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 [Vários Kpop] Playing With Fire

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LaLa
FanFiction Maniac
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Mar 11, 2011 11:22 pm

Uauauauauau como prometi , arranjei tempinho para ler o que me faltava
Antes de mais , isto está E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R.

Eu ri-me tanto do escândalo da Pon quando viu a aranha na porta do carro *sim eu perdi bastantes capítulos*
E o Chan tudo macho a matar o bicho
Adorei tanto quando eles se livraram dos capangas do Minho

Eu ri tanto com a partilha de "lamechices" delas

Amei amei toda a cena do armazém , aqueles truques para se livrarem da segurança foram demais , até o pormenor do brinco que o sacana do Taec tinha de descobrir ...
E o Kiseop foi apanhado no meio
O Minho ainda vai encarnar noutra pessoa xD

Eu adoro a tua imaginação Mintae

Eu quando li que o Kyuhyun e a Pon tinham levado um tiro fiquei tipo Shocked
Mas quando li que isto ia dar uma reviravolta pronto , os meus olhos voltaram ao normal xD
Ainda bem que todos estão a melhorar.

O Doojoon é tão querido para a Pon *_*
Quando ele descobrir do Chan vai haver molho e não vai ser agridoce xD

Junsu deu para médico Cool lindo
Aquela conversa dele com a Pon sobre o tamanho da agulha partiu tudo xD
Aiii a Miya e a Kim a aproveitarem-se dele

Nehhh continua sim Mintae ^^
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PonHyunMin
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Mar 12, 2011 11:30 pm

WAAAHHHH UNNIE~~!! Ainda estou a ter um ataque por causa da conversa das agulhas! XD OMO, isto fez-me logo lembrar aqueles nossos devaneios com o Junsu XD OMO *crazy*

Vou acalmar-me! xD
Nhai, eu adoro esta fanfic *-* e este capítulo foi especialmente engraçado ^^

O Min Woo estava mesmo chateado com a Kim...mas depois ficou todo queridinho e preocupado. how cute *-* Mal ele sabe xD

OH MEU DEUS! Eu ri tanto com a conversa entre mim e o Junsu! (again) Perv unnies! Já estavam a pensar em outro tipo de agulhas e injecções gigantes Cool *apanha*
Mas pronto, afinal não doeu assim tanto, ele distraiu-me e tal...nhai, he's cute *-*
Fartei-me de rir quando o Doojoon apareceu e a Kim e a Miya tiveram aquele devaneio com o Junsu, só a caírem nos braços dele xD e depois a inventarem desculpas para ele lhes dar atenção, AHAH XDD

Nhai, o "meu" Doojoon diz que eu sou a Pon "dele" *melts* I wish u.ú
He's so cute *-*
Aish! Mas não me posso esquecer dos outros dois, o Chan e o Jong...e agora o Junsu...OMONA! Eu não aguento com tantos! *apanha por dizer algo que soa tão mal* Eu vou pensar nisso de partilhar o Jonghyun contigo Kim...vou pensar nos preços que te vou cobrar e tal... xD jk Razz

A Mintae é tão fofa toda preocupada com o Kyuhyun *-* Ainda bem que ele já está melhor *-*
Eu ri com ela e o Yesung a implicarem um com o outro xD Cute *-*

OMO, a Kim já está a cair nos braços do Kiseop...será que ele mudou mesmo?
Espero que ele não a magoe, senão vai ver! u.ú

Nee Marta-chan, elas têm razão...as tuas ideias são de mais *-* E nunca me canso de dizer que adoro a maneira como escreves ^^ Continua a postar capítulos grandes que não nos importamos nada, nós gostamos é de coisas EXTRA MEGA SIZE *-* *apanha da unnie*

E peço desculpa pelos meus testamentos, mas eu passo-me com isto *-*


_________________

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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Mar 17, 2011 11:29 am

OMG!! Eu e a Kim somos mesmo pervs!!! Mas pensando bem o médico Junsu não é nada de se deitar fora Twisted Evil
E é verdade o meu ainda estava engessado e a Kim ainda não sabe se está recuperada logo precisa mesmo de um exame AHAHA
E falando em Kim ela soube inventar mesmo a história de ser assaltada e o seu 'patrão' caiu que nem um patinho!!
Really o Yesung é tão paternal connosco aish só apetece-me apertar as bochechas de tão cute que ele é XD

O Doojoon gosta tanto da Pon mal ele sabe que a Maknae deu uma facadas fora da relação Twisted Evil Mas oh páh tem um desconto foi com o Chan né? XD

O Kyu!! Acorda Kyu baby!!Acorda!!
A Kim derreteu-se com o Kiseop... Evil or Very Mad

E para terminar a música One Love é linda!! O meu monkey mais uma vez mostra as suas capacidades fantásticas de rap!!
Aish he is soooo cute!!

Continuando! Min estou a adorar e por isso quero mais!
MAIS *.*
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Mar 18, 2011 2:32 pm

Hiii :3
Meninas, eu já vos disse que vocês são as coisas mais cutes deste mundo? Se não disse, digo agora. Porque é a mais pura das verdades!
Obrigada por terem paciência para ler os meus devaneios e por gostarem e fazerem esses elogios que me derretem da cabeça aos pés (?). É um prazer cada vez maior escrever esta fic e saber que estão a gostar *metls all over*
I wanna grab you all and encher-vos de cuteness *-*
Enfim, depois deste desabafo, vamos à fic XD
Como eu já sei que vocês gostam é de coisas EXTRA MEGA SIZE (me likes it too Cool ) aqui fica um capítulo grande ^^
Isto tudo porque eu já comecei aqui a compor certas coisas e a explicar umas coisinhas do passado desta gente (como a Kim perguntou uma vez, logo no início da fic, "Como é que esta gente se juntou toda numa família assim?" [ou algo parecido] ). Isso vai começar a ser revelado!
Assim como os mistérios da Miya e do Eunhyuk, que eu sei que vocês sempre tiveram curiosidade. E por falar em Miya... já que amanhã é um dia especial para ela, eu deixo este capítulo cheio de cenas dela *-*
E não se admirem se isto for ficando assim mais... lamechas emocional (um bocadinho Razz)
Eu calo-me já! Promise!
Kamsahamnida for your support once again sweeties *aperta*


25.

- Doojoon-ah ~ - Pon chamou de forma arrastada.

- Hum… - Ele respondeu ainda de olhos fechados.

- Doojoon! – A maknae abanou-o com força.

- O que foi Pon? – O rapaz finalmente abriu os olhos com dificuldade e olhou para a rapariga.

- Tenho fome. – Ela disse, contorcendo os lábios.

- Fome? Oh Pon, são três da manhã! – Ele constatou olhando ao relógio. – Dorme que isso passa… - O moreno voltou a fechar os olhos.

- Não passa não! Vai lá buscar-me comida… por favor Doojoon-ahhh…

- Aish!

- Vá lá, vá lá, vá lá…! – Ela voltou a abaná-lo. – Sabes que se eu pudesse levantar-me não te pedia… Faz lá isso à tua maknae. Eu depois compenso-te.

Ao ouvir falar de compensação, o rapaz quase deu um pulo para fora da cama. Não que ele precisasse que Pon lhe pagasse o favor de alguma forma… ele fazia tudo o que fosse preciso para o bem dela. Mas já que ela ofereceu… não podia recusar uma coisa daquelas.

- O que é que queres que eu traga?

- Qualquer coisa!

- Certo. – O rapaz preparava-se para sair porta fora quando a maknae o chamou novamente.

- Não te esqueças das bolachas de chocolate! – Avisou-o. – Ahh!! E bananas! Traz bananas!

- Ok. – Doojoon finalmente pode descer à cozinha.

Pon suspirou enquanto pegava no telemóvel que tinha em cima da mesinha ao lado da cama. Voltou a olhar a lista das chamadas não atendidas e algumas mensagens.

Uma parte de si sentia-se mal por Doojoon, afinal ele estava a ser incansável com ela e ela ia ligar a outro. Mas a outra parte… queria ligar a Chansung, já que ele também parecia preocupado em saber notícias suas, uma vez que não tinha parado de encher o seu telemóvel de chamadas e mensagens.

- A culpa é vossa! – Acusou os dois. – Quem manda serem tão queridos comigo? – Foi percorrendo a lista telefónica até encontrar o número do maknae.
Premiu a tecla verde e esperou.

Instantes depois, a voz ensonada dele soou do outro lado.

- Yoboseyo…

- Yoboseyo… Chansung-ah.

- Pon! – Todo o sono pareceu desaparecer quando o rapaz quase gritou o seu nome. – Ops, mianhae…

- Eu é que peço desculpa por estar a ligar a esta hora, mas só consegui ficar sozinha agora.

- Não faz mal! – Ele apressou-se a dizer. – Como é que tu estás?

- Estou bem.

- Mesmo? O Yesung hyung disse-me que as coisas ficaram feias… e que tu acabaste por ser alvejada…

- Fui. Mas foi só de raspão… estou bem, não te preocupes. – Pon sorriu, derretida com a preocupação dele.

- Então tens de descansar bem… e recuperar depressa. Eu preciso de ti… - Ao notar o que tinha dito, Chansung corou e apressou-se a corrigir. – Preciso da tua ajuda para o chip!

- C-claro! Eu volto depressa.

Uns instantes de silêncio passaram até que Pon voltou a falar.

- O Jonghyun perguntou por mim? Disse alguma coisa?

- Eu inventei-lhe uma história. Disse que tinhas sido assaltada na noite anterior e que acabaste por te magoar, e que tinhas ficado em casa. – Esclareceu. – Fiz mal?

- Não. Tudo certo! Obrigada.

- É Pon… tu estavas certa. – Ele disse.

- Estava certa? No quê? – Pon estranhou.

- No facto de ser melhor quando fazemos as coisas juntos… é mais fácil.

Pon sentiu-se aquecer por dentro com aquele comentário. Porém o som de passos a aproximar-se fê-la ter de despachar a conversa.

- Nee… oh, Chansung, eu tenho de desligar agora.

- Tudo bem. Eu ligo amanhã para saber como estás.

- Ok.

- Já foi tão bom poder ouvir a tua voz e saber que estás mesmo bem…

-É… eu… também gostei de te ouvir. Obrigada.

- Dorme bem.

- Tu também. – Disse antes de desligar e pousar o telemóvel sobre a mesa. Doojoon entrou com um tabuleiro cheio de comida no instante seguinte.

- Com quem é que estavas a falar?

- Eu? Com ninguém! Vês aqui alguém? – Perguntou, apontado à volta.

- Não… mas eu ouvi a tua voz.

- Isso foi porque eu estava distraída a cantar! – Mentiu. – Tu demoraste tanto que eu tive de me distrair com qualquer coisa.

- Até parece!

- Vá, dá-me a comida e pára de ser chato!

Doojoon pousou o tabuleiro no colo da maknae.

- Eu sou querido para ti e é assim que tu me tratas! – Ele fingiu-se de magoado.

Pon puxou-o para si e colou os lábios nos dele. Beijou-o com violência e necessidade. Terminou com uma mordida no lábio inferior dele.

- Só assim para tu parares de reclamar. – Ela riu.

- Aish!

~~

Mintae deu mais uma volta sobre o colchão. Não valia a pena estar a insistir porque não ia conseguir adormecer. Resolveu levantar-se.

Caminhou pelos corredores escuros da mansão. Ia tão distraída com os seus pensamentos que nem se deu conta que estava a andar em direcção ao segundo andar. Chegou à porta do quarto onde Kyuhyun estava. Entrou e aproximou-se da cama dele. Ajoelhou-se lá ao lado e pousou a sua mão sobre a dele.
A rapariga aproveitou para reflectir sobre tudo o que estava a acontecer.

Afinal gostava e preocupava-se mais com Kyuhyun do que alguma vez pensara. Normalmente era fria e conseguia controlar bem os sentimentos e emoções. Mas não conseguia encontrar explicação para a agonia que sentia ao vê-lo assim. Estava habituada a ver pessoas feridas, a tiros, sangue, perdas, dor… mas, quando era Kyuhyun quem estava ali entre a vida e a morte era diferente.

Que ele era especial, Mintae não podia negar. Ela e Kyuhyun tinham um passado em conjunto, uma história. Desde há sete anos para cá, desde o primeiro dia em que esbarraram numa rua de um bairro pobre no centro da China, que estavam juntos. Cuidavam um do outro. Foi Kyuhyun que a ajudou e a tornou na pessoa que é hoje em dia, salvando-a da vida miserável a que estava destinada quando o pai a mandou para outro país à sua sorte por causa da bruxa da madrasta. E foi Mintae que sempre esteve ao lado dele ao longo da sua ascensão na hierarquia do crime. Foi ela que sempre tratou das suas feridas quando ele se envolveu em brigas ou conflitos mais sérios. Ninguém podia negar a força da relação dos dois.

E, embora também tivessem as suas desavenças, sempre tudo acabava por ficar bem, mais cedo ou mais tarde. Mintae sabia que Kyuhyun não valia nada, mas ela também não era santa nenhuma. Já perdera a conta às vezes que aprontaram um contra o outro, como foi o último caso dos revólveres de Siwon que o rapaz queria e ela roubou.

A relação mais afectiva era conturbada. Começando no segredo que sempre mantiveram até há pouco tempo porque ela não queria ser vista como a namorada ou amante de Cho Kyuhyun. Queria o seu próprio mérito, queria sentir que estava no grupo dele pelas suas capacidades e não por qualquer outro motivo. E, embora juntos, nenhum nunca impôs quaisquer regras ao outro. Eram livres para se envolver com quem quisessem. Mas era sempre duro quando isso acontecia. Só Mintae sabia como tinha doído quando viu Kyuhyun com Jessica. E sabia também o quanto o magoaria se Kyuhyun soubesse que ela tinha estado recentemente com Soohyun… ou com Taecyeon. Ultimamente tinha andado a fazer tanta porcaria contra ele…

Mintae suspirou, levantando a cabeça para encarar novamente o rosto sereno dele, já sem máscara. Kyuhyun tinha recuperado e já não precisava de auxílio extra com o oxigénio. Ele era forte, ela não tinha dúvidas nenhumas disso.

A morena quase deu um salto para trás quando viu um par de olhos fitando-a e um sorriso matreiro nos lábios bonitos. Os olhos humedeceram.

- Kyu…

- Min-ah… - Ele sussurrou baixinho.

- Não fales! – A morena ralhou.

- Está tudo bem Min… - Kyuhyun voltou a sorrir. – Eu já passei por piores, não te preocupes.

- É claro que me preocupo! Eu vou sempre preocupar-me contigo…

- Obrigado.

- Kyu… - Mintae voltou a chamar. – Eu preciso de te dizer uma coisa…

- Sobe para aqui. – Ele deslizou a mão sobre o lençol.

- Nem penses! Não te quero magoar.

- Mintae, eu não sou de vidro! – Desta vez ele riu com vontade. Ela suspirou e, com o máximo de cuidado possível, deitou-se ao lado dele. Queria sentir o calor do seu corpo para ficar mais descansada, por isso não se opôs mais ao convite. Kyuhyun ficou à espera que ela falasse, mas permaneceu o silêncio. – Então Min… o que é que querias dizer?

Mintae aproximou-se da face dele e pressionou os lábios contra os dele.

- Mianhae. – Disse quando se afastou.

- Porque é que estás a pedir desculpas? – Ele estranhou.

- Por todo o mal que eu te faço Kyu. – Sentia-se culpada.

- Tu não me fazes mal Min. – Ele acariciou-lhe o cabelo.

- Faço.

- Nesse caso eu também preciso de te pedir desculpas… não sou uma pessoa exemplar, não é? – Ele tentou um sorriso. - Eu sinto-me mesmo mal por estar quase sempre a magoar-te… principalmente ter-te magoado com aquilo da Jessica e… - Ele não conseguiu acabar.

- Esquece isso. Acredita que eu já me vinguei dessa. – Confessou. – Desculpa.

- Tudo bem. – Ele sorriu embora tivesse doído ouvir aquelas palavras. Não que ele não soubesse… mas era sempre duro levar com aquela realidade. – Tu és livre Mintae, eu não te quero impor nada…

- Eu sei… hum… – Mintae ia continuar, mas não conseguiu dizer o resto. Mordeu o lábio. Porque é que não conseguia dizer aquilo? Porque é que não lhe dizia que, se ele quisesse, ela não era mais livre? – Aish…

- Mintae… tu estás a chorar? – Ele admirou-se quando viu um trilho molhado na face da rapariga.

- Não! – Ela apressou-se a limpar as lágrimas. – Não estou!

- Mas podes. Faz bem de vez em quando… - Ele sorriu e lançou-lhe um olhar doce.

- Aish! Kyuhyun! Não faças mais estas coisas! – A rapariga finalmente explodiu. - Não te metas em confusões sem antes me dizeres onde vais e o que vais fazer! E principalmente, leva-me contigo para te ajudar! Não é assim que trabalhamos há sete anos, juntos?

- Ne. – Kyuhyun assentiu, limpando a face da morena, que ficou novamente molhada. O rapaz tentou abraçar o corpo dela como pôde, já que ainda lhe era impossível mexer a parte esquerda do tronco. Sentiu o seu coração estremecer perante toda aquela preocupação da sua dongsaeng. Ela não costumava ser assim por isso, para estar a chorar no seu peito, devia mesmo estar muito preocupada.

Também ela não sabia bem como lidar com aquilo. Não era seu hábito demonstrar as emoções de uma maneira tão efusiva. Culpa daquele desgraçado que a fazia gostar tanto dele!

- Pronto, chega de drama! Já passou, tu estás bem, não é? – Ela limpou as lágrimas e sorriu ao mais velho.

- Sim. Não te preocupes…

- Nee… eu vou deixar-te descansar. – Ela tentou levantar o tronco mas sentiu o braço de Kyuhyun a retê-la no mesmo sítio. Virou-se novamente para ele. As orbes brilhantes continuavam a fitá-la.

Kyuhyun ia para dizer qualquer coisa, mas deixou as palavras morrerem-lhe na garganta. Largou o braço da morena e sorriu.

- Descansa tu também. Amanhã falamos melhor.

Mintae levantou-se cuidadosamente, murmurou um “boa noite” e saiu do quarto. Pegou no telemóvel assim que chegou ao seu e começou a escrever uma mensagem. Tinha de começar a resolver a sua vida! E a primeira medida era afastar-se de Taecyeon antes de arranjar mais confusão.

~~

Passava ainda pouco das 7:30h da manhã e já o moreno se encontrava parado à porta do laboratório do departamento. O colega que tratava dessas coisas ainda não tinha chegado e por isso Taecyeon tinha até lá para desistir ou resolver entregar o objecto para análise.

A parte coerente de si dizia para mandar o brinco de uma vez para análise. Estava junto a um cadáver de um crime e ele, como polícia investigador, sublinhou mentalmente a palavra “obrigação” de dever analisar aquela prova. Mas depois, a sua parte emotiva, precisamente algo no seu coração, mandava-o esconder aquilo antes que fosse tarde. Fingir que não tinha encontrado nada. Apagar aquele momento da sua memória.

Suspirou, apertando o saquinho de plástico que tinha no bolso do casaco.

- Taec? Por aqui tão cedo?

Virou-se para trás e viu Jo Kwon, responsável pelo laboratório, que vinha de chegada. Sorriu-lhe nervosamente.

- Bom dia Kwon.

- Bom dia. – O rapaz tirou uma chave da pasta e destrancou a porta, entrando para dentro. Taecyeon seguiu-o. – O que é que precisas de mim tão cedo?

- Ainda não sei. – Disse, sincero.

- Não sabes? – Jo Kwon parou de vestir a sua bata e olhou curioso para o mais alto.

- Eu preciso que tu analises umas digitais paralelamente às investigações. Para uma investigação pessoal minha. Será que podes fazer isso?

- Bem… - Ele começou. – Por regra não… mas como é para um amigo, é claro que sim.

- Não comentes com ninguém, por favor. É importante que ninguém saiba deste brinco. – Tirou o saco do bolso, estendendo-o ao colega.

- Nem eu posso saber o que é que andas a investigar? Que é tão secreto assim?

- Por enquanto não. Mas depois eu conto-te.

- Tudo bem. Mas precisas que eu descubra de quem são, é?

- Sim… hum… não. – Disse, pensativo.

- Então? – Kwon voltou a olhá-lo, confuso.

- Tenho uma ideia melhor. Eu amanhã trago-te um objecto e tu comparas as duas e nem precisas de ver de quem são. Só me dizes se são idênticas.

- Tudo bem, como queiras. – Sorriu, devolvendo-lhe o saco que continha o pequeno objecto de prata.

- É melhor assim. – Guardou-o no bolso. – Bem, agora vou deixar-te trabalhar. Volto amanhã.

- Certo.

- Kwon? Não comentes nada, por favor. – Pediu.

- Fica descansado. – O menor esboçou um sorriso de compreensão.

Taecyeon desejou-lhe um bom dia de trabalho enquanto se dirigia à saída. Pegou no telemóvel e voltou a ler a mensagem que Mintae lhe tinha enviado há algumas horas. Escreveu a resposta.

“Tudo bem, eu compreendo… Hoje à noite no mesmo restaurante, pode ser? Fico à tua espera às 20h. As melhoras para ele. Beijo ~”

~~

Yesung estava sentado à mesa da grande sala de jantar com as três raparigas. Miya, Mintae e Kim. Todos comiam o pequeno almoço em silêncio. O rapaz sorriu, antes de decidir implicar um pouco com elas, alegrando o ambiente.

- Ya! – As três olharam para ele. – Miya, come de uma vez, não brinques só com a comida! – Apontou para a rapariga do seu lado esquerdo. Virou-se depois para a esquerda. – Kim, o teu café já deve estar frio! E tu Mintae… não quero ver nem uma migalha dentro desse prato!

- O que é que se passa contigo hoje? – A loira estranhou.

- Nada. Porquê?

- Pareces animado. – Miya comentou.

- Aliviado. Já está toda a gente a recuperar e em breve vai tudo voltar ao normal. – Ele disse enquanto trincava uma maçã com vontade.

- É! O Yesung oppa está contente porque quando o Kyu voltar a assumir os comandos, ele deixa de ter de cuidar de nós! – Mintae lançou-lhe um olhar de provocação.

- OMO ~! Queres assim tanto ver-te livre de nós? – Kim apontou-lhe o dedo.

- Pensei que gostasses das tuas dongsaengs… - Miya fingiu uma expressão magoada.

- Não é isso! – Defendeu-se. – A Min é que distorceu as coisas! Eu gosto muito de vocês! – Yesung inclinou-se para a esquerda e beijou o rosto de Miya e depois aproximou-se de Kim, beijando a bochecha dela. Lançou um beijinho para Mintae que estava sentada ao lado de Miya.

Nesse momento chegou Doojoon, que começou a protestar por causa das trocas de afecto logo pela manhã. Kim aproveitou para se levantar e, ao passar por ele, beijou-o também no rosto.

- Vou trabalhar. Até logo! – Despediu-se, pegando na mala e chaves do carro.

Doojoon sentou-se no lugar que ela deixou vazio e começou a tirar comida para o seu prato. A empregada aproximou-se e serviu-lhe café quente e leite.
- Eu também tenho de ir. – Miya anunciou.

- Vais onde? – A outra rapariga perguntou.

- Lá acima procurar o Junsu oppa. – Disse com um sorriso. – Quero que ele me tire este gesso do pé.

- Não é cedo demais? – Doojoon perguntou de cara fechada, não gostando de tanto entusiasmo por causa do tal Junsu.

- Não! O que é que tu sabes de medicina? Se o Junsu disse que podia ser hoje, é porque pode! Ele é que sabe!

Doojoon rolou os olhos e mordeu uma torrada com força.

- Ainda gostava de saber quem é que deu ordem para esse médico ficar cá em vez do doutor Lee… - Comentou, achando melhor não ter havido substituição de um médico com quase quarenta anos de experiência por uma pessoa que nem devia exercer a profissão há cinco anos.

- Fui eu. – Yesung esclareceu calmamente. – Algum problema Doojoon?

- Então achas bem que elas andem todas derretidas pelo médico! E que ele se derrete todo quando elas lhe vão pedir consultas e exames sabe-se lá ao quê!

- Ya! – Miya gritou, atirando-lhe um guardanapo à cara. – É mentira oppa! – Defendeu-se. – Ele é que está cheio de ciúmes porque o Junsu é bonito e está a cuidar da Pon! – Explicou a Yesung.

Mintae riu da situação.

- Acalmem-se lá! – O mais velho pediu. – Não sejas ciumento Doojoon. O Junsu é um óptimo profissional…

- Imagino…

- Eu vou-me embora! Estou farta das baboseiras do Doojoon.

- Eu ajudo-te! – Mintae levantou-se, ajudando Miya. – Yesung, eu depois queria falar contigo.

- Escritório.

- Ne.

As duas afastaram-se e Yesung não evitou rir do outro rapaz, que ainda comia de cara fechada.

~~

Já com o pé livre do gesso, mas ainda com algumas dores e com necessidade de cuidados, Miya desceu as escadas em direcção ao escritório de Kyuhyun, que era agora ocupado por Yesung. Mintae vinha ao seu lado, amparando-a para que não esforçasse o pé.

As duas entraram sem bater e viram o rapaz a falar ao telefone. Aproximaram-se em silêncio e assim que o oppa desligou a chamada, a mais velha começou:

- Yesung oppa. Eu preciso que me faças um favor. – Pediu, lançando um olhar cheio de fofura ao mais velho.

- O que foi? – Perguntou curioso, mas já desconfiando que não viria coisa boa.

- Preciso que me emprestes um dos teus dongsaengs, o Lee Joon.

- Para quê?

- Porque eu quero sair e não posso ir sozinha, ainda me dói o pé quando o apoio no chão.

- Vais onde? E porquê esse interesse no Lee Joon especificamente? – Estranhou.

- Bisbilhoteiro! – Mintae acusou-o, recebendo um olhar torto dele.

- Preciso de fazer umas compras, e escusas de perguntar o que eu vou comprar, porque aí já é demais! – Miya respondeu-lhe prontamente. – E quanto ao Lee Joon… ele ajudou-me no outro dia e foi simpático, é por isso. Mas se tens problemas, podes emprestar-me outro.

- Ainda bem que eu sei que estás a falar de uma pessoa, Miya unnie. – Mintae riu. – Parece que estás a falar de um objecto, tadinho do rapaz! - Desta vez, a mais nova foi fulminada pelo olhar da unnie. - Pronto, mianhae. Não digo mais nada! – Calou-se.

Yesung pegou no telemóvel e procurou um nome nos contactos. Encostou o aparelho ao ouvido e esperou. De seguida, começou a falar.

- Lee Joon, preciso de ti na mansão do Kyuhyun. Anda depressa. – Disse simples e desligou.

Miya abriu um sorriso e agradeceu-lhe.

- Não é cute, o nosso Yesung oppa? – Miya esticou o braço para tentar apertar as bochechas dele, mas estava demasiado longe.

- Dispenso a graxa Miya. – O rapaz rolou os olhos. – Ficas a dever-me uma!

Os dois foram surpreendidos pelo riso da dongsaeng.

- Que foi? Eu não disse nada! – Defendeu-se dos olhares assassinos. – O Yesung é que foi bastante explícito!

Miya bateu-lhe no braço.

- Ok, pronto. Eu juro que paro!

- E eu vou-me embora, tenho de trocar de roupa.

- Queres que eu te ajude a subir? – Mintae ofereceu.

- Deixa estar. Não tinhas assuntos a tratar com o oppa? Eu vou devagar.

- Mas não custa nada.

- Eu levo a Miya! – Doojoon apareceu da porta. – Antes que ela chame o médico para a levar.

- YA! Não vais começar! – A morena reclamou.

Os dois saíram no meio de protestos, deixando Yesung e Mintae sozinhos.

- Então Min… - Ele começou. – O que é que me querias dizer?

- Preciso que me ponhas a par dos negócios do Kyu. Eu quero ajudar enquanto ele está a recuperar.

- Tu?

- Sim. Não me achas competente?

- Não é isso… é que é muita coisa perigosa Min. E sabes que o Kyu vos quer longe de... - Ele foi interrompido.

- Poupa o sermão e podes começar a falar. – Ela encostou-se na cadeira e cruzou as pernas, ficando assim mais confortável para começar a ouvir as histórias do mais velho.

~~

Miya estava a acabar de arrumar o telemóvel e a carteira na mala quando ouviu duas pancadinhas suaves na porta do quarto.

- Entre!

Um pouco a medo, um rapaz de cabelos castanhos ondulados foi entrando, os olhos curiosos encontraram os de Miya.

- Mandou-me chamar?

- Sim. – Ela sorriu. – Eu preciso que me ajudes hoje Lee Joon. Posso confiar em ti?

- C-claro. – Ele foi-se aproximando, ao reparar na dificuldade que ela ainda tinha em apoiar o pé no chão.

- Então senta-te! – Miya apontou a cama ao seu lado. – Antes de sairmos eu preciso de te explicar umas coisas.

Lee Joon sentou-se ao lado da morena e ela lançou-lhe um olhar, antes de começar:

- Preciso que me ajudes a andar, não posso esforçar o pé. – Pediu. – E preciso que me acompanhes ao hospital, se eu não for ver uma pessoa acho que morro! – Suspirou. – Mas tens de guardar segredo. Se o Yesung perguntar, nós fomos fazer compras por aí. E se ele desconfiar de alguma coisa, não digas nada e manda-o falar comigo. Não vais ficar prejudicado, prometo. – Sorriu, finalmente, ao rapaz.

- Tudo bem. Eu estou aqui para ajudar. É sempre um prazer ajudar raparigas tão lindas… - Lee Joon comentou, corando depois.

- Nhai, tu és tão fofo! – Miya derreteu. – Mas eu não posso distrair-me! – Repreendeu-se. – Vamos lá!

Lee Joon rapidamente se levantou e agarrou no braço de Miya, fazendo-a encostar-se ao seu corpo. Começaram a andar para fora do quarto, lentamente.

~~

- Kim…

Ao ouvir a voz de Min Woo chamar o seu nome, a loira levantou a cabeça dos papéis que lia e olhou para trás, encarando o moreno.

- Sim chefinho? – Sorriu-lhe.

- O que é que achas de irmos jantar hoje? – Propôs. – Já que os planos saíram furados no outro dia… porque não hoje? – Ele levantou-se da secretária e avançou em direcção à zona dos sofás, onde ela estava sentada.

- Hoje? – Kim ponderou. Assim que o moreno se sentou ao seu lado, beijou de leve os seus lábios. – Tudo bem.

- Eu vou ter de trabalhar até tarde… mas tu podias ser uma querida e esperar por mim. Assim saiamos juntos e íamos para o restaurante. – Os braços de Min Woo foram-se entrelaçando na cintura dela. – Eu não vou deixar que ninguém te roube de perto de mim! – O moreno mostrou a sua possessão saudável em relação a ela.

- Não me oponho. Vais ter é de me arranjar uma ocupação para esse tempo, eu odeio estar sem fazer nada, ou ficar à espera.

- Eu sei da ocupação perfeita… - Aproveitado que se tinha aproximado, o moreno sussurrou ao ouvido da rapariga.

- Min Woo, Min Woo… - Ela riu. – Olha lá, porque é que estás a perder tempo a assediar-me agora, hum? Vai mas é trabalhar, quanto mais cedo terminares, menos eu tenho de esperar! – Ela soltou-se dos braços do moreno e empurrou-o.

- Se tu é que fosses a minha chefe, eu estava lixado… - Min Woo riu-se enquanto voltava para a sua secretária.

- Não que eu não queira aproveitar-me melhor dos teus sofás outra vez, mas é melhor não. Eu sou tua funcionária e é melhor termos cuidado aqui dentro.

- Ne. – Ele assentiu e voltou a concentrar-se no trabalho. Não deixava de ficar cada vez mais encantado com a loira. O seu coração batia mais forte só de estar ali com ela. Agradeceu pelo dia em que se cruzou com ela na pista de car racing.

Mal ele sabia…

~~

- Podes esperar aqui por mim? – Miya disse ao parar em frente da sala de espera daquela ala do hospital. O quarto de Eunhyuk era ali ao lado e ela conseguiria deslocar-se sozinha até lá.

- Ok. – Lee Joon sentou-se numa das cadeiras e ficou a vê-la afastar-se e entrar num quarto. Sem esconder a curiosidade, seguiu-a e ficou a espreitar perto da janela.

Miya estava agora inclinada sobre um rapaz que estava adormecido. Lee Joon perguntou-se quem seria aquela pessoa, e qual seria a sua relação com ela. Viu que ela parecia falar, mas infelizmente não conseguia ouvir nada.

- Oppa… - A morena começou a falar com Eunhyuk. – Desculpa só ter vindo agora mas estes últimos dias foram uma confusão… - Acariciou os cabelos castanhos claros dele. – Nós tivemos um confronto com o grupo do Lee Minho. Felizmente acabámos com ele, por isso não chateia mais. – Ela sorriu. – O Donghae ligou-me… contou-me as tuas novidades. Hyukie… é mesmo verdade que estás a melhorar? Vais acordar para mim?

A rapariga fez uma pausa, esperando que ele respondesse. Mantinha sempre a esperança que ele, algum dia, mais cedo ou mais tarde, fosse capaz de lhe dar uma resposta.

