. Olhou para cima, para lhe tentar ver melhor a face, esperando estar redondamente enganada e ele cingiu-a mais contra sim.
– O mesmo te podia perguntar eu. – observou o outro.
– Já te disse o que era uma vez. – observou Yunho – Só não vês se não quiseres, a verdade está mesmo a tua frente.
JunKi riu: – Pensas que estamos na idade da pedra? – perguntou jocoso – Vais agarra-la pelos cabelos e arrasta-la contigo, é isso?
Os outros chegaram a correr juntando-se à já assistência da cena: Nayo, Jae, Shyra e Yoochun.
Nayo começava a achar que algo havia acontecido a Ahri. De maneira alguma, a irmã de alma, se manteria calada frente a tudo aquilo, pelo menos não a Ahri que conhecia.
Foi como se os seus pensamentos houvessem sido ouvidos por ela. Ahri empurrou um muito surpreso Yunho e lançou um olhar aniquilador a um JunKi que ostentava um sorriso que Nayo apenas conseguiu comparar ao de uma raposa. Numa coisa tinha que concordar com Yunho: o Lee JunKi andava a tramar alguma.
– Parem os dois! – gritou ela – Eu não sou um objecto. Se pensam que podem brincar comigo como se eu fosse uma boneca de trapos, estão muito, muito enganados mesmo!
Ela fez menção de sair dali. JunKi tentou agarra-la por um braço mas Yunho foi mais rápido: – Eu não ando a brincar contigo.
– Parece…
– Tu é que andas a brincar comigo.
Ahri tê-lo-ia morto com o olhar se tal fosse possível: – Desculpa? Andas a ver muitos filmes. Eu não sou como tu!
Com um safanão soltou-se dele
Antes que JunKi a voltasse a agarrar, Yunho agarrou-a novamente por um pulso mas não foi rápido o suficiente. Ao mesmo tempo que os amigos corriam para eles para tentar evitar nova discussão, Lee JunKi agarrou a outra mão de Ahri e uma luz ofuscante cegou-os com uma força como a de uma explosão silenciosa lançando-os em voo no que parecia um abismo sem fim.
A última coisa que Ahri conseguiu ver foi a luz, depois… depois apenas as trevas se lhe seguiram.

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sex Out 08, 2010 11:52 am

gostu taaaantu deste capitulo1!! e qero o proximo!!! T_____T
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Out 21, 2010 8:59 pm

Peço imensas desculpas Ahri-chan, mas estes capítulos são tão grandes, que eu demoro sempre imenso tempo a ler ._.
Mas eu estou a adorar! Já disse que adoro a maneira como escreves? É que adoro mesmo *-*
Isto cada vez está mais e mais interessante *-*
More, more ^^

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Ter Nov 16, 2010 3:45 am

LOL Brigada Pon !

Só são grandes pq estão completos! Pergunta a Nayo se ela acha q são grandes! XD
É que como estava a postar algo que já está escrito postei tudo junto... se calhar habituei-vos mal... é que agora vai ser tudo pequeno! XDXDXD


mais um bocadinho:
_____________________________________________________________________________________




Capitulo 12
Passado


1º Ahri


A luz ofuscou-me a vista quando tentei abrir os olhos. Voltei a fecha-los para reprimir a dor que me magoava ao abri-los e me fazia doer a cabeça. Quando os tentei abrir pela segunda vez apercebi-me que não era apenas a cabeça que me doía mas sim todo o corpo. A dor chegou veloz e tomou-me de assalto como se um comboio tivesse vindo contra mim, como se alguém se houvesse dado ao trabalho de me atirar, a rebolar, de um precipício abaixo, como se houvessem operado o meu corpo todo sem qualquer anestesia.
Havia uma qualquer sirene que teimava em encher-me os ouvidos de barulho e a cabeças de dor. Ao contorcer a face de dor, acto que apenas trouxe mais dor, outras sirenes juntaram-se à primeira e em segundos a minha mente foi preenchida pela cacofonia dolorosa de mil e um tambores a rufar na minha cabeça em conjunto com a orquestra de Berlim ou de outra qualquer cidade. Aqueles segundos pareciam horas. Tentei afastar as sirenes, silencia-las com a mente, até que me apercebi que eram vozes. Alguém gritava por mim.
O discernimento tomou-me de súbito, ao lado da luz estava alguém que parecia falar mas eu não conseguia entender o que dizia com o barulho que zunia dolorosamente na minha mente. Atrás daquela pessoa haviam outras com ar igualmente preocupado e que falavam igualmente. Senti uma onda quente aproximar-se tão rapidamente quanto as minhas forças me abandonavam.
À medida que as minhas pálpebras pareciam estar a tornar-se cada vez mais pesadas a minha mente assimilou duas coisas: uma pergunta e uma exclamação:
Porque era a única luz naquele quarto proveniente de um antigo candeeiro de óleo e porque estavam eles vestidos com roupas históricas que eu não conhecia?
A pessoa que berrava o que parecia o meu nome era…
– Yunho!
Foi a única coisa que consegui obrigar a minha voz a exclamar pois o meu corpo teimava em não me obedecer permitindo apenas que uma das minhas mãos o tentasse alcançar mas antes que o conseguisse tocar para saber se era real, a escuridão abateu-se sobre mim, qual manto negro calmante, e deixei de sentir dor, ouvir lacerantes sirenes ou ver pessoas que me eram tão queridas.
Abracei as trevas com prazer num transe ébrio, naquele momento apenas as trevas me davam descanso, sossego, silêncio e paz. Então, por fim, também a minha mente se apagou.