- Aish! – Suspirou. – As coisas ficaram feias para o Kyuhyun. Ele quase morreu… e bem… eu… eu senti pena dele de verdade. Desculpa! – Pegou na mão do adormecido. – Será que é possível que eu esteja a começar a gostar dele de verdade? Não posso, Eunhyuk! Não posso! Eu não posso ganhar carinho por uma pessoa como o Kyuhyun! Depois de tudo o que ele fez! Depois de tudo o que nos causou! Por favor oppa, acorda depressa para que eu consiga cumprir a minha missão e me afaste daquela gente! Eu tenho de me afastar deles todos! Vou sentir falta das minhas meninas… eu gosto delas a sério, mas não posso fraquejar! Eu tenho de acabar com o Kyuhyun e vingar o teu acidente Eunhyuk!

- Miya…

Ao ouvir o seu nome ser chamado, a morena deu um salto e olhou para a porta. Viu Donghae lá parado.

- Que susto Donghae! Queres matar-me? – Colocou a mão no peito.

- Desculpa. – Ele foi entrando. – Sabes quem é aquele que está ali à porta do quarto do Hyuk? Ele estava a olhar para aqui…

- Oh… - Ela lembrou-se que só poderia ser o dongsaeng de Yesung. – É um amigo meu… ele acompanhou-me até aqui para me ajudar com o pé.

- Ah… - Donghae baixou o olhar. Sem perceber bem porquê, sentiu o coração apertar assim que a ouviu falar do outro rapaz. – Mas o que é que te aconteceu? – Donghae olhou o pé da morena.

- Um pequeno acidente em casa. Não te preocupes, eu estou melhor. – Miya sorriu ao mais velho. – Então e novidades do Hyukie?

- Eu falei com o médico responsável por ele ontem. Ele quer experimentar um processo novo mas precisa da tua autorização, já que… - Miya não o deixou acabar.

- Onde é que eu assino? – Os olhos dela brilharam, expectantes.

- Calma Miya. – Donghae riu. – Não é assim tão simples, há precauções a tomar.

- Eu sei… Só estou feliz porque, finalmente, os médicos parecem ter esperanças que o Hyuk acorde. Durante este tempo todo, os únicos que nunca desistiram dele fomos nós, Hae… e parece que nós é que tínhamos razão! Ele vai acordar Donghae, eu juro-te que vai!

O moreno limitou-se a sorrir à rapariga. Não precisava de a animar, já que a felicidade estava-lhe estampada no rosto e também não a precisava de confortar. Só precisava que Miya fosse sua e… Aish! As coisas em que já estava a pensar! Ultimamente a mente andava a fugir-lhe sempre para a morena. Tinha de esquecê-la mas cada vez que pensava nisso, o seu coração só o mandava tentar ficar cada vez mais perto.

Donghae vacilou um pouco quando sentiu o corpo de Miya se colar no seu. Ela abraçou-o com força.

- Obrigada por teres estado este tempo todo ao meu lado, dando-me apoio. Aish, Lee Donghae, tu és o melhor amigo de sempre… eu gosto tanto de ti. – Miya apertou mais o rapaz, que finalmente correspondeu, envolvendo a cintura da rapariga com os braços.

- Eu também gosto muito de ti Miya… - Donghae sussurrou ao seu ouvido. – Mais do que tu imaginas. – Acrescentou depois, tão baixo que só por milagre ela ouviria.

Miya ouviu e engoliu em seco. Não era tão bom assim que Donghae continuasse a sentir-se atraído por ela. Não podiam ter nada! Hae era um bom amigo, mas só isso. Só havia uma pessoa que recebia o mais puro amor dela, e essa pessoa estava deitada ali ao lado dos dois. Essa pessoa era, sempre foi e sempre seria Lee Hyukjae. E mesmo que ela namoriscasse outros, era sempre com Eunhyuk que queria estar. Aliás, a maior parte das vezes em que ficava com outros, era para poder imaginar que era ele que a estava a beijar, a abraçar, a acarinhar. Era sempre Eunhyuk para Miya. Nenhum outro.

Miya e Donghae afastaram-se e ficaram em silêncio. A morena aproximou-se de Eunhyuk novamente e pousou a mão sobre a dele.

- Por favor oppa, acorda de uma vez e ajuda-me a resolver estas confusões todas. Eu preciso da tua força. – Sussurrou perto da face dele.

Nesse momento, a mão de Eunhyuk mexeu, procurando a de Miya, como se tentasse entrelaçar os dedos nos dela.

Miya contorceu os lábios, o seu coração estremeceu naquele momento. Hyukjae ia acordar mais cedo ou mais tarde!

(continua...)

Eu disse que me ia calar, but I really have to say this *apanha*
Contando já com uma parte do próximo capítulo, que está em fase de produção, esta fic vai em 222 páginas do word. É de loucos, eu nunca tinha escrito algo tão gigante assim. E ainda tenho tantas ideias... OMONA!
Enfim...

Chu ~~
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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Mar 18, 2011 5:50 pm

OMO Min a fic está tão excitante!

Cada vez que lemos mais vontade temos de a continuar a ler e de ler logo o proximo capitulo rapidamente! É algo viciante!! Por isso parabéns!
Agora! Obrigado pelas cenas boas que me puseste sobre mim!!És uma querida!

Citação :
- Não é cute, o nosso Yesung oppa? – Miya esticou o braço para tentar apertar as bochechas dele, mas estava demasiado longe.

Ele é tão cute *.* Eu já disse que adoro o lado paternal de Yesung oppa?! Apetece-me mesmo apertar as bochecas dele XD

Hummm a Pon vai ter de se decidir entre o Chan e o Doojoon que por sinal não consegue ver o quando o doutor Junsu é prestável e simpático XD
Continuou a dizer que amava ter o patrão da Kim XD

OMO EUNHYUK!! O meu monkey vai acordar!!!! Acorda homem!!! *abana-o descontroladamente*
Huuummm o Donghae é fofinho, muito querido mesmo mas o Eunhyuk é especial o que me faz pensar o que é que o Kyuhyun lhe fez?
Deve ser algo muito mau porque eu quero-me afastar deles por isso...AISH MIN ACORDA O MEU MONKEY~!!!

Continua Min chan!
Por favor posta rápido!!
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LaLa
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Mar 19, 2011 12:15 pm

Neee a Miya tem razão isto é viciante ....

O Doojoon é mesmo querido para a Pon
Tadinha dela , realmente a culpa é deles por serem queridos com ela , quem é que resiste ??
O Doojoon não gosta mesmo nada do Junsu , tão cómico

Ohohoho o Taec está mesmo apanhado pela Mintae
Ohh que vai fazer ele quando souber o resultado das analises ???

Ohohoho o pai da Mintae mandou-a para a China , sozinha ? ultraje
Ainda bem que conheceu o Kyuhyun eheheheh e ainda bem que eles já se falam como gente

O Min Woo é mesmo querido apara a Kim , ela vai mesmo matá-lo ?

Ahhhh o Eunhyuk vai acordar ?? ohhh yeee
Sim que lhe fez o Kyuhyun ??? malvado

Continua Mintae ^^
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PonHyunMin
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Mar 19, 2011 11:35 pm

OMONA, eu gosto tanto disto! Elas têm razão, esta fic é viciante. Não quero que acabe nunca *-*

Nhai, o Doojoon é tão fofo *-* Eu sinto-me tão mal quando a Pon da fic o trata mal, ele não merece nada... *hugs him*
Aish! Chansung-ah~ ele estava tão preocupado, omo~
Tadinha de mim! Como é possível não estar dividida entre duas beasts EXTRA MEGA SIZES como eles os dois? *apanha da unnie* Quem os manda ser assim, han? Damn them u.ú

Nhai, aquele momento KyuMin foi tão cute *-* Eles são perfeitos um para o outro, sem dúvida *-*
Mas desembuchem de uma vez e digam o que têm a dizer, aish!
O pai da Min mandou-a para a China? Quero saber porquê!!

Ai ai...o Taec está tão apanhadinho xD Mas isto vai dar porcaria...eu sempre qero ver como vai acabar essa história do brinco...

Nhai, Yesung oppa~ you so cute *hugs*
Gosto tanto de o ver a implicar connosco, é mesmo adorável! ^^
E o Doojoon cheio de ciúmes do Junsu, funny XD

Olha outra que está todo apanhadinho: Min Woo Razz
A Kim deu-lhe mesmo a volta à cabeça xD Será que ela sempre o vai matar? I don't think so...

OMO~ o Eunhyuk vai acordar?! Acorda por favor! Eu quero ver como ele é na fic! XD (se isto fosse um filme ele não ia ter trabalho nenhum para decorar as falas XD *apanha*)
Aish! Tadinho do DongHae...ele gosta tanto da Miya...
OMO Miya unnie! You want to leave us? Why?! Don't do that!!
Que é que o Kyu fez ao Eun? Foi ele que o pôs assim? OMONA, I wanna know!

Nhai, este capítulo foi tão EXTRA MEGA SIZE *loves*
Estou super curiosa com montes de coisas! Adoro isto unnie! You the best ^^
More please~ *-*

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Mar 19, 2011 11:42 pm

Nao acredito que vou matar a coisa mais fofa de sempre! o min woo gosta mesmo de mim -.-
omg a relaçao da mintae com a kyuhyun é mesmo brutal *_* uuuh estamos a descobrir tanta coisa. o passado deles... e o eunhyuk sabe das cenas em que ela anda metida mas o donghae nao! O que tera o kyu feito no passado para ela odiar tanto estar connosco? T-T
Pois foi, eu disse algures que queria saber como nos juntamos ^^ e quero mesmo! Isto está tao viciante! Parece uma serie/drama de gabarito!
Quero um filme desta fic *_________*
aiii nem sei o que dizer, esta fic está tão perfeita! a serio, continuaaa por favor!
Gosto tanto da minha personagem, eu sou tao fofa para toda a gente ^^
O kwon é cientista xD adoro! e os ciumes do doojoon sao demais xD
continua a serio. isto está mesmo demais!
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Mar 25, 2011 1:49 pm

Annyeong hasseyo my loves ^^
Once again, muito obrigada pela vossa cuteness *aperta todas*
Bem, hoje o capítulo é um bocadinho mais pequeno, mas ainda assim é grande. Mas isso não quer dizer que seja grande coisa XD
Anyway, eu gostei *-* Ficou assim mais lamechas e tal, mas foi necessário. Para haver drama depois é preciso haver fofura agora...
Mas isto tudo têm um culpado. Ou melhor, dois culpados. Yunho e Changmin com a sua música "Before U Go". Eu pus-me a ouvir enquanto escrevia e o resultado foi esta dose de romantismo... e nem só Cool (mas a música é tão sugestiva, assim como os lives, I can't control my mind to think about... things XD) Btw, fica a música no final do capítulo ^^
Enjoy Very Happy

26.

Ás 20h, como ficara combinado, Mintae entrou no restaurante e dirigiu-se à mesa onde viu o polícia já sentado à sua espera. Enquanto se aproximava, foi revendo o que tinha de lhe dizer. Não ia ser fácil, esperava que ele não começasse a levantar suspeitas do seu súbito desaparecimento.

- Taecyeon-ah… - Chamou, enquanto lhe deslizava a mão pelo ombro.

Ao reconhecer a voz da morena, o coração dele apertou. Mesmo assim, manteve o sorriso e levantou-se.

- Mintae! Como é que tu estás? – Apressou-se a abraçá-la.

- Tudo bem. As coisas estão mais calmas agora… mas sinto-me mal em mal ter-te falado nestes dias.

- Se estavas ocupada com a tua família, não há qualquer problema. Eu compreendo.

A morena suspirou. Sim, eram problemas de família. Mas não, não era nada relacionado com o seu pai. Quer dizer, ela sabia que o pai padecia de uma doença, mas, por mais que tentasse, já não conseguia sentir compaixão por aquele homem que lhe fez mal a vida toda e só há alguns anos, assim que soube que ela estava com Kyuhyun, é que começou a reconhecer que talvez a filha não fosse tão inútil assim. Usar a doença dele para ter um álibi não lhe era problema algum.

- Afinal, o que é que o teu pai tem? – Taecyeon perguntou enquanto os dois se sentavam.

- Uma insuficiência respiratória grave.

- Ele teve uma crise? Foi internado? – Continuou com as perguntas.

- Sim. Ele… ele precisa de um tratamento urgente que… vai fazer no Japão. – Ela baixou os olhos. – Por isso… eu acho que… por uns tempos… eu vou ficar fora da Coreia.

- Quanto tempo? – Ele mal lhe deu tempo para falar.

- Não sei. Depende de como correr a cirurgia e a recuperação… - Esclareceu.

- Mas voltas, não voltas?

- Volto, claro. – Como estava nervosa, Mintae começou a brincar com a faca que estava à sua frente. Taecyeon reparou naquele pormenor.

- Então eu espero.

Ele sorriu e a morena sentiu o seu coração apertar-se. Não era justo estar a fazer aquilo com ele. Taecyeon era inesgotavelmente querido e dedicado e gostava de si. E ela não estava a ser capaz de corresponder como ele merecia. Ela tinha Kyuhyun… embora sempre que estava com o polícia, era como se nada mais houvesse além dos dois. Ele fazia-a sentir-se tão bem…

- Aish! – Suspirou. – Eu não posso estar a fazer isto. Não precisas esperar por mim Taec… eu não quero privar-te de-

- Ya! – Ele interrompeu. – Tu gostas de mim, Mintae? – Foi directo ao assunto.

- P-porque é que estás a perguntar isso? – Ela ficou atónita. – É claro que eu gosto de ti…

- Então estamos combinados! Eu fico à tua espera. – Ele fez-lhe um daqueles sorrisos capazes de derreter gelo na Antárctida.

- Tu és tão querido e eu não mereço, não me faças sentir mal.

Taecyeon riu.

- Porque é que estás a dizer isso? Fizeste alguma coisa de mal que não possas merecer um bocadinho de fofura? – Testou-a.

- Eu? Que mal podia eu fazer? – Mintae riu, embora tivesse de disfarçar o nervosismo.

- Nada. – Taecyeon esticou a mão e com ela acariciou a bochecha da rapariga. Logo se afastou quando um empregado veio à mesa a fim de saber o que os dois iriam querer comer e beber. O jovem anotou o que Taecyeon disse e afastou-se para providenciar. Os dois trocaram mais algumas palavras, até que a morena se levantou, pedindo licença para ir à casa de banho.

Assim que ela se afastou, o polícia viu ali a sua oportunidade para agir conforme o seu plano. Levantou-se rapidamente e dirigiu-se ao balcão. Pediu uma nova faca que logo lhe foi providenciada assim que explicou que tinha deixado a sua cair no chão. Retornou à mesa. Tinha de ser rápido antes que Mintae voltasse. Mas estava a custar-lhe tanto ter de fazer aquilo. Com o guardanapo, pegou na faca que a rapariga tinha estado a tocar e colocou-a num saco isolado que guardou no bolso interior do casado de cabedal negro que vestia naquela noite. Colocou a faca que tinha acabado de trazer no lugar da outra. E pronto. Já tinha as impressões digitais de Mintae para comparar com as do brinco. Encostou-se na cadeira, ainda desconfortável. Instantes depois, a rapariga voltou à mesa. Trazia um sorriso nos lábios, mas os olhos continuavam tristes. Um arrepio percorreu a extensão do corpo do polícia.

- Nunca mais chega a comida! – Taecyeon comentou, enquanto a morena se ajeitava na cadeira à sua frente. – Estou cheio de fome.

Mintae riu dele. – Agora fizeste-me lembrar de uma pessoa.

- Quem? – Perguntou curioso.

- Uma das minhas dongsaengs. A maknae, ela também está sempre com fome.

Como se ouvisse as queixas do rapaz, o empregado trouxe os pratos e serviu os dois. O polícia foi o primeiro a atacar a comida. A morena riu-se dele, enquanto mexia na sua comida sem grande vontade de a degustar.

- Então… o que é que se passa? – Ele parou de comer e olhou para a rapariga à sua frente. – Não está bom?

- Está! – Mintae forçou um sorriso. – Eu é que estive a comer antes. – Mentiu. – Mas está óptimo.

Taecyeon ficou mais descansado e continuou a comer distraidamente. Mintae ficou a observá-lo por alguns instantes, sentindo uma espécie de agonia apoderar-se de si. Estava a ser tão horrível para ele… ele não merecia aquilo. Ela tinha de se afastar, o mais rápido possível! Antes que pudesse…

- Abre a boca! – A voz dele tirou-a dos pensamentos. Ela olhou em frente, vendo um garfo cheio de comida apontado na sua direcção.

Mintae inclinou-se para a frente e abocanhou o arroz. Embora fosse uma das suas comidas preferidas, naquele momento soube-lhe como veneno. Veneno que merecia.

- Aish! – Suspirou assim que engoliu.

- Então? – Taecyeon estranhou. – Não fiques assim, vais ver que vai ficar tudo bem com o teu pai… - Ele pousou a mão sobre a da morena, dando-lhe conforto.
Mintae tentou sorrir. Quando desviou o olhar, uma figura loira chamou a sua atenção. Rapidamente reconheceu a dongsaeng que, acabada de chegar, se dirigia a uma mesa, acompanhada por um rapaz moreno bonito. Kim também reconheceu Mintae. Passando pela mesa dela, piscou-lhe o olho discretamente.

A morena voltou novamente a atenção para Taecyeon, que tinha voltado a comer com vontade. Com a gula, o rapaz acabou por ficar sujo no canto da boca. Ela sorriu, pegando no guardanapo. Esticou o braço e limpou a região.

Taecyeon esboçou um sorriso envergonhado. Não era possível que aquela rapariga dedicada estivesse relacionada com algum tipo de crime! Teve de controlar a vontade de a puxar para o beijo demorado que já tinha saudades.

Numa das mesas mais afastadas, Kim e Min Woo acabavam de se sentar frente-a-frente. O rapaz pediu o cardápio e escolheu um vinho dos mais caros. Kim, reparando no preço, não se conteve em fazer um dos seus comentários que ele tanto gostava.

Já na sobremesa, o moreno finalmente resolveu tocar no assunto que realmente o fez convidá-la para aquele jantar.

- Kim… - Chamou-a. – Que género de pessoa és tu? – Perguntou.

A loira encarou-o, confusa. – O que é que queres dizer com isso?

- Como é que tu consegues ser tão… viciante?

Kim riu ao ouvir as palavras dele.

- Não te rias. É a sério. – A expressão que ele tinha no rosto denunciava essa mesma seriedade. Kim parou de rir e sentiu o seu coração começar a acelerar. – Eu nunca conheci ninguém como tu… Ninguém me tinha feito sentir assim… até tu apareceres. E foi tão de repente… Esse teu jeito característico foi-me fascinando cada vez mais…

- Min Woo… não digas essas coisas. – Kim sentiu-se corar, mas sabia que não podia. Devia estar a comemorar por estar a cumprir bem a sua missão. Era esse o objectivo, que Min Woo caísse aos seus pés… o que não podia acontecer era ela deixar-se levar pelos encantos dele também. Tarde demais!

A loira pegou no copo à sua frente. Talvez um pouco de água a ajudasse a acalmar naquele momento.

- Por que não? É isto que eu sinto Kim… eu quero estar contigo! – Ele inclinou-se. – Vamo-nos tornar oficiais Kim! – Ele disse e a loira quase se engasgou com a água. Bolas! Aquilo não estava no plano. Não podia ter nada assim tão sério com ele! – Fica comigo! Aceita, por favor. – Uma caixinha azul escura foi posta e aberta diante Kim. Os olhos dela arregalaram-se perante um anel brilhante. Ouro branco, ela reconheceu. Diamantes a adornar. 45 deles.

- OMONA! – Foi só o que ela conseguiu exclamar naquele momento.

Min Woo pegou na mão direita de Kim, que ainda estava sem reacção, e colocou-lhe a jóia valiosa no dedo anelar.

“Estás lixada Kim!” – Pensou para si. – “E agora como é que eu me desenvencilho desta? Não era suposto seres tão… assim, Min Woo! Aish…”

- Desculpa se fui cliché demais… - Ele riu. – Eu sei que não és muito destas coisas mas… eu tinha de fazer isto.

- Min Woo… eu… - Kim começou relutante… - Aish~!

~~

Pon estava entretida a jogar na sua PSP quando ouviu alguém bater à porta do quarto. Após dar permissão para que a pessoa entrasse, viu Junsu aparecer do outro lado.

- Estás sozinha Pon? – Ele perguntou, ainda do lado de fora.

- Estou. O meu carcereiro deu-me uma folga. – Pon sorriu ao lembrar-se de Doojoon e do seu extremo proteccionismo para com ela. – Ele foi ajudar o Yesung oppa em qualquer coisa.

- Ah… - Junsu sorriu envergonhado. – Eu vinha ver como tu estás. – Entrou e foi-se aproximando dela.

- Estou quase recuperada, não é? Pelo menos sinto-me bem e já não me dói nada! Quero mesmo sair desta cama e voltar à acção.

- Em breve podes sair daí… mas quanto à acção… por enquanto nada de grandes aventuras Pon! Ainda tens uns pontos aí, não te esqueças.

- Aish! Como é que eu me posso esquecer disso?! Ainda por cima corro o risco de ficar um uma cicatriz! – Queixou-se.

- Não te preocupes com isso! Não vai haver nenhuma marca na tua pele. Fui eu que tratei de ti, por isso confia que me esmerei ao máximo.

- Obrigada. – A maknae baixou os olhos.

- Amanhã eu venho tirar-te os pontos e depois vais ver que saras num instante. – O médico esclareceu. – E só depois… quando estiveres completamente recuperada, é que podes voltar à acção. – Riu.

- Esta gente adora cuidar de mim… - Pon abanou a cabeça, deixando um suave riso ecoar pelo quarto.

- E quem não gosta, hum? – Junsu aproximou-se mais e sentou-se na cama ao lado dela. – Tu és tão querida que só dá vontade de querer proteger… - A mão grande de Junsu deslizou pela face dela, carinhosamente. – Percebo o Doojoon e os ciúmes que ele tem em relação a ti…

Pon bloqueou por alguns instantes e só depois digeriu o que ele acabara de dizer. Sentiu-se corar. Junsu apercebeu-se do seu desconforto e retraiu a mão.
- Desculpa… - Foi a vez de ele ficar ligeiramente envergonhado. – Mas é verdade.

- Obrigada. – A maknae estava incapaz de olhar o médico, por isso deteve-se a brincar com o lençol.

- Se estás bem, eu acho que vou embora antes que ainda apareça aí alguém para me matar. – Ele começou a levantar-se.

- Podes ficar. És boa companhia. – Pon soltou uma gargalhada que tranquilizou o ambiente. – Faz-me bem falar com outras pessoas… já que estou aqui fechada o dia todo.

Junsu voltou a acomodar-se.

- Como é que está o Kyuhyun?

- A recuperar bem. Já respira sem precisar de auxílio. Lembras-te daquele ditado que diz que “vaso ruim não quebra”? O teu chefe é a prova disso.

Pon riu-se do que Junsu disse. O médico reparou no quão fofo era o seu sorriso de maknae. Derreteu-se perante ela.

No mesmo momento em que ele ia dizer qualquer coisa, um telemóvel tocou. Pon apressou-se a pegar-lhe e viu o nome de quem lhe ligava. “Chansung”.

- Nee, eu vou deixar-te à vontade para falar. – Junsu levantou-se. – Volto amanhã para te livrar dessa sutura. Dorme bem Pon-chan. – Beijou a testa dela antes de sair.

A maknae suspirou. Aquele Junsu era mesmo um querido. Mas não era o único. Assim que atendeu, Chansung inundou-a com ainda mais palavras fofas e engraçadas. Pon preocupou-se, se aquilo continuava assim ainda tinha uma coisinha má com tanta glicemia no sangue.

- O que é que eu fiz de tão bom para merecer estes três a mimar-me? – Perguntou-se depois de desligar. Ela gostava de sentir-se assim, acarinhada. Mas tinha um feeling que tanta gente, leia-se rapazes, atrás dela não ia ser nada pacífico.

~~

Taecyeon colocou a chave na fechadura e rodou-a, destrancando a porta. Deixou a rapariga entrar primeiro e seguiu-a para dentro. Mintae caminhou para a sala, sentido um par de braços a rodear-lhe a cintura enquanto andava.

- Queres beber alguma coisa? – O polícia perguntou, afastando-se dela em direcção à estante onde tinha algumas garrafas de bebidas alcoólicas. Despiu o casaco e atirou-o para cima de um cadeirão ali ao lado.

- É melhor não. Eu vou conduzir a seguir. – Recusou, enquanto se sentava num dos sofás.

- Só vais se quiseres. Podias ficar aqui… já que vais para longe tanto tempo. – Ele disse enquanto servia um copo de whisky para si.

- Eu não posso ficar muito tempo longe de casa… - Mintae voltou a recusar.

Taecyeon deu um gole na bebida e pousou o copo sobre a mesinha da sala. Sentou-se ao lado da morena e olhou-a nos olhos.

- Aish, estás sempre a recusar! – Ele encurtou a distância entre os dois.

- Eu… - Ela tentou falar mas logo uns lábios foram pressionados contra os seus. A morena sentiu os braços dele envolverem a sua cintura e puxarem-na mais para perto dele. Ele insistia em aprofundar o beijo, mas Mintae ainda estava relutante. Era suposto ir desligar-se dele, não envolver-se ainda mais. Mas era tão difícil resistir-lhe.

- Taec… - Ela afastou-o.

O polícia não ligou ao protesto, voltando a puxá-la para si.

- Taec!

- Não digas nada Mintae. – Pediu e nem lhe deu tempo para mais nada. Impulsionando o seu corpo para a frente, fê-la deitar-se de costas sobre o sofá, ficando sobre ela. Beijou-a com alguma necessidade, fazendo-a ter de corresponder.

Mintae não fugiu ou recusou mais nada. Mais valia aproveitar a última noite com ele, lá no fundo ela não podia negar que queria bastante isso.

As mãos dela foram deslizando pelo tronco musculado do polícia, entrando por dentro da t-shirt apertada. Foi sentindo os músculos duros e a pele macia dele à medida que puxava o tecido para cima. Taecyeon levantou os braços, facilitando a que a blusa saísse e voltou a aproximar os lábios dos dela, provocando. Depois afastou-os, negando-lhe o beijo, e pousou-os no pescoço da morena. Mordeu de leve o local, fazendo-a arrepiar-se e soltar um pequeno gemido.

A essa altura as mãos dela acabavam o percurso desde os ombros até ao final das costas dele. Segurou-lhe no cós das calças e foi deslizando os toques para a parte da frente do corpo de Taecyeon. Uma das mãos desapertou-lhe o fecho, dando espaço para a outra adentrar entre o tecido das calças e dos boxers.

O polícia foi deixando leves mordidas ao longo da curva do pescoço dela até ao ombro. Mas a blusa que ela ainda tinha vestida estava a dificultar-lhe as coisas. Ajudou-a a despir a peça e pôde então entreter-se com uma maior área de pele extremamente branca dela. Mintae voltou a colocar as mãos sobre o cós das calças dele e foi puxando o tecido para baixo. O seu gesto foi imitado pelas mãos dele, que também se queriam ver livres das calças apertadas que a morena usava naquele dia.

Taecyeon levantou-se de cima dela e puxou-a com alguma força, fazendo-a embater contra o seu peito. Ela gemeu com o impacto causado e logo a seguir suspirou novamente quando se sentiu ser agarrada pelas pernas e levantada. Foi encaixada na cintura dele e carregada até ao quarto. O polícia pousou-a delicadamente sobre os lençóis e tratou de abrir-lhe o fecho das calças antes de recuar para se ver livre dos sapatos de salto pretos da morena. Puxou-lhe as calças para baixo e assim que as atirou para o chão, voltou a subir pelo corpo dela, deixando-lhe leves beijos por toda a sua extensão, desde o pé até ao pescoço.

- Promete-me que voltas depressa. – Pediu à rapariga que, nesse momento, sentiu aquelas palavras como facas a cravarem-se no seu peito. – Eu já não consigo viver sem ti, Mintae…

- Taecyeon… - Ela mordeu o lábio inferior, à procura de algo que pudesse dizer.

- Diz só que sim… - O polícia voltou a pedir.

- Sim… – Ela acabou por dizer, amaldiçoando-se a seguir por isso.

Ele sorriu, levando as mãos até ao fecho do soutien da morena. Os lábios fundiram-se com os seus mais uma vez.

~~

Kim suspirou enquanto retirava novamente a mão para fora dos lençóis. Olhou para o anel de diamantes que tinha no dedo anelar. E depois olhou para o seu lado esquerdo, onde o rapaz moreno dormia tranquilamente.

Como é que aceitara uma coisa daquelas? Como? Era a resposta que não conseguia encontrar. E como é que no fim daquilo todo ia matar Min Woo? Era impossível!

- Ohhh fodasse! – Murmurou baixinho antes de se levantar e sair do quarto. Andou pelo enorme apartamento de Min Woo até chegar à cozinha. Do frigorífico retirou um jarro de água, que colocou num copo, e depois deu um gole. Eram quase quatro horas daquela madrugada, apercebeu-se quando olhou para o relógio de parede. Desviou a sua atenção então para a janela, fixando os olhos na lua cheia.

Um par de braços rodearam a sua cintura e um corpo aproximou-se por trás de si. A loira estremeceu.

- Então Kim… não consegues dormir? – A voz ensonada do rapaz soou perto do seu ouvido.

- S-sim… Vim beber água para ver se ajuda. – Tentou sorrir.

Min Woo fê-la rodar e ficar de frente para si. Lançou-lhe um olhar de compreensão.

- Kim, não é como se eu te tivesse pedido em casamento. É só uma prova do quanto eu gosto de ti, por isso não stresses com isso, pode ser?

- Ne. – Ela assentiu. – Obrigada Min Woo… tu és um amor.

- E tu és livre para me deixares quando te fartes de mim… - Riu.

Kim bateu-lhe no braço.

- Eu acho que nunca vou ser capaz de me afastar de ti… - Desabafou, enquanto colocava os braços à volta do pescoço dele, abraçando-o.

- Ainda bem. Agora vem, vamos voltar para a cama. – Ele pegou-lhe no colo e começou a andar em direcção ao quarto. Kim riu do gesto dele.

~~

Mintae foi despertando devagar. Coçou o nariz e só aí abriu os olhos, reconhecendo-se dentro de um quarto que não era o seu. Olhou para o lado e viu o polícia adormecido. As memórias de horas atrás afloraram na sua mente. Suspirou num misto de prazer e culpa.

Com o máximo de cuidado, levantou-se, começando a procurar a sua roupa pelo quarto. Vestiu algumas das peças e pegou nos sapatos. Antes de ganhar coragem para sair, voltou a ajoelhar-se na cama e inclinou-se para depositar um último beijo no polícia. Aquilo custou-lhe mais do que estava à espera.

- Mianhae… - Sussurrou quase em uníssono e afastou-se, então.

Saiu do quarto em bicos de pés, encostando a porta atrás de si.

Já na sala, vestiu a blusa e sentou-se no cadeirão para calçar os sapatos. Quando se levantou, o casaco de Taecyeon que estava pendurado nas costas do assento caiu para o chão. Ela praguejou e apanhou-o. Algo duro, guardado num dos bolsos, aguçou a sua curiosidade. Retirou um saco de plástico com uma faca lá dentro. Sentiu um choque pelo corpo quando reconheceu o talher do restaurante. Lembrou-se que estivera a brincar com ele antes do jantar.

Porque é que Taecyeon teria aquela faca guardada, isoladamente, no bolso do casaco?

Qualquer que fosse a explicação, não era nada bom já que ela mexera no objecto sem qualquer protecção das suas impressões digitais.

- Merda! – Amaldiçoou.

Abriu a sua mala e procurou algo lá dentro. A sorte é, tanto ela como todos os cúmplices, andavam sempre preparados para qualquer eventualidade. Abriu uma bolsinha onde guardava algumas películas que resguardavam a sua identidade. Colocou-as nos dedos. Apressou-se a tirar também uma toalhita húmida com a qual limpou o saquinho de plástico onde estivera a tocar anteriormente. Finalmente limpou a faca. O que quer que ele quisesse fazer com aquilo, já não lá encontraria nenhum vestígio seu.

Voltou a colocar tudo no sítio e então saiu. Enquanto descia foi pensando naquilo. Se Taecyeon já andava desconfiado era porque sabia de alguma coisa.

- O brinco! – Lembrou-se. – Merda! Fodasse, fodasse, fodasse! – Cerrou os olhos com força.

~~

Mintae chegou a casa, tentando não fazer o mais pequeno ruído. Fechou a porta com cuidado, mas admirou-se ao ver luz na sala. Ao se aproximar, reconheceu Miya sentada num dos sofás.

- Unnie! – Chamou, fazendo a mais velha dar um salto do sítio.

- Aish! Que susto Min! – Virou-se para encarar a recém chegada. – Vieste agora da rua? A uma hora destas? – Miya reparou que estava quase a amanhecer.

- Ne. – Ela assentiu, sentando-se ao seu lado. – Fui resolver umas coisas de uma vez por todas. – Perante o silêncio da outra, continuou: - Lembras-te de eu dizer que andava a sair com um polícia?

Miya assentiu positivamente com a cabeça.

- Hoje foi a última vez que eu estive com ele. – Mintae disse, cabisbaixa.

- Mas não gostavas dele? – A mais velha estranhou.

- Gosto. Mas é melhor não me meter em confusões nem pôr a nossa segurança em risco. Para além disso, eu tenho o Kyuhyun por isso mais vale ficar com ele.
- Tudo bem que gostas dos dois. Mas qual deles é que amas?

Mintae ficou calada. Não estava à espera de ser confrontada com aquela pergunta.

- Não sei. – Respondeu sinceramente depois de algum tempo. – Eu gosto dos dois.

Miya olhou-a com uma expressão de compreensão.

- E tu? – Foi a vez da mais nova perguntar. – O que é que estás aqui a fazer tão tarde?

- Não tenho sono. Estou preocupada com o Eunhyuk.

- O teu namorado que está em coma? – Quis certificar-se.

- Sim. Ele pode vir a acordar.

- Isso é bom! – Mintae exclamou entusiasmada, mas a amiga permaneceu imóvel. – Então?

- Tenho medo das sequelas que ele possa vir a ter. Quatro anos Min, quatro anos deitado naquela cama…

- O importante é que ele acorde! – Mintae aproximou-se para abraçar Miya. – E depois, com todo o teu carinho, tenho a certeza que ele vai recuperar num instante.

- Espero que sim. – Suspirou. – Eu hoje assinei a autorização para os médicos fazerem um procedimento experimental… tem de dar certo Min! Eu acho que não aguento muito mais tempo sem ele!

- Vai dar certo! – A dongsaeng apertou a mão da unnie, passando-lhe forças. – Eu vou ficar a torcer por ele.

- Obrigada.

- Unnie… posso fazer uma pergunta?

- Claro, diz.

- O Eunhyuk era o teu namorado antes do acidente… e, mesmo depois disso, mesmo sem qualquer tipo de esperanças, tu nunca desististe dele…

- Verdade. – Ela sorriu.

- Isso é porque tu o amas, certo? Nunca deixaste de o amar…

- Sim… mas porque é que estás a perguntar isso tudo?

- Como é que se ama alguém assim tanto? Como é que soubeste que estavas apaixonada por ele? Como, unnie?

Miya sorriu antes de tomar algum tempo para pensar.

- Isso é complicado Min. – Sorriu. – Como eu o amo assim tanto, não sei. É uma coisa para a qual nunca consegui arranjar resposta. Deve ser algo fora desta realidade. Ele está sempre no meu pensamento. – Voltou a esboçar um leve sorriso nostálgico. – Como é que soube? – Riu. – Ele não me saía da cabeça. Sempre que acontecia alguma coisa… boa ou má, era a ele que eu queria contar, era sempre com ele que eu queria estar. Ele fazia-me a pessoa mais feliz do mundo. Fazia-me rir com as coisas engraçadas que dizia, fazia-me chorar quando me dizia as coisas mais queridas e fofas. Aish Min, eu não te consigo explicar!

- Tudo bem… já foi uma ajuda. – Sorriu.

- E então? Enquanto eu enumerava situações… qual deles apareceu primeiro na tua mente? Kyuhyun ou Taecyeon?

Mintae engoliu em seco.

- Tudo bem, dorme sobre o assunto. – Miya levantou-se, puxando a dongsaeng pelo braço. – Daqui a pouco é de manhã. Vamos dormir.

(continua...)

As minhas personagens estão todas lixadas e cheias de dramas, tadinhos deles XD

O anel que o Min Woo deu à Kim foi este:
Spoiler:
 

E já agora o vídeo da "Before U Go" dos TVXQ, que nunca é demais ver ou rever XD



Chu ~♥️
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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Mar 25, 2011 4:33 pm

Esta fic está mais que perfeita Min!! tão viciante :p
Adoro o desenvolvimento do drama!!
Hummm.... Eu não culpo a Min, escolher entre o Taec e o Kyu não é nada fácil... eles são os dois tão prefeitos!

OMO!! Quem me dera receber um anel daqueles!! O Min Woo é tão querido para a Kim, quero ver como é que ela se vai livrar dele...se é que ela vai se conseguir livrar dele... Twisted Evil Twisted Evil

Ah o doctor junsu é muito atencioso com a pon! E claro que ela precisa de mimos ela é a mankae XD

Finalmente assinei a autorização!! Aish eu quero que o Eunhyuk abra os olhos!!
Hum eu deixei a mintae com um nó celebrar quando perguntei de quem lhe vinha à cabeça, mais uma vez a escolha não é nada fácil XD

Continua Min rápido!!
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LaLa
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Mar 25, 2011 7:41 pm

Ohohohoho isto está cada vez melhor

Ohhh a Mintae não vai mais ver o Taec , nem mais uma vez Cool
Uhuhuhua noite da Mintae e do Taec ficou caliente Twisted Evil
Ainda bem que ela conseguiu limpar a faca , toma lá Taec embrulha as provas e metas-as no bem dito cujo

Wowoowow que sorte Kim , o anel é lindo .
Como é que ela vai conseguir matar Min Woo , uma coisa fofinha daquelas

Pon , bruto doutor aquele
Os mimos ajudam a recuperar neee ...

Eunhyuk acorda raios , a preguiça tem limites *foge*
Ele que acorde rápido , eu quero ver o que lhe fizeram

Ahahahhahahah *pronto já passou*

Continua sim ^^
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Abr 01, 2011 12:50 pm

Annyeong hasseyo ^^
Kamsahamnida for your support sweeties *hugs*
Sem grandes alongamentos hoje... aqui fica ^^

27.

Yesung estranhou não ver ninguém à mesa do pequeno almoço aquela manhã. Perguntou às empregadas onde estavam os restantes, mas nenhuma lhe soube responder. Resolveu subir e fazer uma ronda aos quartos. Começou pelo de Miya. Ela estava a dormir profundamente. Voltou a fechar a porta e encaminhou-se para o de Pon. Lá estava ela, partilhando a cama com Doojoon. Yesung sorriu. Foi ao quarto de Kim mas ela já lá não estava e a cama estava intacta. Será que tinha dormido fora? Anotou mentalmente que não se podia esquecer de lhe perguntar onde passara a noite. Dali seguiu para o quarto da rapariga que faltava. Assim que abriu a porta com jeitinho viu a morena a dormir. Não as iria incomodar. Mais valia que dormissem. Antes de descer, não deixou de espreitar Kyuhyun que também continuava adormecido. Parece que ia ter de tomar o pequeno almoço sozinho.

~~

- Kwon!

- Oh, Taec! Bom dia! – O rapaz levantou os olhos do microscópio onde estava a observar algumas amostras de sangue quando o viu chegar.

- Bom dia. – Taecyeon tentou sorrir ao colega. – Trouxe aqui dois objectos. Podes compará-los, por favor? – Mostrou-lhe o brinco novamente e uma faca de inox.

- Claro. – Jo Kwon aproximou-se e pegou nos dois sacos. – São aquelas coisas que queres em sigilo absoluto, não é?

- Sim. Agradeço-te que não comentes nada.

- Fica descansado. – Sorriu-lhe. – Mas tens muita pressa nisso? É que eu estou cheio de trabalho…

- Tudo bem, eu não tenho pressa. Analisa quando puderes.

- Eu vou tentar arranjar um espaço… mas sabes como é. Aparecem sempre coisas urgentes…

- Não tenhas pressa. Hum… mexe nisso só amanhã ou assim…

- Ok.

Taecyeon agradeceu novamente e saiu. Jo Kwon ficou intrigado com tudo aquilo. O colega estava demasiado estranho. E agora parecia que não queria mesmo que ele analisasse os objectos, parecia ter medo do resultado que daí pudesse surgir. O que quer que fosse, eram coisas dele e não se ia meter. Iria atender ao pedido sem questões demais.

Enquanto andava pelo corredor até chegar à sua sala, o rapaz ia perdido em pensamentos. Pedia para que o resultado não desse igual, pois isso significaria que Mintae tinha algo para explicar. O seu brinco junto do cadáver de Lee Minho. Suspirou pesadamente antes de entrar no gabinete.

~~

- Ahhh ~ - Doojoon vinha pelo corredor em direcção ao quarto de Pon com uma bandeja cheia de comida, quando o gemido dela o deixou em alerta. Apressou-se para ver o que estava a acontecer dentro do quarto da maknae. O seu sangue ferveu assim que espreitou lá para dentro.

Pon estava sentada da cama, sem blusa. Junsu estava de pé ao seu lado e tinha as mãos sobre as ancas da morena. Fê-las deslizar pelas laterais do tronco de Pon, tacteando a região.

- Dói alguma coisa? – Junsu perguntou baixinho e Doojoon não conseguiu ouvir. Mas não gostou do olhar que ele lançou à rapariga.

- Está tudo bem. – Pon respondeu. – Já não dói nada. – Sorriu.

- Eu não te disse? – O médico lançou-lhe também um sorriso trocista. – E não vais ficar com marca nenhuma quando sarar por completo. – Tranquilizou-a, enquanto lhe passava a mão pela bochecha.

- Obrigada. – Pon esticou os braços para abraçar Junsu. Ele baixou-se e envolveu a rapariga nos braços, com carinho e sem maldade.

Um estrondo vindo da porta fez os dois se afastarem no mesmo instante. Quando Pon se virou para trás viu uma bandeja no chão e comida espalhada por todos os lados. Viu também Doojoon furioso a caminhar na direcção de Junsu.

- Doo- - Ela não conseguiu impedi-lo de acertar com o punho na face do médico.

- Belo médico que tu és, desgraçado! Eu sabia que não valias nada! – Gritou enquanto o outro se tentava levantar do chão.

- Doojoon! – Pon gritou. – Estás parvo? Mas o que é que te deu?

- O que é que me deu? Eu vi bem o que ele te estava a fazer! – Continuou furioso.

- Viste? Então deves ter visto mal! – Ela acusou. – O Junsu estava a tratar da minha ferida seu idiota!

- Fodasse Pon, eu vi! Não me tentes enganar, eu vou matar este desgraçado! – Doojoon tentou acertar novamente no médico, mas ele conseguiu desviar-se e ripostou contra o atacante, acertando-lhe no lábio.

- Ya! Yoon Doojoon, pára! – A maknae estava horrorizada com a cena que presenciava. Levantou-se, tentando agarrar o namorado. – Chega Doojoon, enlouqueceste, foi?

- Larga-me! – Consumido pela raiva, o moreno acabou por empurrar a maknae, fazendo-a cair, por sorte, sobre a cama.

Doojoon voltou a investir sobre Junsu que, ao ripostar, fez com que os dois se envolvessem numa luta.

- Parem com isso já! Doojoon! – A maknae não conseguia fazer muito mais do que gritar. O local onde estava magoada começou a doer-lhe novamente.

Finalmente, depois de ouvirem dos seus quartos, os gritos de Pon e o som de coisas a cair no chão e a se partirem, duas raparigas morenas entraram a correr no quarto, ficando desde logo atónitas com a cena de pancadaria. Pon olhou-as, pedindo para que os fizessem parar.

- Doojoon! Larga o Junsu já! – Miya ordenou, enquanto se aproximava dos dois com Mintae no seu encalço. Agarrou o rapaz, tentando afastá-lo de Junsu, que logo a mais nova segurou.

- Larga-me Miya! Esse médico da treta vai ver o que lhe acontece! – O jovem furioso ameaçou, lutando contra os braços dela.

- Acalma-te Doojoon! – Mintae pediu, enquanto levava Junsu para fora do quarto.

Doojoon deu um impulso mais forte e soltou-se da rapariga mais velha, caminhando logo atrás dos dois que já transpunham a porta. Uma mão forte apertando-lhe o braço esquerdo fê-lo ficar retido no mesmo lugar. Ele virou-se para trás e no segundo seguinte sentiu a mão da maknae bater na sua face.

- Nunca esperei uma cena destas de ti Doojoon. – A maknae falou secamente, olhando-o firmemente nos olhos.

- Acho que não sou eu que devo pedir desculpas aqui Pon! Ele fez-se a ti e tu estavas a gostar!

Pon desviou o olhar, não acreditando no que estava a ouvir. Uma dor aguda apoderou-se de si, e vacilou. Miya amparou-a e Doojoon pareceu preocupado.

- Estás bem? – Perguntou.

- Quando me empurraste à bruta não pareceste muito importado comigo… - Acusou. – Sai daqui Doojoon. Sai! – Ordenou.

- A nossa conversa não acaba aqui! – Ele comentou antes de sair pela porta.

Pon suspirou, procurando conforto nos braços da unnie.

~~

- Auu! – O moreno queixou-se quando Mintae pressionou um pedaço de algodão embebido em desinfectante no seu lábio inferior.

- Desculpa. Está quase. – Ela procurou ser mais delicada.

Yesung bufou, descruzando os braços, e avançou mais para perto dos dois.

- Junsu, eu peço, mais uma vez, desculpas por isto. – Disse. – Não sei o que é que lhe deu.

- Ciúmes parvos! – Mintae respondeu, continuando a tratar dos ferimentos do médico.

- Eu vou ter uma conversa séria com o Doojoon! – Yesung cerrou os punhos, furioso.

- Mas não digas nada ao Kyuhyun. – A rapariga pediu. – Se ele sabe ainda se vai chatear mais com os dois, tu sabes que ele não gosta da relação mais íntima deles.

- Parece que tem motivos para isso! – O mais velho disse ríspido. – O Doojoon passou os limites! Isto é inaceitável, começar a agredir pessoas que nos estão a ajudar!

- Tudo bem Yesung-sshi. Mais vale esquecer o incidente. – Junsu tentou sorrir, mas a dor não o deixou.

- Nem pensar! Estas situações não se podem voltar a repetir! - Yesung deixou a sala, entrando para o escritório.

- E a Pon? – O médico perguntou a Mintae. – Eu reparei que ela foi empurrada e caiu…

- A Miya está com ela. Primeiro deixa-me tratar de ti para depois poderes tratar dela. – A morena sorriu.

- Ok. – Junsu assentiu.

~~

Kim corria apressadamente pelos corredores da empresa com um monte de papéis na mão. Já estava atrasada para os entregar por culpa de Min Woo que a reteve consigo na cama até às 9 horas daquela manhã atarefada. Quando virou o corredor embateu contra alguém, deixando tudo cair ao chão.

- Era só o que me faltava, que merda! – Praguejou, enquanto tentava apanhar tudo.

- Desculpa Kim. – Uma voz profunda num tom divertido, falou. – Estás com tanta pressa para quê?

Ela levantou a cabeça e viu TOP à sua frente, com alguns dos seus papéis na mão. Naquele momento, uma estranha sensação invadiu o seu corpo.
- P-preciso de entregar isto! – Respondeu, recompondo-se.

- E não tens cinco minutos para mim? – Aproximou-se mais.

- Não. – Esquivou-se rapidamente. – Não é a altura nem o local!

- Ok, se não pode ser agora… às 18h no meu gabinete. Temos umas coisinhas a tratar. – Piscou-lhe o olho. – Sem falta! – Frisou antes de entrar no elevador.
Kim ainda tentou protestar, mas as portas fecharam-se e TOP desapareceu.

- Inferno! – A loira bufou. – Mas o que é que este quer também? Ele que nem venha!

~~

Assim que acabou o curativo de Junsu, Mintae subiu para o andar mais acima, dirigindo-se ao quarto de Kyuhyun. Finalmente ele já não precisava de fios, máquinas, soro e agulhas e podia ficar no seu quarto normal. Pelo menos era mais acolhedor e confortável. A morena bateu duas vezes antes de ouvir a voz suave dele do outro lado a mandá-la entrar.

- Como é que tu estás? – Perguntou enquanto fechava a porta atrás de si.

- Melhor. E farto de estar aqui deitado nesta cama, sem sair do quarto, aish! – Ele queixou-se.

- É. Mas vais ter de continuar aí quieto. – Ela riu.

- Eu tenho centenas de coisas para tratar! Não é como se pudesse tirar umas férias! Este mundo não pára Mintae!

- Eu sei. É por isso mesmo que, com a ajuda do Yesung oppa, eu estou a tratar dos teus negócios. – A morena foi-se aproximando até chegar aos pés da cama enorme onde o mais velho estava deitado.

- Tu? – Estranhou. – Desde quando é que tu estás a par dos meus negócios? – Ele riu.

- Desde que passei horas a ler papéis no escritório… e desde que tive uma intensa conversa com o Yesung… e com o ZhouMi. Acredita que estou a par de tudo. – Ela esclareceu.

- A sério? – Ele pareceu orgulhoso mas, ao mesmo tempo, aterrorizado.

- Mas não te preocupes. – Mintae riu da expressão dele. – Eu não andei a vasculhar os teus negócios mais escuros. Prefiro nem saber o que andas a tramar. Só o básico.

Ele pareceu aliviado.

- Tudo bem. As coisas a que ninguém pode ter acesso estão bem escondidas. – Ele lançou um olhar matreiro à rapariga.

- Sim. Naquele cofre blindado que tens numa parede do sótão, atrás de uma réplica falsa, mas bem feita, da Mona Lisa. E cujo o código secreto é 0327-02. Não te preocupes que ninguém vai lá mexer! – A morena riu com vontade.

- YA! Como é que tu sabes disso? – Os olhos dele abriram-se até não dar mais.

- Sabendo.

- Aish! Eu tenho de ter mais cuidado contigo sua raposa!

- Não te preocupes. Os teus segredos estão a salvo comigo, como sempre estiveram. – Ela aproximou-se mais.

- Eu sei. Eu confio em ti Min.

- Nee Kyu… acerca disso. Eu preciso de uma coisa.

- O quê? – Ele olhou-a desconfiado.

- Eu preciso da tua autorização para ir àquele jantar que tu devias ir amanhã à noite… - Disse relutante.

- O quê? É que nem penses Mintae! É o jantar dos traficantes de ópio chineses! São perigosos e eu não te quero exposta lá! – Kyuhyun explodiu.

- Eu sei cuidar-me!

- Nem pensar, está fora de questão! Ninguém morre se não fores. O Yesung vai!

- O Yesung vai estar noutra reunião, ele tem as coisas dele. Para além do mais, eu falo melhor mandarim do que ele! E sei que isto é importante…

- Esquece!

- Aish! Porque é que tens de ser tão teimoso?! Se queres saber eu vou de qualquer maneira! Só te vim avisar por respeito, mas se…

- Aish, pronto! Não te chateies! – Ele desistiu de protestar com ela. – Mas tem cuidado, é só gente perigosa lá!

- Eu sei. Estive a ver a lista de convidados. Ninguém que eu não tenha já ouvido falar.

- Ainda bem. Não dês conversa a ninguém! Principalmente a homens! Vão estar lá um bando de velhos a babar para cima de ti… se bem que esses não são o maior problema. Preocupam-me mais os mais jovens… - Kyuhyun parou o seu raciocínio quando ouviu o riso da rapariga e sentiu a cama afundar ao seu lado.

- Não te preocupes Kyu… Eu sei como agir e como despachar indesejáveis. Para além do mais, não tenho qualquer interesse em fazer novos amigos. Só quero zelar pelos negócios.

- Ne. – O rapaz assentiu, não insistindo mais no assunto. Confiava em Mintae. – Não precisavas de estar a fazer isto. Mas obrigado.

- É só para te ajudar. – Ela sorriu e deitou-se de bruços ao lado de Kyuhyun. Apoiou-se nos cotovelos e ficou a olhar para ele.

Ao fim de algum tempo de silêncio, o rapaz resolveu manifestar-se.

- Está tudo bem Min? Pareces… preocupada com alguma coisa, estás toda pensativa… - Estranhou.

- Está tudo bem. – Ela sorriu-lhe. – Hum… tenho uma proposta para te fazer Kyu…

- Ah é? E o que é que me queres propor? – Kyuhyun olhou desconfiado para a morena.

- Porque é que não vamos uns tempos para a China? Para casa do Mi… há muito tempo que não vamos lá, e eu acho que nos fazia bem ficar uns tempos longe daqui, e tu podias recuperar melhor…

- É uma proposta interessante. – O rapaz ficou a pensar por uns instantes. – Mas sabes que eu não gosto de ficar longe daqui, os negócios… - Foi interrompido.

- Kyun-ah, podes tratar de tudo desde lá… e tens o Yesung aqui. E o Doojoon… e as tuas dongsaengs. – Ela aproximou-se mais do rapaz. – Só por uns tempos Kyu. Eu quero mesmo ir para ter uns treinos com a Amber… e, não sei… mas era bom que fosses também… - Ela falava, brincando com as mãos, impaciente por uma resposta dele.

Kyuhyun ponderou. Tudo bem que não gostava de ficar fora da Coreia muito tempo, mas tinha saudades da China e dos amigos de lá. E ainda para mais, era Mintae que estava a pedir que fosse… com ela. A aproximação que tanto queria estava finalmente prestes a acontecer. Ela finalmente parecia esquecer os incidentes passados.

- Tudo bem Min. – Sorriu-lhe. – Vamos sim… acho que isso só pode trazer vantagens…

A morena não escondeu a sua felicidade. Estava prestes a atirar-se para cima dele para um abraço quando se lembrou que ele ainda estava magoado. Afastou-se novamente. Kyuhyun puxou-a por um braço e fê-la encostar-se ao seu peito. Abraçou-a e, ao sentir o corpo dela junto a si depois de tanto tempo, suspirou.
- Tinha tantas saudades tuas Min-ah!

Mintae inclinou a cabeça de modo a que conseguisse olhar o rapaz. Ele baixou os olhos e os dois fitaram-se durante alguns instantes até os lábios de Kyuhyun procurarem os da rapariga.

- Kyun-ah… - Ela disse, sentindo os lábios dele roçarem os seus. Fechou os olhos, deixando-se levar no embalo da boca dele.

O rapaz foi começando devagar, aproveitando cada segundo daquela sensação. Era como se matasse saudades de algo há muito perdido e que agora tinha retornado a si. Não ia deixar que ela se afastasse de si novamente! Ela era dele assim como ele só a queria a ela. Mais ninguém se colocaria entre ambos! Pelo menos ele assim pensava.

~~

- Tens a certeza que estás bem? – A mais velha perguntou pela vigésima vez.

- Estou unnie. Não te preocupes. Vai lá à tua vida. – Pon sorriu-lhe.

- Ne. – Miya assentiu, acariciando o cabelo da maknae. – Eu só vou porque tenho mesmo de ir ver o Eunhyuk, senão não te deixava.

- Eu não tenho medo. – Pon riu. – Desde que o Doojoon não entre por aí para me fazer outra cena ou me torrar a paciência, fico bem. – Brincou.

- Fica descansada que ele não entra aqui. – Tranquilizou-a. Pon olhou-a com uma expressão inquiridora, ao que Miya continuou. – A confusão chegou aos ouvidos do Yesung oppa e ele não gostou nada do ataque do Joon. Por causa disso, o Lee Joon e o Junho vão ficar aqui de guarda.

- O quê? Quem são esses agora?

- Dongsaengs dele.

- E eu lá preciso de cães de guarda?!

- Pon, por favor não discutas as ordens dele. Ele está furioso demais para aturar mais alguém. – Miya alertou-a. – Se não queres que o incidente chegue aos ouvidos do Kyu, é melhor não te manifestares às ordens.

- Bolas! - A maknae bufou, ajeitando o lençol sobre o colo.

- Vá lá Pon-chan, porta-te bem. – Miya beijou-lhe a testa antes de sair.

Assim que ficou sozinha, a maknae pegou no telemóvel e marcou um número familiar.

- Yoboseyo Pon! – A voz animada soou do outro lado.

- Annyeong hasseyo. – Ela cumprimentou. – Fazes-me um favor Chan? – Pediu.

- Claro. O quê?

- Fala comigo. – Suspirou. – Mantém-me ocupada. Fala de trabalho, conta piadas… mas diz qualquer coisa que me anime, por favor.

- Aconteceu alguma coisa? – Ele preocupou-se.

- Stresses aqui em casa. Vá lá, Chansunguie!!

Se estivessem em videoconferência, naquele momento Pon poderia ter visto um enorme sorriso abrir-se no rosto bonito do maknae.

- Promete que não me chamas “pabo”! – Ele riu com gosto.

- Oh Chan, mas tu és! – Pon gozou.

- Ya! – O maknae levantou a voz.

- Um “pabo” adorável Chan. – Pon corrigiu-se.

- Assim está melhor… Bem, acho que vais gostar de saber que o teu “pabo adorável” está a fazer progressos. – Ele riu e começou a contar as suas últimas aventuras no trabalho. Pon ficou ansiosa para juntar-se a ele novamente e começou a arquitectar um plano para sair de casa no dia seguinte.

~~

- Olá! – Miya cumprimentou os médicos que se encontravam junto de Eunhyuk.

- Menina Miya! – O mais velho deles sorriu-lhe. – Ainda bem que está aqui. Temos novidades.

- A sério? – Ela abriu um sorriso. – Conte-me, por favor.

- Nós começamos o tratamento novo, e o seu amigo reagiu bem. – Ele explicou. – Por isso mesmo eu acredito que ele poderá acordar.

Ao ouvir aquelas palavras serem, ao fim de tanto tempo, pronunciadas por um médico, Miya sentiu o seu coração disparar e os olhos humedecem. O milagre por que sempre esperou…

- Este é o meu colega da fisioterapia. – O médico apresentou o seu colega mais novo. – O Dr. Jung Woo.

- Muito prazer. – Miya cumprimentou.

- Igualmente. - O rapaz sorriu-lhe.

- Mas… - Ela começou, confusa. – Disse que era um fisioterapeuta?

- Sim. – O mais velho confirmou. – É importante que o Hyukjae comece com alguns exercícios de fisioterapia agora. Ele esteve quatro anos deitado nesta cama, parado. Os músculos dele perderam elasticidade e força. É importante que comessem a recuperar as suas funções para depois lhe ser mais fácil mover-se. É um processo complicado menina, mas vamos ultrapassar isto.

- Percebo. Obrigada doutor.

- O Dr. Jung Woo ia mesmo agora começar com a primeira sessão, se quiser, pode assistir.

- Claro que quero! – Miya não escondeu o seu entusiasmo.

- Muito bem. Eu vou ver outros pacientes. Fiquem à vontade. Até logo. – O médico mais velho despediu-se e saiu do quarto.

Miya ficou a observar atentamente o fisioterapeuta. Ele retirou o cobertor que cobria o corpo de Eunhyuk e despiu-lhe as meias e calças do pijama do hospital, deixando-o descoberto. Pegou num boião e untou os dedos com o creme contido lá. Aproximou-se dos pés do paciente e começou a espalhar lá o creme e a massajar a região. Depois passou para as pernas. Miya assistiu a tudo, curiosa.

- É importante aquecer os músculos dele primeiro. – O fisioterapeuta explicou-lhe. – Este creme e a massagem vai ajudar a isso. Depois eu vou levantar-lhe as pernas, flecti-las e esticá-las… isso vai desenvolver a actividade dos músculos.

- Ah…

- A menina é a namorada dele? – Perguntou.

- Sim. – Miya corou ligeiramente.

- Então acho que me pode ajudar. – Ele sorriu e ela olhou-o, curiosa. – Tire um bocadinho de creme. – Estendeu-lhe o pote.

Miya mergulhou os dedos lá dentro e ficou à espera de novas ordens.

- Agora pode passá-lo pela perna direita dele, como eu estou a fazer com a esquerda.

Miya olhou atentamente a forma como o médico massajava os músculos da perna esquerda de Eunhyuk e repetiu o mesmo na outra perna.

- Espero poder contar com a sua ajuda outras vezes. – Ele disse. – O carinho e dedicação com que está a ajudar o seu namorado, com certeza vão ajudá-lo a recuperar mais depressa.

- Eu vou vir aqui todos os dias! – A rapariga apressou-se a dizer. – Fico 24 horas se for preciso!

O médico sorriu enternecido com a resposta de Miya.

~~

Assim que saiu da sala de Min Woo, depois de se ter ido despedir dele, Kim desceu até ao andar inferior, caminhando até à sala da TOP. Suspirou enquanto se aproximava de uma rapariga morena, secretária dele.

- Eu queria falar com o Dr. Choi, por favor. – Pediu.

- Um momento, eu vou anunciar. – A rapariga pegou no auscultador e trocou palavras breves com o interlocutor. – Pode entrar.

Kim foi até à porta. Bateu e entrou.

- O que é que querias? – Perguntou sem interesse ao rapaz que estava sentado do outro lado da secretária.

- Esclarecer umas coisas. – TOP levantou-se. – Tu sabes que eu e o Min Woo somos “amigos”. – Fez sinal de aspas ao proferir a palavra “amigos”. – E por isso mesmo ele conta-me as coisas. Ele contou-me que está cada vez mais apaixonado por ti.

Kim estremeceu ao ouvir a última frase.

- Estás a fazer um bom trabalho. – TOP continuou. – Ele contou-me também que te deu um anel.

Involuntariamente, ela escondeu o anel com a outra mão.

- Não precisas de escondê-lo Kim. – O rapaz riu. – Fui eu que ajudei a escolher.

A loira contorceu os lábios.

- Eu não questiono os teus métodos Kim, confio em ti. Se trabalhas com o Kyuhyun, é porque tens mérito para tal. – Ele aproximou-se. – De qualquer forma, isto é importante para mim, por isso faço-te o aviso na mesma. – O rapaz apontou-lhe o dedo. – Nunca te esqueças qual é o teu objectivo! Por isso vê lá se não te deixas deslumbrar pelo menino bonito… Não eras a primeira a cair de amores por ele…

- Ya! – A loira interrompeu-o. – Poupa o sermão! Eu sei o que tenho de fazer!

- Ainda bem que sabes. Eu só não quero que te esqueças!

- Eu não me esqueci! – Kim levantou-lhe a voz.

- Se metes água estás lixada! – Ameaçou.

- Eu não gosto de ameaças TOP!

- Não estou a ameaçar-te, escusas de ficar tão nervosa! É só um aviso.

- E já acabou?

- Só mais uma coisa. – Ele pegou num panfleto que atirou à rapariga. – A corrida está aí a chegar, aconselho-te que treines, tens de vencê-la… embora eu odeie admitir, é difícil ganhar ao desgraçado do Min Woo!

Kim dobrou o papel e guardou-o no bolso das calças. Deu meia volta e dirigiu-se à saída, batendo com a porta atrás de si enquanto praguejava contra o moreno.

~~

- Porque é que está toda a gente calada? O dia correu-vos mal? – Yesung perguntou a meio do jantar, farto do silêncio que se sentia na sala.

As três raparigas não se manifestaram. O rapaz olhou atentamente para cada uma. Miya estava perdida em pensamentos, um ligeiro sorriso brotava-lhe dos lábios, parecendo satisfeita com alguma coisa. Kim, pelo contrário, estava com a expressão fechada, como se estivesse zangada com alguma coisa e Mintae parecia preocupada.

- Então? – Ele insistiu.

- O Doojoon? – Mintae não ligou à pergunta dele e foi buscar outro assunto. – Não era suposto ele estar a jantar connosco?

- Era. – O mais velho endureceu a expressão. – Mas depois desta manhã nunca mais o vi, os seguranças viram-no sair e ainda não voltou.

- Espero que não faça nenhum disparate. – Miya manifestou-se.

Nesse momento um telemóvel tocou e a rapariga mais velha levantou-se da mesa para atender, exclamando um efusivo “Hae” para o aparelho.

- Com licença. – A voz de Kim fez-se, finalmente, ouvir. – Eu já acabei, tenho de me retirar.

Ela levantou-se e abandonou a divisão, deixando Yesung e Mintae confusos com a sua súbita partida. Colocou as mãos nos bolsos, sentindo o anel de um lado e o panfleto do outro. Como se não tivesse já bastantes problemas com TOP e Min Woo, Kiseop desaparecera da mansão sem o conhecimento de nenhum dos seguranças. E isso não era nada bom. Não sabia o que ele poderia andar a tramar. Tinha de o encontrar e arranjar maneira de o trazer para a mansão novamente. Assim pelo menos tinha-o debaixo de olho.

- Por onde é que começo? – Perguntou-se.

~~

Álcool, tabaco, drogas, raparigas semi-nuas a dançar sobre mesas, jogo, vícios, perdição. Era esse o ambiente que rodeava Doojoon. O moreno já quase não reconhecia o ambiente à sua volta devido à quantidade de álcool que tinha ingerido e que o fazia ficar um pouco fora da realidade. Pelo menos assim não pensava em Pon e no médico da treta com as mãos no corpo dela.

Pediu mais um copo que lhe foi rapidamente servido por uma rapariga ruiva, extremamente atraente. Quando Doojoon lhe estendeu uma nota como forma de pagamento pelas bebidas consumidas, ela segurou a sua mão. Com os olhos apontou as traseiras do bar. Doojoon sorriu-lhe, deixando-se guiar por ela. Não tinha nada a perder, de qualquer das formas.

(continua...)

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Abr 01, 2011 7:52 pm

OMG!
Eu nao consigo dizer nada de geito porque já li isto à bocado e depois fiquei sem net e tal e coise mas EU GOSTO TANTO DESTA FIIIIIC
é que nao é do tipo, eu amo a minha perrsonagem entao leio. nao,eu AMO a minha personagem entao leio e AMO TUDO O RESTO.
isto é mesmo brutal mesmo nas partes mortas.
heeei o top, juro que me lembrei dele á pouco tempo e ele vem me chatear xD e o kiseoppp fugiuuuu
gosto bue da relaçao que tenho com o top, somos tao bosses Cool
E o doojooooooon com a pon. que vacao, nunca pensei. eu achava que ela ia ficar com ele mas ele é um ciumento de merda Surprised
e isto porque ele foi ás putas e eu pensava que era o kiseop xD
e o junsu é tao fofooo
e o min woooo. eu nao posso mata-lo. isto é de loucos. ele é perfeito. o anel é lindo T-T. nao gostei quando o top disse "nao eras a primeira a ficar caidinha pelo menino bonito blablabla" :c ele tem é inveja! eu nao estou babadinha, ele é que esta babadinho por mim! e é perfeito dai eu nao resistiiiir, eu nao quero mata-lo.
e a mintae... o brinco anda-me a dar a volta à cabeça x)
entre o kyuhyun e o taec, que drama Surprised
e o eun vai acordaaar, por favor acordaaa
aii continuaaaa, quero mais distooo

btw, eu sou viciadona naquelas motas 250 cc gtr todas lindas e xpto... por isso se quiseres usar alguem com motas na fic usa-me a mim! xD
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Abr 02, 2011 8:16 pm

Eu adoro isto!!!
O Yesung é tão fofinho para nós! Aish eu adoro aquele homem!!