2º Nayo


Nunca cheguei a tocar Ahri para a tirar do meio dos dois idiotas armados em machos alfa. Não que o mete nojo me tivesse conseguido impedir, teria sido necessário um exercito. O que me impediu foi uma explosão de luz tão branca que pensei ser negra. Nunca tinha visto um branco tão branco.
O voo em que a estranha luz me lançou terminou subitamente comigo a aterrar em cima de algo quente e macio. Pensei que a queda me fosse magoar seriamente mas aquele montinho quente e fofo havia-me aparado a queda. Senti o chão mexer-se e abri os olhos tão rápido quanto a mente me permitiu quando ouvi um grunhido. O meu primeiro pensamento foi de medo, devia ter caído em cima de um animal selvagem ou algo do género mas quando abri os olhos e vi o que era não pode deixar de rir com quanta vontade tinha, só me faltava rebolar enquanto o meu “montinho fofo” me mirava.
– Sim? – exclamou o “montinho quente e fofo” – Tem uma piada descomunal.
Ri ainda mais: – Por acaso tem… e tinha ainda mais se soubesses o que ‘tou a pensar!
– Oh! Vá lá Yoochun! – exclamou animada como não se sentia à anos – Admite que teve piada.
– Ha! Ha! Ha! Pronto, já me ri! – exclamou ele azedo – Agora já podes sair de cima de mim?
Olhei para ele espantada e apercebi-me que estava em cima dos quadris dele numa posição pouco ortodoxa, o que me fez corar instintivamente.
Ele olhou-me e pareceu aperceber-se do que me ia na mente e fez um sorriso maroto: – Ou podes ficar aí e podemos fazer algo interessante…
Não o deixei acabar porque lhe cravei, propositadamente, um joelho no estômago enquanto me levantava: – Desculpa! – pedi fazendo carinha de anjo.
– Isso foi de propósito!
– Chegas-te a essa conclusão sozinho?
– Mau! – exclamou ele levantando-se também enquanto sacudia a roupa – Vamos voltar ao mesmo?
Apercebi-me que ainda estava com as roupas do drama e então, como se me tivessem dado um murro no estômago, recordei-me: – Onde estão os outros? – perguntei olhando a floresta à minha volta – Melhor… onde raio estamos nós?



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Não disse que ia ser curto? XD


Última edição por shadows_owner em Sex Mar 11, 2011 1:23 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Ter Nov 16, 2010 3:40 pm

EU JA LI ISTO!!! HA MESES!!! qero coisa nova!!!!!! T.T
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Nov 18, 2010 10:23 pm

Sim, este foi bem curto xD
Mas eu já tinha saudades disto *-* Adoro mesmo a maneira como escreves! *-*
Opá...eu devo ser mesmo lerda, porque eu não percebi ali a parte da Ahri...XD
Adoro aqueles picanços entre o Yoochun e a Nayo xD
Ainda por cima desta vez estavam numa posição um pouco sugestiva né Cool *apanha*

Quero mais, quero mais!! *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Nov 18, 2010 10:58 pm

Oh thanks! *.*

Não te preocupes... mais para a frente percebes! Neste capitulo eles vão todos falar na primeira pessoa e a historia vai andar para trás e para a frente no tempo! randomly... mas claro, dps tudo vai encaixar!
Muahaha
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Nov 18, 2010 11:43 pm

Ah! Assim fico mais descansada xD
Que venha o próximo então ^^

*senta-se à espera*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sex Mar 11, 2011 1:16 am

HELLO! Como estão?
^^
Cool Sim tou viva! ^^


Anyway... é só para dizer que ainda não há fic... mas em breve há mais um capitulo!

*foge das forquilhas e vara-paus e da multidão de fãs enraivecidas*

Ou não?
Querem mais um bocadinho? Mesmo? MESMO MESMO?

XD

ora continuando... sei que é pouco e que provavelmente vou ser linchada depois disto mas não há crise! É só para lembrar que ainda a estou a escrever! ^^
Como já tinha explicado este capitulo anda para trás e para a frente no tempo, portanto n s espantem se dps d lerem uma parte aparecer outra q afinal era antes. A ideia é dar as diferentes versões do que se passou! ^^
Espero que gostem
*começa a preparar o funeral da Shyra* Só pq eu sei que vais morrer com isto! Wink
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"To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour."

William Blake in Auguries of Innocence




Capitulo 12
Passado

(Continuação)




3ºShyra


Gostava que tivessem sido as carícias suaves no meu rosto ou a voz gentil que me chamava a acordar-me, no entanto, o que me acordou foram as insistentes dores no pé esquerdo que pareciam aumentar de segundo para segundo o que me roubava as cores e a força e aumenta a vontade de chorar.

As dores não diminuíram e acabei por me contorcer de dor. Abri os olhos e Jaejoong foi a primeira coisa que vi. A dor abrandou um pouco mas assim que me mexi não pude evitar um pequeno gemido de dor quando esta me percorreu a perna até à anca. A expressão de Jae mudou e este olhou-me preocupado: – Que se passa? Que te dói? – perguntou ele com notória urgência na voz olhando-me com um misto de carinho e preocupação tão intenso que por um momento nem consegui respirar.

– O pé… e a perna. – acabei por conseguir articular alcançando o braço dele para me poder endireitar. Mal lhe toquei porque ele soltou uma espécie de rugido contido que me fez solta-lo automaticamente apercebendo-me que a substancia pegajosa no braço dele era sangue – Oh Meu Deus! O teu braço! – olhei em volta atordoada todas as minhas dores pareciam ter desaparecido face à ideia de ele estar ferido – Quanto tempo estive inconsciente?

– Não muito. – disse despindo parte da sua vestimenta passando-me uma espécie de camisa sem botões e voltou a vestir o resto – Vamos usar isto para tentar ligar o meu braço e a tua perna. Tens ai o teu telemóvel?