Oh Doojoon exagerou! A maknae só estava a receber tratamento do médico lindo e maravilhoso...
E vê-se logo que são homens XD pegaram-se logo aos socos!! Ainda bem que as unnies estavam ali XD
E o Doojoon mereceu o chapo que a Pon deu! Que acalme as hormonas XD

Oh eu amo o casal Kyutae!!! O Kyu é tão fofinho para a Mintae! E vão viajar? Eles são tão cutes os dois! Espero que não aconteça nada á Min naquele jantar! E o que é que a Min vai fazer com o Taec???

O Kiseop fugiu??! O TOP a ameaçar a Kim?! Algo me diz que isto não vai acabar bem XD

O meu Eunhyuk vai acordar?!?! Finally!! Aish estou aflita para saber a sua reacção quando abrir os olhos!!!
Wake up monkey!

Eu acho que não consigo esperar mais uma semana! Eu quero ler o próximo capitulo agora!!!!
Continua Min!!
FAST!!!FAST!!!FAAAASSSSSSTTTT!
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Dom Abr 03, 2011 8:49 pm

OMO, eu nem tenho tido tempo para ler! Tinha saudades *-*
OMONA, aconteceu tanta coisa neste capítulo!
Mas começou mal!

Que raio deu ao Doojoon?! É parvo ou quê?! u.ú Aish! Eu irritei-me mesmo com ele! Detesto ciúmes!
Tadinho do Junsu...foi bem feita ele ter ripostado! Ele conseguiu irritar toda a gente por causa disto, bravo -.-

Aish Kim! Eu não sei como aguentas! O Min Woo é um sonho *-* ele não o vai matar...não vai conseguir...está demasiado encantada por ele Razz Não gostei nada do modo como o TOP lhe falou! Ele pensa que é quem? Se não se põe a pau ainda é ele que morre! XD

OMO~ KyuMin moment *melts* Que fofos~ *-*
O Kyu anda tão mole...gosto do chefinho assim xD Nhai, ele e a Min vão para a China juntos? Cute! Vai fazer-lhes bem! Principalmente à Mintae, para ver se ela esquece um bocado o Taec, se bem que não é muito fácil esquecer algo assim né... xD

OMONA~ I'm melting here! Chansung-ah~ *-* Juro que me derreti toda com a nossa conversa ao telefone...ele é tão querido e fofinho, nhai *aperta*

EUNHYUK~!! WAKE UP!!
É AGORA! Ele vai acordar, i can feel it! XD
Aish, eu quero que ele acorde! A Miya ia ficar tão feliz *-* Por favor, acorda monkey!! *-*

OMO~ DOOJOON-AH!! WTF!? :O
EU JURO QUE O MATO! Filho da mãe! *pissed off*
Aish, tenho de me controlar XD

Estou tão viciada nisto *-* Não dá para deixar de adorar esta fic, unnie *-*
Nhai, give us more *-*

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Abr 07, 2011 10:31 pm

Annyeong hasseyo sweeties ^^
Eu tenho de dizer que venero a vossa paciência para aturar esta fic que está mais enorme do que... hum, qualquer coisa que seja gigante XD Gigante não, EXTRA MEGA SIZE *apanha da maknae* Anyway, eu acho que vos devia dar um prémio Nobel da paciência ou algo do género XD
Kim, eu anotei aquilo das motas, pode ser que um dia destes tenhas uma surpresa Wink
Outra coisa random antes do capítulo xD
No outro dia, que foi quando as 4minute lançaram o MV da "Heart to Heart" eu comecei a interessar-me MESMO *-* por elas ~ E por isso mesmo pus-me a ver MV's e isso tudo... foi então que apareceu da "Why" que é um dos singles japoneses delas. Assim que vi o vídeo lembrei-me logo da fic e das nossas personagens por causa das roupas delas *loves* Tá, que elas têm mais ar de polícias e nós somos criminosas... mas eu associei a imagem delas a nós na fic. Como aquele início de planear os assaltos e isso tudo *-* E isto foi random, I know XD Mas anyway, vejam que não se arrependem ^^


*loves*

Ok, sem mais conversa da treta!

Notas:
Nova personagem: Seulong (2AM)
Espero que se lembrem da InYoung... ela era a cúmplice do Minho que conseguiu fugir.

28.

Com o máximo cuidado para não fazer qualquer barulho que denunciasse a sua movimentação, a maknae atravessou o corredor e apressou-se a descer as escadas. Passou pela sala e, quando a sua mão direita alcançou a maçaneta da porta principal da mansão, uma voz fê-la dar um salto do sítio.

“Merda!” – Praguejou mentalmente.

- Onde é que tu pensas que vais? – Miya lançou-lhe um olhar zangado.

- Eu vou… a um sítio. – Pon respondeu sem encarar a unnie.

- Nem penses! Não podes sair de casa. – Miya aproximou-se dela.

- Aish! – Pon suspirou. – Mas o que é que tu andas a fazer acordada a uma hora destas? É tão cedo, devias estar a dormir! – Virou-se para ela.

- Eu tenho coisas para fazer. – A mais velha esclareceu.

- Eu também! E não te preocupes que já me sinto totalmente recuperada. – A maknae atirou.

- Pon… - Miya tentou demovê-la.

- Esquece unnie, nada do que disseres me vai fazer ficar em casa. – Pon abriu a porta. – Mas, se te deixa mais descansada, eu só vou ter com uma pessoa de confiança. – Esclareceu.

Miya rolou os olhos.

- Mas tem cuidado.

- Ne. – Assim que acabou de falar, a maknae correu porta fora.

Miya saiu a seguir, queria ir cedo para o hospital para ajudar nos tratamentos de Eunhyuk. Era tão bom poder ajudá-lo.

~~

Pon estacionou o seu desportivo vermelho ao lado de um carro banal. Saiu do seu e entrou no outro.

- Annyeong hasseyo! – Cumprimentou com um sorriso.

No mesmo instante sentiu um par de braços à volta da sua cintura e o seu corpo ser colado ao musculado do rapaz.

- Finalmente… - Ele sussurrou. – Que saudades Pon… está tudo bem? – Chansung perguntou, afastando-se dela.

- Agora estou. Obrigada pela tua preocupação. – Riu.

- Não agradeças. Eu gosto de ti e é claro que me preocupo.

- Aish… - Ela corou. – Há uns dias atrás nem nos podíamos ver e agora já estamos assim… - Sorriu nervosamente. – Mas é bom que sejamos amigos… - Comentou por fim.

- Amigos… - Chansung repetiu.

- Que foi? – A maknae estranhou. – Não podemos ser amigos?

- Eu acho que… - Ele aproximou-se novamente. – Isso não me chega… - Sussurrou, com os lábios quase tocando nos dela.

Pon engoliu em seco, fechando os olhos.

- Chan-sung… eu não… nós não podem- - Ela foi interrompida e subitamente beijada. O seu coração vacilou, quase falhando uma batida. Ela estranhou, nunca tinha sentido algo do género. O rapaz acariciou-lhe a bochecha e depois afastou-se com um sorriso.

- Tens a certeza que queres voltar ao trabalho hoje? – Perguntou.

- Tenho. – Pon respondeu ainda com a voz fraca.

- Então vamos tomar o pequeno almoço primeiro. Aposto que a tua fuga de casa nem te deixou comer nada. – Sorriu. – Eu também estou cheio de fome. – Ele ligou o motor e rapidamente se pôs a caminho de um pequeno e pacato café que conhecia.

~~

- Aposto que hoje te venço sem esforço! – Min Woo gozou, dando um toque no braço da loira.

- Pff! Não sejas convencido! Eu estive uns dias sem treinar, mas o meu talento para isto é natural. – Ela ripostou, colocando o capacete.

- Ah é? Quero ver isso. – Ele continuou a fazer troça dela.

- Vou fazer-te engolir as boquinhas! – A loira começou a andar em direcção ao seu carro, que estava estacionado ao lado do do rapaz.

- Acredita que eu ando a treinar como um louco ultimamente. – Ele disse, num tom mais sério. – Eu tenho de vencer a corrida que aí vem. É a minha realização pessoal… - Continuou o seu desabafo. – Eu tenho treinado anos e anos a fio para isto…

- Ah é? – Kim vacilou. – Não sabia que era assim tão importante para ti…

- Mas é. – Ele sorriu. – Eu disse ao meu pai, no dia em que ele morreu, que vencia a corrida para ele… tenho de cumprir a minha palavra e o último desejo dele.

- O teu pai também corria?

- Sim, mas apenas por passatempo. Nunca se interessou por competições. Mas sempre teve orgulho das minhas vitórias. – Ele sorriu, meio envergonhado. – Mas enfim, pelo que eu tenho visto, não há ninguém por aí que seja tão bom quanto eu. – Esboçou uma expressão divertida. – Só tu Kim. – Acrescentou. – Tu és realmente óptima, não conheço ninguém que conduza tão bem assim…

- Aish! Não me elogies! – Repreendeu. – Somos rivais.

- Como queiras. – Ele abriu a porta do seu carro.

- Vou-te dar uma coça, seu convencido! – Kim imitou o gesto do rapaz e entrou no seu carro. Ao rodar a chave na ignição, voltou a pensar no seu plano. Ia ter de destruir-lhe o sonho e impedi-lo de cumprir a promessa ao pai. Teve pena. Que género de pessoa era ela, onde chegavam os seus escrúpulos para estar sempre a jogar contra uma pessoa tão boa como ele. Suspirou e arrancou, tentando não pensar no que tinha de fazer.

~~

Yesung entrou de rompante no escritório assustando a rapariga que estava entretida a ver qualquer coisa no computador. Ela ia protestar algo sobre o susto que ele lhe acabara de dar mas ele antecipou-se.

- Onde raio é que o Doojoon se enfiou? – Gritou, dando um murro na mesa de madeira.

- Porra! Acalma-te lá! – Mintae pediu. – Eu não sei, não o vejo desde ontem de manhã. Ainda não voltou?

- Pelos vistos não… Era só o que me faltava!

- Ele também não é nenhum irresponsável… - Ela tentou defender o rapaz. – Deve andar por aí a gastar os ciúmes da maknae.

- Essa é outra! – Yesung gritou novamente. – Também desapareceu! Ela não tinha autorização para sair ainda. Não está completamente recuperada!

- Oppa… - Mintae levantou-se e caminhou até ele, colocando a mão por cima do seu ombro. – Não é preciso te preocupares tanto. Eles sabem o que fazem… não são crianças. – Ela riu.

- Não interessa Min! Eu estou responsável por vocês enquanto o Kyuhyun não volta ao trabalho, imagina se algo acontece a algum dos dongsaengs dele!

- Não vai acontecer! – Bateu-lhe no braço. – Não sejas assim, que chato. Toma e vê se te acalmas. – Estendeu-lhe um maço de cigarros. - E eu tenho de te dizer uma coisa… - Começou, enquanto voltava novamente para a frente do computador.

- Mais uma… - Suspirou. – O que é que vem daí agora? – Perguntou cansado, acendendo um cigarro, que logo tragou.

Mintae pensou um pouco em qual seria a melhor maneira de anunciar aquilo. Chegou à conclusão que era melhor não fazer rodeios e ir logo ao assunto.

- Eu e o Kyu vamos para a China durante uns tempos. Partimos amanhã à tarde.

- É o quê? – Yesung arregalou os olhos e quase se engasgou com o fumo.

- Vamos para casa do ZhouMi. Eu quero ter uns treinos de luta com a Amber… e o Kyuhyun vai descansar. Não queres que ele recupere depressa?

- Mas amanhã à tarde Min? Para quê a pressa?

- Porque sim. – Disse simplesmente.

- Olha… façam o que quiserem… eu já não digo mais nada. – Yesung encostou-se mais na poltrona, derrotado.

- Pelo menos não precisas de te preocupar connosco. – Ela disse, mandando imprimir um documento. – Vês? Ficas livre de dois… - Riu.

- Pois, pois… E o que é que estás a imprimir? – Perguntou, curioso.

- Os bilhetes. – Ela esclareceu. – Vou lá acima mostrar ao Kyu. – Encaminhou-se para a porta com os papéis na mão.

- Ainda bem que finalmente se entenderam. – Desabafou. – Min, faz-me um favor. Tenta localizar a Pon.

- Certo. Até já. – A rapariga saiu e Yesung fechou os olhos.

~~

O quarto de Eunhyuk estava agora animado com a presença de mais três pessoas lá. Miya e Donghae que, acompanhados pelo fisioterapeuta, estavam quase a terminar a sessão daquele dia.

- Acho que já chega por hoje. – O médico anunciou. – Podem lavar as mãos enquanto eu cubro o corpo do rapaz. – Sorriu.

Miya e Donghae entraram no compartimento da casa de banho do quarto e limparam as mãos dos restos do creme que espalharam na pele do rapaz desacordado.

- Bem, eu hoje não posso ficar mais tempo, tenho pacientes que já devem estar à minha espera. – O homem da bata branca avançou para a porta. – Até amanhã. – Sorriu e saiu.

Miya aproximou-se da cama de Eunhyuk e acariciou-lhe a bochecha.

- Sentiste como o corpo dele parece menos tenso depois das massagens? – Perguntou ao rapaz que estava de pé à sua frente.

- Sim. – Donghae respondeu com um sorriso. – O Hyukie está mesmo a fazer progressos.

- Não vejo a hora de ele abrir os olhos e voltar para nós… - Ela disse esperançosa.

- Não vai tardar. Ele melhora de dia para dia. – O rapaz disse. – Hum… não achas que isso merece uma comemoração? – Perguntou. – Quer dizer, podíamos ir comer qualquer coisa… - Propôs. – Eu estou cheio de fome.

- Mas daqui a pouco é hora do jantar… - Ela disse, olhando às horas.

- Então vamos jantar. Há quanto tempo é que não vamos àquele restaurante indiano perto da estação de comboios?

Ao ouvir falar no tal restaurante, a rapariga humedeceu imediatamente os lábios.

- Não vamos lá há séculos, o que é um crime! – Disse. – Vamos lá hoje Hae! Assim que falaste nisso fiquei com uma fome…

Donghae riu do entusiasmo dela. Miya pegou na mala e voltou a inclinar-se sobre Eunhyuk, pousando os lábios, delicadamente, sobre os dele. Depois aproximou-se de Donghae e enlaçou o braço no dele.

- Temos de ir rápido. Eu tenho fome oppa! – Disse alegremente.

Donghae sentiu-se derreter com a cuteness dela.

~~

Mintae subiu as escadas apressadamente e entrou no quarto de Kyuhyun. Ele não estava.

- Kyuhyun? – Chamou-o, estranhando que ele não estivesse deitado na cama como era suposto.

Nesse momento, o moreno entrou, vindo da casa de banho. Estava apenas com uma toalha presa à cintura, corpo e cabelos ainda molhados.

- Cho Kyuhyun! – Ralhou. – Tu foste tomar banho? Sozinho?

- Então? Querias dar-me banho Min? – Ele gozou.

- Sabes que não deves andar a esforçar-te sozinho! Olha para isso! – Apontou para a parte superior do peito dele, onde as marcas da cirurgia ainda permaneciam recentes.

- Eu estou óptimo. – Tranquilizou-a.

- Aish! – Tentou protestar, mas logo desistiu. Não valia a pena argumentar com ele sobre isso. E bem, ela mesma era igual em termos de saúde. A menos que estivesse quase a morrer, era melhor que não estivessem sempre a martelar-lhe a cabeça com preocupações exageradas se estava bem ou não. – Trouxe uma coisa que talvez gostes de ver. – Anunciou, ainda com os bilhetes escondidos atrás das costas.

- O quê?

- Bilhetes! – Ela mostrou-lhe os dois pedaços de papel e Kyuhyun reconheceu o símbolo do aeroporto.

- Para quando?

- Hum… - Ela mordeu o lábio antes de responder. – Amanhã à tarde.

- Já? – Ele quase gritou de espanto.

- Não temos tempo a perder. – Defendeu-se.

- Até parece que queres fugir da Coreia. – Kyuhyun adivinhou. – Queres fugir de alguma coisa? – Perguntou, enquanto se aproximava.

- Quero. – Disse simples.

- Do quê? – Kyuhyun questionou enquanto deslizava as mãos pelos braços dela.

- De tudo. Estou a precisar de uma mudança de ares para ver se ponho as ideias em ordem.

Kyuhyun sorriu enquanto entrelaçava os braços à volta da cintura da morena.

- Queres fugir de tudo? De mim também? – Questionou, encurtando a distância entre os dois. Mintae pôde sentir a respiração dele na sua face.

- Não. De ti… eu quero ficar perto. – Disse, sentindo a pele arrepiar-se.

O moreno depositou um beijo no pescoço dela.

- Kyuhyun… - Chamou-o.

- Hum…? – Ele continuou concentrado no seu pescoço.

- Kyuhyun… pára com isso! – Tentou afastá-lo, mas o seu corpo não conseguiu sair do cerco que os braços fortes faziam à sua volta. – A sério Kyu… tu estás todo molhado… - Ouviu-o rir ao seu ouvido. – E eu tenho de ir arranjar-me para o jantar com os traficantes…

O último comentário foi remédio imediato para que Kyuhyun se afastasse com uma cara aborrecida.

- Tinhas mesmo de estragar as coisas?

- Ainda bem, nada de… coisas! Eu só te vim mostrar os bilhetes. Vou-me embora. – Ela virou-se, fazendo intenções de sair do quarto, mas ele voltou a falar e ela parou no mesmo instante.

- Já que estás preocupada de eu fazer esforços… porque é que não me ajudas a vestir? – Pediu, com um sorriso característico nos lábios. As mãos pousaram sobre a toalha, afrouxando-a. – Por favor Min-ah… - Usou o tom mais sexy que sabia fazer. Ela nunca resistia à sua voz embargada.

Mintae virou-se, cobrindo imediatamente os olhos com a mão, assim que viu a toalha cair ao chão, deixando Kyuhyun completamente exposto. Ele riu-se.
- Aish não Kyuhyun! Não me vais desconcentrar! – Disse firme. – Se precisas de ajuda eu chamo aqui o Yesung. – Anunciou enquanto andava em direcção à porta.

- Ya! – Kyuhyun protestou, mas ela já estava do outro lado. Mordeu o lábio, deixando-se ficar encostada à estrutura de madeira mais algum tempo. Já tinha tantas saudades daqueles momentos com ele.

~~

Yesung saiu do escritório e andou distraidamente até à sala. Uma figura sentada no sofá despertou a sua atenção.

- Ya! O que é que estás aqui a fazer? – Estranhou.

- Ora essa! – Ele protestou, encarando o hyung. – Estou na sala da minha casa. – Respondeu.

- Devias estar no quarto.

- Mas que porra, tu também? – Kyuhyun franziu o sobrolho. – Tu e a Mintae andam a passar muito tempo juntos ultimamente?

- Q-quê? – Yesung quase se engasgou com a pergunta dele. – Porque é que estás a perguntar isso?

- Porque vocês andam os dois chatos com tanta preocupação. – Riu. – Eu estou óptimo. A Min contou-te que vamos para a China?

- Contou. – Yesung sentou-se ao lado do dongsaeng. – Mas o que é que vos deu para ir assim, sem mais nem menos?

- Acredita que eu também fiquei atónito quando ela me veio com essa conversa de ir uns tempos para a casa do Mi. Mas para quê recusar se foi ela a pedir? Eu já fiz muita merda com ela… tenho de recompensá-la. Não a quero perder por nada deste mundo.

Yesung sorriu. – Vejam lá se agora se entendem. E tenham juízo. – Aconselhou. – Principalmente tu Kyu… tem cuidado para que ela não descubra de certas aventuras que tiveste nos últimos tempos.

- Schhh! Ela não vai descobrir nada porque... “isso” nunca aconteceu.

Yesung lançou-lhe um olhar acusador mas o mais novo resolveu ignorar e continuou:

- Então e o que é que se passa com a casa hoje? Está tudo tão quieto… onde é que elas estão?

Yesung praguejou mentalmente ao ouvir aquela pergunta. E agora como é que se ia desenvencilhar daquela? Como é que lhe ia explicar que Miya saíra de manhã e só há pouco tinha ligado a informar que ia jantar com alguém que ele nem sabia quem era, Pon fugira sem autorização, Doojoon não punha os pés em casa desde ontem de manhã? A única que escapava era Kim, que estava ainda a trabalhar.

O som de sapatos de saltos altos a descer as escadas foram a sua salvação. Kyuhyun rapidamente desviou a sua atenção para a figura da rapariga que vinha a descer. Yesung reparou que ele parecia petrificado, apenas os seus olhos seguiam o trajecto que ela fazia. Desviou a sua atenção então para Mintae, que já estava cá em baixo e agora se aproximava dos dois. Piscou várias vezes.

Ela estava perigosamente vestida com umas calças de cabedal pretas, brilhantes, um top simples da mesma cor e um casaco do mesmo material que as calças, com alguns pormenores em prateado. Tinha uns dos sapatos favoritos com pequenos diamantes que Kyuhyun lhe tinha oferecido no último aniversário. O cabelo que usava normalmente ondulado estava esticado, maquilhagem carregada e uma expressão de arrogância e superioridade.

- Oppas…? – Abriu um sorriso ao notar os olhares deles sobre si. – Estou bem assim? – Provocou.

- Dá uma volta. – Yesung pediu.

- Ya! – Kyuhyun gritou. – Eu não acho nada boa ideia tu ires à porcaria do jantar Min!

- Então…? – Ela recuou. – Já não estás interessado em ópio Kyu? – Provocou-o. – Já não queres dar um fim ao velho Liang?

- Q-quero.

- Então confia em mim e não te preocupes. Agora tchau, estou atrasada. – Ela afastou-se dos dois.

- Aish! – Kyuhyun socou uma almofada e levantou-se. – Não gosto nada disto!

Mintae parou no mesmo instante e virou-se novamente na direcção deles. Deu alguns passos firmes, ficando à frente de Kyuhyun, a escassos centímetros dele. Inclinou-se para a frente e o rapaz sentiu algo duro ser pressionado contra o seu abdómen.

- Confia em mim Kyun’-ah… - Pediu, sussurrando ao seu ouvido. – Eu estou armada… e só vou acabar a noite numa cama… a tua. – Acrescentou e afastou-se, guardando novamente o revólver no cós das calças. Deixou o interior da mansão com um sorriso nos lábios e depois de escolher um dos melhores carros da garagem, conduziu até ao sítio onde se iria realizar o jantar.

~~

- Quem gostou muito do teu regresso foi o Jonghyun… - Chansung comentou, enquanto pousava o menu ao lado do prato. Olhou a maknae à sua frente. – Eu bem o vi cheio de sorrisinhos e… “Menina Hyomin, precisa de alguma coisa?” – Imitou a voz do outro. - “Menina Hyomin, não quer fazer uma pausa para descansar?” “Menina Hyomin, não quer sair mais cedo hoje?”

O moreno calou-se quando sentiu um pedaço de pão ser atirando ao seu nariz.

- Ya! Estás com ciúmes Chan? – Gozou.

- Não! – Ele fechou a expressão. – Só estou a constatar que ele passou o dia a babar para cima de ti.

- Que culpa tenho eu se ele me adora? – Pon atirou uma mecha de cabelo para trás das costas, divertida.

- É… devias mas era começar a aproveitar isso para lhe perguntares o código de segurança dos ficheiros que tem no computador. Eu já tentei aceder a umas pastas, mas nada.

- Deixa comigo. EU consigo isso…

- Ah é? – Ele duvidou. – Como?

- Tenho os meus métodos. – A maknae lançou um olhar carregado de luxúria ao rapaz.

- Tu vê lá… - Avisou-a.

- Pabo! – Ela acusou.

- Ya!

Pon mostrou-lhe a língua infantilmente e desviou o olhar para o balcão do restaurante, os seus pedidos estavam a demorar. Desviou depois os olhos para a porta, de onde viu entrar uma rapariga morena bastante conhecida, acompanhada de uma rapaz muito bem parecido por sinal.

Miya entrou, carregando Donghae pela mão. Os seus olhos correram o perímetro do restaurante, em busca da melhor mesa. Não estava nada à espera mas, mais ao fundo, a sua maknae sorria-lhe.

A unnie arrastou o seu amigo por entre as mesas do restaurante indiano até junto do local onde estavam uma rapariga e um rapaz.

- Annyeong hasseyo. – Miya cumprimentou e Pon levantou-se para abraçá-la.

- Unnie-ah! Também vieste jantar aqui? – A maknae perguntou.

- Sim. Vim com o Donghae. – Apontou para um rapaz tímido ao seu lado. – Ele é meu amigo.

- Olá. – O rapaz em questão cumprimentou.

- Viemos comemorar que o Eunhyuk está a melhorar. E tu Pon-chan?

- Eu… vim com o Chansung. – Ele levantou-se, fazendo uma vénia. – Ele também é meu amigo. – Esclareceu.

- Estou a ver… - A unnie não resistiu a fazer o comentário e a lançar um olhar matreiro à outra rapariga.

- Ainda bem que consegues ver bem, não é unnie? – Pon lançou-lhe um olhar de ameaça. – Bem, já que estão aqui… querem juntar-se a nós? Estávamos mesmo a começar. Pedimos algumas entradas…

- Tudo bem por ti Hae?

- Tudo bem. – Ele sorriu e a maknae reparou que ele tinha um sorriso bastante bonito.

Miya e Donghae acomodaram-se, então, à mesa com os maknaes.

- Aish! Que demora… - O rapaz mais novo queixou-se. – Estou cheio de fome!

- É mesmo. – Pon acompanhou-o. – Daqui a pouco vou lá reclamar! Devem querer matar os clientes à fome! – Disse, mordendo o último pedaço de pão que restava na cestinha.

- YA! Eu ia comer isso! – Chansung manifestou-se logo a seguir.

Miya não conseguiu suprimir um leve sorriso. Finalmente alguém à altura de Pon em questões de comida. Aquele jantar ia ser interessante.

~~

Mintae estava entretida a conversar com alguns convidados do jantar, bebendo whisky na varanda de uma mansão na zona sul da cidade de Seul. Conversavam não sobre ópio, mas sobre armas de luxo. Os homens eram velhos conhecidos de Kyuhyun, dos tempos em que esteve em Pequim, pessoas de relativa confiança.

Mais afastado, um casal conversava de olhos fixos na morena.

- Que praga! – A mulher falou, com a raiva bem presente na voz. – Não veio mas teve de mandar a namoradinha!

- Aquela é namorada do Cho? – O homem pareceu surpreso com o facto. Ela acenou positivamente com a cabeça. – Coitada… então não deve saber do que o namorado anda a fazer às noites… - Ele riu.

- Não tenhas pena dela! Também não vale nada. – Ela semicerrou os olhos. – Aish, mas eu ainda acabo com aqueles desgraçados todos! – Ameaçou.

- É, mas vê lá se desta vez não fazes merda e não os subestimes! Arquitecta algo de génio antes de… - Ele foi interrompido.

- A culpa foi do Minho! Ele é que estava cego de raiva e precipitou-se. Não vai acontecer de novo.

- Sabes o que era óptimo? – O rapaz perguntou e, sem esperar por uma resposta, continuou: - Era óptimo se conseguíssemos infiltrar alguém no meio deles para ver o que andam a tramar.

A mulher murmurou algo imperceptível e ficou pensativa. Seulong deteve-se a observar Mintae por mais um pouco.

- Pergunto-me porque é que aquele desgraçado ainda precisa de meter-se com rameiras quando tem aquilo em casa… - Disse baixinho.

- Repete isso. – A mulher ao seu lado pediu, olhando-o.

- O quê? Só disse que não vejo motivo para o Kyuhyun andar com outras quando tem aquela em casa…

- Seulong… tu acabaste de me dar uma ideia! – Sorriu-lhe misteriosamente.

- O que foi?

- Precisamos de uma lista de todas as cabras que o Kyuhyun levou para a cama nos últimos tempos.

- Pfff! – Ele riu. – Para que é que queres isso? Não me digas que tens ciúmes delas e queres acabar com todas!

- Não digas disparates, estúpido! – Repreendeu-o. – Eu só preciso de alguém, com o mínimo dos requisitos, que possa infiltrar-se na casa do Cho.

- Esquece! Como é que vais fazer isso? Ele é uma raposa esperta… não vai aceitar assim alguém que…

- Diz-me uma coisa Seulong… tu não aceitavas em tua casa o teu próprio filho?

- Eu não tenho filhos.

- Burro! – InYong bateu-lhe na cabeça. – Eu disse para imaginares! Imagina que engravidas alguém por descuido… não ias querer o teu filho, mesmo tendo sido um acidente?

- É claro que queria! Afinal a criança não teve culpa… E era bom ter alguém para ensinar…

- Ainda bem que dizes isso. Só espero que o Kyuhyun goste de crianças… - InYoung riu com vontade, mirando Mintae. – E até aproveito para afastar esta dele.

- Vais ter de me explicar bem esse plano. – Seulong pediu. – Se me agradar, podes contar com a minha ajuda.

- Se vieres comigo até ao andar de cima… eu explico-te tudo o que quiseres. – Ofereceu.

InYoung começou a andar, seguida do rapaz moreno. Trancaram-se num dos quartos da mansão.

Enquanto isso, Mintae continuava a conversar com alguns convidados. Desviou o olhar e pôde então observar o velho anafado que acabava de sentar-se numa das poltronas no centro da sala. Liang, cuja cabeça ia acabar nas mãos de Kyuhyun no final da noite. Literalmente.

- Com licença senhores. – Pronunciou em mandarim antes de se afastar.

Caminhou firmemente até ao local onde o velho estava, agora quase sozinho, dado que os outros homens com quem conversava tinham saído para o jardim para poderem fumar à vontade. Felizmente que alguém tinha inventado os tapetes, eles eram sempre uma boa desculpa para alguns tropeções.

O corpo da rapariga aterrou em cheio sobre o colo do velho.

- Oh, peço-lhe imensas desculpas! – Mintae apressou-se a recompor-se. – Malditos tapetes… e malditos saltos. – Sorriu-lhe. – Magoei-o?

- N-não. – Ele respondeu com algumas dificuldades. Era-lhe difícil controlar a baba. – É um prazer servir de ampara-quedas de jovens tão bonitas.

- Ora essa. Para mim é que é um prazer cair sobre um homem tão distinto e elegante. – Sorriu-lhe.

O homem babou mais um pouco e depois resolveu oferecer-lhe uma bebida, que ela aceitou de bom grado.

~~

Os seguranças da mansão ficaram alerta quando viram um carro a aproximar-se. Quando a rapariga abriu o vidro, revelando a sua identidade, abriram os portões e um dos homens fez uma chamada para o chefe.

- Ela chegou Kyuhyun-shhi. Vai em direcção da garagem. – Anunciou e aguardou o “obrigado” do outro lado antes de pousar o auscultador.

No interior da mansão, o rapaz pousou o telefone e apressou-se a descer à garagem. Viu-a estacionar e foi-se aproximando, tentando não ser notado. Adorava aparecer de surpresa junto dela.

Mintae saiu e dirigiu-se às traseiras do carro, abrindo o porta bagagens. Um corpo inanimado foi revelado e ela sorriu ao lembrar-se de como foi tão fácil enganá-lo e matá-lo. Não estava a ser tão fácil era desencarcerar o corpo pesado do velho.

- Bolas! – Queixou-se. – Devia ter pedido ajuda a um segurança… - Disse, puxando-o pelos braços.

- Precisas de ajuda com isso Min? – Uma voz soou junto do seu ouvido ao mesmo tempo em que uns braços rodeavam a sua cintura. Ela reconheceu aquela voz sensual e provocativa, que a fazia sempre arrepiar dos pés à cabeça.

- Fodasse Kyuhyun! Tens de perder essa mania de aparecer assim! – Reclamou. – Qualquer dia matas-me a sério!

- Porquê Min…? Não gostas que eu te surpreenda? – Inquiriu ao mesmo tempo que lhe beijava o pescoço e fazia as mãos deslizarem-lhe pelas ancas.

- Kyu… - Sussurrou, tentando resistir à vontade de deixar-se levar por aquilo.

- Como é que correu? – Perguntou sem interromper a sua tarefa com os lábios e mãos. – Estou a ver que conseguiste o Liang. Bom trabalho… mereces uma recompensa…

- Ya! Larga-me lá! Tenho de levar a carcaça do velho para a cave e metê-lo na arca frigorífica… Aqueles teus amigos lá de Taiwan não queriam o corpo intacto?

- Sabes Min… nós temos empregados que podem fazer isso… - Esclareceu, rindo-se contra a nuca dela, fazendo-a arrepiar-se e soltar um ligeiro ofego.

- Mas… - Ela tentou dizer alguma coisa mas assim que o rapaz estalou os dedos, dois homens corpulentos se aproximaram. Kyuhyun apontou-lhes o corpo do velho e os dois pegaram nele e desapareceram, sem ser preciso qualquer outro tipo de indicação.

- Onde é que nós íamos? – Ele perguntou, olhando-a com um brilho negro especial nas orbes bonitas.

Mintae despiu o casaco de cabedal e atirou-o para o chão, sorrindo ao moreno. Virou-se de costas para ele, caminhando em direcção do Mercedes prateado dele, aquele que tinha roubado para substituir o que foi parar ao ferro velho por sua causa. Sentou-se sobre o capô, cruzando as pernas.

Kyuhyun sorriu-lhe em resposta. Humedeceu os lábios, despindo a t-shirt confortável que vestia naquela noite. Esta ficou esquecida no chão, ao lado do casaco dela. Foi caminhando na direcção dela lentamente. Mintae mordeu o lábio assim que o rapaz ficou a escassos centímetros de si. As mãos dele pousaram sobre as suas coxas e foram deslizando pelo cabedal até aos joelhos. Descruzou-lhe as pernas e afastou-as, permitindo-lhe encaixar-se entre elas. Segurou a morena com força, levantando-a um pouco para que ficasse encaixada sobre a sua cintura. Depois deitou-a sobre o capô, deixando-a presa entre o carro e o seu próprio corpo. Ao fim de algum tempo com os lábios colados, ela quebrou o contacto de súbito. O rapaz olhou-a, confuso.

- Tens a certeza que estás bem? Não te dói nada? – Perguntou preocupada.

- Fodasse Mintae! Eu não acredito que me interrompeste por causa disso!

- Ora… eu só… - Tentou dizer, mas foi atacada novamente. Depois do beijo, e com um único movimento, o rapaz rasgou-lhe a blusa.

- Nunca estive melhor Min-ah… - Sorriu-lhe sugestivamente.

(continua...)
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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Abr 08, 2011 10:27 am

OMG!!!!
Isto está mais que brutal, isto está amazing!!!! XD
Eu adoro isto!

Continuo a dizer que adoro a preocupação do Yesung oppa Smile soooo cute *.*

Aish a maknae ainda não está recuperada e já saiu!! E ela, mais tarde ou mais cedo, vai ter de escolher entre o Chan e Doojoon que por sinal ainda está desaparecido entre as stripers provavelmente.

Eu adoro a personagem da Kim! Ela é tão enganadora!! Mas como ninguem é de ferro ela está a ter duvidas se quer ou não magoar o Min Woo.

O Kyu e a min finalmente se estão a entender! Aish aquele Kyu é mesmo bad boy Twisted Evil estava a tentar provocar a min! Imagino a força de resistência que ela teve de ter e no final já não deu para resistir.
E é bem merecido, alias ela conseguiu realizar a missão XD
A InYoung é uma bitch!! Eu não acredito que ela vai fazer aquilo!!
Mas o kyu baby não devia andar a dar facadas fora, se a Min sabe vai ficar magoada novamente...Bad Kyu!!

Olha o Hae a quer marcar pontos! XD É só para ir comer ao restaurante indiano...sim isso mesmo peixe! Mas ele é tão amor...ele é tão fofinho para mim Smile eu quero um pedaço de Donghae!! mesmo assim eu pretenço ao Eunhyuk mas vá lá á que partilhar não é? Twisted Evil Twisted Evil
Adorei quando encontrei a maknae:

Citação :
- Ainda bem que consegues ver bem, não é unnie? – Pon lançou-lhe um olhar de ameaça.
Lol

Um aparte, eu também gosto das 4 minute a minha música favorita é a 'HUH'


E pronto grande testamento XD
Continua e ACORDA O MEU MONKEY CHO MINTAE!!
Faz isso à unnie please *.*
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Abr 14, 2011 9:32 pm

Annyeong ^^

Nee Miya unnie, eu também gosto bastante da "HUH" *-* Cada vez vou gostando mais delas ~~
Eu prometo (estou mesmo a prometer!) que o Eunhyuk vai acordar, finalmente ^^ Mesmo assim, eu ainda tenho outra maldade para a personagem dele *leva pedradas* Please don't kill me XD

Tenho de esclarecer umas coisas da fic que vão ser importantes mais para a frente. Nos próximos capítulos é possível que haja umas quantas viagens ao passado para esclarecer alguns factos da vida das personagens. Por isso tenham em conta que o ano em que se passa a fic é este, 2011. E as idades actuais das personagens são (vou só incluir as principais):
Spoiler:
 

Outras notas:
Kui Xian é o nome chinês do Kyuhyun.
Vai haver uma parte deste capítulo super random... mas eu não resisti em escrever aquela cena para o Yesung oppa quando estava a ouvir a "Genie" das SNSD XD Sowoneul Malhaebwa ~~ Razz
Novas personagens: ZhouMi [SuJu M] e Amber [f(x)]

Este capítulo é grande... eu acho que já não sei escrever capítulos pequenos para esta fic XD E mais vale despachar isto. Vocês têm noção que esta fic já tem seis meses? Eu conhecei em Outubro OMONA~! Como é que é possível? I must be crazy XD Agora com a férias vou ver se actualizo isto mais vezes ^^'

Anyway, I hope you like this one ~~

29.

Yesung e Miya foram os primeiros a chegar à mesa para tomar o pequeno almoço. O rapaz começou a contar das suas preocupações com Doojoon, que ainda não tinha dado sinais de vida e por causa disso tivera de mentir a Kyuhyun sobre o seu desaparecimento na noite anterior. Instantes depois chegou Pon, logo a reclamar porque ainda não estava tudo pronto para começar a comer. Kim desceu a seguir, ensonada e aparentemente chateada com alguma coisa.

Logo depois apareceram Mintae e Kyuhyun. Vinham juntos e sorridentes. Ao vê-los assim, Kim pareceu ficar mais animada e sorriu, pensando num comentário qualquer para os provocar.

- Bom dia. – Mintae cumprimentou alegremente.

- Que bom humor unnie. – Pon comentou. – Dormiste bem, foi? – Olhou-a, travessamente.

- Dormi. – Respondeu-lhe, semicerrando os olhos. – E tu Pon-chan?

- Também. – Riu.

- Estás melhor Kyu oppa? – Miya perguntou ao chefe.

- Estou óptimo. – Ele sorriu docemente à dongsaeng. – Obrigado pela preocupação Miya-chan.

- Tanto mel logo de manhã… – A loira finamente comentou. – O que é que vocês andaram a fazer durante a noite para estarem tão fofos? – Toda a gente riu do comentário dela menos os dois em questão, que a olharam torto.

Kyuhyun resolveu ignorar a boquinha, mas Mintae não resistiu em atirar-lhe uma uva, que estava ali perto na fruteira. Kim apanhou-a e levou-a à boca.

- Oh, que fofa! Até já alimenta as dongsaengs. – Continuou a provocar, mastigando a fruta. – Que dedicação… Kamsahamnida… umma. – Acrescentou.

- Ya! – Mintae gritou, desta vez pegando numa faca, ameaçando a loira.

- Parem lá com a infantilidade, criaturas! – Yesung pediu.

- Não sejas chato oppa! – Miya repreendeu-o, colocando-lhe um morango na boca para o calar.

- Estou rodeada de malucos! - Pon não conseguia parar de rir da cena a que estava a assistir. Kim colocou-lhe, não uma, mas várias uvas ao mesmo tempo na boca.

- Ya! Toda a gente! – Kyuhyun chamou a atenção de todos, que pararam e o olharam. – Isto está muito animado… mas eu tenho uma coisa para vos dizer, meninas. – Olhou para Miya, Kim e Pon. Yesung já sabia o que ele ia contar. – Quer dizer, nós temos uma coisa para vos contar. – Corrigiu, olhando Mintae, que mordeu o lábio.

- OMONA! – As maknaes gritaram ao mesmo tempo, arregalando muito os olhos. Miya começou com os seus sorrisos fantasiosos.

- YA! – Mintae levantou a voz. – Não se ponham a fazer filmes porque não é nada do que já estão aí a imaginar! Suas… Aish!

Yesung deu uma gargalhada e com isso levou um estalo no braço.

- É por isso que estão tão cheios de mel hoje! – Kim começou e olhou para Pon. Em conjunto as duas gritaram entusiasmadas: - O Kyu e a Min vão casar!

- Hum… olha que eu acho que eles vão ter um bebé! – Miya opinou, rindo.

- Também pode ser! – Kim estalou os dedos.

- Ou as duas coisas… - Pon completou.

Mintae suspirou, pensando se era melhor matá-las ou matar-se a si própria.

- Já fizeram o vosso filme… - Kyuhyun disse, mantendo a calma. – Então agora deixem-me falar. – A sua expressão tornou-se mais séria. – Eu e a Min vamos ficar fora durante uns tempos. Vamos esta tarde para a China. – Anunciou.

No mesmo instante as três perderam os sorrisos.

- Porquê? – Miya perguntou. – Aconteceu alguma coisa?

- O que é que vão fazer? – Seguiu-se Kim.

- Ya! E só agora é que nos avisam? Mais um bocadinho iam e só nos telefonavam amanhã quando já lá estivessem! – A maknae atirou.

- Ou então telefonavam daqui a um mês ou isso… - Kim corrigiu.

- Oh meninas… que drama todo é esse agora? – Yesung perguntou. – Eles vão ficar uns tempos fora… semanas só, não é? – Perguntou aos dois.
Mintae confirmou com a cabeça.

- Nós vamos para a casa do ZhouMi. A Min vai ter uns treinos com a Amber e eu… vou basicamente só descansar… rever algumas pessoas. Eu sei que vos devia ter avisado mais cedo… mas eu próprio só soube disto ontem. – Sorriu, atirando as culpas para a rapariga ao seu lado.

- Mianhae-ah… - Ela disse de cabeça baixa. – Mas eu preciso de um tempo… - Contorceu os lábios e as três logo perceberam quais poderiam ser os motivos dela: um certo polícia. – Como estive a falar com a Amber e ela me disse que me queria ensinar uns truques novos… resolvi aceitar…

- Tudo bem Min. – Miya sorriu-lhe docemente.

- Nós conseguimos viver sem vocês. – Kim disse depois, com um sorriso matreiro.

- Até porque vai ser interessante ter o chefe longe por uns tempos… - Pon comentou.

- Ya! Eu estou de olho em vocês! – Kyuhyun disse sério. – E o Yesung fica aqui, responsável por vocês… por isso obedeçam como boas meninas.

As três entreolharam-se e depois olharam Yesung. Miya, que estava ao lado do mais velho, aproximou-se dele colocou-lhe um braço sobre os ombros, enquanto que a outra mão deslizou sobre o peito dele.

- É claro que nós vamos obedecer ao Yesung oppa. – Disse, sensualmente.

Yesung inspirou o ar com força. Miya não tinha noção do que lhe fazia sempre que proferia aquele “Yesung oppa” arrastado. Tentou afastar um pensamento nada casto da sua mente.

- Vamo-nos dar imensamente bem… - Kim completou, piscando-lhe o olho.

- O Yesung é sempre tão querido connosco… - A maknae ainda acrescentou, mordendo o lábio.

- Esquece Kyuhyun, isto não vai correr bem! – O mais velho afastou-se, quase em pânico. – Eu… com elas as três…

- Olha o respeito hyung! – Kyuhyun repreendeu-o. – Elas é como se fossem tuas filhas agora, por isso vê lá o que é que fazes. – Ameaçou.

- Belo exemplo… a Mintae também é tua filha e olha lá o que andas a fazer com ela! – Pon deixou escapar e assim que se apercebeu, tapou a boca com as mãos.

- Fiquei tua fã agora Pon-chan! – A loira abraçou-a, rindo. – Comentário épico!

- Sorry sorry Kyu oppa. – A maknae temeu pela sua saúde ao notar o olhar que recebia do moreno e da unnie. – Mianhae unnie-ah, eu disse sem querer. – Olhou-os inocentemente.

- Aish! Não faças essa cara Pon! – Mintae ordenou. – Sabes que essa cuteness…

- Pois, a maknae é sempre cheia de cuteness e safa-se sempre! Se fosse eu já estava a levar na cabeça! – Kim queixou-se e Pon atirou-lhe a língua.

- Ciumenta! - Acusou-a.

- Aish! Vocês são as duas fofíssimas, por isso não discutam! – Miya pediu.

- Sim, é melhor virem aqui dar-lhe um abraço em vez disso. Eu vou ter tantas saudades vossas… - Mintae disse e as três praticamente voaram para cima dela. Depois atiraram-se para os braços de Kyuhyun, enchendo-o de beijos e abraços.

- Tu és um filho da mãe do piorio Cho Kyuhyun! – Pon acusou durante o abraço, deixando-o confuso. – Mas não há como não gostar de ti. – Beijou-lhe a bochecha e afastou-se, dando lugar a Kim.

- Obrigado Pon… eu acho… - Disse na dúvida.

- Vê lá se não te metes em confusão. – Kim, por sua vez, avisou-o. – E toma conta da Min unnie.

- Ne. Isso é o que eu vou fazer melhor. – Sorriu.

- Pfff. – Mintae rolou os olhos. – E eu lá preciso que cuidem de mim?

- Ya! Não estragues o momento romântico. – Pon bateu-lhe no braço.

- Voltem depressa. – Miya pediu, beijando a bochecha de Kyuhyun.

- Bem… - O rapaz começou. – Agora que já está tudo esclarecido, vamos comer decentemente.

Todos obedeceram, sentando-se à mesa para apreciar o último pequeno-almoço em família. Kyuhyun não estranhou a ausência de Doojoon, pois Yesung tinha-lhe dito que ele tivera de deslocar-se até Ulsan por causa de uma velha avó que adoecera.

~~

Pon, que depois do pequeno almoço tinha ainda ido ao quarto buscar a mala, entrava agora na garagem. Viu uma das suas unnies a andar de um lado para o outro perto do seu desportivo vermelho com um telemóvel na mão.

- Ya! – Chamou a sua atenção. – O que é que estás a fazer?

- Aish! – Kim quase deu um salto com o susto. – Que susto Pon!

- Desculpa! – A maknae riu-se. – O que é que estavas a fazer tão concentrada com o telemóvel, que nem me ouviste chegar? – Perguntou curiosa.

- Eu não sei o que fazer! – Queixou-se. – Não sei se ligue ao Kiseop a perguntar porque raio é que ele saiu da mansão e onde é que anda metido, ou simplesmente o ignore… pode ser que tenha resolvido desamparar-me a loja de vez! – Suspirou.

- Não eras tu que querias que ele te deixasse em paz? Se calhar ele resolveu fazer isso…

- Queria tanto que fosse isso… mas eu conheço-o bastante bem e não me parece que tenha desistido assim… para além disso, acho que se ele fosse embora teria pedido dinheiro antes…

- Bem… - Pon contorceu os lábios, pensativa. – Desde que não te atrapalhe, também não faz mal que ande por Seul…

- Bolas, estou lixada com estes todos! Que praga. É Min Woo, é TOP, é Kiseop… aish! Eu ainda vou enlouquecer com isto!

- Andas muito requisitada Kim… - A maknae sorriu, recebendo um olhar torto da loira.

- Olha quem fala! Então e tu… eles até já andam à porrada por tua causa! E ainda nem sabem do Chansung… - Riu também.

- Não gozes com isso! – Pon assumiu uma expressão séria de preocupação. – O Doojoon passou dos limites com os ciúmes parvos do Junsu! Ele é muito querido mas é só o meu médico e estava a cuidar de mim! E depois ainda desapareceu e nunca mais deu sinais de vida! Deve andar a fazer das boas… mas ele que depois nem venha com aquelas lamechices de “minha maknae”!

- Mas tu não gostas de ser a maknae só dele? – Tentou-a.

- Mas antes de ser dele, sou uma pessoa livre! – Pon ripostou. – E agora, se ele quiser voltar a ter a “sua maknae” – Pon fez sinal de aspas com os dedos – vai ter de se esforçar bastante por isso. – Ela lançou um olhar malicioso à unnie.

- Tu gostas de tratá-lo mal, não gostas?

- Ele é que gosta que eu o trate mal. – A mais nova disse com um sorriso nos lábios e entrou no seu carro.

- Enquanto ele não volta, vais-te divertindo com o Chansung… aish, tu não prestas maknae! – Acusou-a, divertida.

- E tu prestas Kim? – A maknae lançou-lhe um olhar de provocação. – É Min Woo, é TOP, é Kiseop… - Repetiu as mesmas palavras da loira há pouco.

- Não. Eu também não presto! – Respondeu. – Foi por isso que tu aprendeste essas coisas aqui com a unnie.

Pon não lhe disse nada, finalmente arrancou, deixando a loira novamente sozinha com o telemóvel na mão, a ponderar o que fazer. Quando a loira se apercebeu, o desportivo vermelho estava novamente ao seu lado.

- Não lhe ligues. – Pon falou, baixando o vidro. – Deixa que ele venha atrás de ti novamente. Eles é que são as presas… tu és a caçadora Kim. Quem dita as regras és tu! – Piscou-lhe o olho e arrancou novamente, desta vez, saindo realmente da garagem.

Kim ficou a pensar nas palavras da maknae. Aquela andava a sair-lhe melhor do que a encomenda. Sorriu, atirando o telemóvel para dentro da mala, e dirigiu-se ao seu carro, estacionado um pouco mais à frente.

~~

Um Audi branco parou em frente de um prédio do centro da cidade. A morena ao volante suspirou, olhando para a janela do 7º andar.

- Mianhae… - Sussurrou baixinho. – Mas é melhor assim… quer para mim quer para ti. – Sorriu tristemente. – Mas adorei conhecer-te Taec… és um fofo. – Contorceu os lábios, ganhando coragem para arrancar. – Se tu não fosses polícia… e se eu não fosse criminosa, acho que nos íamos dar bastante bem. Aish! O que é que eu estou a dizer?

Rapidamente arrancou, apressando-se para casa. Não faltava muito para o voo.

~~
Yesung estacionou o carro perto de uma das várias entradas do aeroporto. Dois rapazes saíram lá de dentro, seguidos de uma rapariga, que quase se esquecia de uns papéis sobre os estofes da viatura.

- Obrigada por nos teres trazido oppa. – Mintae abraçou o rapaz mais velho.

- De nada Min. – Ele apertou mais a morena junto a si. – Divirtam-se por lá. E não fiquem muito tempo…

- Não te preocupes hyung… eu vou estar a tratar de algumas coisas desde lá. Obrigada por me ajudares aqui. – Kyuhyun abraçou também Yesung.

Os três tiraram todas as malas da bagageira do carro e Yesung voltou a arrancar, enquanto os dongsaengs entravam no aeroporto. Dirigiram-se ao um balcão para fazer o check-in e Mintae estendeu a documentação falsa a uma rapariga loira sorridente.

- Park SoYeon e Kim WooHyun, com destino a Ningbo, certo? – Procurou certificar-se.

- Isso mesmo. – Kyuhyun confirmou.

Um segurança veio colocar-lhes as malas para passarem pelo detector de metais, enquanto os dois assinavam a documentação.

Depois de toda a burocracia tratada, as portas do avião finalmente abriram minutos antes da 17 horas. Mintae e Kyuhyun foram dos primeiros a entrar, e conduzidos ao seu espaço reservado na primeira classe. A rapariga sentou-se perto da janela e Kyuhyun, após agradecer à hospedeira, sentou-se ao seu lado.
Assim que todos os passageiros foram acomodados e as normas de segurança foram explicadas, o avião começou a movimentar-se na pista. Mintae, olhando para o exterior do aparelho, suspirou.

- Então Min… - O rapaz começou. – Estás feliz?

- Nee… - Ela virou-se para encará-lo. – Estou. – Sorriu. – E tu?

- Também. – Kyuhyun ajeitou-se melhor no assento. – Queres dormir?

- Não. O voo não vai demorar assim tanto e não estou cansada. Mas tu devias…

- Aish… - Ele sorriu. – Eu não te provei já que estava óptimo? – Lançou-lhe um olhar matreiro.

- Ne. – Ela mordeu o lábio, tentando não rir. – Kyu… eu tenho de te dizer uma coisa. – Começou.

- O quê? – O rapaz abriu mais os olhos, cheio de curiosidade para aquilo que ela teria para dizer.

- Obrigada por aceitares vir comigo. Obrigada por tudo oppa…

Kyuhyun sorriu ao ouvi-la chamar-lhe “oppa” assim. Não era muito comum dela.

- Não me agradeças Min-ah. Eu faço o que for preciso por ti…

- Aish! – A morena suspirou, sorridente. – Nós andamos a ficar tão lamechas Kyuhyun. – Riu. – Não pode ser, temos uma reputação a manter…

Kyuhyun acompanhou-a com uma gargalhada suave. – Mas quando estamos só os dois não precisamos de nos preocupar com reputação. – Aproximou-se mais e pegou-lhe no queixo.

Mintae fechou os olhos devagar, desfrutando do carinho do rapaz. Sentiu os lábios dele se aproximarem cada vez mais mas, assim que se tocaram, uma espécie de choque percorreu o seu corpo. Afastou-se de repente, deixando Kyuhyun confuso.

- O que foi? – Ele deslizou a mão pelo braço dela, sentindo a sua pele arrepiada.

- Eu tive um feeling Kyu… - Mintae disse séria.

- O quê?

- Não sei, uma sensação estranha… como se fosse acontecer algo de mau…

- Não vai acontecer nada de mal Min… - Ele disse docemente enquanto envolvia o corpo dela nos seus braços. Mal ele sabia que o mal já estava feito.

~~

- Aish Jonghyun! Pára lá de andar de um lado para o outro, estás a deixar-me tonta! – Pon queixou-se, atirando uma bola de papel à cabeça do loiro.

- Eu estou nervoso Hyomin! – Ele queixou-se. – Falta pouco tempo para a reunião com o Professor. Ele vai avaliar o meu desempenho… aish! – Suspirou.

A rapariga sorriu internamente e levantou-se, caminhando sensualmente na direcção dele. Parou atrás dele e colocou as mãos sobre os seus ombros, começando a massajar o local.

- Não precisas de ficar nervoso. Eu tenho a certeza que vai correr bem… vou ficar a torcer por ti. – Disse, num tom já provocativo, perto do pescoço dele. – Tu és tão competente Jong oppa…

- O-obrigado. – Ele disse quase a engasgar-se. – Mas malditos nervos! Se eu conseguisse estar calmo tudo correria melhor! – Queixou-se tristemente.

- Oh! Então porque é que não mandas os nervos para as urtigas? – Perguntou, ainda massajando os ombros do loiro.

- Porque não consigo assim, sem mais nem menos!

Pon sorriu maliciosamente, tendo uma óptima ideia para ajudá-lo.

- Isso quer dizer que tens de fazer alguma coisa, não é?

- Sim. Mas não sei o que pode resultar.

- Deixa comigo Jong. – Pon mordeu o lábios e afastou-se dele, caminhando até ao sítio onde tinha deixado a sua mala. Jonghyun seguiu-a com o olhar e ficou a vê-la remexer lá dentro, aparentemente à procura de alguma coisa. Viu-a tirar uma caixinha que pensou ser algum género de calmantes.

- Tenho a certeza que isto te vai ajudar. – Disse com um sorriso.

- Comprimidos? Eu já tomei hoje de manhã.

- Não são comprimidos Jong! – Pon riu-se da inocência dele.

- Então? – O rapaz olhou-a, confuso.

Pon abriu a caixa e de lá tirou um cigarro. Jonghyun arregalou os olhos ao máximo.

- Ya! Não se pode fumar aqui dentro menina Hyomin! E isso faz mal à saúde… não devias- - O seu sermão foi interrompido pelo dedo dela em frente da sua boca.

- Que se lixe as regras e se faz mal ou não. Não sejas tão certinho pelo amor de Deus! – Ela rolou os olhos.

- Mas - - Ele tentou protestar novamente mas Pon não o deixou.

- Confia em mim Jong… isto só te vai fazer ficar mais calmo. Não tem mal nenhum! – Sorriu-lhe, enquanto tirava e colocava um outro aparelhinho em cima da mesa.

- O que é isso? – Ele perguntou, cada vez com mais medo das ideias dela.

- Isto é um aparelho que vai chupar o fumo e o cheiro, para não deixarmos vestígios.

Ele piscou várias vezes.

- Como é que tu tens estas coisas todas?

- Se é para fazer as coisas, mais vale fazê-las bem. – Piscou-lhe o olho, enquanto acendia um cigarro e tragava a primeira vez. Jonghyun observou atentamente como ela fazia aquilo.

Assim que soltou o fumo, estendeu o cigarro ao rapaz. Ele ficou relutante.

- Vá lá Jong! Desperdiçar é mau, despacha-te.

Desajeitadamente, ele pegou no pequeno objecto incandescente na ponta.

- Hyomin… - Chamou-a. – Como é que eu faço?

- O teu caso é pior do que eu pensei Jong… - Riu. – Nunca experimentaste antes? – Ele acenou negativamente. – Nem durante a adolescência? – Ele voltou a negar. – Certo. Faz assim, põe na boca e chupa um bocadinho, inspira e trava com a garganta, depois podes soltar o fumo.

- Eu não acho que isto seja boa ideia. – Ele coçou a cabeça.

- Tudo bem se não quiseres, mas assim vais ficar nervoso e todo atrapalhado na frente do Professor. – Tentou-o.

Jonghyun engoliu em seco. Já que aquilo iria ajudar, então, embora não gostasse, lá iria fazer um esforço para dar uma passa naquela porcaria. Para a primeira vez, até que ele se desenrascou bem. Um pequeno ataque de tosse, mas nada de muito grave.

Pon apenas observava o rapaz. Sorriu, vendo como ele cada vez fumava aquilo com mais gosto.

- Vês, não te sentes mais calmo e relaxado? – Perguntou.

- Sinto. – Ele abriu um grande sorriso. – Mas sinto-me um bocado tonto.

- É normal… não te preocupes. Daqui a pouco passa.

- Ok. – Ele continuou entretido até aquilo acabar e ficar completamente fora do contexto do mundo real.

Algum tempo depois Chansung entrou, ele que tinha dado a desculpa de ir tirar fotocópias para ir até à sala do Professor para o fazer ter uma pequena e acidental subida súbita da pressão arterial, que o levaria a ter de ir para casa e cancelar a reunião com Jonghyun.

O estado do rapaz também não era melhor do que o do velho senhor. Chansung estranhou quando entrou e viu as lindas figuras que o rapaz fazia no meio do laboratório. Pon estava sentada sobre uma mesa, aplaudindo, divertida, as palhaçadas que ele fazia.

- PonHyunMin! – Chamou o seu nome. – Que raio fizeste ao Jonghyun?

- Olá Chan! – Cumprimentou-o alegremente. – Eu não fiz nada. – Defendeu-se. – Ele fez com as próprias mãos dele. – Riu-se.

Quando o maknae se aproximou dela, sentiu um cheio característico.

- Porque é que cheira a erva? – Estranhou e, após pensar um pouco e ver o sorriso malicioso nos lábios da rapariga, chegou à conclusão. – Pon, tu drogaste o Jonghyun?

- Eu só lhe ofereci um dos meus cigarros especiais… - Disse, olhando-o com uma expressão inocente.

- Aish! – Ele riu-se.

- Não devias questionar os meus métodos Chansung… - Avisou. – E não devias ser tão mente suja acerca de como eu consigo as coisas…

- Tudo bem… - Ele levantou as mãos. – Não te volto a questionar. Mas conseguiste os códigos dos ficheiros do computador?

- Claro que sim. Achas que o Jong está em condições de alguma coisa? – Ela apontou para o rapaz, que ainda continuava fora das suas capacidades, deitado no chão ali ao lado.

- Realmente… Coitado do Jong! - Ele riu do estado deplorável do loiro. – Mas não interessa! – Virou-se para a maknae novamente. – Onde é que estão os códigos? – Quis saber.

- Eu apontei num papel. – Pon respondeu, fingindo não perceber o que ele queria mesmo saber.

- Ok Pon. – Ele rolou os olhos. – E onde é que está o papel?

- Tenho-o aqui. – Voltou a responder com rodeios.

- E podes dar-mo, por favor? – Ele pediu, estranhando a forma como ela estava a agir.

- Porque é que eu haveria de fazer isso Chan?

- Como assim? – Ele estranhou. – Nós tínhamos combinado que eu ia tratar do velho para ele não poder encontrar-se com o Jonghyun enquanto tu lhe tiravas os códigos para depois eu aceder aos ficheiros! – Recapitulou o plano.

- Queres isto Chan? – Pon tirou o papel onde tinha apontado o que o loiro tinha dito do bolso e mostrou-o ao maknae.

- Quero!

- Então porque é que não vens buscar? – A morena dobrou o papel e guardou-o no decote, junto ao soutien. – Não és tu que gostas de obter as coisas à força?
Chansung finalmente percebeu o recado e abriu um sorriso malicioso. Começou a aproximar-se dela.

- Ok Jonghyun, já cumpriste a tua parte. Descansa. – Riu para o rapaz que estava no chão, enquanto levava um pano húmido até à sua face. O loiro adormeceu assim que cheirou a substância activa que o pano continha.

Chansung continuou a avançar na direcção de Pon, que recuava ao mesmo tempo, até ficar encurralada por uma estante. As mãos fortes dele bateram com força na madeira, fazendo a estrutura abanar e Pon fechar os olhos devido à violência do impacto.

- Tens a certeza que só me vais dar esse papel se for a mal, Pon-chan? – Ele falou baixinho, perto do ouvido da maknae.

- OMONA ~ Chansung-ah! – Ela suspirou ao sentir o corpo musculado dele ser pressionado contra o seu.

- Hã Pon-chan?

- Ne. Só vais tê-lo se o mereceres! – Ela disse firme.

- Nesse caso tenho de me esforçar… - Ele lançou-lhe um sorriso sugestivo antes de atacar-lhe os lábios com necessidade.

~~

O rapaz entrou no aeroporto acompanhado pela sua dongsaeng, que dava passos largos para conseguir acompanhá-lo. Aqueles malditos saltos estavam a dificultar-lhe a tarefa! Se não era mais confortável ter ido de ténis ou sapatos baixos. Discretamente atirou a língua ao rapaz ao seu lado, condenando-o por tê-la obrigado a usar aquilo.

O rapaz viu um dos ecrãs gigantes, espalhados por toda a extensão do aeroporto, que o voo que partira de Seul há horas atrás acabava de aterrar na pista 7. Pegou no braço da rapariga e encaminhou-a para lá.

No meio de uma multidão de gente que acabara de sair do avião, ZhouMi reconheceu Kyuhyun e, atrás dele, Mintae. Abriu um sorriso e deu um toque no braço de Amber que olhou na mesma direcção dele.

- Min! – A rapariga gritou, fazendo ZhouMi rolar os olhos, em sinal de reprovação pelo acto.

Ao ouvir o seu nome, a rapariga em questão levantou os olhos, procurando quem a chamava.

- Amber! – Gritou também, assim que a reconheceu.

As duas começaram a correr na direcção uma da outra. Mintae atirou tudo o que tinha nas mãos para o chão e abraçou a rapariga chinesa. Pouco depois, atrás das duas, surgiram Kyuhyun e ZhouMi.

- Se fosse eu a vocês gritava ainda mais… - Kyuhyun disse, olhando à volta.

- YA! – As duas fizeram a vontade ao rapaz, gritando logo a seguir.

- Aish! – Kyuhyun suspirou, desistindo. Aproximou-se de ZhouMi e os dois abraçaram-se.

- Como é que estás Kyuhyun? – O mais alto perguntou. – Eu soube do Minho…

- Tudo bem, estou óptimo, não te preocupes.

- Mimi oppa! – Mintae abraçou o chinês logo a seguir, enquanto Amber fazia o mesmo com Kyuhyun.

- Vá vá, vamos sair daqui. – ZhouMi apressou-se a dizer, encaminhando todos em direcção à saída. Cá fora, o rapaz clicou num botão que destrancou as portas de um dos carros mais caros da marca BMW. Era preto, lindo. Os quatro entraram e o mais velho arrancou, pisando o acelerador com força.

- Bem vindos a Ningbo novamente. – Amber disse, assim que o carro se afastou das imediações do aeroporto. – Unnie, tenho umas coisas novas para te mostrar. – Disse para Mintae, que lhe sorriu.

No banco da frente, ao lado de ZhouMi, que conduzia, Kyuhyun começou a procurar alguma coisa. Pegou no telemóvel e marcou um número.

- Tenho de avisar o Yesung hyung que já chegámos. – Disse.

- E como é que estão a Miya, a Kim e a Pon? – ZhouMi perguntou.

- Estão bem. – A morena de cabelos compridos apressou-se a dizer. – Para a próxima elas vêm também.

O carro de ZhouMi saiu da estrada principal, apanhando uma caminho estreito, rodeado de árvores. Pouco depois, numa clareira, uma mansão imponente surgia.

- Tinha tantas saudades daqui… - Mintae suspirou.

- Vais poder matar as saudades todas. – Amber sorriu-lhe, piscando o olho.

~~

Yesung suspirou, deixando-se cair numa das poltronas. Faltava pouco tempo para as 22 horas da noite e ainda nenhuma das dongsaengs tinha chegado a casa.

- Mas elas vão ouvir! – Ameaçou. – É só o Kyuhyun ir embora que elas resolvem armar-se em rebeldes! – Dramatizou, sabendo perfeitamente que elas estavam a agir como sempre fizeram. Kyuhyun não lhes impunha horários para estar em casa. Mas era a primeira vez que ele tomava conta de dongsaengs raparigas, sentia que tinha de ser mais protector.

Encostou-se mais na poltrona, iria esperar ali até que todas chegassem a casa.

Algum tempo depois, ouviu uma chave rodar na porta principal. Ficou alerta. Reconheceu a silhueta de Miya.

- Yesung oppa! – Ela sorriu-lhe. – Boa noite.

- Só agora Miya? O que é que andaste a fazer? – Levantou-se e cruzou os braços à frente do peito, encarando-a com uma cara séria.

- Eu fui fazer umas compras. – Ela respondeu tranquilamente.

- A esta hora? Não podia ser mais cedo?

- Não. A loja onde eu fui só abre depois das 20h.

- Ah é? E que raio de loja é que só abre a essa hora? – Franziu as sobrancelhas.

- Pensa lá um bocadinho oppa. – Ela pediu. – Não é difícil… – Foi-se aproximando mais dele. – Se acertares tens uma recompensa.