Procurei os bolsos e encontrei-o… no entanto, alem de a bateria estar a acabar, não tinha rede. Porque raio é que as malditas coisas nunca funcionavam quando mais se precisava delas? Uma dor aguda correu-me o corpo quando ele começou a ligar-me a perna e não pode deixar de soltar um leve grito de surpresa e dor. Ele olhou-me preocupado e beijou-me a testa.

– Desculpa.

Mordi o lábio tentando não o preocupar mais mas as lágrimas insistiam em cair tanto quanto a dor insistia em me fazer chorar. Ele ergueu o rosto e fitou o meu num misto de tristeza e carinho que me quase me sufocou.

– Quem me dera que não tivesses que sofrer. – disse limpando as minhas lágrimas gentilmente com o pedaço de tecido que tinha na mão – É como um espinho que se espeta no meu peito a cada lágrima tua.

Levantei a mão e toquei peito dele: – Prometo nunca mais chorar, então. Se isso te causa dor.

Ele sorriu: – Doer-me-ia ainda mais saber que tu estás guardar algo assim dentro de ti. Quero que sorrias, e se tiveres que chorar: chora. Quero-te ao meu lado para as coisas boas e más. Apenas para os sorrisos… temos todos os outros. Eu quero ver tudo de ti.

Os lábios dele tocaram os meus com um carinho quase abrasivo. Doce e calmo mas abrasador. Ele agarrou gentilmente o meu pescoço e depois a nuca aprofundando ainda mais o beijo e fazendo-me perder a noção do que era ou não a realidade. Pousei a minha mão no seu antebraço e ele soltou um gemido separando-se de mim de súbito. Ficamos os dois a arfar olhando-nos e eu pode ver um brilho de desapontamento no seu olhar, um simples olhar meu e ele retomaria o que não terminara. Ter-lhe-ia dado um olhar, um gesto… raios! Teria sido eu a agarra-lo… não fosse o sangue na minha mão.

Agarrei num dos pedaços de tecido e afastei a manga da camisola. Limpei a ferida apenas com o pedaço de pano, à falta de melhor, e liguei-a com outro limpo. Inspeccionei o resultado e confesso que se a Nayo visse aqui provavelmente morreria a rir das minhas pobres capacidades de “enfermeira” mas não havia muito a fazer. Quando finalmente o fitei ele sorria:

– Não percebes muito disso pois não? – gozou ele.

Franzi o sobrolho, carrancuda: – Tenho cara de enfermeira!?

Ele riu: – Até tens.

– Tudo quanto diga respeito a hospitais e essas coisas… não me agrada. Deixo isso para a Nayo. – observei aborrecida.

Ele passou os braços a volta do meu pescoço e beijou-me a testa: – És a minha enfermeira pessoal. Não quero a Nayo, prefiro que sejas tu a cuidar de mim.

Corei até a raiz dos cabelos.

Vindo de ali perto alguém gritou pela Ahri. Endireitamo-nos rapidamente olhando a volta.

– Ahri? Aquilo era a voz do Yunho. – disse ele alarmado.

Fiquei preocupada, que se teria passado? O grito era aflitivo: – Oh meu Deus? Que se terá passado? Será que ela também está ferida?

Ele ergueu-se e estendeu-me a mão: – Anda, vamos ver, eu ajudo-te.




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Stay tuned para a próxima parte do 12º capitulo! Muahaha!
Enjoy!
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sab Mar 12, 2011 11:48 pm

Juro que tens de ser mais assídua a postar, isto não merece estar tanto tempo parado porque...é tão BOM *-* Eu adoro esta fanfic: a história, as personagens, a maneira como está escrita...TUDO *-*

O Jaejoong é mesmo querido e amoroso *-* A Shyra tem tanta sorte!
Mas que é que lhe aconteceu para ela estar assim ferida? E a ele?
E que se passa com a Ahri? OMO, I wanna know~~

Este capítulo já deu para matar algumas saudades, mas fiquei tão curiosa! Quero a continuação agora! *-*
Please unnie, posta rápido~ *puppy eyes*
I love this *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Mar 13, 2011 9:22 pm

imaginei a cara da angela a ler isto e foi like "MUHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!" é muuuuito bom, mesmo!!! XDDDD como é qe toda a gente aterrou mal e eu e o yoochun continuamos frescos qe nem uma alface???? --' weird! XDDD

anyway....QUERO MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Mar 17, 2011 1:19 am

HELLO! Como estão?
T___________T
Me is sad, a Shyra n gostou da parte dela T_T

Anyway... vou passar a tentar postar semanalmente! YAY! ou n! -.- XD

Anyway... como foi a parte da Shyra q atrasou isto pq eu queria q ficasse perfeita o resto vai começar a andar mais depressa....
aqui fica a parte seguinte^^ Hope u like!
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Capitulo 12
Passado

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4º Changmin



Acordei no chão de terra. Perguntei-me o que raio havia acontecido e comecei a levantar-me e limpei a cara das pedrinhas que estavam agarradas a mim devido ao tempo que ali havia ficado deitado. Porcaria de sítio. Olhei a minha volta e dei com Munny estendida a meu lado. Ouvi vozes mesmo ali ao lado mas quem quer que fosse estava oculto pela vegetação. Espreitei apenas para me dar com Yoochun e Nayo. Ok! Aquilo era algo que eu NÃO queria interromper.

Aproximei-me da Munny e fiquei um pouco a olha-la. Mesmo ali, deitada sobre o chão de terra e erva, era linda. Como se tudo não passasse de uma espécie de cenário montado apenas para realçar a sua beleza e o corpo esguio e delicado. O cabelo era como seda que lhe emoldurava o rosto na perfeição. Raios. Estava mesmo a ficar como o piegas do Yunho. Pior! Estava a ficar como o Yoochun.