Yesung engoliu em seco e sentiu um formigueiro no corpo. Que raio queria ela dizer com aquilo?

- Miya, diz-me que não é aquilo que eu estou a pensar! – Ele pediu, recuando um passo para trás.

- E em que é que o meu oppa está a pensar? – Miya deu um passo para a frente, lançando-lhe um olhar provocador.

- M-Miya… - Sibilou, recuando até cair sobre o sofá.

- Sim Yesung oppa? – Ela avançou mais, colocando o pé direito sobre o assento do sofá, no meio das suas pernas entreabertas.

No mesmo instante, a porta principal voltou a abrir e duas raparigas mais novas entraram. O rapaz arregalou os olhos ao reparar na forma como elas estavam vestidas.

Kim tinha um uniforme de estudante, minissaia azul, camisa, gravata, meias altas e até dois totós no cabelo loiro. Numa das mãos segurava um chupa-chupa gigante, que lambia tentando parecer inocente. Pon estava vestida de militar, mas a sua farda estava bastante reduzida. Nas mãos carregava um par de algemas.

- Porque é que estão assim vestidas? – Yesung perguntou, tentando afastar-se de Miya.

- Para uma missão oppa. – Kim esclareceu.

- E que raio de missão é essa? – O rapaz olhou-as de cima a baixo outra vez.

- Hum… - Pon começou. – Satisfazer as fantasias do nosso oppa. – Sorriu.

Yesung caiu novamente no sofá.

- OMO ~ o oppa está doente! – Kim aproximou-se dele.

- Devíamos ter trazido uma enfermeira. – Pon constatou, sentando-se ao lado dele, abanando-o com o seu chapéu.

- Não se preocupem. – Miya sorriu, virando-se de costas. Começou a desapertar o casaco comprido que tinha vestido. Assim que o fez deslizar pelos ombros, revelou um uniforme de enfermeira. Virou-se novamente para a frente. – Onde é que dói oppa? – Aproximou-se dele. – Eu vou cuidar de ti…

Yesung já não estava capaz de nada. Aquilo só podia ser mentira! Ou aquelas três queriam gozar com a sua cara… aish! Estavam a conseguir tirá-lo do sério.

- Não está frio aqui… acho que podemos tirar isto! – Pon começou a abrir os botões da camisa que ele usava naquele dia.

- M-meni-nas… n-não…

- Schhh, não nos atrapalhes! – Kim colocou-lhe o chupa-chupa na boca.

Já sem camisa, o próximo alvo delas foi as calças, que Pon retirou e atirou para cima do outro sofá. Miya pousou a mão sobre o peito dele, perto do coração.

- Dói aqui oppa? – Perguntou. Ele acenou negativamente com a cabeça.

- Acho que é mais para baixo Miya unnie. – Kim piscou o olho à morena.

- Ahhh… estou a ver. - A mão dela foi alisando a barriga tonificada dele. – Acho que encontrei. – Sorriu às duas.

Kim e Pon trocaram um olhar. A loira substituiu o chupa-chupa pelos seus lábios, provando o doce da boca dele. Pon inclinou-se para a frente, chagando ao tórax dele. Foi-lhe depositando leves mordidas pelo peito e sorriu, fitando os mamilos rosados. Para ainda melhorar mais a situação do rapaz, que já não sabia o que havia de fazer com aquelas duas, Miya ainda pousou uma das mãos num sítio crítico do seu corpo.

- É aqui oppa? – Perguntou.

- Miya-ahh… - Yesung gemeu quase sem ar. Pon mordeu-lhe com um pouco mais de força. – Pon-chan! – Gritou. Kim deu o golpe final quando mordeu o lóbulo da sua orelha. – Kim-ah!

- OPPA! – As vozes das três raparigas fizeram o mais velho dar um pulo da poltrona onde estava sentado. Meio atordoado, encarou-as. Os uniformes tinham desaparecido assim como as suas roupas tinham voltado ao lugar.

- Estavas a sonhar? – Pon perguntou-lhe.

- Pff e não era com boa coisa! – Kim riu. – Porque é que estavas a gemer os nossos nomes? – Perguntou, tentando conter uma gargalhada.

- OMO Yesung oppa! – Miya riu. – Eu não acredito que- - Ele não a deixou acabar.

- Não é nada disso suas… indecentes! Eu estava a sonhar que vocês estavam em perigo! – Yesung levantou-se e apressou-se a afastar delas. – Aish! Eu sabia que isto não era boa ideia! – Foi resmungando até ao escritório, onde se trancou.

Pon deitou-se no sofá, contorcendo-se com o riso.

- Algo me diz que os próximos dias com o Yesung vão ser interessantes. – Kim disse.

- Tadinho do Ye oppa… - Miya sentou-se ao lado de Pon.

- Tadinho nada… eu acho que devíamos aproveitar para nos divertirmos um bocadinho com ele. – A maknae lançou um olhar malicioso às duas.

- Gostei da tua ideia maknae… - A loira apoiou.

- Eu tenho medo de vocês as duas às vezes! – Miya disse, sendo logo a seguir atacada por almofadas.

~~

Após o jantar, Amber e Mintae tinham-se trancado no quarto da primeira e, por isso mesmo, ZhouMi e Kyuhyun aproveitavam para colocar a conversa em dia, enquanto tomavam um copo no jardim, já que a noite estava quente e agradável.

- Estás a dizer-me que foi ela que matou o velho Liang? – ZhouMi admirou-se quando o mais novo lhe contou da missão de Mintae da noite anterior.

- Sim. Com a ajuda daquele veneno que tu nos forneces. Realmente aquilo é um néctar dos diabos Mimi. – O maknae riu.

- Eu sei. É o Henry que os fabrica. O miúdo é um génio!

- Eu acho que devia investir num laboratório também… deve ser engraçado fabricar esses apetrechos.

- Pois, mas é melhor teres cuidado. Sabes que na Coreia não é como aqui… - Alertou. – Para além do mais eu forneço o que precisares, não te preocupes.

- Eu sei. Tu és melhor do que um irmão mais velho Mi. E eu agradeço-te por tudo o que fazes por mim.

- Ya! – Ele riu. – Não precisas de agradecer. E o que é que se passa que andas tão meloso?

- Mas que merda! Mas agora toda a gente diz isso?! – Zangou-se. – Não posso ser gentil ZhouMi? Tenho de ser sempre o cabrão sanguinário e frio?

- Kyuhyun, tu és sempre um filho da mãe por dentro, não há como mudar isso. Mas faz-te bem ser assim mais… carinhoso de vez em quando. – O mais velho gozou.

- Chega de assunto! – Kyuhyun bebeu mais um gole do whisky. – Como é que vão as coisas com a Amber, já se acertaram?

ZhouMi esboçou um sorriso derretido ao ouvir a pergunta.

- Sim, nós agora estamos bem. Eu gosto mesmo dela. – Confessou. – E tu e a Min?

- Aish! – Ele suspirou. – Eu fiz merda com ela e ela afastou-se de mim por uns tempos… mas depois do confronto com o Minho pareceu perdoar-me…

- Ainda bem.

- Ainda bem. – Kyuhyun repetiu. – Mas eu não mereço. Eu tenho sido um cabrão com ela. Durante o tempo em que estivemos separados eu… perdi a conta ao número de raparigas que conheci. – Baixou o rosto, em sinal de condenação pelos seus actos.

- É bom que estejas arrependido. Tens é de não repetir a gracinha Kui Xian. – O mais velho colocou a mão sobre o ombro dele. – Desde que ela não descubra e fique magoada… mais vale esquecer.

- Sim Mi, mas eu sinto-me mal.

- Então… - Ele parou para pensar por instantes. – Porque é que não a compensas de alguma forma? Faz-lhe uma surpresa, oferece-lhe algo… ou…

- Tu achas que ela aceitava casar comigo? – Virou-se para encarar o hyung.

- Casar Kui Xian? – O chinês admirou-se e sorriu.

- Porque é que estás com essa cara? – Kyuhyun estranhou. – Não é boa ideia?

- É boa ideia! Só não estava à espera de ouvir isso de ti… sei lá, nunca foste do tipo de pessoa que dá valor a essas coisas e…

- Eu mudei Mi. E quero que ela seja minha para sempre! Só não sei é se ela vai aceitar uma coisa formal assim… tu sabes que ela sempre quis esconder que estávamos juntos. Até às minhas dongsaengs nós andemos a esconder por tanto tempo!

- Bem… - ZhouMi sorriu-lhe docemente. – Se nunca perguntares nunca vais saber, não é? E sempre podes aproveitar que estão aqui na China… a vossa história começou aqui. Pode ser que ela tenha um surto romântico e…

- Chega de filme! – O maknae interrompeu-o.

- Mas eu tive uma ideia Kui Xian! E desta vez é uma coisa boa. – Sorriu. – Não há como ela resistir…

- Conta lá que ideia infalível é desta vez!

ZhouMi sorriu-lhe e começou a contar. À medida que ia explicando tudo ao dongsaeng, a sua expressão ia mudando até um largo sorriso se formar nos lábios bonitos.

(continua...)

Hoje apetece-me deixar aqui a "Rising Sun" dos DBSK ~~ Tenho andado a matar saudades das músicas mais velhas das bandas ^^

Gosto tanto dos gritos e daquela parte em que o Junsu canta pela primeira vez *-*


Última edição por Cho MinTae em Sex Abr 15, 2011 9:03 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Abr 15, 2011 8:38 pm

OMO!! Yesung oppa!! O.O

A ter sonhos porcos com as suas dongsaengs! Tadinho ele não sabe mesmo como reagir com isto XD
Ele sozinho com 3 mulheres que são bastante perigosas XD
Lol vou amar pegar com o Yesung oppa e não vou ser a única XD

Citação :
- Esquece Kyuhyun, isto não vai correr bem! – O mais velho afastou-se, quase em pânico. – Eu… com elas as três…

- Olha o respeito hyung! – Kyuhyun repreendeu-o. – Elas é como se fossem tuas filhas agora, por isso vê lá o que é que fazes. – Ameaçou.

- Belo exemplo… a Mintae também é tua filha e olha lá o que andas a fazer com ela! – Pon deixou escapar e assim que se apercebeu, tapou a boca com as mãos.


Oh o Kyu oppa foi tão fofo, quer dizer que ele nos vê como filhas dele? AHAHAHA mas aquela resposta da pon foi fantástica XD
Por isso significa que se acontecer algo com algumas de nos e o Yesung oppa, o Kyu oppa não pode saber e não vai gostar XD Mas não sei porquê que o oppa está com medo, nós somos tão inocentes, começando pela a maknae que drogou o Jonghyun e provocou o Chan. A Kim está a conseguir o que quer com o Min Woo apesar de ter agora o Kiseop na cabeça, e eu envolvi-me com um policia(não que me importe) enquanto o monkey está em coma.

Viste Yesung oppa? Somos tão inocentes Twisted Evil Twisted Evil

Mas continuando! Estou aflita para ver a surpresa do Kyu para a Min!
Aish aposto que vai ser algo romântico *.* (Yes! Eu sou lamechas XD)
Mas não gostei do mau pressentimento que a Min teve...

Amo a fic!
Aigo!! Continua Min!!

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Abr 16, 2011 11:43 pm

Aish! Eu amo tanto isto *-* ainda estou com algumas dificuldades em raciocinar depois de ter lido este capítulo, mas isto já me passa xD

Isto começa logo bem com aquela cena ao pequeno almoço! Nós a provocar a Mintae e o Kyuhyun XD ah~ eu e a Kim logo a fazermos filmes! Eu já sabia que iamos pensar que eles se iam casar, so funny xD
E aquelas boquinhas indecentes XD Adoro quando eu e a Kim nos juntamos para dizer ou fazer porcaria! XD

Ai ai Kim...essa indecisão toda não é nada bom sinal! Mas realmente, estar ali no meio daqueles três, quem é que não fica indecisa? Segue os conselhos da maknae, eu é que sei XD (ando com umas filosofias mesmo boas, ando Razz)~

OMO~ eu derreto com KyuMin *-* eles andam tão fofoos *-* nhai, são adoráveis *melts*

OMONA CHANSUNG~ *dies* aish, eu ia tendo um ataque a ler isto...só de imaginar, OMO~ *-* Que bruto! Mas é bem feita, eu estava mesmo a pedi-las...aish! TAKE ME NOW *goes crazy* E o coitado do Jonghyun todo ganzado xD eu ri só de imaginar...estava mesmo a ver que aquilo não ia ser um cigarro normal...a nerdisse dele é adorável mesmo assim *-*

O Mi e a Amber são tão fofos e atenciosos para com a Min e o Kyu *-* Gostei tanto da conversa dos dois rapazes, eles a falarem todos derretidos das suas meninas ^^ OMO CHO KYUHYUN! Eu não acredito que ele vai pedir a Min em casamento! That's just...awesome! :O ia ser tão cute *me wanna*
Mas que surpresa lhe vai ele preparar? I wanna know!!

OMONA YESUNG OPPA!! Que sonhos indecentes são esses?? Aish, eu ri tanto!! XD
Ok, quando eu comecei a ler aquilo estava tão confusa e a pensar que o estávamos mesmo a provocar, mas quando chegou àquela parte mais critica eu comecei a duvidar se aquilo não seria um sonho...e afinal era mesmo! XD
OMO, ele escolheu mesmo bem as nossas roupinhas han xD
Com que então o oppa anda a ter umas fantasias com as suas dongsaengs Cool E nós vamos tirar partido disso para brincar um bocadinho com ele... *me likes* Somos tão malvadas e matreiras~
Mal posso esperar para ver o que vamos fazer~ *-*

E outra coisa, não posso deixar escapar este comentário em relação ali às idades de umas certas pessoas...
Miya unnie, estás cheia de sorte...o Hae e o Eun estão no seu auge, aproveita! OMONA~ *apanha da Min unnie*

Aish, eu adoro isto Marta-chan *-*
Cá para mim a fic pode durar mais outros seis meses, nunca me vou cansar *-*
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Ter Abr 19, 2011 11:43 pm

Hi ^^

Aish, ainda bem que gostaram da fantasia do Yesung oppa XD Gosto tanto de ser random com ele Razz

Hoje vou já deixar uma música aqui no início do capítulo. Preciso que a ouçam durante a fic. Ali para o meio vai haver uma parte em que o Kyuhyun põe uma música a tocar... é esta, ouçam please, para criar um ambiente ainda melhor durante a leitura ^^
Asoto Union - Think About' Chu

A música é tão cute, tenho uma sensação tão boa sempre que ouço. So relaxing ~~ *dreams*

Sem mais demoras, eu acho que estou aqui a tentar postar isto há uma meia hora, mas só me distraio *apanha*


30.

O corpo da rapariga caiu com força no chão e foi-se arrastando alguns centímetros até se imobilizar mais à frente, levantando uma pequena nuvem de pó. Ela tentou ignorar as dores que a queda lhe causou, cerrando os dentes com força. Apressou-se a levantar-se para ripostar contra a outra que lhe sorria de forma provocadora. Correu na sua direcção, preparando-se para a golpear na face, mas Amber afastou-se e acabou por acertar novamente a unnie, que caiu de joelhos no chão. Mintae socou o solo, arrastando alguns grãos de areia.

- Concentra-te Mintae! Que raio se passa contigo? – Amber gritou. Vendo que a outra não disse nada, foi-se aproximando. – Queres fazer uma pausa? – Perguntou, colocando-lhe a mão sobre o ombro carinhosamente.

- Não. – Ela respondeu com os dentes cerrados. – Eu vou-me concentrar e hei-de conseguir atinar com a merda dos golpes nem que para isso tenha de treinar o dia todo!

- Tudo bem Min unnie. Mas tem cuidado… eu vi que já te magoaste na perna, e olha esse cotovelo a sangrar! – Ela arregalou os olhos.

- Não interessa. – Mintae levantou-se rapidamente e rasgou um pedaço da blusa, de modo a conseguir enfaixar a ferida do cotovelo. Atou melhor as pontas do cabelo que lhe caiam sobre os olhos. – Vamos recomeçar! Sê bruta ao máximo comigo! – Ordenou.

Amber apontou mentalmente para lhe perguntar depois por que estava assim. Conhecia-a bastante bem para saber que algo se passava para lhe estar a pedir quase uma sova. Atendeu ao pedido, voltando a investir sobre a mais velha, que de defendeu bastante bem do seu golpe.

Observando as duas do interior da mansão, estava Kyuhyun. Contorceu os lábios quando viu Mintae cair novamente no chão. Estranhou o facto de ela parecer tão desleixada. Ele sabia que aqueles golpes eram fáceis para ela mas, por qualquer razão desconhecida, parecia querer magoar-se.

- Estás pronto? – Uma voz soou junto de si. Kyuhyun virou-se para ZhouMi.

- Sim. Vamos lá agora?

- Vamos. Eu tenho uns assuntos para tratar mais tarde. – Sorriu maliciosamente ao dongsaeng. – O que é que estavas tão entretido a ver? – Perguntou curioso.

- O treino delas. A Mintae parece desconcentrada… e já se magoou e mesmo assim continua com aquilo! – Reprovou.

- Deixa-a estar. Nada se consegue sem sacrifícios. Vamos lá!

ZhouMi começou a afastar-se em direcção da porta principal. Kyuhyun espreitou mais uma vez para onde as duas raparigas estavam a treinar antes de seguir o hyung.

~~

A passos lentos ela foi-se aproximando da cama onde o rapaz ainda dormia profundamente. Sabia que ele só iria acordar por volta das oito horas naquela manhã. Pôde ver o seu peito subir e descer à medida que inspirava o ar profundamente. Tinha uma expressão serena no rosto, adornada por um ligeiro sorriso formado nos lábios entreabertos. Os cabelos escuros estavam desorganizados e alguns fios caiam-lhe sobre os olhos fechados.

Kim sentou-se na beira da cama ao lado do corpo dele. Pousou os objectos que tinha nas mãos sobre o colchão e esticou o braço na direcção de Min Woo. Delicadamente, acariciou-lhe a bochecha. Depois retraiu a mão e voltou a agarrar num dos objectos que tinha trazido. Aproximou o cano da sua arma à cabeça do moreno. Pousou o dedo sobre o gatinho.

Duas grossas lágrimas caíram-lhe dos olhos. Suspirou, afastando a arma do rapaz. Pousou-a sobre o colchão e, no seu lugar, agarrou um pequeno punhal. Encostou a lâmina afiada ao pescoço do adormecido.

Sentiu um aperto no peito só de pensar nas consequências que desencadearia se pressionasse aquela lâmina contra a pele dele.

Levantou-se num ápice, afastando a arma e o punhal dele. Voltou a guardar tudo na mala e só depois chegou mais perto dele novamente. Ajoelhou-se no chão ao seu lado. A mão direita pousou sobre os cabelos escuros.

- Min Woo, Min Woo… - Sussurrou o mais baixo possível. – Porque é que és tão perfeito? – Suspirou, encostando a cabeça ao colchão. – Porque é que eu gosto tanto de ti…? – Acariciou-lhe os cabelos.

O rapaz movimentou-se, virando-se para o outro lado. Kim engoliu em seco, afastando a mão dele. Quando ele pareceu encontrar uma posição confortável para ficar a dormir, ela afastou-se, pegou na mala e deixou o quarto sem fazer qualquer barulho.

- Eu não vou conseguir matar-te oppa… - Disse, limpando a face ainda molhada. Saiu do apartamento dele, entrando no elevador que a levou até ao rés do chão. Saiu para rua e entrou no seu carro que estava estacionado logo ali em frente.

Os olhos atentos do moreno seguiram o carro de Kim até este virar numa esquina e desaparecer do seu alcance. Saiu de trás da árvore onde estivera aquele tempo todo escondido e entrou pela porta principal do prédio.

- Bom dia. – Cumprimentou a porteira, que limpava o pó ao balcão da recepção.

- Bom dia. – A mulher de meia idade sorriu-lhe. – Precisa de alguma coisa?

- Preciso sim. Aquela rapariga loira que acabou de sair daqui… sabe-me dizer em que apartamento ela estava?

- Ah, a menina! É a namorada do Dr. No Min Woo.

Kiseop esboçou um sorriso falso, embora estivesse a queimar de raiva por dentro.

- Ahhh… estou a ver. Finalmente entenderam-se. – Comentou cinicamente.

- Sim. – Ela parecia feliz. – O menino é amigo deles?

- Sou amigo dela.

- Quer subir até ao apartamento do Dr. Min Woo?

- Hum… acabei de me lembrar que tenho uma coisa para fazer entretanto. Mas ficaria imensamente agradecido se me pudesse dizer o numero do apartamento dele. Talvez volte mais tarde.

- Com certeza. O apartamento dele ocupa todo o 10º andar. Mas depois confirme melhor a hora com ele, ele costuma acabar o expediente às 18h, mas como é o dono da empresa há dias em que tem outros compromissos.

“Com que então o dono de uma empresa…” – Kiseop pensou. – Obrigado. Eu depois confirmo com ele. Bom dia.

- Bom dia menino. – A mulher ficou a ver Kiseop sair com um sorriso nos lábios, sem sequer pensar nas consequências que a sua língua grande iriam provocar.

~~

Jo Kwon saiu do laboratório com uma expressão preocupada no rosto. Percorreu toda a extensão do corredor que separava a sua zona de trabalho da dos investigadores de terreno. Antes de entrar na sala partilhada por Taecyeon e Nichkhun bateu duas vezes.

- Olá! Bom dia Taec! – Cumprimentou. – Posso, estás sozinho?

- Bom dia! Entra. – Levantou-se da secretária. – O Khun ainda não chegou.

- Eu vinha falar-te sobre os teus objectos.

Taecyeon sentiu o coração apertar-se no peito. Uma angustia apoderou-se de si. Aish, não tinha a certeza se queria ouvir o que o amigo tinha para lhe dizer.

- Já os analisaste? – Perguntou, mordendo o lábio inferior.

- Sim, mas… - Ele começou.

- Mas…?

- Tu entregaste um brinco e uma faca, mas apenas o brinco continha digitais. A faca estava limpa. É como se tivesse sido desinfectada…

- Como? – Ele arregalou os olhos. – Mas… mas eu vi-a tocar na faca no restaurante… - Disse para si.

- Ou quem lhe tocou tinha luvas… ou a limpou a seguir. – Jo Kwon esclareceu.

Taecyeon pareceu imerso nos seus pensamentos e teorias, ao que o cientista continuou.

- Eu não verifiquei a correspondência das impressões do brinco tal como pediste. Mas agora posso fazer isso, se quiseres. – Ofereceu.

- Não! – Quase gritou. – Quer dizer… por enquanto não. Se depois for preciso eu peço-te que faças isso, mas por enquanto não.

- Tudo bem. – Sorriu ao colega. – Bem, tenho de voltar ao laboratório.

- Eu depois passo lá para recolher os objectos, pode ser?

- Pode. Até logo! – Jo Kwon despediu-se com um aceno e saiu. Taecyeon deixou-se cair na cadeira. Cada vez os mistérios à volta de Mintae se intensificavam.
Ele não se enganara na faca que guardou. Aquela era a que a morena brincou durante a conversa antes do jantar e não estava a usar luvas, de maneira nenhuma. Como é que era possível não haver impressões digitais na porcaria do objecto?!

Já eram mistérios e coincidências demais para o seu gosto!

~~

Quando Min Woo chegou à pista e deixou que os olhos percorressem o espaço para ver quem por ali treinava, admirou-se de ver o carro de Kim ali tão cedo. Sabia perfeitamente que ela não gostava de se levantar cedo, ainda por cima só para treinar.

Ficou ainda mais intrigado quando reparou na maneira como ela conduzia. Velocidade bastante superior ao recomendável, principalmente nas curvas. Os pneus iam derrapando pelo alcatrão perigosamente. Resolveu andar até à box onde poderia falar com os mecânicos dela.

Apenas um dos técnicos que ajudavam a loira tinha chegado e também ele não sabia explicar o comportamento dela, estranhava aquilo tudo, até. Contou a Min Woo que ela chegara muito estranha, há cerca de uma hora atrás. Não disse uma palavra sequer e não lhe deu ouvidos quando a alertou que o carro não estava nas melhores condições para o treino, precisava de levar uns ajustes.

O moreno preocupou-se. Desde quando é que aquela doida desrespeitava as normas de segurança? Não podia dar-se ao luxo de armar-se em rebelde, aquilo era perigoso.

- Aish! – Bufou, voltando a olhar para o carro, que agora se aproximava a grande velocidade.

Kim travou bruscamente ao lado dos dois homens e desligou o motor. Saiu apressadamente, batendo com a porta. Tirou o capacete e atirou-o para o chão com força. O seu técnico correu para apanhá-lo, verificando que ele se tinha partido com a violência do impacto. Teria de providenciar outro.

- Ya! – Min Woo chamou a atenção dela, aproximando-se. – O que é que se passa Kim? Porque é que estás assim? – Agarrou-lhe nos ombros, virando-a de frente para si.

- Não foi nada! – Ela esquivou-se dos braços dele e afastou-se.

- Como assim não foi nada? O que é que te deu para conduzires feito uma louca, sem ligar à segurança? Enlouqueceste? – Ele estava visivelmente irritado.
- Não grites comigo! – A loira ordenou. Odiava que lhe levantassem a voz. – E qual é o drama? Se me magoasse o problema era meu!

- Enganas-te! – Min Woo voltou a aproximar-se dela e agarrou-lhe no braço com força. - Se te acontecesse alguma coisa de mal, o problema também era meu! Eu preocupo-me contigo Kim, gosto de ti! – Quase gritou. - Não faças estas coisas, por favor… - Pediu, baixando a voz. – Nem é bom imaginar que… aish!

Kim suspirou, digerindo as palavras dele. Porque é que cada vez que parecia ganhar forças para tentar ser fria com ele e deixar os sentimentos de parte, ele fazia algo que a derretia e a fazia gostar mais dele? Assim seria impossível conseguir o seu objectivo! Mas ela tinha uma missão a cumprir! Nunca falhara uma única vez com os seus objectivos, porque é que estava a fraquejar com Min Woo? Ele era só mais um! Mas um muito especial… de quem ela gostava muito. Malditos sentimentos!

- Não tornes a minha vida mais difícil Min Woo… - Ela pediu, ao mesmo tempo que se inclinava para corresponder ao abraço dele.

- Isso vem a propósito de quê? – Ele estranhou.

- Aish! Vem ao propósito que tu és demasiado perfeito e eu já não consigo resistir mais…

Min Woo quebrou o abraço após ouvir as palavras dela. Levantou-lhe o queixo com uma das mãos, fazendo-a ter de olhar directamente para o fundo dos seus olhos.

- Ainda bem. Fizeste uma decisão acertada. – Ele riu, divertido. – Não sei porque é que ainda querias resistir!

Kim bateu-lhe com a mão no braço. Até a ser convencido aquele desgraçado era adorável.

Ele perdeu parte do sorriso, assumindo uma expressão séria. A loira engoliu em seco, vendo-o aproximar os lábios dos seus.

Min Woo pousou os lábios sobre os dela e assim os deixou ficar por alguns momentos. Os braços entrelaçaram-se na cintura dela e Kim deu um passo em frente, ficando mais apertada no cerco dele. Entreabriu os seus lábios para aprofundar o contacto com ele. Os seus olhos fecharam-se ao mesmo tempo que mergulhava naquela sensação tão boa. Nunca tinha beijado alguém como ele, que a fizesse sentir assim tão bem.

Observando de longe os dois, Kiseop fechou os punhos e cerrou os dentes. Praguejou bem alto, virando-se para o outro lado. Ao mesmo tempo sentiu-se embater em alguém.

- Desculpe. – Um rapaz pouco mais velho que ele, curvou-se.

- Tudo bem. Desculpe, eu estava tão furioso que não tive cuidado. – Kiseop desculpou-se também. – Esta merda já me está a tirar do sério! – Desabafou, meio inconscientemente.

- Problemas? – O rapaz que estava vestido de fato e gravata perguntou, interessado.

- Aish! Está a ver aquela rapariga loira ali? – Kiseop apontou na direcção de Kim e Min Woo. – É… ou era… a minha namorada, mas eu fiz porcaria e agora ela anda metida com aquele riquinho emproado! Aish!

TOP sorriu discretamente, agradecendo aos céus a bênção que acabava de receber.

- Estás a dizer-me que aquela rapariga loira que está com aquele rapaz de cabelo preto era tua namorada? – Quis certificar-se.

- Era. E vai voltar a ser! Só tenho é de tirar aquele desgraçado de perto dela.

- Precisas de ajuda com isso? – TOP ofereceu.

- E quem és tu, porque é que me queres ajudar assim do nada? – Finalmente ele pareceu começar a pensar convenientemente.

- Eu sou aquele a quem o desgraçado que está com a tua namorada roubou a presidência da empresa na qual trabalhamos.

Kiseop arregalou os olhos.

- Tu conhece-lo?

- Mais do que gostaria. – TOP franziu o nariz, mostrando o desprezo que sentia por Min Woo.

- Lee Kiseop. – Apresentou-se, estendendo a mão ao outro.

- Choi Seunghyun. Mas trata-me por TOP. Muito prazer. – Apertou a mão que lhe era estendida. – Então Kiseop, que me dizes de uma aliança que beneficiará cada um dos lados? – Propôs.

- Aceite. – Sorriu, satisfeito por ter tido a sorte de ter encontrado mais um que queria acabar com Min Woo.

- Vamos tomar um café? – Convidou. – Aposto que deves ter coisas interessantes para me contar Kiseop.

- Igualmente.

TOP começou a andar com o mais novo ao seu lado. Ambos sorrindo, confiantes do benefício daquela aliança.

~~

Kyuhyun andou pelo corredor até chegar à porta do quarto que dividia com Mintae. Sabia que ela estava lá dentro, tinha-se retirado logo após o jantar para descansar. O treino com Amber tinha sido duro. Antes de entrar, inspirou o ar com força.

- Min… - Chamou baixinho, enquanto avançava pelo quarto. Ela levantou os olhos de um livro que estava a ler e sorriu-lhe.

- Já Kyu? Pensei que ficasses à conversa com o Mi até tarde. – Estranhou ele já estar ali.

- Não. Eu tenho outros planos para hoje. – Kyuhyun engatinhou pela cama até junto dela. – Eu sei que estás cansada e magoada, mas porque é que não vamos dar uma volta pela cidade? – Propôs. – Prometo que não vai ser nada cansativo!

- Hum… - Ela pousou o livro sobre o colo. – Tudo bem. – Marcou a página e fechou o livro, pousando-o sobre a mesa de cabeceira. – E onde é que vamos? – Perguntou curiosa.

- Logo vês. – Kyuhyun sorriu misteriosamente e levantou-se.

- Eu não gosto de mistérios Kyuhyun! – A morena levantou-se também e começou a calçar os sapatos.

- E eu não gosto de protestos! Anda lá! – O rapaz puxou-a pelo braço e levou-a para fora do quarto. Desceram as escadas a correr, passando pela sala onde ZhouMi e Amber se encontravam. Porém os dois nem deram pela fuga dos dois, de tão entretidos que estavam.

Kyuhyun levou Mintae até à garagem. Abriu a porta de um dos luxuosos carros para ela entrar e ocupou o lugar do condutor. Do bolso tirou um pequeno pano preto.

- Preciso que coloques isto Min.

- Quê? Uma venda Kyuhyun? Para quê?

- Deixa-me colocar-te. – Ele colocou o pano sobre os olhos dela e deu um nó unindo as pontas. Assim que terminou, arrancou rapidamente, ainda com os protestos e as queixas dela. Ele sorriu, achando aquilo engraçado. Após conduzir por alguns minutos, imobilizou o automóvel e saiu. Abriu a porta à morena e ajudou-a a sair.

- Onde é que estamos Kyu? Não gosto disto! – Ela queixou-se.

Kyuhyun sorriu e trancou o carro. Uma brisa mais fresca soprou assim que os dois começaram a andar. O rapaz despiu o casaco e com ele cobriu-lhe os ombros desprotegidos.

- Aqui há um degrau, tem cuidado. – Ele avisou, ajudando-a a subir.

Assim que o salto do sapato tocou no chão, rapidamente ela reconheceu estar a andar sobre tábuas de madeira. Estranhou aquilo.

- Kyun’-ah… - Disse o nome dele de forma arrastada. – Onde é que nós estamos? Eu quero ver!

- Espera um bocadinho, estamos a chegar. – Os dois deram mais alguns passos até ele se imobilizar. Rodou o corpo dela um pouco para a direita e depois colocou-se atrás dela para desfazer o nó da venda.

O pedaço de pano caiu aos pés de Mintae, que piscou várias vezes, observando incrédula o sumptuoso iate à sua frente.

- OMONA ~ - Sibilou num sussurro. – O que é isto Kyu?

- É o iate do ZhouMi. Está por nossa conta hoje. – Sorriu à rapariga, enquanto se colocava novamente ao seu lado.

Mintae deteve-se a olhar à sua volta, encantada com tudo aquilo. Estavam no meio do enorme e bonito porto de Ningbo, um dos mais importantes de toda a China, mas numa área mais resguarda, reservada apenas ao turismo de luxo. Ao lado daquele, outros iates estavam ancorados, mas nenhum tão iluminado e bonito como o de ZhouMi.

- Kyu… - Chamou, olhando fixamente para ele, que mantinha um sorriso tranquilo nos lábios.

- Anda, vamos entrar. – Pegou-lhe na mão e conduziu-a até ao interior do iate.

O silêncio reinou entre os dois enquanto ela ia observando tudo ao pormenor, maravilhada e ele ia verificando se estava tudo conforme tinha pedido aos empregados. A rapariga sentiu o coração falhar uma batida ao reparar no extremo romantismo presente na decoração, até pétalas de roas vermelhas haviam espalhadas pelo chão e pelos sofás! Apertou a mão dele com força. Kyuhyun virou-se para encará-la.

- Porque é que me trouxeste para aqui Kyuhyun? – Perguntou desconfiada.

- Porquê? Não gostas? – O rapaz estranhou a pergunta dela e ficou alarmado.

- OMONA Cho Kyuhyun! – Disse bem alto. – Como era possível não gostar? Isto está tão bonito! – Ela afastou-se, observando mais de perto as coisas. – Tu fizeste isto para mim?

- Ne. – Respondeu, coçando a cabeça, um pouco nervoso. Era a primeira vez que estava a fazer algo assim tão… romântico e dedicado. Não sabia bem como agir nem como lidar com as reacções dela.

- OMONA~! – Ela disse novamente, incapaz de proferir qualquer outra coisa que fosse.

- É melhor bebermos qualquer coisa. – Ele avançou para uma mesa ali ao lado, rodeada de sofás. Pegou em dois copos altos e numa garrafa de champanhe, começando a abri-la. – Anda sentar-te aqui comigo Min… - Pediu, vendo que ela ainda estava parada no mesmo sítio.

A morena avançou lentamente para perto do rapaz, que lhe estendeu um dos copos, cheio daquele líquido caríssimo. Os dois brindaram e provaram a bebida. Kyuhyun pegou num pequeno comando que estava pousado na mesma mesa e clicou nalguns botões. Uma suave melodia começou a fazer-se ouvir. Tirou o copo da mão dela e pousou-o, juntamente com o seu, na mesa. Encostou o corpo ao dela, envolvendo a cintura fina com os seus braços.

Depois de tanto tempo quieta, finalmente ela mostrou alguma reacção. Esboçou um ligeiro sorriso contra o peito dele.

- Kyun’-ah… - Chamou-o e ele afastou-se para conseguir olhá-la. – Da duas uma… ou eu fiz algo muito bom para merecer isto, ou tu fizeste algo mau e agora queres recompensar-me. – Disse, divertida.

Ele estremeceu ao ouvir as palavras da morena.

- Nem uma coisa nem outra. – Mentiu. – Tem de haver alguma razão especial para eu te fazer uma surpresa?

- Não… - Ela voltou a procurar o conforto junto do peito dele. – Nhai, tu vai-me derreter com esta fofura toda. – Riu. – Obrigada.

- Não me agradeças… - Kyuhyun pediu, puxando-a para se sentarem no sofá.

Mintae não aguentou muito tempo lá quieta, levantando-se para ir até à proa do iate, de onde podia olhar melhor o ambiente que a rodeava. Adorava estar no mar (ou, naquele caso, rio) e as luzes coloridas da grande cidade a iluminar a noite e reflectidas na água calma ainda tornavam tudo melhor. A música era ela também uma grande ajuda. Kyuhyun escolhera algo que combinava tão bem com aquele cenário. E ela sentia-se tão bem assim.

Um par de braços fortes rodearam a sua cintura e o queixo dele pousou sobre o seu ombro.

- Porque é que nós ainda não temos um iate Kyu? – Perguntou, fechando os olhos, desfrutando daquela sensação.

- Não sei. Mas podemos comprar um quando voltarmos à Coreia. – Propôs.

- Acho uma óptima ideia. – Sorriu. – Mas deixa-me lá explorar o resto! – Disse entusiasmada enquanto se afastava dele. – Ainda não vi o quarto que é uma parte fundamental!

- Espera Min! – Kyuhyun impediu-a de se afastar, agarrando-lhe no braço.

Mintae virou-se para encará-lo.

- Depois tens o tempo todo para ver o iate… eu queria falar contigo agora… - Kyuhyun começou a sentir-se ligeiramente nervoso.

- Ok… - Ela deixou-se ser guiada novamente até à zona dos sofás. Sentou-se e ficou a vê-lo andar de um lado para o outro, visivelmente tenso. - O que foi Kyu… passa-se alguma coisa? – Olhou-o confusa.

- Casa comigo Min! – Pediu, tirando uma caixinha de veludo do bolso e colocando-a em frente dela.

A morena piscou várias vezes diante do anel que tinha em frente dos olhos e depois olhou directamente para Kyuhyun que lhe sorria fofamente. Memórias afloraram na sua mente.

*flashback*

Centro da China, 2 de Outubro de 2004

A jovem rapariga caminhava pela rua com um grande monte de roupas sujas para ir lavar ao rio. Já era quase noite mas a mulher que estava responsável por ela desde que o pai a deixou ali mandou-a ir mesmo assim. E ela sabia que se não obedecesse ela ia bater-lhe novamente. Suspirou, resignada, caminhando pelas ruas estreitas e escuras do bairro. Ia andando distraída, quando uma sensação estranha a faz sentir-se desconfortável. Parecia que estava a ser observada. Antes que pudesse ter tempo de olhar para trás, sentiu umas mãos fortes agarrarem o seu braço.

- O que é que uma rapariga como faz a uma hora destas na rua? – Um homem de meia idade , corpulento, perguntou.

Mintae deixou as roupas caíram ao chão, aterrorizada pelo homem.

- YA! Largue-me! – Tentou debater-se.

- É que nem penses! – Ele riu com vontade. – Primeiro vou divertir-me contigo, bonequinha! – Voltou a gargalhar como um porco.

- YA! – Ela gritou bem alto. – Largue-me seu velho nojento! YA!

Para a fazer calar, o homem bateu-lhe no rosto. Empurrou-a contra a parede e aproximou o corpo do dela.

- Não! Por favor… - Ela implorou, grossas lágrimas começaram a cair-lhe dos olhos.

- Cala-te e colabora, docinho!

Ela engoliu em seco, fechando os olhos com força. Aquele seria o seu fim. Sentiu o bafo a álcool mas não teve coragem para abrir os olhos e ver a curta distância que os separava. A mão dele pousou nas suas ancas. Estava prestes a beijá-la quando uma outra voz soou, interrompendo-o:

- Larga a rapariga velho nojento!

Ele virou-se para encarar um jovem.

- Não te volto a mandar! Larga-a já!

- YA! Quem pensas que és seu fedelho? Desaparece!

O rapaz começou a andar na direcção de onde o homem prendia a rapariga. Ela finalmente abriu os olhos.

- Se não a larga já, é você que vai desaparecer! – O rapaz ameaçou e o homem voltou a rir.

- Achas que eu tenho medo de ti, fedelho emproado? – O velho gozou.

- Devia ter. A minha paciência tem limites!

- Aish! Estes fedelhos hoje em dia têm a mania que são engraçados!

O som de um disparo entoou pelo bairro e o corpo pesado do velho caiu no chão, começando a esvair-se em sangue.

A rapariga foi ao chão logo a seguir, em choque. O rapaz guardou a arma no bolso e aproximou-se dela.

- Está tudo bem agora. O porco não volta a chatear-te. – Disse, tentando tranquilizá-la. – Desculpa se te assustei… - Sorriu-lhe. – Não tenhas medo… - Afastou-lhe uma mecha de cabelo dos olhos. – Como é que te chamas?

- Mintae. – Ela disse meio a medo. – Cho Mintae.

- Oh! – O rapaz exclamou, surpreso. – És coreana! E ainda por cima tens o mesmo sobrenome que eu! Muito prazer Mintae-sshi. Eu sou o Cho Kyuhyun. – Estendeu-lhe a mão.

Mintae agarrou a mão dele e aceitou a sua ajuda para se levantar.

- Estás magoada? – Kyuhyun perguntou e ela acenou negativamente com a cabeça, afastando-se rapidamente dele. – Não tenhas medo de mim! – Pediu. – Eu só o matei porque ele mereceu, fez coisas más!

- Obrigada. – Ela disse ao fim de algum tempo. – Tu matas pessoas más?

- É mais ou menos isso. – Ele sorriu embaraçado.

- Será que podes matar a minha madrasta também? – Perguntou inocentemente.

- Tu queres que eu mate a tua madrasta? – Ele estranhou mas, ao mesmo tempo, interessou-se.

- Sim. Ela faz coisas más. – Respondeu simples.

De repente, uma voz estridente soou ao longe e os dois ficaram alerta.

- Mintae! Onde é que tu estás sua peste?! Quando chagares ao pé de mim vais levar tantas sua praga! – A voz de uma mulher ameaçou.

- Aquela é a tua madrasta? – Kyuhyun perguntou-lhe.

- Não. Mas é a bruxa que cuida de mim. Eu tenho de me esconder! – Mintae pareceu aflita.

Instintivamente, Kyuhyun abraçou-a.

- Não te preocupes. Agora eu estou aqui e não vou deixar que te façam mal! – Prometeu. – O que é que achas de vir comigo para a minha casa hoje? – Propôs. – Podes contar-me porque é que aquela mulher te quer fazer mal…

- Eu só preciso que me ajudes a esconder dela, por favor!

- Anda! – Ele puxou-a pelo braço, começando a correr na direcção oposta de onde a voz irritante da mulher soava.

A velha senhora nunca mais voltaria a colocar os olhos em cima de Mintae, ao contrário da rapariga, que assistiria ao seu último agonizar, com um sorriso nos lábios, sentada ao lado de Kyuhyun.

*fim do flashback*

- Repete lá isso Kyu! – Pediu, ainda em dúvidas se tinha ouvido bem. – Casar?

- Ne. – Ele baixou os olhos, evitando ter de olhar para ela. Estava tão envergonhado. – Casa comigo Min.

A morena levantou-se, ainda meio zonza com tudo aquilo. Podia esperar tudo de Kyuhyun menos aquilo. Desde quando é que ele tinha algum interesse em coisas como casamentos? Não era o seu estilo. Mesmo assim, ela sentiu-se derreter com aquilo. Mordeu o lábio inferior com força, pensando na melhor maneira de responder a uma coisa daquelas.

No segundo seguinte Kyuhyun sentiu o corpo dela chocar com o seu com força e os braços dela a rodearem-lhe o pescoço.

- Omo Kyun-ah… - Ela apertou-o com força.

- Isso é um sim ou um não? – O moreno quis certificar-se. O teu tom era divertido mas, ao mesmo tempo, preocupado.

- É um sim. – Ela riu contra o seu pescoço. – Mianhae, eu não tenho jeito para estas coisas, não sei o que dizer. Não estava à espera. Isto é de loucos. – Embora tenha dito que não sabia o que dizer, ela arranjou um grande discurso. – Aish! Tens a certeza que queres isto? Eu não sou a melhor pessoa para se casar Kyu…

Kyuhyun resolveu acabar com o monólogo da morena, colando os lábios nos dela. Manteve-se assim durante alguns instantes até se afastar para conseguir dar uso ao anel que tinha comprado mais cedo com a ajuda de ZhouMi.

Tirou a jóia da caixinha de veludo e pegou na mão direita dela. Com cuidado colocou o anel no dedo anelar dela, que observava calada todos os gestos. O rapaz levantou os olhos, de modo a que conseguisse olhar directamente para ela.

Mintae contorceu os lábios e abraçou o tronco do oppa com os braços. Ficou tão colada a ele que até conseguia ouvir-lhe o coração a bater. Kyuhyun correspondeu, abraçando-a de volta. Aí a morena teve a certeza, ela ali que queria ficar para sempre.

Ou não.

~~

Yesung lia calmamente a secção desportiva do jornal, confortavelmente sentado num dos sofás da sala. Era tardíssimo, mas tinha de se actualizar sobre as novidades do plantel do FC Seoul, seu clube do coração. Enquanto estava ocupado com aquilo não pensava em Kim e Pon que ainda não tinham chegado a casa. Apenas Miya já tinha subido para o quarto e, por isso mesmo, estranhou quando ouviu passos. Virou-se para trás e viu a morena descer as escadas e aproximar-se de si.

- Então Miya? – Estranhou.

- Vou à cozinha. A noite está quente e estou cheia de calor. Preciso de água. – Ela esclareceu, indo em direcção da cozinha. – Precisas que eu traga alguma coisa?

- Podes trazer-me um copo de água também.

- Ne. – Ela entrou na cozinha e pouco depois voltou à sala com dois copos na mão. Estendeu um ao rapaz.

- Obrigado. – Ele deu um gole.

- O que é que estás a fazer ainda aqui tão tarde? Devias estar a dormir. – Miya sentou-se ao lado de Yesung, encostando a cabeça no seu ombro.
- Estava só a acabar de ler umas coisas. Mas vou já para a cama também. – Sorriu.

- Nee… - Ela bocejou, fechando os olhos.

- Ya! Não adormeças! – Yesung olhou para ela.

- Ohh… mas estou tão confortável assim… És tão fofinho Yesung oppa. Melhor do que almofadas.

O rapaz sentiu-se corar com aquilo. Mas rapidamente se voltou a concentrar. Fechou o jornal, atirando-o para o lado.

- Vá, anda lá, vamos para a cama. – Disse.

- OMONA! Juntos oppa? – Miya abriu os olhos e fitou-o.

- O que… Aish! Não! – Apressou-se a negar o mal entendido.

- Porquê? Não querias ir para a cama comigo? – Ela lançou-lhe um olhar provocador.

- Não é isso! Aish, estás a confundir-me Miya! Nós não podemos, tu és a minha dongsaeng e…

- Aish, o meu Yesung oppa é um perverso! – Ela riu. – Foste logo para o lado da maldade! Eu não estava a pensar dessa maneira! – Atirou-lhe uma almofada.

- Eu vou enlouquecer aqui com vocês as três! – Ele queixou-se. – Acho que vou trazer para cá os meus dongsaengs… sempre podem treinar juntos…

- Só dou autorização com uma condição!

- O quê?

- Eles têm de ser giros! – Miya riu, recebendo um olhar torto do oppa.

- Vou trazer o Junho e o Lee Joon. Parece-te bem?

- Hum… Não podia ser melhor! Acho que me vou divertir bastante…

- Miya Haru! – Repreendeu.

- Aish oppa, não sejas chato. Vou dormir e tu vai fazer o mesmo! – Ela levantou-se e subiu as escadas rapidamente, mas Yesung ainda teve tempo de observar as suas pernas, já que os calções do pijama que ela usava eram curtíssimos.

- Aish. – Suspirou. – O Kyuhyun teve mesmo olho para a coisa… estas dongsaengs, aish ~.

Depois de acabar a sua divagação, também ele se dirigiu ao seu quarto para dormir.

Miya estava quase a adormecer novamente quando o telemóvel, que tinha deixado sobre a mesa de cabeceira, começou a tocar. Ela levantou a cabeça da almofada, confusa. Quem lhe ligaria a uma hora daquelas?

Pegou no aparelho, abrindo os olhos com dificuldade para ver quem seria. Assim que conseguiu focar as letras e leu, sentiu uma onde de adrenalina percorrer-lhe o corpo. O coração falhou uma batida para depois acelerar com um louco.

Era do hospital. Eles nunca ligavam àquelas horas. A não ser que acontecesse algo importante com Eunhyuk. Algo realmente, sublinhe-se, importante.
Clicou no botão para atender a chamada e encostou o aparelho ao ouvido.

- Yoboseyo! – Disse ansiosa.

A sua respiração foi-se intensificando enquanto ouvia o que lhe era dito do outro lado. Instantes depois o telemóvel escorregava-lhe pela mão. Ela manteve-se imóvel por alguns momentos até pular da cama, procurando no armário algo para vestir. Agarrou na primeira coisa que encontrou, um vestido simples, florido. Pegou no telemóvel, atirando-o para dentro da mala. Pegou nela e saiu. Correu à garagem e entrou no carro que usava habitualmente. Ligou o motor e carregou no acelerador com força. Conduziu o mais rápido que pôde. Quando estacionou o veículo á frente do hospital, as lágrimas já lhe caiam livremente pelos olhos.

Entrou no hospital a correr, ouvindo logo uns quantos protestos de umas enfermeiras mas nem se importou com elas. Entrou no elevador que a levou até ao piso pretendido. Saiu dele e correu até á porta do quarto de Eunhyuk, que até estava aberta. Antes de entrar, inspirou o ar com força. Deu três passos em frente, adentrando o espaço. Reconheceu o médico que habitualmente cuidava dele e uma enfermeira auxiliar.

- Eunhyuk… - Chamou. – Mas…o q-que… - Parou, quando olhou para o namorado.

- Menina Miya… eu… lamento. – O médico olhou para ela, tristemente.

- Não! Não pode ser… - Miya recuou.

- Tenha calma menina… - Ele voltou a pedir, aproximando-se dela.

- Mas não tinha dito que ele tinha… ele não acordou?

- Disse. Mas tenha em conta que isto é um processo longo… não é como se ele fosse já abrir os olhos e começar a falar. – O médico pousou-lhe a mão no ombro. – Já foi uma grande vitória ele ter acordado, mesmo que por breves instantes. Mas isto não é fácil, dê-lhe tempo.

- Aish! Eu queria tanto ter estado aqui… ver os olhos dele outra vez…

- Com certeza que vai ter outras oportunidades.

Miya afastou-se do homem e aproximou-se da cama de Eunhyuk. Ajoelhou-se e pousou a mão sobre a dele.

- Quando é que vais voltar para mim Hyukkie? De verdade… a 100%? – Perguntou-lhe num sussurro.

- Menina Miya. – O médico chamou a sua atenção. – Vá para casa, descanse. A enfermeira fica a vigiá-lo.

- Não. Eu não saio de perto do Eun até ele acordar! – Disse firme.

O médico resignou-se. Já sabia como ela era, não valia a pena insistir.

- Tudo bem. – Suspirou. – Boa noite. – Saiu.

~~

- Tens a certeza que queres voltar já para lá? – A rapariga perguntou enquanto ajudava o moreno a ajeitar o colarinho da camisa.

- Tem de ser. – Ele suspirou. – Eu já fiz tanta porcaria que nem sei como aparecer lá em casa novamente. – Lamentou-se. – O Kyuhyun provavelmente já deve saber da confusão e deve estar uma fera… o Yesung também, já que me tentou ligar umas cem vezes durante estes dias e eu não atendi nenhuma chamada e a Pon… - Fez uma pausa. – Aish, eu preciso de lhe pedir desculpas! Eu não consegui controlar-me quando vi aquele médico da treta a tocar-lhe!

- Tens de começar a controlar esses instintos Joon-ah! – Ela passou-lhe a mão pelo cabelo. – Eu desejo-te boa sorte. Espero que consigas resolver esses problemas todos. – Sorriu-lhe.

- Obrigado noona. – Doojoon puxou-a mais para perto e abraçou-a com força. – Eu não sei o que seria de mim sem ti.

- Sabes sempre onde me encontrar. Não hesites em vir visitar-me mais vezes.

- Eu vou vir mais vezes. – Sorriu-lhe enquanto se afastava. – Cuida-te.

- Tu também.

Doojoon saiu e a rapariga foi até à janela, vendo o meio irmão sair pelo portão e depois entrar no seu carro que estava estacionado ali à frente. Suspirou, amaldiçoando novamente o pai por ter deixado Doojoon levar aquela vida. Queria tanto que ele fosse uma pessoa com uma vida normal. Um emprego num escritório qualquer, uma casa sua, mulher e filhos.

- Tenho tanto medo por ti Doojoon… - Sussurrou tristemente. O carro dele afastou-se da sua vista e ela regressou ao quarto para arrumar a confusão por ele lá deixada.

~~

Pon sentiu as costas embaterem com força na parede e depois as mãos fortes do maknae na sua cintura.

- Aish, tu tens um fetiche em atirar pessoas contra a parede, não tens, Chan? – Ela perguntou.

- E nem só. – Ele respondeu maliciosamente.

- Ah é? Tens outros fetiches Chansung? – Pon riu.

- Queres que eu te mostre quais são?

- Ya! – Pon empurrou-o para o afastar de si e desencostou-se da parede. – Estamos num bar cheio de gente, controla-te! – Riu, virando-lhe as costas.

Ele rapidamente se colou atrás dela, abraçando a sua cintura.

- Pensei que gostasses de adrenalina… - Sussurrou-lhe ao ouvido.

Pon rolou os olhos.

- E gosto. – Ela começou a atravessar a multidão de pessoas que dançavam por ali. Chansung seguiu-a até ao balcão. Sentou-se ao lado dela.

- Folgo em saber. – Sorriu ele à maknae sugestivamente.

- O que é que estás a magicar?

- Tive uma ideia Pon… que tal um pouco de adrenalina? Fora daqui?

- Aish Chan, tu és um tarado! – Ralhou. – Não te cansas, mas que coisa!

- Não é nada do que estás a pensar! Não estava a falar nisso… por enquanto.

- Então?

- Anda comigo! – Ele puxou-a pela mão, arrastando-a para fora do bar. Levou-a até ao seu carro. – Qual é o melhor hotel de Seul? – Perguntou-lhe.

- O Star Golden. Porquê? – Ela estranhou, olhando-o confusa.

- E quanto é que custa a suite principal de lá?

- Sei lá eu! Nunca lá estive.

- Mas vais estar. – Chansung sorriu maliciosamente.

(Continua...)

Sorry sorry for some mistakes ^^



Última edição por Cho MinTae em Dom Maio 01, 2011 1:05 pm, editado 1 vez(es)
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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qua Abr 20, 2011 12:38 am

OMO! NOVO CAPITULO!
Oh eu disse que o Kyu ia fazer algo romântico!! Aish adorei a história dos dois! Então tudo o que a Min é foi graças ao kyu baby? Oh que fofinho! Amei ele a pedir em casamento mas não gostei daquele 'ou não' --'

Tive pena da Kim e temi por ela agora que o TOP e o Kiseop se conheceram! Aish o TOP não vai fazer coisa boa!!
Afinal a Kim sente algo pelo o Min Woo! Então já não o vai matar pois não?!

Aish os maknaes são uns pervs e finalmente o Doojoon volta para casa! Será que a Pon o vai querer? Porque ele foi um pouco pó bruto, digo eu.

Eu amo o Yesung oppa! XD E adoro ser assim tão perv para ele!!

OOOMMMMMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! O Eunhyuk acordou!!!!!!!?????? Porque não estava lá!!?!?!?!?!?!?! AISH!!!! Finally ele vai acordar! Era chunga era ele não se lembrar de mim *apanha*
Mas ele vai acordar é o que importa! Estou aflita para saber as primeiras palavras dele!!!!! E saber também o que lhe aconteceu!!! E saber a nossa história!!!! AISH MIN!!! Continua!!!!

PS: Vou esperar pela aquela cena ou one-shot de eu, uma cama e Donghae e Eunhyuk XD


Continua MIN! Estou a amar, estou completamente viciada XD
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PonHyunMin
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qua Abr 20, 2011 1:22 am

OMONAAAA~~!!! Estou a morrer de ansiedade por causa deste capítulo!
Eu já fiz os comentários quase todos através do twitter XD

Isto começa logo bem ali naquele treino da Mintae e da Amber. Que se passava com a Mintae? Estava bastante irritada e desconcentrada...

MUAHAHAH eu sempre disse que a Kim não ia conseguir matar o Min Woo! Ela gosta demasiado dele...Kim is in looove, Kim is in looove *canta* É compreensível XD
YA! Aquela mulher linguaruda e incompetente não pode dar assim aquele tipo de informações! Principalmente ao Kiseop! Sempre estou para ver o que ele vai fazer agora, aish!

O Kwon já terminou as análise finalmente! O Taec está bem desconfiado, aish! Ele não pode descobrir senão...OMO~
O que vale é que a Min foi mais inteligente que ele desta vez ^^

Opá, quando estava a ler a cena da Kim a conduzir pensava que ela ia ter um acidente ou assim :O Ainda bem que não ^^
Ela não consegue resistir aos encantos do Min Woo, escusa de se esforçar.
OMO, o Kiseop e o TOP juntos contra a Kim e o Min Woo? Not good!! Aish, isto vai acabar mal~!

OMONA~ (e foi nesta parte que o meu ataque de ansiedade começou) O KYUHYUN PEDIU A MINTAE EM CASAMENTOOOO~~ E ELA DISSE QUE SIIIM~~ OMONAAAA~~
So cute *-* Era impossivel resistir a todo aquele clima *-* Aish, foi tão perfeito *-* EU QUERO IR AO CASAMENTO! *dá pulinhos*
I'm melting here *-* Mas também não gostei daquele "Ou não" Ò_ó

OPÁ, eu parto-me a rir com o Yesung!

Citação :
- Vá, anda lá, vamos para a cama. – Disse.
- OMONA! Juntos oppa? – Miya abriu os olhos e fitou-o.
- O que… Aish! Não! – Apressou-se a negar o mal entendido.
- Porquê? Não querias ir para a cama comigo? – Ela lançou-lhe um olhar provocador.
- Não é isso! Aish, estás a confundir-me Miya! Nós não podemos, tu és a minha dongsaeng e…
- Aish, o meu Yesung oppa é um perverso! – Ela riu. – Foste logo para o lado da maldade! Eu não estava a pensar dessa maneira! – Atirou-lhe uma almofada.

EU RI TANTO COM ISTOOO XDDD
Miya, tu provocas! XD Tadinho do Ye oppa todo atrapalhado, he's cute ^^

Citação :
- Aish. – Suspirou. – O Kyuhyun teve mesmo olho para a coisa… estas dongsaengs, aish ~.

YA! Que comentário foi esse Yesung? Eu ri tanto com este devaneio! XD
Ele até vai levar os dongsaengs lá para casa para não fraquejar tanto XD Pena não levar o Chansung também *apanha*

OMONAAAA~~ (e foi aqui que o meu ataque continuou) NÃO FAÇAS ISTO UNNIE :O Eu pensava que ele ia acordar! Já estava toda contente a pensar em como ia ser e afinal... *chora*
Aish, mas está quase! Não desesperes Miya unnie! O teu Hyukkie vai acordar! Fighting!

Nhai, o Doojoon vai voltar para casa...i miss him so much *-*
I want my cute Doojoon again *-*

OMO, este Chansung é um perv do pior! Nem num bar cheio de gente?? *bate-lhe*
O que é que vamos fazer ao Hotel? *Não imagines porcaria PonHyunMin*
I'm so curious!

Escrevi um testamento! É no que dá fazeres capítulos assim tão...EXTRA MEGA PERFECTS *-*
I WANT MORE~ estou tão viciada *-*



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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Abr 22, 2011 6:44 pm

aaaai eu já nao comento há tanto tempooo mas tenho vindo buscar os capitulos à net para ler no word porque estou sem net em casa e depois de ler nunca consigo comentar porque nao estou ligada à net -.-
Ai mas isto está tao lindooo e tao viciante!!!
Eu gosto, mesmo desta fic, fogo quero uma serie disto!!
Tu és mesmo uma escritora brutal com uma puta duma imaginação de ouro!
Adoro adoro adoroooo
E o Yesung!!!! Ai opa que moca, EU MORRI COM O SONHO DELE. ri-me tanto que nem imaginas, acho que nunca mais me vou esquecer daquilo xDD
E a cena dele com a miya tambem meteu bue piada xD juro que ele sofre bue com tanta miuda gira à volta dele ~~
E Kyumin (no sentido kyuhyun mintae xDD) é lindoooo. amo o casal. eles sao tao fofooos. Mas o taec ainda anda em acção.
Mas nao interessa porque ela agora é uma mulher comprometida, mas eu estou a ver que este casamento ainda vai dar merda -.-
E por falar em merda, eu é que estou na merda.
Estou lixada com estes gajos todos e raios mais pró cigano do kiseop e pro min woo que é FUCKING PERFECT!
kyuhyuuuuun, volta para casaaa. Eu nao consigo cumprir uma missao e estou a panicar e o kiseop vai cumpri-la por mim e eu vou perder o unico rapaz por quem me apaixonei, eu precisoooo de ajudaaaaaa T-T
E o cabraozinho do doojoon... ate foi fofo agora x) TAdinha da irma :O
E O EUNHYUK!!! AI SANTA MAEZINHA QUE ESTE DRAMA NAO ACABA, acorda de uma vez por todas meu filho da mae!
Eu estou tao asneirenta :O
Opa mas só me apetece torturar o kiseop e o top, estou mesmo preocupada com istooo
E a Pon anda em suites e a min em iates... vida injusta xD Juro que o chanzinho é um perversao ~~ coitado do doojoon, nós tambem - realmente - somos umas grandes putegas xDD i like it ~~
a serio, continuaaaaa, isto é um vicio mete nojo!
Juro que os meus vicios do momento a nivel de series sao mesmo Os animes que sigo, supernatural e esta fic xDD
CONTINUA!
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Seg Abr 25, 2011 12:53 pm

Hey girls ^^
Nhaiii *melts all over* Vocês são as leitoras mais cutes do mundo *aperta todas e não larga mais*
Kamsahamnida pelas coisas fofinhas que dizem disto ^^
Eu também queria uma série ou um filme desta fic *sonha* Com as personagens reais, claro! *sonha mais*
E bem sobre a fic... eu acho que não vai acabar assim tão cedo XD Eu ainda tenho montes de ideias para pôr em prática (podem chamar-me maluca por escrever algo tão grande assim, but I can't help myself *apanha*)
E por falar em coisas grandes, o capítulo de hoje é comemorativo XD Porque a fic atingiu as 300 páginas do word O.o
Por isso mesmo, vai acontecer uma coisa que vocês esperavam desde o início desta fic xD
Eu gosto mesmo deste capítulo ~~ espero que vocês gostem também ^^
Nee, e como já vem sendo hábito, uma música para ouvir durante a leitura ~~ oiçam principalmente com mais atenção nas partes da Miya. Dá um clima perfeito *-* I love cenas dramáticas *-*
IU - "Mia"

Não é super cute?
O MV é estranho ~~ mas tem lá o Thunder dos MBLAQ todo fofinho e mais novinho ~*-*
Já me alonguei demais, I'll shut my mouth now!


31.

Doojoon chegou a casa ainda o sol não tinha nascido. Melhor assim, podia entrar e não ser logo bombardeado com perguntas e sermões. Entrou pela porta principal e rapidamente tomou o rumo do primeiro andar. Iria descansar um pouco até amanhecer. Passando pelo corredor, não conseguiu evitar. Tinha tantas saudades dela que tinha de vê-la a dormir, para que pudesse ficar descansado.

Aproximou-se do quarto da maknae, pousou a mão sobre a maçaneta e rodou-a devagar, tentando não fazer qualquer barulho. Empurrou a estrutura de madeira e espreitou para dentro do quarto. Uma onda de tristeza apoderou-se de si.

Pon não dormia na sua cama, esta estava intacta. Onde estaria a passar a noite? Não gostou daquilo. Nada sequer.

~~

O sol já ia alto e os seus raios luminosos há muito que iluminavam o quarto. Normalmente ela não suportava dormir com tanta claridade, mas naquele dia ainda permanecia desacordada. Até que uma ligeira comichão no nariz a incomodou. Ela tirou a mão para fora dos lençóis e coçou o nariz, virando-se depois para o outro lado para continuar a dormir. Sentiu novamente uma impressão no nariz e começou então a despertar. Abriu os olhos lentamente, tentando focá-los na pessoa ao seu lado.

A primeira coisa que viu foi os lábios do moreno, entreabertos num sorriso. Sorriu-lhe de volta.

- Dormiste bem? – Ele perguntou, tocando-lhe no nariz para lhe fazer mais cócegas.

Mintae acenou positivamente com a cabeça e voltou a fechar os olhos. Kyuhyun inclinou-se para beijá-la, antes de se levantar.

- Onde é que vais? – A morena perguntou, ensonada.

- Fazer uns telefonemas. Volto já.

Instantes depois ele voltou. Ela continuava de olhos fechados. Kyuhyun sentou-se e pousou um tabuleiro em cima da cama. Ela abriu os olhos.

- Tens fome? – Kyuhyun perguntou-lhe. Mais uma vez, ela respondeu acenando com a cabeça.

Mintae elevou o tronco, puxando o lençol para lhe cobrir o corpo. Sentou-se, ajeitando a almofada atrás das costas. Kyuhyun pegou num dos morangos que tinha dentro de uma taça de vidro e levou-o aos lábios. Aproximou os lábios de Mintae, de modo a que ela conseguisse chegar à fruta que carregava.

Ela riu antes de morder o morango, tocando com os lábios nos dele.

- Aish, desde quando é que tu és assim? – Perguntou, divertida. – Vais acabar por me habituar mal… - Disse, mastigando a fruta.

- Não me importo que fiques mal habituada. – Ele respondeu. – Hei de fazer tudo o que quiseres.

- Parece-me bem… - Ela lançou-lhe um olhar matreiro. – Vais ser o meu escravo, é?

- Vou. – Kyuhyun tirou outro daqueles frutos e estendeu-o na direcção dela. Mintae mordeu o morango com vontade. Um pouco do sumo do fruto deslizou-lhe pelo canto do lábio. Ela tentou limpá-lo com a mão, mas o rapaz foi mais rápido a chegar ao local com os seus próprios lábios.

Mintae agarrou o braço dele e puxou-o mais para junto de si. Kyuhyun sorriu. Ajeitou-se melhor entre as pernas dela, puxando-as para que ela voltasse a ficar deitada. Pousou o seu tronco sobre o dela, enterrando a cabeça na curva do seu pescoço.

- Saranghaeyo. – Sussurrou-lhe contra a orelha.

Mintae sentiu toda a pele arrepiar-se. Não por causa da respiração dele mas pela palavra que lhe dissera. Era a primeira vez que o ouvia a dizer aquilo de uma maneira tão séria e sentida. Já tinham dito aquilo um ao outro inúmeras vezes, mas não tão… seriamente.

- Promete-me que nunca me vais deixar. – Ele continuou. – Por mais porcaria que eu faça… perdoa-me sempre Min… - Ele abraçou-a com mais força.