Sorri. Para o diabo com o orgulho. Ela estava ali e os outros dois ali ao lado não faziam ideia que nos ali estavam, pelo menos assim parecia. Afastei-lhe uma madeixa de cabelo. Imaginei-a em outros tempos, tempos passados em que as memorias não me deixavam recordar da sua aparência mas me diziam que era ela. Tempos em que não havíamos podido ficar juntos. Certificar-me-ia que isso não voltava a acontecer!

Aproximei-me dela e beijei-lhe os lábios levemente, ela era uma tentação demasiado grande para poder resistir. Sorri ao afastar-me, ela matar-me-ia quando soubesse, mas era uma espécie de vitória, uma memória, mais uma.

Ela mexeu-se e eu afastei-me um pouco, não fosse ela adivinhar o que eu tinha feito. Não conseguia perceber porque me odiava tanto, será que gostava de outra pessoa?
Lembrei-me da cena entre o Yunho e o Junki. O tipinho parecia irritar Yunho a valer e perguntei-me o que se teria passado para o sempre calmo e composto Yunho ficar assim.
Ela abriu lenta e preguiçosamente os olhos começando a espreguiçar-se. Parecia uma daquelas cenas dos filmes românticos. Queria que a nossa história também fosse um filme romântico, esperava que ela permitisse ou iria dar em doido.

– Porquê o sorriso estúpido? – perguntou ela com a voz meia rouca e pareceu que o meu coração saltara um batimento – Ok, o sorriso de raposa é creepy! Pára!

Soltei uma gargalhada. Não era tanto pela graça das suas palavras era mais para afastar aquele nervoso miudinho que sentia sempre que aqueles olhos verdes intensos me fitavam. Podia perder-me neles uma vida inteira e não me cansar.

– Já não se pode apreciar a beleza de uma mulher bonita enquanto dorme? – perguntei fazendo o meu melhor sorriso travesso.

Ela olhou-me de lado e afastou-se de mim ligeiramente: – Isso tem um nome, sabias? Chama-se ser pervertido!

Ri novamente e isso não pareceu agradar-lhe particularmente: – Calma! Não te tentei violar nem nada assim.

Ela ficou carrancuda: – Contigo, nunca se sabe.

– Engraçadinha! – exclamei. Não parecia particularmente assustada com a ideia e só isso já era um bom sinal.

– Onde estão os outros? – perguntou olhando em volta.

Levantei-me: – A Nayo e o Yoochun estão aqui… – não terminei porque ao olhar por cima do arbusto Nayo e Yoochun haviam desaparecido – Ok, estavam aqui mas já não estão. Não nos devem ter visto.

Ela cruzou os braços: – Oh que bom! E agora?

– FINALMENTE! – exclamou Liliana aparecendo de trás de uma arvore seguida por Leeteuk e Junsu – Estava a começar a pensar que não encontrava mais ninguém.

Olhei os três de lado: – Só vocês? E os outros?

Munny batalhava com o telemóvel: – Esta porcaria não está a apanhar rede!

Tirei o telemóvel do bolso e constatei que também não tinha rede.

– Escusam, nos também não temos rede. – observou Leeteuk. – Onde raio estamos?


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Espero q tenham gostado! Next week há mais! ^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Mar 20, 2011 12:58 am

OMO, eu derreti tanto com isto *-*

O Changmin todo adorável a observar a Munny...nem resistiu em beijá-la...somenone's in love~ *assobia*
Pronto! Ela tinha de estragar o momento todo com aquele comentário inconveniente! XD
As discussões parvas deles os dois fazem-me rir xD

Que é que a Nayo e o Yoochun andavam a fazer atrás da vegetação? Cool *apanha*

Aish! A Liliana, o Junsu e o Leeteuk estragaram o momento do Min e da Munny...podia ser que a "discussão" evolui-se para algo mais... XD

Citação :
– Onde raio estamos?

Ora aqui está uma pergunta sensata! Onde raio é que eles estão?!

I'm curious!
Posta mais Ahri, i'm lovin' this~ *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Mar 28, 2011 12:36 pm

HELLO! Como estão?
Hello again! it's me! you're least favorite fanfic writer! Muahahaha
Só para vos sar mais um pedacinho de fanfic!
Yep... há mais very soon prometo!
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Capitulo 12
Passado

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5º Donghae


Abri lentamente os olhos. Sonolência pura. “Só mais 5 minutos”, pensei. Mas ao tentar virar-me de lado na cama apercebi-me que não estava de todo na cama, debaixo de mim não havia lençóis ou colchão apenas terra, erva e algumas pedras que me magoavam o corpo. Massajei o braço dorido e a anca. Como raio ali viera parar? Lembrei-me de correr para o Yunho antes que ele pudesse fazer uma estupidez e depois aquela luz branca. Nunca vira nada assim. Como se o mundo houvesse explodido em luz, sentira o meu corpo ser levado pelo impacto da suposta explosão mas depois disso tudo se havia convertido em sonho. Sonhei com prados verdes e cavaleiros montados a cavalo, uma rapariga de longos cabelos como fogo e acordei ali. Olhei à minha volta para dar de caras com uma outra rapariga. Não a conheci logo mas quando me aproximei reparei que era Bony. Ela mexeu-se e abriu os olhos. Esperei que dissesse algo mas levantou-se muito depressa e olhou em volta.

– Onde estamos? – acabou por perguntar.

– Boa pergunta, eu também não sei.

– Onde quer que estejamos, não estamos sequer perto do acampamento. – observou uma voz suave atrás de nós. Virei-me para dar de caras com Lee Junki

“Nice,” pensei “porque é que eu tenho que o aturar?” olhei-o: – Onde estão os outros?