- Kyun-ah… - Ela estranhou aquilo mas resolveu nem perguntar. – Eu nunca te vou deixar… tu és meu! – Riu. – E vamos ficar assim para sempre, pode ser?

~~

Miya adormecera mesmo ali, deitada ao lado do namorado. Dissera a si mesma que não se arriscaria a sair de perto dele para não correr o risco de ele acordar sem si ali. Passara a noite quase toda em claro e só há pouco fora vencida pelo cansaço.

Sentiu um toque quente e suave na sua mão. Abriu os olhos rapidamente, dando quase um salto do colchão. Seria Eunhyuk a tocar-lhe na mão? Com toda a agitação, e como estava apenas sentada na beira da cama, quase caiu ao chão, se não fossem uns braços fortes a agarrá-la.

- Cuidado Miya! – Uma voz masculina bem conhecida soou.

Miya viu-se nos braços de Donghae.

- Desculpa se te assustei. – Disse, baixando os olhos.

- OMONA Hae! – Miya abraçou o pescoço dele com força. – Eu pensei que fosse o Eun que tinha acordado… os médicos contaram-te que ele ontem…

- Ne. – Donghae riu. – A enfermeira disse-me. Que bom, não é?

-Aish Lee Donghae, o momento em que o meu Hyukie abrir os olhos vai ser o mais feliz da minha vida.

- Vamos esperar que isso aconteça rápido Miya.

- Enquanto isso… acho que já me podes pôr no chão. – Ela disse divertida, só aí reparando que ainda estava no colo dele.

- Oh, desculpa. – Ele ficou um pouco envergonhado com aquilo. – Nee… o Eunhyuk está com melhor aspecto até, não está tão pálido, não achas? – O rapaz foi-se aproximando mais do amigo. Pousou-lhe a mão sobre a cabeça, acariciando os cabelos castanhos claros.

Os dois petrificaram quando a máquina que monitorizava os batimentos cardíacos de Eunhyuk começou a apitar, cada vez mais frequentemente. O corpo dele tremeu.

- O que… Hyukie? – Miya começou a sentir o seu coração acelerar. – Hae, chama um médico aqui, já!

Ao ouvir aquilo o rapaz correu quarto fora, gritando por ajuda. Uma enfermeira seguiu-o de volta até perto do adormecido e atrás deles surgiu o médico que acompanhava o caso daquele paciente.

Médico e enfermeira trocaram algumas palavras, cochichando alguns termos médicos que, para Miya e Donghae, parecia grego. A mulher abriu um armário ali ao lado e tirou de lá algumas coisas. Os dois reconheceram uma seringa que ela encheu com um líquido amarelado de um frasquinho que o médico tirara do bolso da bata branca.

O médico destapou o braço do rapaz e a enfermeira procurou uma veia boa para lhe espetar a agulha, deixando o remédio ser levado na corrente sanguínea dele.

- O que é que está a acontecer? – Miya quebrou o silêncio, não aguentando mais vê-los trabalhar sem prestarem qualquer tipo de informação a ela e Donghae.

Assim que o líquido se espalhou pelo sangue do rapaz, ele pareceu ficar com uma espécie de calafrios, todo o seu corpo tremeu, e os batimentos cardíacos abrandaram.

- O que se passa? Diga-nos! – Miya insistiu.

- Tenha calma. – O médico finalmente lhe deu atenção. – São boas notícias. – Sorriu. – Isto foi só o corpo do seu amigo a dar-nos um sinal… um sinal positivo. Agora resta esperar, deixá-lo descansar um pouco e… ter paciência.

Miya abraçou Donghae com força, não conseguindo esconder toda a emoção que sentia naquele momento.

- É hoje… - Ela sussurrou contra a blusa do rapaz.

~~

Kim rolou os olhos e soprou a franja com força. Era por aquilo que não gostava de vestidos com fecho atrás, para os fechar era um suplício. Normalmente, estando em casa, recorria sempre a Miya, que ajudava naquela tarefa, mas naquele dia estava na casa de Min Woo. E ele ainda estava a tomar banho.

- Merda! – Queixou-se.

- Precisas de uma mãozinha Kim? – A voz rouca dele soou junto do seu ouvido, fazendo-a dar um salto.

- YA! – Gritou com ele. – Precisavas de aparecer assim criatura? Credo!

Min Woo apenas riu, enquanto as suas mãos agarravam o fecho e o puxavam para cima. Com a tarefa cumprida, o moreno achou por bem que merecia uma recompensa e, por isso mesmo, deslizou as mãos novamente para baixo, seguindo a trajectória das curvas dela. Deixou as mãos pousadas sobre as ancas dela e encostou-se para a frente, de modo a conseguir pousar os lábios sobre o ombro nu dela.

- Min Woo, eu agradeço a tua ajuda, mas não te aproveites de mim. – Kim riu. Ele continuou. – Ya! Pára lá! Já estamos atrasados e… - Kim não conseguiu acabar a sua frase devido aos braços dele, que a fizeram virar-se bruscamente para ele.

- Eu sou o chefe… eu faço os horários Kim. – Min Woo riu-se, encostando o nariz no dela. – Vais respeitar a vontade do teu chefe, não vais? – Tocou-lhe nos lábios de leve.

- V-vou. – A loira deixou-se levar. Era impossível resistir ao charme de Min Woo. Ele era bom demais para ser verdade.

- Acho bem. – O rapaz beijou-a novamente. – O que é que me dizes de não irmos trabalhar hoje? – Ele riu, vendo o olhar que recebeu dela logo a seguir à proposta. – Só desta vez. Aproveitamos para treinar mais, já que faltam pouquíssimos dias para a corrida. Hum… pode ser?

- Min Woo…

- Vá lá Kim…

- Min Woo…

- Por favor…

- Aish!

- O Choi segura as pontas lá, ele não se importa…

Ao ouvir o nome de TOP, Kim sentiu uma má sensação de aperto. O desgraçado andava a apertar-lhe o cerco. Ela suspirou, pensando se não seria melhor pedir a Kyuhyun que a tirasse daquela missão. Mas haviam dois pormenores. Primeiro, ele estava na China e segundo, mesmo que ela fosse afastada da missão, com certeza que TOP arranjava outro alguém para dar um fim a Min Woo. E essa era a última coisa que ela queria que acontecesse.

Aish! Desgraçado do TOP que a deixava sem alternativas! Logo agora que gostava de alguém de verdade, havia quem o quisesse fora de circulação. Subitamente uma ideia surgiu na sua cabeça. Investigaria TOP, descobriria o passado dele e… talvez pudesse inverter um pouco os planos. E se, acidentalmente, fosse TOP a vítima de um acidente qualquer…?

Aquela era uma missão complicada, mas não impossível. Começou a arquitectar alguns detalhes. Até que se sentiu ser abanada. Levantou os olhos, encarando o moreno, que a fitava curioso.

- Então…? Estavas a pensar em quê?

- N-nada. Só me distraí.

- Imagino. – Ele sorriu. – Desconcentraste-te comigo só de toalha, aposto!

Só aí ela realmente reparou que ele estava coberto apenas por uma toalha amarrada à cintura. Partes do seu corpo ainda estavam molhadas, algumas gotas, caídas dos cabelos, deslizavam-lhe pelos abdominais definidos. Kim perdeu-se novamente, analisando cada pedaço do corpo dele.

- Ganhavas mais se não fosses tão convencido! – Ela conseguiu dizer quando, a esforço, arrancou os olhos dele.

- E tu ganhavas mais de tirasses esta toalha daqui. – Ele ripostou, lançando o seu melhor olhar de provocação.

- YA! Desde quando é que és tão… perv?! – Ela bateu-lhe no ombro, tentando afastá-lo.

- Desde que tu me tentas a toda a hora! – Os braços dele impediram-na de ir muito mais longe. Kim foi arrastada até ficar colada ao peito dele.

- Aish Min Woo… vais molhar-me e estragar-me a roupa! Eu já estava quase arranjada e… - A loira foi calada pelos lábios dele fazendo pressão nos seus.

Min Woo recuou, aproximando-se da cama novamente. Empurrou a rapariga para que ela se sentasse. Pegou-lhe na mão, notando o anel que lhe oferecera, ficava-lhe tão bem no dedo magro, naquela pele branca imaculada. Em breve gostaria de substituí-lo por uma aliança de verdade. Aí saberia que Kim era sua. Só sua.
- Eu estou tão apaixonado por ti Kim… - Confessou, olhando, derretido, para ela.

A pele de Kim arrepiou-se. Sorriu envergonhada. Suspirou, mordendo o lábio antes de falar:

- Eu também Min Woo… eu gosto tanto de ti… tanto…

Ele sorriu. Inclinou-se para a frente, colocando um joelho sobre o colchão. Chegando aos lábios dela, não resistiu em beijá-los, sentindo aquela textura tão suave e o leve sabor de cereja do batom que ela usava.

Kim inclinou-se para trás, puxando-o pelos braços atrás de si. As suas costas afundaram-se no colchão e o corpo dele surgiu sobre o seu. Abraçou-o com força. Queria ficar assim para sempre.

~~

- Ora ora… quem são eles… - A mulher que estava sentada atrás de uma secretária levantou-se, vendo um casal entrar pela sua sala adentro. – Então, cumpriram a vossa missão? Aproveitaram a estadia no hotel que eu vos ofereci? – Não escondeu a sua ansiedade em saber. O seu futuro sucesso estava nas mãos daqueles dois, principalmente nas da rapariga, já que era ela que se iria infiltrar na casa de Kyuhyun.

- Olá InYoung. – Seulong cumprimentou. – Aproveitamos sim. Aqui estão as provas, caso duvides de nós. – Atirou-lhe uns documentos para cima da mesa.

- Sabes que eu não acredito em ninguém Seulong. – Riu, começando a ler o documento. – Mas gosto do que leio… gosto, gosto.

- Ainda bem que sim…

- E tu? – Virou-se para a rapariga. – Estás pronta? Estudaste bem a lição? Sentes-te pronta para o desafio?

- Tudo certo unnie. Não vou falhar. – MiYoung sorriu maldosamente.

- Se alguma coisa corre mal sabes o que te acontece! – Ameaçou, apontado uma arma à rapariga.

- Não precisas de ameaçá-la! – Seulong aproximou-se da mais velha e fê-la baixar a arma. – Olha que aquele bebé é meu e eu quero-o no final disto tudo! E A Mi sabe o que fazer, não sabes?

- Não duvidem do meu profissionalismo. Eu vou fazer o Kyuhyun amar-me e a este filho. – Ela riu. – Esperem para ver.

- Tudo bem. Então vai lá. – InYoung ordenou.

- Eu acompanho-te. – O rapaz ofereceu.

- Não! – InYoung manifestou-se. – Eu preciso de falar contigo.

Ele olhou relutante para MiYoung que lhe esboçou um sorriso e piscou o olho. Saiu, fechando a porta atrás de si.

- Diz o que queres. – Ele pediu, tentando despachar-se dali.

- Estás com pressa para quê? Estás preocupado com a rameira agora? – Rolou os olhos.

- Estou. Algum problema?

- Nenhum. – Ela engoliu em seco e cerrou os dentes.

- Estás com ciúmes de mim InYoung? – Ele riu.

- Pff, não digas disparates!

Num gesto rápido ele agarrou-a com força e beijou-a.

- Não tenhas. Eu chego para as duas. Mas agora estou preocupado e quero falar com ela antes da visitinha ao Kyuhyun. E deixa-me levar isto, vai ser-lhe útil. – Pegou no documento que trouxera para ela ler, um documento do hospital, assinado por um dos mais conhecidos obstetras de Seul, comprovando a gravidez da rapariga.

Seulong saiu, e ela deixou-se cair na cadeira. Reviu novamente todo o plano. Tinha de dar tudo certo, tinha de acabar com Kyuhyun de vez, desta vez descobrindo-lhe todos os podres e os segredos dos negócios obscuros em que ele andava metido.

Kyuhyun iria acabar os dias nas suas mãos. Finalmente. Mal podia esperar. Kyuhyun nas suas mãos.

- O Kyuhyun nas minhas mãos… meu, só meu. – Sorriu vagamente. – Vais arrepender-te por me teres desprezado… vais ser meu, só meu. Finalmente Kyu… sem ninguém mais… só nós…

Quem visse o seu olhar naquele momento, iria descrevê-lo apenas com um adjectivo: doentio.

~~

Miya suspirou. Donghae estava a demorar com a comida. E ela estava cheia de fome. Encostou-se mais, apoiando os cotovelos sobre o colchão da cama onde Eunhyuk continuava desacordado. Fechou os olhos por um instante, revendo alguns acontecimentos do seu passado com o rapaz.

*flashback*

Seul, 24 de Setembro de 2006 – 17:22h

- Eunhyuk abranda por favor! Eu tenho medo! – Ela pediu, sentindo o carro derrapar numa curva mais apertada.

- Não tenhas medo amor. – Eunhyuk tirou os olhos do volante por instantes para conseguir olhá-la, com um sorriso nos lábios. – Eu só preciso de chegar ao bairro, está quase.

Miya mordeu o lábio, agarrando-se com força ao banco do carro que o namorado conduzia como um louco. Olhou para trás, um outro carro preto seguia-os, um dos ocupantes colocou o tronco de fora da janela e fez pontaria à viatura do namorado.

- Hyukie cuidado! – Ela avisou e o rapaz torceu o volante com força, enfiando-se por uma rua estreita.

Miya lançou-lhe um olhar confuso de espanto. Só um génio dos volantes conseguiria conduzir àquela velocidade com tanta precisão. Mais uma razão para ter orgulho dele.

O carro que os seguia ganhou distância deles dado que o condutor não era tão hábil quanto Eunhyuk.

- OMONA Lee Hyukjae! Quando é que nós vamos parar com isto? – Miya perguntou. – É demasiado perigoso! – Queixou-se.

- Então amor, não gostas de adrenalina? – Ele sorriu, carregando ainda mais no acelerador.

- Gosto. Mas tudo tem a sua conta. Cada vez te dás com gente mais perigosa… eu tenho medo… pode acontecer alguma coisa. – Ela entristeceu só de pensar.
- Não vai acontecer nada. Eu estou aqui para te proteger!

- Pois, mas eu agradecia se te preocupasses menos comigo e mais contigo Eun!

- Como é que eu posso fazer isso? – Ele pareceu incrédulo. – Tu és a minha princesa… a coisa mais valiosa que eu tenho neste mundo. Dou a minha vida por ti.

- Credo! Agradeço isso tudo, mas não quero que dês a vida por mim. E… aish, vamos mas é parar com esta conversa! Já estou toda arrepiada! – Miya esfregou os braços.

*flashback end*

Miya levantou-se rapidamente e afastou-se em direcção à janela do quarto. Tinha de afastar aquelas recordações daquele dia. Mais valia não rever aquilo novamente.

Ajeitou os cabelos, puxando-os para trás. Contorceu os lábios. Que Donghae chegasse depressa!

Lentamente, voltou a aproximar-se da cama de Eunhyuk.

- Parvo! – Acusou-o. – O que é que eu te disse? Eu não queria nada disto! Não queria que arriscasses a tua vida por mim! Porque é que o fizeste Lee Hyukjae, para quê? Para quatro anos em coma? Foi para isso? – Miya explodiu, não conseguindo conter mais tudo o que guardava na alma a sete chaves. – Eu não aguento mais isto, eu vou dar em doida! – Também não conseguiu mais impedir as lágrimas de deslizarem pelo seu rosto. – Acorda de uma vez por todas! Eu não tenho mais forças para isto… - Suspirou, deixando-se cair de joelhos no chão.

*flashback*

24 de Setembro de 2006 – 17:42h

Miya chorava incessávelmente. Um medo doido tinha-se apoderado de si. As coisas tinham fugido ao seu controle. Agora ali estava ela e Eunhyuk, no meio de uma luta de grupos criminosos, gangs, ou o que era toda aquela seita. Nunca tinha sentido tanto medo, não por si, mas pelo namorado, que tinha ido para o centro do campo da batalha, negociar qualquer coisa, provavelmente a saída dos dois do meio daquela luta que não lhes pertencia.

Miya e Eunhyuk tinham tramado contra o grupo de Changmin mas não estavam associados em nada ao grupo de um tal de Kyuhyun, nem sabiam quem era ela. Changmin não acreditava.

Ela espreitou de trás de uma pilha de madeira que estava ali encostada, vendo o namorado de mãos para o alto, trocando palavras com dois outros rapazes, ela reconheceu Changmin, e o outro deveria ser o tal Kyuhyun, e pelos vistos, ele estava a ficar sem paciência para aquilo. Apontou a sua arma a Eunhyuk e disse qualquer coisa, incompreensível para ela.

De repente, sentiu alguém atrás de si. Uns braços fortes agarraram-na, magoando-a.

- Vejamos quem temos aqui… - Um homem falou.

Como se ela fosse uma pena, arrastou-a sem dificuldades até ao centro da disputa. Eunhyuk arregalou os olhos em choque, temendo por Miya.

Vendo que ele estava a olhar para ela, Miya, nessa altura com um longo cabelo loiro, sibilou um “saranghae” que ele pôde ler-lhe nos lábios. Eunhyuk mordeu o lábio logo a seguir. Retribuiu a palavra dela. Fechou os olhos, inspirando com força.

- Matem-me se quiserem, mas deixem-na em paz. Não tem nada a ver com isto! – Eunhyuk gritou.

- NÃO! – A voz de Miya soou logo em seguida.

*flashback end*

- Não Eunhyuk, não! – No chão, Miya passou as mãos pelo cabelo, desorganizando-o. Já estava desorientada. Teve vontade de acabar com tudo aquilo de vez, parar de adiar o que estava destinado há quase cinco anos atrás. Levantou-se, voltando a aproximar-se da cama dele. Tantos fios… tanta coisa que ele precisava para sobreviver – se se podia chamar ao seu estado sobreviver – O que aconteceria se alguns daqueles fios fossem cortados? O que aconteceria se os seus pulsos fossem cortados logo a seguir? Voltariam a reencontrar-se noutro sítio, um melhor do que aquele?

Recuou, temendo os seus próprios pensamentos. Desistir do que lutara afincadamente todos os dias desde há quase cinco anos, logo agora que havia esperanças? Logo agora que o milagre podia acontecer a qualquer momento?

- Annyeong… - Uma voz soou.

Miya virou-se rapidamente para a porta, limpando as lágrimas. Donghae voltara, pensou. Admirou-se quando não viu lá ninguém.

Como se lhe tivessem corto as pernas, ela caiu de joelhos no chão, sentindo tudo desabar à sua volta. Sentiu-se atordoada, confusa, o coração a palpitar. Parecia estar tudo a movimentar-se à sua volta. Não era possível!

Um sorriso formou-se nos lábios entreabertos, pálidos.

- Onde…? – A mesma voz soou, fraca e meio rouca. – Alguém? - Ele fitava, confuso, tudo à sua volta. Não reconhecia aquele espaço.

E o milagre aconteceu.

~~

- Aish! – A maknae queixou-se, deixando-se cair de costas sobre o lençol branco. – Nós andamos mesmo a brincar com o fogo! – Riu. – Achas que o Jonghyun vai acreditar nas nossas desculpas esfarrapadas?

- Estás preocupada com o Jonghyun, Pon? – O corpo do maknae surgiu sobre o seu. – A sério? – Duvidou. – Não tens mais nada para te ocupar do que pensar no nerd?

- Até tenho. – Ela sorriu-lhe maliciosamente.

Chansung sentiu as mãos dela no seu peito, empurrando-o para o lado, conseguindo sair do cerco que ele lhe fizera. Ela levantou-se e andou até uma poltrona ali ao lado, onde estava pousada uma enorme pasta preta. Pon abriu-a e mergulhou as mãos nas notas que lá haviam dentro. Tirou um maço e aproximou-o do rosto, cheirando o dinheiro.

- Esta é a segunda parte do pagamento da suite. – Atirou o dinheiro ao rapaz. – O que é que fazemos com o resto? – Apontou para a pasta cheia.
Chansung levantou-se e caminhou na direcção dela.

- Eu tenho uma ideia. Não precisamos disto tudo, pois não?

- É imenso! - Ela abanou a cabeça em sinal negativo.

- Então está decidido. Vamos fazer algo útil com ele mais logo. – Sorriu.

- O quê? – A maknae perguntou curiosa.

- Logo vês! – Ele provocou, pondo a língua de fora.

- YA! Eu quero saber agora!

- Apanha-me primeiro! – Chansung piscou-lhe o olho e começou a correr pelo quarto, saindo pelas portas de vidro que davam acesso a uma varanda imensa, equipada com mini jardim e uma piscina cuja temperatura da água era regulada pelos próprios hóspedes. Muito luxo. Pon e Chansung ainda não a tinham usado, por isso mesmo a temperatura da água ainda estava fria.

Chansung conseguiu dar duas voltas completas à piscina, até tropeçar e cair dentro de água. Salpicou a maknae, que ficou ainda mais atiçada com ele.

- Desastrado! – Gozou. – Agora já vais ver! – Ameaçou, antes de despira a camisa dele, que lhe servia de vestido.

Mergulhou, chegando junto dele sem grandes dificuldades.

- Estás lixado, água é o meu habitat! – Ela riu. – Aish, mas está fria demais, bolas! – Queixou-se.

Chansung pegou-lhe na mão e puxou-a mais para si.

- Aqui ao pé de mim não tens frio. Não saias daqui, pode ser? – Olhou-a, desta vez com grande carinho.

- Aww Chan, és tão amoroso… - Pon gozou mais uma vez com ele. Torceu-lhe o nariz.

- Ya! Tu és tão má… Eu sou querido para ti e só gozas… aish! – Ele atirou-lhe água.

- O que é que queres? Eu sou dongsaeng do Kyuhyun, aprendo com ele.

- A partir de agora é aqui o oppa que te vai ensinar umas coisinhas… - Ele mudou o semblante, assumindo um tom malicioso.

- E tu lá tens moral para ensinar alguma coisa? – Mais uma vez, ela não o levou a sério.

- Aish! – Chansung explodiu. – Conseguiste provocar-me o suficiente. Eu vou ensinar-te o valor da minha moral!

- OMONA~ - Ela escapou dos braços do maknae e começou a nadar para longe. Rapidamente Chansung se aproximou e, pegando-lhe no pé, aproximou-a dele novamente, virando-a de frente para si.

Os dois ficaram parados por alguns segundos. A luta pareceu ficar esquecida, apenas a atracção os fazia ficarem cada vez mais próximos. Chansung tocou com os lábios nos dela de leve, antes e aprofundar o contacto. Após algum tempo afastaram-se.

- Chansung-ah… - Ela chamou, baixinho.

- Hum?

- Conta-me lá o que vamos fazer com o resto do dinheiro que roubamos do banco? – Aproveitou para pedir.

- És tão inconveniente Pon… - Ele queixou-se, mas pareceu não se importar muito com isso.

Ela riu contra a pele do pescoço dele.

- Ainda bem que achas Chan, obrigada.

Aquela sua maneira de ser só cativava cada vez mais o rapaz. Ela era tão random, tão desligada de extremos romantismos, mas ao mesmo tempo era tão querida, tão engraçada…

E ele não conseguia evitar ficar cada vez mais encantado com ela.

Bendita a hora em que Yesung o escolhera para aquela missão com a dongsaeng de Kyuhyun.

~~

- YESUNG OPPAAAA~~!!! – A loira entrou em casa a gritar.

Dois rapazes que estavam sentados a ver televisão na sala quase deram um salto do lugar. Desviaram a atenção para Kim.

- Oh, olá rapazes! – Cumprimentou-os com um sorriso. Junho e Lee Joon acenaram-lhe.

O mais velho apareceu, vindo do escritório. A sua expressão era de confusão.

- Oppa~~ - Ela esboçou um sorriso e começou a correr na direcção dele. – Eu preciso de ajuda, por favor! – Pediu, atirando-se nos braços dele.

- O que é que aconteceu Kim? – Yesung estranhou.

- Escritório! – Ela empurrou-o de volta e fechou a porta quando dos dois entraram.

- O que é que se passa Kim? – Ele alarmou-se.

- Aish, é nestas alturas que o Kyuhyun faz aqui uma falta desgraçada! Nee oppa… eu não sei como hei de começar…

- Oh Deus… O que será que vem daí… - Yesung ficou preocupado.

- Sabes a minha missão actual… aquela encomenda do TOP? – Perguntou-lhe.

- Estou a par…

- Então… é que… há um problema… eu não sei… aish! Eu nunca falhei uma ordem mas agora é complicado porque… a pessoa que eu tenho de… matar… ele é… OMO, ele… aish oppa!! O que é que eu faço?

- Oh Kim, fala como deve ser, eu não percebi nada!

- Grande ajuda que tu me dás! – Ela queixou-se. – Não percebes o meu drama? Aish! Vou mas é procurar a unnie! – Disse, saindo da sala, deixando um Yesung confuso. Que raio fora aquilo?

- Aish… - Suspirou. – É desta que eu vou começar a dar mais valor ao Kyuhyun… - Voltou a sentar-se na cadeira.

~~

Chansung parou o carro em frente de um edifício grande, mas visivelmente degradado. Pon ainda estranhou mais aquilo, queria saber que sítio era aquele, mas o maknae teimoso ainda não lhe contara.

- É aqui Pon-chan, vamos sair. – Disse, tirando o cinto e saindo do carro. Abriu a porta de trás e tirou a pasta cheia de dinheiro.

Pon saiu, fechando a porta atrás de si. Foi caminhando até ao grande portão de ferro. Logo depois o rapaz estava ao seu lado e tocou à campainha que mal se via, tão escondida pelas ervas que ali cresciam sem tratamento.

Uma mulher, aparentemente na casa dos trinta anos, surgiu por detrás da porta do edifício. Andou por um caminho de pedra até chegar ao portão. Sorriu aos dois, principalmente a Chansung.

- YA! Hwang Chansung! Pensei que te tivesses esquecido de nós! – Ela disse, abrindo o portão aos dois.

- Annyeong hasseyo noona. Eu não me esqueci, apenas andei ocupado com trabalho. Mas estou aqui agora… com uma recompensa pela minha ausência. – Chansung respondeu. Falava como se já a conhecesse há muito tempo. – Esta é a Pon, ela é a minha… amiga.

- Olá. – A mulher sorriu para a maknae.

- Olá. Prazer em conhecê-la.

- Wahhh ~ a tua… “amiga”… é muito bonita Chansung! – A mulher elogiou. – Mas vamos entrar.

Chansung pegou na mão dela e encaminhou-a, enquanto a maknae tentava que a cor das suas bochechas voltasse ao normal.

- Diz-me já que sitio é este Hwang Chansung! – Ela apertou a mão dele com toda a sua força.

- Auuuu bru-

- O que foi? – A mulher virou-se.

- Nada, nada! – Ele mentiu. – A Pon estava aqui a dizer-me que vai adorar conhecer os novos amigos.

- Ohhh que querida. Tenho a certeza que as crianças também vão adorar uma jovem tão adorável. – Ela opinou, abrindo a porta do edifício para entrarem.

- Crianças? – Pon arregalou os olhos. – Teus… filhos Chansung?

- Não sejas tonta! – Ele riu.

Entraram para uma sala grande e iluminada, toda colorida e enfeitada. Parecia uma sala de um infantário. Não haviam ali muitas crianças àquela hora mas as que estavam, eram acompanhadas por algumas voluntárias.

- Nee Pon… eu vou então explicar-te que sítio é este, antes que inventes mais alguma ideia absurda! – Riu. – Esta é uma espécie de fundação, que a Suri noona administra. Ela e alguns voluntários cuidam de crianças que foram abandonadas pelos pais e não têm outro sítio para onde ir, nem mais ninguém que cuide delas. Infelizmente eles não contam com muitos apoios nem dinheiro…

- Oh… - Pon não escondeu o seu espanto.

- Para além disso… a Suri noona trabalha com crianças especiais. Todas elas têm algum tipo de problema que as impede de levar uma vida normal… por isso ainda são mais esquecidas pela sociedade… - Ele falava com tristeza na voz. – Por isso acho que o nosso dinheiro lhes vai ser bastante útil, não achas o mesmo?

- Oh, claro! – Ela ainda estava a digerir a história. – Muito melhor do que os nossos gastos fúteis em hotéis e… esse tipo de coisas.

- Este dinheiro vai ajudar a comprar comida, remédios, roupas quentinhas para o inverno, e quem sabe melhorar um pouco as condições deste edifício.

- OMONA Chansung… eu não sabia que… ajudavas estas causas. É um gesto tão bonito.

- Nee… eu tenho os meus motivos. Um dia eu conto-te. Mas agora… vamos lá conhecer as crianças?

- Ahhh… eu não tenho muito jeito para elas… - Ela ficou relutante.

- Então é melhor começares a ter… anda lá. – O rapaz pegou-lhe no pulso e os dois aproximaram-se de uma mesinha onde algumas crianças de cerca de 3 ou 4 anos desenhavam, com a ajuda de uma rapariga, que os monitorizava.

- Annyeong hasseyo! – Chansung cumprimentou, alegremente.

- Oh, olhem quem chegou! – A rapariga falou. – Cumprimentem as nossas visitas.

- Annyeong hasseyo. – Todos disseram ao mesmo tempo, sorrindo aos dois. Pon retribuiu, envergonhada.

- Hyung! Vamos brincar? – Um dos rapazinhos levantou-se, correndo até Chansung. Ele pegou-o no colo.

- Claro, querem brincar ao quê?

- Futebol! – Um respondeu.

- Não! Vamos antes brincar aos polícias a ladrões! – Opinou outro.

- Escondidas!

- Vamos fazer isso tudo, temos tempo. Começando com o futebol. – Chansung disse, afastando-se com os pequeninos atrás.

- Hum… Chansung! Chan, seu desgraçado não me deixes aqui sozinha, eu não sei o que fazer… aish! – Ela suspirou, vendo-o já entretido mais ao fundo.

- Unnie… - Ouviu uma voz fininha chamar, e alguma coisa a tocar-lhe na perna. – Bincá? – Uma menina de cabelos loiros estendeu-lhe uma boneca.

- Por favor não chores! – Disse com medo. - Eu acho que não tenho muito jeito para isso… - Pon ajoelhou-se para olhá-la melhor.

- Cholal? A unnie é engaçada! – Ela riu.

- Tu achas que eu sou engraçada? – A maknae estranhou.

- Sim. – A pequena assentiu.

- És a primeira criança que me diz isso…

- Vem… eu ensino a bincá com as bonecas. – A criança pegou-lhe na mão e levou-a consigo até onde outras meninas estavam. Pon sentiu-se ainda mais intimidada.

Com o passar do tempo, até que aquilo se tornou divertido, ela estava mesmo a gostar de brincar com elas.

- Ok, eu empresto-te o vestido roxo mas tu deixas-me usar os sapatos verdes, combinado? – A maknae, que ali no meio delas era a unnie mais velha, combinava com a loirinha.

- Certo. E podes levar esta mala também. – A criança ofereceu.

- Que querida! Obrigada. – Pon começou a vestir a sua boneca.

- Desculpem interromper. – Uma voz masculina soou. Pon virou-se para atrás e viu o sorriso derretido de Chansung. – Deixem-me levar a vossa unnie por uns instantes.

Pon levantou-se, sorrindo ás crianças. Afastou-se com o rapaz.

- Então Pon-chan, estavas a divertir-te?

- Eu… estava só a tentar ser simpática… - Sorriu sem jeito.

- A evil maknae afinal tem coração? – Ele gozou. – Vem comigo, vamos ver outras crianças.

- Mais? – Pon piscou.

- Sim. Não queres ver os mais pequeninos?

- Tipo… bebés? – Ela torceu o nariz.

- Sim, anda! – Ele começou a andar, puxando-a pela mão até um quarto cheio de camas pequeninas.

- Olá! – Uma mulher já de idade cumprimentou. – Menino Chansung! Veio visitar-nos. – Não escondeu a alegria ao vê-lo.

- Sim ahjumma, e trouxe uma amiga. Esta é a Pon.

- Annyeong hasseyo. – Pon cumprimentou.

- Olá minha querida. Vieram ver os pequeninos? Quer pegar-lhe? – A mulher aproximou-se de Pon com uma criança bem pequena. A maknae arregalou os olhos e puxou a camisola de Chansung, fazendo-o pegar na criança.

A mulher estranhou a sua atitude.

- Então Pon, o que foi? – Ele perguntou.

- Imagina se eu o deixo cair! É melhor não arriscar. – Afastou-se. – Eu… é melhor ir dar logo a pasta do dinheiro àquela rapariga que nos abriu a porta. E depois tenho de ir… o Yesung oppa… eu fiquei de falar com ele… sobre um assunto importante… que não pode ser adiado. E ainda tenho de ligar à Min unnie… e falar com o Kyu… e implicar com a Kim… e falar com a Miya unnie também… eu… tenho de ir, fica tu, mas eu vou embora e… desculpa.

- Pon! – Chansung chamou-a, preocupado. Ela não respondeu e ele foi atrás. – O que é que se passa? Porque é que tens tanto medo de te aproximar das crianças?

- Coisas passadas, Chan. Falamos depois.

- Calma, eu vou contigo!

- Não, deixa-te estar. Pareces tão feliz aqui… - Sorriu. – Mas eu… tenho mesmo de ir. Não penses que eu não gostei de vir aqui, porque eu gostei, gosto do teu gesto de solidariedade… E as crianças são queridas… mas… nós depois falamos, ok? – Ela disse, beijou a bochecha de Chansung e apressou-se até à porta.

Ele ficou a vê-la afastar-se, confuso.

(continua...)

O EUN ACORDOU ~~
Mistérios à vista sobre o passado da Pon ~~
Em breve vão saber todos os passados desta gente toda.

Thanks ^^

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