Ele encolheu os ombros: – Vocês são os primeiros que encontro. Estava a procura de mais alguém mas nem o meu telemóvel funciona. Não tenho rede.

Olhei o meu telemóvel: – Só números de emergência? Estranho. Também não tenho rede.

A rapariga resmungou algo que não entendi e olhou o telemóvel dela e voltou a enfia-lo rapidamente no bolso escondido nas saias com ar chateado: – E agora?

– Vamos procurar os outros, não? – observei.

Atrás de nós alguém gritou por Ahri. Junki olhou na direcção do grito: – Aquilo era o Yunho!

Sem mais perguntas ou explicações começou a correr naquela direcção.

Olhei a rapariga e segui-o.

Mais à frente deparamo-nos com Leeteuk e Hankyung acompanhados por Changmin, Munny e Lili. Junki olhou-os por momentos e voltou a correr vendo que nem Yunho nem Ahri ali estavam. Eu virei-me para Leeteuk: – Ouviste?

– Sim. Mas não estão aqui!

Seguimos todos um muito apressado Junki para nos depararmos com uma cena algo estranha: Nayo, Yoochun, Shyra, Jae e Yunho estavam rodeados de figurantes vestidos de arqueiros que lhes apontavam as setas ameaçadoramente. Olhei a volta em busca de câmaras. De certeza que tínhamos interrompido as filmagens. Mas não vi nada, nem câmaras, nem mais staff e nem sequer iluminação. Mas que raio se passava ali?

Junki parecia espantado também pois ficara ali parado a observar aquilo.

Nayo fitou um dos homens: – Que me chamou?

Junki fitou-a e depois olhou para o chão e passou pelos homens como uma bala afastando Yunho com um safanão: – Que aconteceu? Que lhe fizeste?

Yunho olhou-o chateado e empurrou-o para o lado voltando a fazer pressão na ferida sangrenta de Ahri que, só nesse momento vi, estava estendida no chão inconsciente rodeada de uma poça de sangue.

– Isto é tudo culpa tua! Não sei porque me perguntas a mim!?

– Afastem-se da princesa Ahriana! Que lhe fizeram? – perguntou o homem com quem Nayo falara.

Junki moveu-se com tanta rapidez que nem percebi o que estava a fazer até ver que tinha uma faca, ou adaga ou lá o que era junto a garganta do homem: – Eles que baixem os arcos! JÁ! Onde estamos? Quem são vocês e porque os atacaram?
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Mar 28, 2011 6:07 pm

yeyyyyyy!!! mais um pedaciiiiiiiiinho!!!!!!!!!!!! taaaaaaaaaao fixe!!!!!!!!!! mas curto! DEMASIADO curto!
e porqe é qe eu tnho a impressao qe ainda ninguem percebeu qe isto NAO sao as filmagens? --'
anywayyyyyyyyyyyyyyyyy...qero saber o qe ele me chamou e porqe é "princesa Ahrianna" tudo muito chiqe!

go go! MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS =D
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Abr 03, 2011 10:10 pm

Yellow! *-* Como estão vocês, meus amores?
Pronto, sei q esta fic é sempre Bue grande e uma potente seca... mas para quem quiser aqui fica mais um pedacinho e finalmente algumas luzes sobre o q s passa!^^
Espero q gostem! Enjoy!
(-.- AGORA ninguém se pode queixar q é pouco!)
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Capitulo 12
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6º Yunho

Recuperei os sentidos lentamente enquanto me tentava recordar o que se havia passado para estar ali naquele momento. Há minha volta o verde imperava como uma cortina tecida de um sonho distante à medida que recuperava os sentidos. Não havia qualquer som que não o restolhar de vento nas árvores altas e na erva rasteira, os pássaros a cantar nos ramos e um qualquer animal que percorria o solo, provavelmente, em busca de alimento. Ergui-me sobre o braço direito e cocei a cabeça apercebendo-me que cair sobre a raiz de uma árvore não fora a melhor das ideias e deixara-me um galo sobre o lado esquerdo da cabeça.

Só então me apercebi que o cotovelo estava coberto de sangue, quente e pegajoso. Procurei a ferida que libertava tamanha quantidade de sangue para me aperceber de que não era meu. Um arrepio de medo percorreu-me o corpo como um raio de corrente eléctrica. Deitada a meu lado e apoiada na palma da minha mão, por onde escorria o sangue até ao cotovelo, estava Ahri. Não soube se haveria de gritar ou de lhe mexer. Gritei o nome dela como se a sua voz pertencesse a uma espécie de sonho distante. A mente estava em branco.

– Ahri!

A voz parecia não ser minha mas o ardor que sentia na garganta garantia-me que fora eu a gritar o nome dela, qual animal ferido. Virei-a para encontrar um galho espetado no ombro direito dela, pela quantidade de sangue atingira alguma veia de importância. Ia para despir uma peça de roupa quando me apercebi que ainda estava com as roupas do drama. “Raios!” pensei rasgando a bainha das roupas compridas, parecia um idiota num daqueles filmes de acção baratos de Hollywood, só faltava o Steven Seagal e um bando de idiotas do mal de terceira categoria para que aquilo fosse mesmo uma espécie de adaptação barata a filme.

No momento em que puxei o ramo cravado na carne tenra do ombro esquerdo ela apenas soltou uma golfada de ar maior e continuou adormecida como que alheia ao que parecia suceder com o mundo fora daquele onde os seus sonhos a haviam transportado. Se ela não acordara não estava apenas desmaiada, quanto sangue teria perdido?

Jaejoong chegou acompanhado de Shyra amparando-a por esta coxear imenso. Assim que me olharam parecia que estavam a entrar numa sequela a 3 dimensões do Saw, pelo menos pelas caras deles. Eu estava coberto de sangue e fazia pressão sobre o ombro magoado de Ahri, não os recriminava por pensarem assim.

– Oh meu Deus! – exclamou Shyra ficando lívida.

– Que se passou? – perguntou Jae ajoelhando-se ao lado de Ahri mesmo em frente a mim. – Como…

– Ela tinha um ramo cravado no ombro. – expliquei – Bateu com a cabeça… tenho medo de a mexer mais… – a expressão de Jae fez-me calar e apenas ai me apercebi eu que estava a chorar.

Ajudou-me a fazer pressão sobre o ombro dela: – Não lhe devias ter tirado o ramo do ombro. Devias ter esperado por ajuda, pelos bombeiros ou pelo 112. – Olhou-me e depois olhou para a roupa dele e acabou por agarrar na minha roupa e rasgar mais tiras onde eu já tinha rasgado antes. – Já estava rasgado! – exclamou frente ao meu olhar de indignação. Já não bastava parecer um maluco qualquer que tinha fugido de um filme de terror de 5ª categoria e ainda tinha a acrescentar parecer um maltrapilho sem tento. Resumindo, quando a ambulância chegasse, eu parecia um maltrapilho sem tecto maluco que tinha fugido de um filme de terror de 5ª categoria. Em circunstâncias normais a casa teria vindo abaixo mas ela estava ali a sangrar nas minhas mãos, o escarlate que manchava a minha pele e as minhas roupas era a vida dela a fugir-me como água entre os dedos.

Ele ia a abrir a boca, provavelmente para me pedir para por as ligaduras improvisadas em cima das feridas que eu pressionava quando um grito vindo das minhas costas quase me ensurdeceu.

Nayo e Yoochun estavam parados atrás de mim, brancos. Ela correu a ajoelhar-se a meu lado. Tentei contar-lhe resumidamente o que se havia passado. Soube, pela expressão dela, que a única razão porque continuava com a cabeça sobre os ombros era qualquer coisa na minha face, talvez as lágrimas que ainda teimavam em cair.

– Sai já dai! – exclamou ela arrancando os trapos das mãos de Jae e dando-me um safanão. – Já chamaram a ambulância?

– Os nossos telefones não têm rede. – observou Jae apontando também Shyra – Yoochun…

– Eu também não tenho.

Olhou Nayo e esta ignorou-o atarefada trocando os trapos ensanguentados, que eu usara para fazer pressão, pelos limpos ligando-os a volta do tronco dela. Por fim lá grunhiu qualquer coisa que ninguém percebeu.

Yoochun mostrou duas peças ao abismado grupo e demoramos alguns segundos a perceber que eram partes do invalidado telemóvel de Nayo. Jae olhou Ahri.

– Nem vás por ai! – exclamou Nayo irritada.

– Porquê?

– Aposto a minha cabeça em como ela não o tem com ela. Essa cumida passa a vida a esquecer-se dele! – explicou.

Jae fitou-me e olhei-o meio atordoado com tudo aquilo: – Como te entendo… Yunho?

Encolhi os ombros. Não o tinha comigo, aliás conseguia sempre não o ter comigo quando necessitava dele era um facto que me irritava mas não conseguia evita-lo e naquele momento, da qual se teriam rido noutra situação, era um daqueles em que estava para alem de irritado com esse facto.

– Então? – perguntou Shyra a Nayo enquanto estava continuava de volta de Ahri.

– Estou a rezar para que tenha falhado uma artéria principal. – explicou ela – Nem sequer quero pensar nessa possibilidade. Quanto à cabeça, sem um raio x ou um TAC, não sei. Demasiado sangue. Além de que ainda não sou médica… mas ela está a perder demasiado sangue. – olhou Shyra como se a visse pela primeira vez – E tu?

– Ou torci ou parti o pé. – levantou as saias apenas o suficiente para que amiga pudesse ver o pé e parte da perna com vários ramos envoltos em ligaduras de tecido para manter a perna direita – Estás a olhar para o que sobre de parte de uma peça de roupa do Jae, o resto está no braço dele.

Eu e Nayo voltamo-nos ao mesmo tempo para Jae. Só então reparei no rasgão ensanguentado no braço direito de Jae: – Estás bem? – perguntei fitando o tamanho do corte, no mínimo tinha uns 10 cm, esperava que não fosse profundo.

– É só um cortezinho de nada. Nem sequer é fundo.

– Quem sois vós e o que fazeis aqui? – perguntou um homem saindo do meio do nada. De súbito mais homens armados com arcos e flechas se ergueram à sua volta apontando-as ameaçadoramente.

Yoochun e Nayo reviraram os olhos embora nós nos tenhamos assustado com eles. Tive vontade de saltar ao pescoço daquele actor de segunda armado em bom, será que o idiota não via que Ahri estava ferida!?

Nayo adiantou-se a mim e a expressão dela emanava um ódio tal que resolvi aceitar apenas ficar no lugar dela a fazer pressão na ferida de Ahri em vez de falar.

– Isto não é um puto de um filme! Nós não estamos a filmar, ela está ferida! Ou além de completamente burros são surdos?

O homem ficou surpreendido mas não como as suas palavras, nada a preparara para a pergunta que lhe varreria a alma como um vento árctico: – Princesa Miriam?

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Curiosas? Muahahah



Última edição por shadows_owner em Seg Abr 11, 2011 7:15 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto:    Seg Abr 04, 2011 9:50 pm

Ahhh...isto está a compor-se! Razz

Pois Nayo, eles ainda não perceberam mesmo que aquilo não são as filmagens, mas olha que eu também ainda não consegui perceber bem o que é XD Eles andaram para trás no tempo, só pode!
Aish! Ainda por cima está tudo ferido e mal trapilhos, como o Yunho disse xD

Quem é que é aquele dude que apareceu agora? A Nayo e a Ahri são princesas? OPÁ! Estou tão curiosa!!
Eu quero maaaaaaaaiiiiis!! Não me aguento! *faz birra*

YA! Potente seca?! Estás-te a passar certo? Isto é brutal! *-* Despacha-te mas é a postar antes que eu tenha um ataque! I'm so fucking curious!! *rói as unhas*

I love this *-*


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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Abr 11, 2011 7:13 pm


Olá meus amores fofos! Como tão? Espero que bem! Ora como eu sou uma pessoa mt fixe *cof* *cof* e cumpro sempre o q prometo...
Hoje é segunda-feira e por conseguinte aqui vai ficar mais um pedaço do 12º capitulo... infelizmente isto está a ficar mt mas mesmo mt maior que o previsto... portanto lá vai a minha pessoa ter que dividir este capitulo em dois! Mas no worries, enquanto leitoras isso n vos afecta! ^^ Segunda-feira que vem tem mais um pedacinho aqui.... e assim sucessivamente.
Ora como eu falo pelos cotovelos e vocês provavelmente já passaram a frente do meu enfastiante discurso... ^^ Não me vou alongar mais
Espero, como sempre, que gostem... e claro como já devem ter percebido é a partir DESTE ponto que as coisas começam a ser reveladas!
Portanto aqui fica o ponto de vista do JunKi para responder a muitas das perguntas que me tem sido feitas...
Tirem as vossas próprias conclusões! Love u all! Bye!
________________________________________________________________________________________




"To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour."

William Blake in Auguries of Innocence


Capitulo 12
Passado

(Continuação)




7º JunKi

Levantei-me do chão de terra batida meio atordoado com o que tinha acontecido. A última coisa que me lembrava era o olhar assustado de Ahri e o idiota de serviço a armar-se em macho alfa. Se o idiota gostava dela porque não lho dizia de uma vez em vez de andar ali às voltas? Não que fizesse intenção de lhe dar as cartas mas não achava muito justo o jogo de cão e gato que ele fazia com ela. Ouvira os outros falar sobre umas lambadas que ela já lhe dera, merecidas pelo que ouvira, mas ao mesmo não gostara que quando ela estivera doente ele a ajudasse. Queria ter sido eu, no entanto, ela não se abria comigo.

Olhei em volta. Depois daquela estranhíssima luz branca que me mandara a voar pelos ares quando toquei na mão de Ahri ao mesmo tempo que o puto com problemas de personalidade acordara ali, num ermo no meio de nenhures. Sim! A minha sorte estava definitivamente a mudar.

Suspirei e puxei do telemóvel para aceder ao GPS mas não tinha rede. PERFEITO!

Não havia qualquer som que não o chilrear dos pássaros. Sentei-me no chão e ergui o rosto aos céus. Era bom sentir-me assim, sozinho, sem ninguém a chatear. Nada de fãs, nada de manager, nada de staff, nem poluição… nada que não eu, os meus pensamentos e a floresta à minha volta. Viera de um sítio como este quando chegara a Seul com apenas sonhos na minha bagagem e quase sem dinheiro. Ri para mim mesmo. Fora um aventureiro sonhador. Agora era uma “estrela” que não podia sair a rua sem ser reconhecido por uma multidão. Os jovens eram sem dúvida ingénuos.

Há uns quantos anos atrás nada me diria que arriscar fazer o papel de gay me daria tanta fama, correra um risco e ganhara os louros pelo meu árduo trabalho. Mas de que me adiantava agora? Não tinha liberdade no seu verdadeiro sentido, tudo quanto fazia acarretava uma multidão e às vezes sentia-se um vampiro por só puder viver escondido e a noite. Aquelas miúdas não sabiam no que se estavam a meter, sabia tantas histórias do que acontecia a jovens raparigas aspirantes a estrelas. Elas eram demasiado inocentes para perceberem no que se estavam a meter, eram demasiado puras para aquele mundo… tal como eu fora.

Confesso que me via um pouco nelas e por isso não ache que este seja o sítio para elas; o mundo é cruel para quem sonha, demasiado cruel.

Voltei a olhar a minha volta. Nem sinal de vida. Será que ninguém andava a nossa procura?

– Boa!

Teria sido apenas eu que tinha desaparecido? Aliás, porque raio estava ali? Não devia estar muito longe. Levantei-me. Ok. E agora para onde? Voltei a olhar o telemóvel. Malditas coisas que nunca funcionam quando são precisas. A regra básica de quando se está perdido é ficar quieto para não nos perdermos ainda mais. Mas tanto tempo depois era um bocado estranho que ninguém tivesse visto aquilo e vindo ver o que se passava. Era estranho porque aquela luz não fizera qualquer barulho. Apenas aquela sensação de ser lançado no ar e aterrado ali. A quantos metros estaria? Perscrutei novamente a floresta e novamente apenas o som do vento na folhagem e os pássaros nos ramos.

– Que se lixe!

Comecei a andar para a frente. Se fora lançado para trás… então talvez andando para a frente voltasse ao mesmo sítio.

Andei durante minutos, olhei o relógio, 1 hora após a tal luz. Se na próxima hora não encontrasse nada ligaria para o número de emergência e eles que me encontrassem. Eram 2h da tarde, não almoçara e mal tocara no pequeno-almoço, se é que alguém chamava aquilo pequeno-almoço. Malditas dietas de estrela, a vida não era fácil quando as pessoas nos julgam apenas pela imagem. Facto que me irritava tendo em conta que me comparavam com uma rapariga. Eu era tudo menos feminino, pelo menos comparado com certos “ídolos”, que podia eu fazer se tinha aquela cara? Lembrava-me das inúmeras vezes que as raparigas se atiravam a mim presumindo coisas que eu não era.

Suspirei e continuei a andar. Podia ser que ela fosse diferente e eu acreditava que era. Ri-me. Era engraçado como as coisas mudam de um momento para o outro. Tinha achado interessante a ideia do drama e gostara do perfil das raparigas. Confesso que achava que eram como as outras e que tudo quanto queriam era fama fácil, tinha pensado e trocar-lhes as voltas mas elas revelaram-se melhores que o esperado e agora esperava poder ajuda-las a não cometerem um erro. Soubera que uma delas já havia ido embora por não querer perder os estudos. Era uma miúda inteligente e por isso achava que as outras eram umas interesseiras. Estava tão enganado. Eram divertidas mesmo para quem observa de fora como eu fizera. Achava-as engraçadas e fofas. Puras. Não estavam manchadas por aquele mundo, eram verdadeiras e honestas. Não podia permitir que perdessem isso.

Aqueles miúdos idiotas não percebiam para onde as estavam a arrastar. Eram tão centrados neles próprios que não pensavam nas consequências que isso teria nas vidas delas. Aquele Yunho então? Esse irritava-me mesmo. Aquilo não se fazia a ninguém, era odiosa a forma como ele brincava com os sentimentos dela.

Estava a pensar nisso quando dei com Donghae e uma das raparigas. Se a memória não me falhava era a Bony.

– Onde estamos? – acabou perguntou a miúda obviamente irritada.

O rapaz olhou-a espantado: – Boa pergunta, eu também não sei.

– Onde quer que estejamos, não estamos sequer perto do acampamento. – observei.

Aparentemente nenhum deles deu pela minha presença pois olharam-me como se eu fosse a encarnação do mal. “Oh! Que bom! Mais uns.” Pensei. O rapaz olhou-me desconfiado: – Onde estão os outros?

Encolhi os ombros. “Comi-os!”, pensei, ou pelo menos pela expressão dele parecia que sim: – Vocês são os primeiros que encontro. Estava a procura de mais alguém mas nem o meu telemóvel funciona. Não tenho rede.

– Só números de emergência? Estranho. Também não tenho rede. – disse o rapaz mirando o telemóvel espantado.

– E agora? – perguntou Bony depois de confirmar que também ela não tinha rede e enfiado o telemóvel no bolso carrancuda.

Donghae pareceu aperceber-se do mau humor dela: – Vamos procurar os outros, não? – disse ele num tom cheio de ironia estava para me rir quando uma voz atrás de nós gritou por Ahri.

– Aquilo era o Yunho! – disse apercebendo-me que a voz dele era de terror. Oh meu Deus!

Sem pensar no que fazia corri com todas as forças na direcção daquele grito pensando no que teria acontecido. Ela estava bem no centro daquela explosão silenciosa. Seria possível que algo lhe tivesse acontecido?

Não muito a frente estava mais uma parte do nosso grupo. Olhei as suas caras de completo espanto por me verem e por também terem ouvido aquilo, pois estava escrito nos seus rostos, ela não estava ali. Continuei sem sequer falar. Mais tarde pedia-lhes desculpa. Agora não era hora para isso. Entrei numa espécie de clareira e o coração caiu-me aos pés.

Nayo, Yoochun, Shyra, Jae e Yunho estavam rodeados de figurantes vestidos de arqueiros que lhes apontavam as setas com ar ameaçador e um homem olhava-os com cara de poucos amigos. Ok, o Yunho não era assim tão bom actor mas estariam eles a filmar? Que raio se passava ali. Não havia câmaras ou staff vestido normal. Nos estávamos com as roupas do drama e os figurantes também mas não havia mais ninguém. Ensaios? Então e a tal explosão? Teria eu sonhado? Era provável porque era algo estranho.

O homem que parecia o líder olhou Nayo aparentemente inconsciente da minha presença, senti os outros aproximarem-se atrás de mim. Então Nayo respondeu a uma qualquer pergunta que ele fizera mas que eu não ouvira: – Que me chamou?

Olhei-a. Não me lembrava-a daquilo no guião e foi então que a vi, estendida no chão a sangrar, corri para ela e afastei o puto com um safanão e depois de ver o estado lastimável em que estava voltei a olha-lo. Ele parecia que tinha sido desenterrado, parecia ter estado a chorar: – Que aconteceu? Que lhe fizeste?

Ele lançou-me o seu característico olhar matador e empurrou-me para o lado e voltou a fazer pressão sobre o ombro dela. Estava coberto de sangue e percebi que era dela. Que raio de homem era ele que não podia proteger uma mulher?

– Isto é tudo culpa tua! Não sei porque me perguntas a mim!? – perguntou-me irritado.

Ia para o mandar para um certo sítio quando o homem para quem Nayo falara voltou a usar da palavra: – Afastem-se da princesa Ahriana! Que lhe fizeram?

O tipo estava a irritar-me. Levantei-me e num dos movimentos que aprendera que usava como quem respira, aproximei-me dele roubando-lhe a adaga que trazia a cintura e premindo-a contra a garganta dele. Olhei os homens com os arcos: – Eles que baixem os arcos! JÁ! Onde estamos? Quem são vocês e porque os atacaram?

Tencionara apenas assusta-lo para se afastar pois Ahri estava ferida a sério e eles pareciam não perceber que isto não era a fingir mas quando desembainhei a adaga da sua bainha… de uma coisa eu tinha certeza absoluta: aqueles homens não eram figurantes pois aquela lâmina era verdadeira.



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-.- Agora NINGUÉM se pode queixar que isto é pouco!
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